Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Matsuri é uma moça apaixonada pelo rapaz mais bonito da escola, Wataru, mas se senta ao lado de um garoto considerado um marginal e ainda por cima guarda um segredo de todos: ela é uma lutadora de luta livre (wrestling, na verdade)! Porém, Matsuri quer esconder isso a todo custo, já que o rapaz de quem ela gosta detesta mulheres musculosas, preferindo as mais meigas e dóceis, bom, no fundo ele é um idiota! No entanto, Matsuri não tem como fugir da luta livre, na verdade ela até tenta, mas é super conhecida no meio (ela usa uma máscara pra que ninguém saiba quem ela é) e seu pai a obriga a lutar, principalmente por causa das dívidas! Como se não bastasse, o tal garoto marginal, Shigematsu, não é um bad boy, na verdade é um fã da sua personagem lutadora!



Matsuri detesta ser quem ela é, sendo obrigada a lutar, por isso tenta desesperadamente mudar a si mesma, mas Shigematsu é o único que gosta dela como ela realmente é e isso conforta Matsuri, apesar dos dois viverem brigando! Matsuri quase não tem amigos na escola e nem muito tempo livre, assim, Shigematsu acaba sendo seu primeiro amigo do qual ela não guarda nenhum segredo. Claro que o relacionamento deles vai passando de amizade a algo mais, ao mesmo tempo em que Matsuri vai enfrentando novos desafios, tanto na sua vida pessoal como profissional. À medida que a história avança, a protagonista começa a se entender e se aceitar melhor.

O mangá tem romance, mas também tem cenas de lutas bem interessantes, apesar de engraçadas! Alguns personagens secundários como a Maru são bem interessantes, embora ela só apareça na metade do mangá, mas ela é importante para forçar Matsuri a ser quem ela realmente deve ser e também pra apimentar o romance dos protagonistas. Wataru também tem sua relevância no mangá, já que no começo ele era um idiota completo e aos poucos muda, se apaixonando pela personagem criada pela Matsuri.



Resumindo, é um mangá (de 4 volumes) que foca no desenvolvimento dos personagens, no amadurecimento deles, com pitada de romance, drama e comédia. Lembrando que a mangaká é a mesma de Hana Yori Dango e Cat Street, Yoko Kamio!


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Hase é um rapaz que tenta a todo custo ser amigo de sua colega de escola Kaori Fujimiya, mas ela o rejeita veementemente, até que depois de um tempo, Kaori conta a Hase o motivo para rejeitá-lo tanto: depois de uma semana suas memórias se apagam e ela se esquece de tudo! Obviamente o enredo me lembrou do filme “Como se fosse pela primeira vez”, mas o desenrolar é bem diferente!

Hase é um garoto realmente persistente, pois decide que irá reconquistar a amizade de Kaori toda semana, pedindo para que ela anote tudo que eles fazem juntos em um diário, assim tudo que eles fazem fica registrado nas anotações. Ao longo do anime vamos conhecendo melhor os protagonistas, Hase sempre mais animado e generoso, Kaori tímida e meiga. Juntos, os dois vão construindo uma bonita relação, enfrentando os obstáculos que aparecem. 



O anime é mais intimista, por tanto, o todo o foco é na amizade dos protagonistas e em como Kaori precisa reaprender a ter amigos e quem sabe se tornar uma pessoa menos distante. Apesar disso, destaque para Shougo e Saki que servem como apoio para Hase e Kaori, apesar de também terem lá sua história. Embora a introspecção possa deixar o anime com uma carga dramática um pouco maior, a verdade é que “Isshuukan Friends” consegue ser bem leve e sensível, abordando um tema simples, mas com obstáculos bem difíceis: a construção de uma amizade e a construção de boas memórias no período escolar.



O anime tem um traço que não é bem o meu preferido, mas visualmente, de modo geral me agradou, assim como a trilha sonora. Alguns podem considera-lo lento, mas acho que isso é bastante plausível levando em consideração as características dos personagens e o desenvolvimento deles. Resumindo: “Isshuukan Friends” cumpre bem a proposta apresentada, sendo um excelente anime, com uma ótima história.



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Kaito Kirishima é um rapaz do colegial que quer produzir um filme com a ajuda de seus amigos, mas a chegada de uma nova aluna torna tudo um pouco mais misterioso!

Tudo começa quando um dia Kaito está gravando com sua câmera e Ichika Takatsuki chega a terra em sua espaçonave, mas ninguém sabe que ela é uma alienígena que está na terra. Ichika passa a morar na casa de Kaito, já que não tem para onde ir, o que deixa Kanna, amiga de infância do protagonista, bastante enciumada. Aliás, a chegada de Ichika mexe bastante com os sentimentos de todos os amigos de Kaito, que pouco a pouco vão se revelando, como em uma quadrilha amorosa. Assim, podemos ver melhor os sentimos de Tetsuro, Mio e conhecendo melhor quem é a Lemon, uma personagem bastante divertida!



O filme acaba ficando em segundo plano, enquanto as emoções dos personagens vão se tornando o foco do anime. A princípio vemos os sentimentos confusos de alguns e as decisões de outros. De todos, a Kanna me parece a mais ingênua ou talvez a mais cega do grupo, já que não só não percebe quem gosta verdadeiramente dela, como também dos sentimentos da própria melhor amiga. É como se para Kanna, apenas existisse Kaito e assim não consegue enxergar os sentimentos das pessoas ao seu redor. Justamente ao contrário da Lemon, que não só percebe os sentimentos de todos, como brinca com isso!

Aos poucos os sentimentos dos personagens vão se desenvolvendo, igualmente com eles e tudo vai ficando mais interessante com os desenrolar da quadrilha amorosa, principalmente depois que o segredo de Ichika é revelado. No entanto, se por um lado os sentimentos são explorados, me parece que faltou explorar mais Ichika como alienígena, como é sua vida no espaço e o que faz. O anime acaba e não temos quase nenhuma informação a esse respeito.



É inevitável não comparar “Ano Natsu de Matteru” com “Onegai teacher”, mesmo porque ambos possuem o mesmo caracter design, Taraku Uon, e a mesma pessoa responsável pelo script, Yousuke Kuroda, sendo a série uma espécie de homenagem a “Onegai”, lembrando que “Ano Natsu de Matteru” estreou na data de aniversário de 10 anos de sua antecessora! Porém, é importante notar que existem muitas diferenças no enredo e devo dizer que o anime vai muito além de Onegai.

Para muitos “Ano Natsu de Matteru” ou foi um anime incrível ou foi mediano, para mim ele foi acima da média, justamente por explorar bem as relações amorosas dos personagens, não se detendo apenas no casal protagonista, criando expectativas até o último episódio. A verdade é que me emocionei com final da história e o drama aparece na dose certa, sem exageros, assim como a comédia, o ecchi e o romance. Entretanto, apesar de criar tensão e expectativa, o enredo acaba caindo no previsível, mas isso não me desagradou, por isso, super recomendo!



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Hachiman Hikigaya é um rapaz com sérios problemas sociais e ao escrever uma redação que mostrava bem seu estado de espirito, sua professora, daquelas bem malucas, resolve colocá-lo no clube de “serviços voluntários”. Composto inicialmente apenas por Yukino Yukinoshita.

Yukino é uma moça muito bonita e super inteligente, mas por ter sofrido muito no passado por conta de sua beleza, se isola por completo. Logo em seguida conhecemos Yui Yuigahama, que também passa a integrar o grupo, só que ao contrário de Yukino, Yui é bastante comunicativa, porém, muito insegura, daquelas que se deixa ser capacho dos outros só pra não ficar sozinha.



Ao longo da série, o clube vai ajudando outras pessoas da escola: como um garoto que tem a síndrome da oitava série, outro que precisa ajudar o clube de tênis, Saika Totsuka (responsável pelas apelações estilo shotacon e yaoi), e até mesmo um dos mais populares da escola precisa da ajuda do clube. No entanto, Hachiman continua sendo um rapaz desconfiado, acreditando que é um urso solitário sem amigos, sendo bastante conformista com a situação. Aliás, um ponto positivo na série é a complexidade dos personagens, bem escondida e bem exposta em determinados momentos do anime.

“Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru” é bastante agradável, com personagens que vão se desenvolvendo ao longo da série e quando digo desenvolver não significa que eles mudam de personalidade e resolvem seus problemas, apenas aprendem com as circunstâncias. Talvez o anime não agrade a todos, mas eu gostei principalmente pelo tema abordado: a dificuldade em interagir que muitos adolescentes e até mesmo adultos possuem. A solidão, inclusive, pode acompanhar quase a vida inteira de uma pessoa, começando na adolescência e nós sabemos que os adolescentes podem ser bem cruéis quando querem! 



Enfim, “Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru” me agradou bastante, mas não esperem comédia de morrer de rir (a não ser pelo teatrinho yaoi no episódio 11), mas sim um anime bem sarcástico, irônico, com diálogos bem elaborados e personagens não tão superficiais.

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“Noragami” é um anime de 12 episódios que envolve sobrenatural, drama e comédia, que me cativou logo no primeiro episódio.

Hiyori é uma colegial comum que um dia ao salvar um rapaz de ser atropelado quase morre! Na verdade, além de quase morrer muda completamente o rumo da sua vida, isso porque o rapaz em questão é Yato, um antigo deus da calamidade. Atualmente Yato é um deus pobre, sem templo, sem ter dinheiro nem pra comer, que vive de trabalhos esporádicos, os mais bizarros possíveis, diga-se de passagem. Como se tudo isso não bastasse, Yato também está sem um instrumento divino, que é um espirito de humano que já morreu, mas que se transforma em arma na mão de um deus.



Hiyori depois do acidente começa a se envolver com o Yato, já que seu espirito sai constantemente de seu corpo e assim ela o acompanha, buscando um modo de voltar ao normal, tanto que está com ele quando o deus encontra um novo instrumento divino: Yukine, um adolescente que a princípio parece ser meigo, mas que esconde muita complexidade e problemas.

Ao longo do anime os três acabam se tornando grandes amigos, mesmo porque Hiyori é fundamental quando Yukine começa a fazer coisas erradas e atinge quase que fatalmente Yato. Porém, o mais interessante é saber mais sobre o passado do Yato, que já foi um deus realmente odioso e possui inimigos muito fortes. Outro ponto intrigante do anime é a Nora, uma garota que já foi instrumento divino do Yato e que hoje em dia é instrumento divino de vários deuses ao mesmo tempo, o que é considerado vergonhoso. Nora é a verdadeira vilã da história e o motivo disso está intrinsecamente relacionado com o passado do Yato.



Quanto aos personagens, Hiyori não é uma protagonista chata ou Moe (o que poderia me irritar), Yukine carrega a parte mais dramática e Yato sem dúvida é o responsável pelo alivio cômico! 

Noragami não é um anime pra ser levado muito a sério, embora possua uma carga dramática considerável, mas ao mesmo tempo é um anime leve e descontraído, com situações bem engraçadas, pena que só teve 12 episódios.

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Essa foi mais uma indicação do Eiti do blog Our Otaku life e como sempre ele acerta! Eu simplesmente amei o anime!

Yugo Hachiken é um garoto que não sabe o que fazer da vida e vai estudar num colégio interno no campo, totalmente diferente de sua vida na cidade. Não sabemos bem o motivo da radical mudança, apenas que ele possui problemas familiares e que não sabe o que fazer do seu futuro.



A adaptação à vida no campo não é fácil, novas matérias, novos amigos, uma nova vida que inclui levantar às 4 da manhã todos os dias e ser obrigado a participar de um clube. Porém, aos poucos Hachiken vai se adaptando e criando novas amizades, tantos que se apega a um porquinho muito fofo, passa as férias trabalhando na casa de uma amiga e até faz uma noite de pizza no campus! 

No entanto, o maior problema de Hachiken é com os animais, já que ele não encara a morte dos bichos com tanta facilidade e essa sensibilidade é problemática para sua sobrevivência, mesmo porque o rapaz não consegue ser vegetariano (nem eu!). O dilema percorre o anime, mas apesar de ter um fundo mais sério, “Gin no saji” é divertidíssimo e mesmo usando e abusando do anticlímax eu morri de rir todas as vezes que acontecia!



Tudo no anime me pareceu perfeito, o enredo, o bom desenvolvimento dos personagens, os coadjuvantes e seus problemas, abertura e encerramento, enfim, o anime acabou se tornando um dos meus favoritos, não só pela comédia, mas principalmente por conseguir levantar dilemas de forma simples, sem muito drama.

Pra quem quer se divertir ou acompanhar um anime no mínimo interessante eu super recomendo!

PS: tem segunda temporada que eu em breve assistirei!

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Faz tempo que vejo as pessoas comentando sobre esse anime, principalmente sobre “White Album 2”, e na esperança de ver um bom romance, comecei a assistir!

Toya é um rapaz que namora a cantora Yuki, eles se conhecem há muito tempo, mas agora que ela está fazendo mais sucesso o tempo para se encontrarem ficou bem menor! Toya é rodeado de mulheres e como todo harém que se preze ele é um tapado que não enxerga o sentimento das garotas ao se redor. Já Yuki tenta a todo custo conciliar o tempo do trabalho com o rapaz e começa ter a ajuda de sua grande ídolo, Rina. Para piorar um pouco a situação dos dois, quando Yuki está prestes a lançar seu CD sua empresária faz de tudo pra atrapalhar seu romance, flertando descaradamente com Toya, que como bom covarde não consegue se livrar da pressão da mulher.



O anime começou de uma maneira muito boa, mas depois o harém foi me irritando, já que eu detesto ver um bando de garotas carentes atrás de um cara que não tem nada demais e lesado pra burro pra perceber o interesse delas. Além da Yuki, da empresária e da relação ambígua com Rina, ainda temos uma estudante de vestibular, uma amiga mais velha e uma mais nova atrás do Toya! 

“White álbum” tem um enredo muito interessante, mas a construção dos personagens é péssima. Toya tem sérios problemas de personalidade, se deixando levar por todos a sua volta, ficando sem saber se corre atrás ou desiste da Yuki, prolongando essa situação até não poder mais, alimentando muitas vezes o interesse das outras garotas por ele, ficando assim, estagnado.



Toya é um personagem fraco e enrola todas as garotas que gostam dele com sua amizade. Ao menos as personagens femininas possuem mais personalidade ao lutar por ele, mesmo sabendo que ele ama a Yuki. Outro ponto positivo são as músicas e os diálogos internos do Toya, que aparecem escritos na tela.

Enfim, “White Album” é um anime que tinha tudo pra ser bom, mas não foi, deixou a desejar no quesito personagens e até mesmo no enredo ao não explorar de maneira satisfatória o ambiente artístico e muito menos o próprio ambiente em que Toya vive. Tudo numa narrativa arrastada e sem criatividade, uma pena porque poderia ter sido bem melhor.

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Eu esperei, esperei e esperei para que estivesse devidamente legendada a segunda temporada para eu poder assistir, não queria passar por muita ansiedade, tendo que esperar lançar o próximo episódio! E devo dizer, estava certíssima, porque a segunda temporada de “Chihayafuru” é tão boa quanto a primeira, fazendo a gente assistir a tudo quase de uma vez!

O anime começa da mesma forma que terminou a primeira temporada: o clube de Karuta procurando novos membros, mas deve vez a beleza de Taichi ajuda de alguma forma e uma nova garota aparece na trama, pronta pra conquistar o rapaz e não se importando muito com Karuta. O clube também ganha um novo integrante que está ansioso para ganhar umas partidas e orgulhar seus irmãos!


Ayase continua querendo fazer com que todos se apaixonem por Karuta e sem enxergar um palmo diante do nariz, mas devo dizer que eu acho que essa segunda temporada explora bem mais a evolução dos personagens, principalmente o de Taichi, que inúmeras vezes rouba a cena.

O anime continua mostrando o jogo de Karuta de maneira poética, inclusive em alguns diálogos, mas quando começa a competição por equipe a coisa muda completamente e lá está novamente a tensão que só um jogo de Karuta pode demonstrar! Cada integrante do grupo com suas próprias preocupações, seus próprios desafios a serem superados e o gosto amargo de cada derrota estampado em cada um, assim como a felicidade em conquistar cada carta. Além disso, devo dizer que as partidas finais são de tirar o fôlego, principalmente quando você nem respira pra ver a jogada e parece uma piadinha pra quebrar o clima!


Quanto ao Arata, ele aparece mais nessa temporada e de certa forma tenta se aproximar de seus amigos. Também conhecemos mais um pouco da personalidade da Rainha e novos competidores de Karuta aparecem com histórias interessantes!

Eu realmente não entendo porque algumas pessoas acham o anime parado, eu quase morro de tensão em cada jogada, uma vez que “Chihayafuru” não é previsível e você nunca sabe quem vai ganhar as partidas! E é por isso mesmo um dos animes preferidos, fico agora torcendo por uma terceira temporada!


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“O Jardim das palavras” (Kotonoha no Niwa - The Garden of Words) foi produzido pela CoMix Wave e dirigido por Makoto Shinkai, que simplesmente conseguiu produzir uma obra de arte de apenas 45 minutos!

Takao é um jovem rapaz que sonha em ser designer de sapatos e Yukino é uma mulher mais madura, professora, que precisa superar o passado e sua melancolia, eu diria até que depressão. Ambos não possuem nada em comum a não ser seus próprios medos e batalhas internas, mas um dia o destino resolve juntá-los em um parque em um dia chuvoso. A partir de então surge uma bonita relação entre os dois em que a cada momento de chuva é ansiado por ambos.



Takao é um rapaz super responsável que cuida da casa, trabalha e estuda (apesar de cabular as aulas quando chove), tem um mãe que costuma beber com frequência e que o abandona para morar com o namorado. Já Yukino é uma mulher sozinha que sofreu no passado uma grande injustiça que destruiu sua vida profissional.

Eu diria que a cada encontro os protagonistas fazem um tipo de terapia, como se a chuva representasse um momento de choro, de desabafo e que quando ela passa o sol aparece para eles seguirem novamente suas vidas. Por isso, o elemento chuva não está na obra apenas para forçar o encontro dos protagonistas, mas também como um símbolo dos anseios de casa um. No entanto, as palavras de desabafo não são ditas, são sentidas porque o filme apesar do nome nos mostra toda a história muito mais de forma narrativa do que dialogada. Os diálogos aparecem apenas quando são estritamente necessários.



Em apenas 45 minutos Makoto Shinkai consegue desenvolver bem os personagens que evoluem ao longo do filme, de maneira simples e bem trabalhada. Obviamente, o casal é cativante, principalmente pela amizade que surge “do nada” e pelo cuidado que cada um tem pelo outro. Além disso, o cenário do parque em que Yukino e Takao se encontram é belíssimo, bastante agradável de ver.

“O Jardim de palavras” é filme admirável, não só com um enredo bonito e inteligente, que nos dá uma sensação de calma e recomeço, como também no seu aspecto estético e sua originalidade. Super recomendo.

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O tema da tag do grupo do facebook “Chá com blog versão otaku” é o mangá Cat Street. Engraçado que eu sempre via esse mangá para baixar nos sites e blogs e nunca me interessei por ele, mas como a outra opção era Death Note eu fiquei desesperada pra ler “Cat Street”!

A história pode parecer um simples shoujo, mas tem um bom desenvolvimento ao longo do mangá. Keito é a protagonista da história, uma garota que quando criança fez muito sucesso como atriz, mas ao ser enganada por outra garota que achava que era sua amiga, Keito fica muda bem no dia de sua apresentação, um silencio formado pelo choque ao perceber quem era sua verdadeira amiga. Depois disso, Keito nunca mais se apresentou e se tornou bem diferente do que era antes, inclusive se tornou uma pessoa bem desanimada e distante. Porém, isso muda quando descobre um tipo de escola bem diferente com pessoas dispostas a ajudá-la, bom, no começo nem todos, mas Keito acaba fazendo novos amigos e descobrindo pessoas bem interessantes.



Deste ponto em diante a história começa a tomar um rumo diferente, Keito enfrenta novos desafios na sua vida, como pensar no seu futuro profissional, fazer novas amigas, resgatar antigos amigos e amadurecer como pessoa. Enfim, o mangá está muito mais focado no desenvolvimento dos personagens do que em qualquer outra coisa, mesmo porque não é só Keito que tem problemas, todos personagens apresentam de certa forma seus dilemas, algum problema ou complexidade. Claro que o romance também está presente no mangá, mas sem dúvida não exatamente o foco principal da história, mas ainda assim eu adorei o Kouichi com seu modo frio e preocupado ao mesmo tempo!

Por tudo isso, acabei gostando bastante de Cat Street, logo no começo a gente nem sabe quem poderia ser o verdadeiro amor de Keito e muito mesmo o desfecho que cada um poderia tomar. Além disso, o mangá aborda assuntos bem interessantes, como superar seus traumas e seguir em frente! Resumindo, é uma boa leitura, de apenas 8 volumes!

Blogs que também estão participando:

Mega Animes
Only Good Animes
Our Otaku Life
Animes do Japão

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Eu não vi a versão antiga dos Gatchaman, então essa resenha não é comparativa! Analisei apenas a obra moderna desse grupo de heróis.

Eu confesso que no começo eu quase desisti e só não fiz isso por dois motivos: eu sempre tento terminar o que eu vejo e a direção do anime é muito boa, fazendo que os finais de cada episódio me deixassem curiosa para saber sobre o próximo!

Gatchaman Crowds é um anime que fala de um grupo de heróis, liderados por Paiman, que mais parece um ursinho Panda, que recebem instruções de JJ, um alienígena que mal se comunica com eles. O grupo tem a função de proteger a terra, mas tudo muda quando a novata Hajime aparece! Hajime é uma garota extremamente enérgica e feliz, que antes de lutar com qualquer um, tenta entender antes o motivo da luta e da violência. Tanto que no começo consegue transformar o primeiro inimigo em um ser super inocente.



O grupo ainda é composto por mais duas pessoas estranhas, OD , um alienígena que não pode se transformar em Gatchaman porque seu poder é muito forte e destruiria a terra e Utsutsu, uma garota que diz que está sempre triste, mas que possui poderes surpreendentes. Além disso, temos Jou, um humano que trabalha no departamento de segurança da prefeitura local e Sugane Tachibana, um senpai da escola da Hajime.

No decorrer do anime descobrimos Rui, um garoto super inteligente que criou o GALAX, uma espécie de programa que faz com que as pessoas se conheçam e se ajudem. Para isso, ele usa o poder dos Crowds, que são criaturas poderosas, criadas por um alienígena que tenta destruir a terra. 



Gatchaman é um anime de super heróis extremamente diferente dos demais, não só por ter uma protagonista que prefere conversar e não lutar, mas também porque Hajime não se preocupa em nenhum momento em esconder sua identidade, algo bastante incomum em heróis. Hajime é irritantemente feliz, mas está sempre disposta a ajudar os outros. Já Sugane é sério demais, o oposto de Hajime. Devo dizer que ter um líder covarde como Paiman me surpreendeu, além de não entender por que diabos o Rui se veste de mulher! Enfim, é um anime com no mínimo personagens interessantes! Não chega a ser um super anime, uma história inesquecível ou algo do tipo, mas tem um enredo bem atraente que pode agradar a alguns. Entretanto, já vou avisando que o final é daqueles que quando termina você se pergunta: que negócio foi esse?

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Mesmo sendo super fã do Hayao Miyazaki eu percebi que ainda não tinha postado a resenha do filme “Laputa, O castelo no céu” por aqui! Erro que estou corrigindo agora, publicando meu texto que fiz no blg “Notas de rodapé”:

Depois que de “A viagem de Chihiro” e “O castelo animado” eu virei fã de carteirinha do diretor e roteirista Hayao Miyazaki e eisque procurando outros filmes dele encontrei “Laputa, O castelo no céu”. Acho que Miyazaki deve ter algum tipo de fixação por castelos, porque além desses ainda tem “O castelo de Cagliostro”. 

O filme é bem antigo, de 1986, e os traços não são tão bons quanto o de “A viagem de Chihiro”, mas descobri que o filme é um clássico de Hayao Miyazaki. Sinceramente, nem teria dado importância aos contos de fada da Disney se tivesse visto só os filmes de Miyazaki quando criança. 



Sheeta, a protagonista, possui um colar misterioso e por causa disso precisa fugir de piratas e até mesmo do exército, pois todos estão à procura de seu precioso tesouro. Porém, em sua tentativa de fugir de um avião, Sheeta cai em uma comunidade mineira e encontra Pazu, que a ajuda a fugir. Durante a aventura os dois descobrem algumas coisas em comum: ambos são órfãos e o colar de Sheeta nada mais é do que uma pedra chamada Levistone, que foi fabricada em Laputa, uma ilha que flutua no céu, justamente a ilha que o pai de Pazu procurava quando morreu. Dessa forma, além de fugir daqueles que querem a sua pedra, Sheeta e Pazu resolvem também procurar por Laputa.

O filme tem um pouco mais de 2 horas, mas você não sente o tempo passar, pois a história é repleta de ação e aventura, mas também possui um romance inocente entre as crianças, o que torna o filme muito fofo. Enfim, acho que Miyazaki é um dos poucos que consegue unir, ação, aventura e romance de modo muito delicado e ao mesmo tempo empolgante.

Enfim, recomendo “Laputa, o castelo no céu” para aqueles que querem apreciar uma boa história, com rei e rainha, mas bem diferentes de um conto infantil convencional. 


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Quando eu assisti ao primeiro episódio de “Uchouten Kazoku” eu pensei em desistir, mas daí meu amigo Morimoto me disse que depois do quarto episódio o anime ficava muito bom, por isso resolvi arriscar e para falar bem a verdade, antes mesmo do quarto episódio eu já estava gostando da família de Guaxinim, ou melhor, Tanuki!

O protagonista da história é Yasaburo, um jovem Tanuki bastante despreocupado, mas o anime também mostra um pouco da história dos outros membros da família: Yaichirou, o irmão mais velho, Yajirou, que se transformou num sapo e não sabe mais como voltar a sua forma normal, Yashirou, o mais novo e mais fofo e por último a mãe, que tem o costume de se transformar em um homem que parece ser um príncipe. Aliás, falando em transformações, é extremamente estranho ver Yasaburo transformado em mulher, prefiro mil vezes quando ele se transforma em um garoto! Já o pai da família morreu de uma forma triste e ao mesmo tempo bizarra: virou nabe de um clube estranho, chamado sexta-feira, que come tanukis todo final de ano!



O anime nos mostra o cotidiano da família e suas relações pessoais, inclusive com os humanos, como no caso de Beten que é uma espécie de elo entre o mundo humanos, tengus e tanukis. Porém, o ser humano mais bizarro é o professor do Clube Sexta-feira que adora os tanukis e ainda assim quer comê-los, já que possui uma forte ligação com a comida, como se devorar uma espécie viva fosse uma homenagem a ela. Muito estranho!

Eu diria que é difícil definir o anime, ao mesmo tempo que “Uchouten Kazoku” tem momentos nonsense também tem momentos bonitos, emocionantes e tristes, principalmente a maneira como trata a morte. Chega a ser estranho como é narrado a morte do pai da família dos tanukis, pois é trágico, triste e ainda assim você consegue enxergar alguma beleza na história.



Além de ser uma bela história, os últimos episódios nos tiram o fôlego com tanta ação, chega quase a ser desesperador, inclusive! E é por tudo isso que amei o anime! E apesar de ter um final redondinho, quando acabou eu fiquei torcendo por uma segunda temporada!

Resumindo: Um excelente anime pra assistir, bastante diferente e original!

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Este é mais um post da tag “Chá com blog versão otaku”! Eu confesso que não queria falar desse anime, mas a democracia ainda reina no grupo e a maioria venceu, para o meu desgosto! Mas por que eu não queria falar de “Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai”? Porque não gosto de falar sobre a morte e sabia que este seria um anime daqueles que sentiria vontade de chorar! No entanto, apesar de ter achado um anime bonito e triste, a vontade chorar não apareceu, somente no episódio final.

O anime conta a história de um grupo de amigos de infância que se separou depois da morte de Menma, uma das integrantes. O protagonista, Jintan, é o único que consegue ver o fantasma da moça e carrega um certo remorso sobre a morte de Menma, isso porque antes dela morrer ele mentiu ao ser pressionado quanto aos sentimentos dele por ela! Depois, ao poucos vamos descobrindo o que cada um sentia pela garotinha e os problemas que eles tiveram com a sua morte!



Menma diz que Jintan deve realizar um desejo dela e que talvez só assim pudesse alcançar o paraíso, mas Jintan não sabe qual é o desejo e acaba sendo ajudado pelos antigos amigos, assim, pouco a pouco o grupo vai enfrentado suas tristezas e remorsos em relação à morte da amiga. Eu diria que o grupo parece uma quadrilha amorosa, em que os pares nunca se encontram e apesar de algumas mágoas eles acabam se unindo novamente.

Eu acho que o lado positivo do anime é que os personagens de certa forma amadurecem e aprendem, mesmo depois de muito tempo, superar a morte de Menma. Além do fato do anime mostrar algumas referências do mundo Otaku como Pokemon e One Piece. Também devo admitir que gostei dos personagens, cada um bem diferente do outro. O ponto negativo é que a leveza do anime vai se perdendo aos poucos, se tornando mais denso e dramático à medida que a história é contada e eu preferia que continuasse leve. De todos, apesar de nunca mostrar, Poppo foi o mais afetado pela morte de Menma e é dele que senti mais pena, ao fazer sua confissão no episódio final. Episódio, inclusive, bastante emocionante! Outra coisa que não gostei foi que não ficamos sabemos sobre o desenlace amoroso de todos, embora seja cabível no anime, uma vez que mesmo seguindo em frente demoraria para cada um poder se apaixonar novamente.



Enfim, é difícil descrever minha opinião sobre este anime. A verdade é que não odiei, mas também não foi aquele espetáculo que muitos comentam! Eu realmente não gosto de comentar sobre a morte, dói e me deixa angustiada, então talvez por isso eu tenha visto o anime de modo a me distanciar dele, mas com toda certeza é um anime que comove, com uma excelente trilha sonora.

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Ultimamente ando tão atolada de animes pra ver que nessa semana tive que pedir ajuda ao meu amigo e companheiro da página Japanholic's, do facebook, Humberto (Kujo), para disponibilizar sua excelente resenha do anime Shinsekai Yori aqui no blog! Aproveitem a leitura!



O review abaixo foi escrito algum tempo depois de terminar o anime (uma semana), então talvez não seja o mais exato. Antes de mais nada, quero deixar clara uma coisa (e escreverei de maneira ácida mesmo, porque fico indignado com a situação): se você deixou de ver ou dropou o anime pelo simples fato de ter visto personagens homossexuais, você é um idiota.

Análise: O futuro não é algo totalmente high-tech e com máquinas fazendo tudo como todos acham que será. Em vez disso, a humanidade descobriu a habilidade da telecinésia, Cantus, e criou um mundo onde o espírito faz parte do ser. Lendas sobre criaturas estranhas são comuns no mundo todo, como Almas de Gato, Minoshiros Falsos e Bakenezumis. Shinsekai Yori conta a história de Akizuki Maria, Aonuma Shun, Asahina Satoru, Itou Mamoru e Watanabe Saki, que aos 12 anos, acabam encontrando várias dessas criaturas e se chocam ao descobrir que por trás da paz espiritual, reside uma história manchada de vermelho-sangue e um mundo que pode entrar em colapso a qualquer momento, por qualquer descuido.

História: Sem dúvida, o anime possui uma das histórias mais interessantes que já vi. A trama começa um pouco devagar, mas a partir do episódio 4, o suspense, os mistérios e o desenvolvimento, todos espetaculares, são responsáveis por manter você assistindo vários episódios seguidos, sem sequer considerar parar: no meu caso, um total de quinze episódios foram assistidos consecutivamente. Para alguém que costuma assistir três por dia, isso é incrível. Dou um realce especial para a palavra "suspense", porque ele foi bom ao ponto de tirar meu sono e de me fazer dar pausas entre os episódios para respirar fundo e aliviar o nervosismo. Jamais um anime ou qualquer obra tinha me deixado assim. Por fim, o questionamento que a história passa é interessante: até que ponto o ser humano pode "brincar de Deus"?



Arte: A arte no anime evita o uso de cores "brilhantes" e é bem adequada para o cenário. Tivesse ela cores mais vívidas, o anime perderia boa parte de sua atmosfera e seu suspense. Sem mais comentários aqui porque não houve nenhum destaque positivo nem negativo.

Personagens: Individualmente, Shinsekai não tem destaque nos personagens humanos. Squealer e Kiroumaru possuem os melhores desenvolvimentos individuais, pelo fato de não serem humanos e terem sua interação com os mesmos bem explorada. Para o restante do elenco, o desenvolvimento das relações entre os personagens é o que realmente chama a atenção e dá força a eles no gosto de quem está assistindo. Nisso, sobressai-se Akizuki Maria, que é de longe a melhor personagem do anime. Também destaco Asahina Tomiko, que possui um passado no mínimo interessante.


Trilha Sonora: A trilha sonora tem uma ótima qualidade e aplicação, principalmente para os eventos do segundo e último arco da história. Shinsekai tem a peculiar característica de não possuir temas de abertura, coisa que eu sequer tinha ouvido falar em algum anime com mais de 6 episódios. O primeiro tema de encerramento, "Wareta Ringo", é acima da média. "Yuki ni Saku Hana", em minha opinião, caiu bem como ending do terceiro arco, mas não do quarto. Algo similar ao estilo do Kalafina faria um excelente encerramento para esse arco.

Geral: Da primeira vez que eu ouvi falar de Shinsekai Yori, achei que ia gostar do anime, mas que não entraria no meu top 10 com facilidade. Do quinto episódio pra frente, porém, eu simplesmente não consegui parar de ver. Acordei cedo para maratonar o resto, fiquei chocado com as viradas de enredo, triste com o fim trágico de alguns personagens e pensativo sobre certas questões. Admito que sou muito bonzinho dando notas, usando 8,0 como média e adorando distribuir noves, mas isso não significa que muitos animes que eu assisto possuem um nível de excelência. Shinsekai Yori é, indiscutivelmente, uma obra-prima e empata com Code Geass: Hangyaku no Lelouch em primeiro lugar no ranking de melhores animes que eu já vi ou estou vendo.

Nota Final: 10/10.

Por fim, digo que eu mantinha Code Geass em primeiro lugar no meu top animes não por julgá-lo como "um anime insuperável", mas porque continuo vendo animes buscando algo tão bom quanto, ou até melhor. Shinsekai Yori foi o primeiro anime que me deu a certeza de que está nesse nível.

Até!

Humberto Mansur (Kujo Kazuya)



Eu comecei a ver “The Money of Soul and Possibility Control” quase como uma obrigação, já que os membros da página Japanholic's Hyperdimension terão que comentar sobre esse anime em um podcast. Confesso que não estava com muita vontade de ver e me senti muito confusa logo no primeiro episódio, mas o segundo foi bastante explicativo e o terceiro foi quando comecei a me empolgar um pouquinho mais.

Kimimaro é um rapaz que precisa trabalhar muito para conseguir dinheiro, isso porque o mundo está mergulhado em uma terrível crise financeira! Porém, um dia, uma pessoa muito estranha, Masakaki, aparece lhe oferecendo muito dinheiro e Kimimaro só precisa lutar com outras pessoas no Distrito Financeiro para conseguir uma boa quantia. Lá ele encontra outros na mesma situação e a cada negociação Kimimaro deve lutar usando sua propriedade, no caso dele uma menina chamada Msyu. Em troca Kimimaro dá seu futuro para essa organização misteriosa.



Kimimaro não quer lutar e foi praticamente obrigado a entrar no Distrito Financeiro, mas lá ele descobre mais sobre o passado de seu pai e sobre a própria organização que comanda o mundo! Inclusive, todos que entraram no Distrito Financeiro conseguem ver o dinheiro de lá, o dinheiro preto, Midas, que circula normalmente no mundo real, uma vez que outras pessoas não conseguem diferenciá-lo do dinheiro normal. 

É no Distrito Financeiro também que Kimimaro conhece Mikuni e sua organização estranha. Mikuni controla muito dinheiro no mundo real e tem um papel importante dentro do Distrito Financeiro, impedindo que a falência de alguns membros cause um grande impacto na economia, mas você fica pensando o tempo todo durante o anime se ele é uma pessoa confiável ou não. 



O que mais gostei no sentido estético é que o Distrito Financeiro parece um mundo surreal, uma espécie de sonho barroco e ao mesmo tempo um pesadelo sombrio. Gostei da relação da Msyu com o Kimimaro, mas detestei a forma como terminou o anime. Na verdade, eles até tentam explicar todo o enredo, tem até um final digamos conclusivo, mas fica muita coisa sem resposta, já que tudo termina de forma muito rápido. Por conta disso, considero “The Money of Soul and Possibility Control” um anime mediano que tem um bom enredo e justamente por isso que poderia ter sido um anime melhor desenvolvido.

Pers



Ledo é um piloto de maquinas de calibre da Aliança Galáctica da Humanidade, que luta por muitos anos contra os Hideous no espaço. No entanto, sua vida muda completamente ao cair com seu robô, Chamber, numa Terra habitada por humanos que possui uma tecnologia mais atrasada que a de Ledo!

Por muitos anos a Terra ficou congelada e os humanos fugiram para o espaço, mas isso hoje é lenda na Terra, até a chegada de Ledo comprovar que tudo que parecia ser apenas contos era pura verdade!

Ledo a princípio tem muita dificuldade, primeiro porque todos o consideram inimigo e depois precisa se adaptar a essa nova sociedade, bem diferente da dele. Ledo não entende muito de sentimentos e nem sabe o que é uma família, mas Amy que se dá bem com ele desde o começo, explica pouco a pouco como é ser novamente um humano, já que Ledo mais parece uma máquina. Aos poucos o protagonista vai se envolvendo com Gangantia, a frota de navios em que ele está, já que agora a Terra é só mar. Porém, Ledo acaba entendendo melhor aqui na Terra o motivo da Aliança Galáctica lutar contra os Hideous e percebe que seu antigo modo de vida não era tão perfeito como imaginava.



“Suisei no Gargantia” tem personagens bem trabalhados e complexos, desenvolvidos em uma trama que aparentemente é simples e leve, mas que aos poucos vai se tornando mais complicada. Talvez a única falha seja não ter mostrado mais sobre o passado de Ledo, mas é interessante ver sua mudança e seu envolvimento com Amy, já que a garota consegue influenciá-lo positivamente. Aliás, Amy merece destaque, já que como pode uma garotinha com atos tão puros dançar uma dança do ventre do modo que ela dança?



Além de tudo isso, o anime tem excelentes cenas de lutas e outros personagens cativantes, como o Pinion, que aparentemente é um personagem bobo, mas que ganha destaque depois na série. E de todos, claro, destaco Chamber, que não é um simples robô, apenas o melhor herói de todos!

Resumindo pra quem gosta de ação, ficção futurista e drama super recomendo!

Pers


Puxa, fazia tempo que eu não via um anime de mais 13 episódios! Isso mesmo “Robotics;Notes” é um anime de 22 episódios e fala de ficção científica!

O protagonista é Kaito Yashio, um garoto que ama jogos de luta de robôs e que chega a ser um dos melhores no Japão. Kaito faz parte do clube de robótica de sua escola, assim como Akiho Senomiya. No entanto, o garoto não tem tanto interesse pelo clube como sua amiga que é completamente viciada em robôs! Depois surgem outros membros como o antissocial Subaru Hidaka, Junna Daitoku, que é neta do senhor que ajuda o clube de robótica e Frau Koujiro, uma Hikikomori tarada!



A princípio o anime parece contar apenas a história dos membros dos clubes e até mostra um torneio em que eles participam, mas o enredo não é tão simples assim. Akiho e Kaito sofreram um incidente estranho ainda quando pequenos, eles e várias crianças em um navio tiveram um desmaio coletivo e desde então às vezes Kaito sente o tempo desacelerar e Akiho sente o tempo acelerar. Isso é só o princípio, porque “Robotics;Notes” é realmente um anime de pura ficção científica, que envolve inclusive conspirações!

Quando Kaito acha Airi, aparentemente uma simples personagem que aparece em seu tablet, ele também descobre vários relatório que envolve o fim do mundo. Por conta disso, apesar do tom leve, aos poucos vamos descobrindo que o anime tem lá seus mistérios, inclusive conspiração com direito a rebeldia de robôs e tempestades solares! Por tudo isso, o suspense do anime pode surpreender os leitores menos desavisados, apesar de ter muitas cenas clichês como, por exemplo, o protagonista ter que salvar o mundo com um robô! No entanto, eu acho que para um simples clube de robótica, os membros do grupo passam por problemas bem sérios!



Destaque para Frau e seu modo engraçado de falar e ver as coisas, destque também para Misaki Senomiya, irmã de Akiho, que passa por um drama por todo o anime, mas só quase ao final descobrimos todos os detalhes!

Enfim, pra quem gosta de ficção científica, com boa dose de drama e humor, talvez goste de “Robotics; Notes”.

Pers