Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Quando eu assisti ao primeiro episódio de “Uchouten Kazoku” eu pensei em desistir, mas daí meu amigo Morimoto me disse que depois do quarto episódio o anime ficava muito bom, por isso resolvi arriscar e para falar bem a verdade, antes mesmo do quarto episódio eu já estava gostando da família de Guaxinim, ou melhor, Tanuki!

O protagonista da história é Yasaburo, um jovem Tanuki bastante despreocupado, mas o anime também mostra um pouco da história dos outros membros da família: Yaichirou, o irmão mais velho, Yajirou, que se transformou num sapo e não sabe mais como voltar a sua forma normal, Yashirou, o mais novo e mais fofo e por último a mãe, que tem o costume de se transformar em um homem que parece ser um príncipe. Aliás, falando em transformações, é extremamente estranho ver Yasaburo transformado em mulher, prefiro mil vezes quando ele se transforma em um garoto! Já o pai da família morreu de uma forma triste e ao mesmo tempo bizarra: virou nabe de um clube estranho, chamado sexta-feira, que come tanukis todo final de ano!



O anime nos mostra o cotidiano da família e suas relações pessoais, inclusive com os humanos, como no caso de Beten que é uma espécie de elo entre o mundo humanos, tengus e tanukis. Porém, o ser humano mais bizarro é o professor do Clube Sexta-feira que adora os tanukis e ainda assim quer comê-los, já que possui uma forte ligação com a comida, como se devorar uma espécie viva fosse uma homenagem a ela. Muito estranho!

Eu diria que é difícil definir o anime, ao mesmo tempo que “Uchouten Kazoku” tem momentos nonsense também tem momentos bonitos, emocionantes e tristes, principalmente a maneira como trata a morte. Chega a ser estranho como é narrado a morte do pai da família dos tanukis, pois é trágico, triste e ainda assim você consegue enxergar alguma beleza na história.



Além de ser uma bela história, os últimos episódios nos tiram o fôlego com tanta ação, chega quase a ser desesperador, inclusive! E é por tudo isso que amei o anime! E apesar de ter um final redondinho, quando acabou eu fiquei torcendo por uma segunda temporada!

Resumindo: Um excelente anime pra assistir, bastante diferente e original!

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“O Castelo Animado” (2004) é uma adaptação do romance de fantasia da escritora britânica Diana Wynne Jones, tendo Hayao Miyazaki como roteirista e diretor. Aliás, essa tag do grupo do facebook acabou se tornando uma homenagem, já que Miyazaki anunciou sua aposentadoria recentemente. Agora o que será da minha vida sem seus filmes eu ainda não sei!

Antes de começar a falar do filme eu preciso fazer uma ressalva: eu ainda não li o livro, pois continua esgotado em todas as livrarias, por isso, não farei nenhuma comparação com o romance de Jones, mas eu tenho certeza que o livro deve ser magnífico e deve ter suas diferenças com o filme. No entanto, estarei aqui analisando a obra de Miyazaki unicamente.



Falando do filme, tudo começa com a chegada de um castelo muito estranho, na verdade nem se parece um castelo e sim uma bugiganga, na cidade de Sophie, uma moça bem simples que trabalha na chapelaria de seu falecido pai.

Com a chegada do castelo, que pertence a um poderoso feiticeiro, Howl, a cidade que já estava agitada por conta da guerra, fica eufórica. A única que não dá bola para isso é Sophie. Porém, ao caminhar pelas ruas, dois guardas tentam assediá-la e a protagonista é salva pelo temido feiticeiro. A partir disso, a vida da pobre Sophie muda completamente. Howl é perseguido por muita gente, todos os reis querem sua ajuda, uma feiticeira poderosa o quer como aliado e uma bruxa egoísta quer roubar seu coração. Por ciúmes e por pura maldade, a bruxa joga um feitiço logo no começo do filme em Sophie. Deste ponto em diante passamos a ver a bela protagonista transformada em uma senhora de idade bem avançada. Como se não bastasse a maldição, Sophie não pode contar a ninguém o que está acontecendo com ela.



Dessa forma, a protagonista abandona sua casa em busca de alguém que possa reverter o feitiço, caminhando pelas Terras Abandonadas e com a ajuda de um simpático espantalho, Sophie encontra o castelo animado de Howl. O castelo é movido por um simpático demônio do fogo, Calcifer, que tem uma relação profunda com o feiticeiro. Eles não vivem sozinhos, tem a companhia de um garotinho aprendiz, Markl. Sophie, apesar de ser uma senhorinha, mostra bastante energia, tornando-se faxineira do local e pouco a pouco se torna parte daquela pequena família maluca. A relação de Howl com ela é linda, pois Sophie continua sendo uma mulher incrível, apensar de sua aparência.

O enredo tem algumas reviravoltas na história, mostrando que nem todos que aparentemente são ruins são verdadeiramente os vilões. Aliás, se existe um vilão neste filme é a guerra! 

“O Castelo Animado” me parece um novo tipo de contos de fadas, mostrando redenção, perdão, a importância da liberdade e que ser velho pode ser apenas um detalhe. Lindo filme, com romance, fantasia e aventura, ótima fotografia; uma animação para adultos e crianças e não é em 3D! 




"Maoyuu Maou Yuusha” conta a história de um jovem rapaz que, ao tentar matar o Rei demônio, acaba encontrando uma rainha e se unindo a ela! 

No anime o povo do protagonista vive em guerra contra os demônios e por isso ele tenta a todo custo acabar com a guerra e como Rei deles. Acontece que como em toda guerra, os líderes políticos sempre ganham com alguma coisa e nesse caso, como a população é muito pobre, o povo do protagonista acaba ganhado doações e principalmente comida dos países vizinhos. Por conta disso, a guerra acaba sendo muito importante e difícil de terminar. 


O Rei, que na verdade é uma Rainha, é uma garota que sempre esperou o protagonista, o Herói, como ela o chama, aparecer para matá-la, para assim, mostrar a ele que os demônios não são tão maus como parecem e que apenas lutam para sobreviver. A Rainha também explica como o fim da guerra pode trazer ainda mais problemas ao mundo, já que as pessoas só se uniram porque precisam lutar contra os demônios e que o povo do Herói passaria mais fome se a guerra acabasse. Pensando em trazer prosperidade para ambos o mundos, o Herói e a Rainha se unem para tentarem encontrar juntos uma solução. 

Ao longo do anime outros personagens aparecem, temos a empregada que é o braço direito da Rainha, duas empregadas que antes eram escravas e também as antigas companheiras do Herói, pra dar aquele clima de harém, mas sem muita força nesse anime. 


Muitos falaram que “Maoyuu Maou Yuusha” se parece com “Spice and Wolf”, já que une um demônio e um ser humano, além dos fatos dos seiyus serem os mesmos (com meu adorável Jun Fukuyama!). No entanto, eu acho que “Maoyuu Maou Yuusha” usa mais a agricultura e explora melhor a macroeconomia. Além disso, Horu é muito mais caprichosa e teimosa do que a Rainha e o Herói não é tão ingênuo quanto Kraft. 

O anime tem algumas cenas de ação, estratégia de guerra, aulas de economia e agricultura, além de um bonito romance entre a Rainha demônio e o Herói humano. O único problema é o final, que ficou aberto demais, mau de muitos animes! 

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Kraft Lawrence é um jovem comerciante que viaja vendendo vários produtos de cidade em cidade para ganhar a vida, já que seu sonho é ter sua própria loja. Um dia, em suas viagens, Kraft para na cidade Pasloe e encontra em sua carroça uma mulher lobo, uma espécie de divindade chamada Horo, que aparenta ser uma adolescente. Horo é a deusa da colheita e quer voltar a sua terra, além de também viajar e ver como o mundo mudou nos anos todos em que ela se manteve cuidando das colheitas. Por isso, Horo faz um acordo com Lawrence e passa a viajar com ele, ajudando-o com sua sabedoria.



O anime mostra bem as questões econômicas na era medieval, a opressão da igreja, principalmente nos aspectos econômicos e toda a estrutura social da época, sem deixar, claro, o romance de lado! No entanto, apesar da diferença entre os protagonistas ser gritante, a Igreja, Cloe (amiga de Lawrence) e a cobiça alheia é o que o realmente atrapalha os dois.

“Ookami to Koushinryou” tem seus momentos de tensão, mas é um anime com um ritmo lento. Pouco a pouco Horo vai se interessando como mulher por Lawrence e ele por ela, já eu não conseguia parar de pensar na verdadeira forma dela: uma loba gigante e poderosa.



O anime tem algumas cenas de ação, mas o mais interessante mesmo é ver como os dois protagonistas conseguem escapar de várias armadilhas que preparam para eles ao longo da história. O final não foi do jeito que eu gostaria que fosse, mas fiquei feliz em saber que tem uma segunda temporada! Quem sabe nessa a série tem um final mais digno!

PS: Quem faz a voz de Kraft Lawrence é o seiyuu Jun Fukuyama, o mesmo que faz o Watanuki de “xxxHolic”, entre outros excelente trabalhos!

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Godou Kusanagi é um adolescente de 16 anos que ao viajar para a Itália muda completamente sua vida. Godou precisa devolver um objeto a uma amiga de seu avô, mas sem saber carrega um objeto poderoso que o faz se envolver na luta entre deuses! Com o apoio e a ajuda de Erica, uma amazona, Godou acaba matando o deus “Verethragna” e com isso se torna um Campione, ou seja, alguém que consegue matar os deuses. A partir de então, Godou acaba se envolvendo em muitas lutas contra seres poderosos. 

Por ter matado Verethragna, Godou obtém as habilidades do antigo deus, e com isso ganha poderes diferentes, que às vezes nem o próprio corpo de Godou aguenta. Por outro lado, ao se tornar um Campione, o rapaz começa a atrair mulheres poderosas, o que faz, infelizmente, do anime uma harém. E assim, além de Erica, aparecem na vida do protagonista a meiga Yuri, a forte Liliana e a engraçada Ena, transformando tudo numa enorme confusão. 


O anime tem alguns saltos temporais, fatos rapidamente explicados, algumas incoerências e histórias absurdas envolvendo deuses antigos. Até mesmo Rick Riordan (autor da série de Percy Jackson) ficaria incrédulo com a história! Eu, particularmente, não me importo em misturar fantasia com História, o problema é que o enredo e as explicações de “Campione” passam do absurdo e depois de um tempo eu desisti de tentar entender! E dessa vez nem vou citar o harém como outro ponto negativo, porque quando decidi assistir ao anime eu já sabia que era desse gênero. Porém, o fato de Erica ter mudado completamente de personalidade e passar a se rastejar por Godou me irritou bastante! Uma pena que conseguiram estragar uma personagem que poderia ser bem mais interessante. 



Resumindo a minha humilde opinião: “Campione” tem boas cenas de lutas e só. Não me agradou as confusões do enredo, as personagens femininas e muito menos a história apresentada. Sem contar o erotismo forçado! Assim, se tiver segunda temporada não assistirei!

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Taito é um adolescente que acha que sua vida é normal e simples, mas isso porque ele esqueceu que há nove anos ele conheceu uma vampira que deu à ele o poder da imortalidade, já que ambos se amavam. Depois de ser atropelado, Taito tem seu corpo recomposto, porque é imortal e então se lembra de que Saitohimea (ou somente Himea) ainda o esperava!

Himea foi aprisionada pela Igreja com a ajuda de Hinata, irmão gêmeo de Kurenai Gekkou, que estuda na mesma escola que Taito e é presente do conselho estudantil. Depois de aparentemente terem derrotado Hinata, com a ajuda de Gekkou, Taito se torna “escravo” do presente do conselho e acaba se envolvendo em várias confusões por conta disso, afinal, a escola é a união de vários portais com vários monstros, feiticeira e demônios!



Gekkou tem como objetivo de vida matar seu irmão, que matou seus pais e ainda o jurou de morte! Tarefa nada fácil, já que Hinata é bastante poderoso e quer aprisionar novamente Himea, que é uma personagem misteriosa com várias personalidades e que por conta de sua solidão pode, inclusive, acabar com o mundo.

O anime está repleto de ecchi, fanservice e eu só continuei até o final porque queria saber o fim da história maluca, já que o enredo apresenta alguns ministérios a serem revelados. Não gostei da protagonista Himea e muito menos da Haruka, a amiga de infância de Taito; todos são bem fraquinhos no quesito construção de personagem, mas torci pra que Himea tivesse um final feliz com o Taito. Acho que a única coisa que achei realmente interessante foi tentar entender a personalidade mais obscura da Himea, mas o anime não trabalhou essa questão de maneira satisfatória, uma pena.



Resumindo, não se pode esperar muito de “Itsuka Tenma no Kuro Usagi”, já que o anime não mostra nada que possa realmente fazer com que ele se destaque dos demais, mas apresenta algumas situações interessantes, uma vez seu enredo mistura vampiros, demônios, anjos com romance, ação e comédia.

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Essa foi uma indicação do blog Angel Girls, resenha da Onigiri-chan e assim que li fiquei morrendo de vontade de assistir ao anime.

Em “Otome Youkai Zakuro” humanos e youkai vivem juntos e aparentemente em harmonia. Porém, a harmonia começa a querer se romper quando os humanos mudam o calendário, passando a usar o ocidental, conhecido como calendário gregoriano. Como os youkais não gostam nada da ideia, os militares instauram o “Ministério de Assuntos Espirituais”, com a união entre os militares e espíritos. O problema é que as mulheres youkais, principalmente Zakuro, não gostam muito da ideia de ter que trabalhar com humanos.


Desde o primeiro episódio fica evidente que haverá um certo romance entre os militares e as meninas youkais, por conta disso, o enredo se desenvolve mostrando a convivência deles. Zakuro é a personagem principal, juntamente com Kei Agemaki e obviamente pelo fato dela ser meio humana e meio youkai, acaba não aceitando muito bem ter Agemaki como parceiro, principalmente depois de saber que ele tem medo de espíritos. Zakuro acredita que eles não devem ceder tão facilmente às mudanças do ocidente e que deveriam manter suas tradições. Já Agemaki é um lorde, bastante dócil, mas isso porque ele faz de tudo para não ter que enfrentar um youkai! Acaba se dando melhor com Zakuro por conta de sua aparência humana, mas se pressiona bastante para poder conviver com os espíritos.



Eu diria que o casal protagonista é ótimo, mas o anime tem outros personagens também interessantes, como Susukihotaru e seu par Riken, Ganryu e as gêmeas Bonbori e Hozuki. Além desses, outros personagens aparecem como o tenente Hanadate, que encanta Zakuro com sua maneira gentil, irritando Agemaki. A cada episódio vemos o grupo de Assuntos Espirituais trabalhando para manter a ordem entre humanos e youkais, tentando a todo custo fazer com que as novas inovações do mundo não desrespeitem os espíritos, que estão sendo tratados como animais selvagens, sem voz, sem lar e sem poder diante da nova sociedade.


“Otome Youkai Zakuro” é um anime curto, com 13 episódios, mas bastante leve, romântico e divertido. O casal Susukihotaru e Riken são responsáveis pelas cenas mais românticas e a timidez deles fazem com que se tornem um casal lindo. No entanto, o enredo que envolve Zakuro e Agemaki é mais interessante, uma vez que Zakuro tem uma personalidade difícil e seu passado é bem misterioso, o que nos faz querer ver até o final do anime para entender a história. Enfim, super recomendo “Otome Youkai Zakuro” para aqueles que gostam de um shoujo com sobrenatural.


Final: Feliz


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Depois de tanto esperar finalmente pude assistir a quarta temporada de "Zero no Tsukaima". Eu sempre gostei desse anime, pois envolve magia, fantasia, aventura, humor e claro, romance. Infelizmente a terceira temporada esteve repleta de ecchi, mas ainda assim aguardei ansiosamente pela quarta e última tempoarada.

Dessa vez Louise, Saito e Tiffania vão até Romalia a pedido da princesa Henrietta. Lá descobrem que Tiffania e o papa Vittorio também possuem a magia do vácuo e têm poderes especiais, assim como Joseph, o homem que causou a desgraça da família de Tabitha (ver terceira temporada) e Louise. No entanto, o papa acha que pode convencê-lo a se unir a eles, algo pouco provável.

A quarta temporada veio para tentar acertar algumas arestas, dar um final digno a série e de fato o final foi dado, ao menos é o que parece. O problema é que terminou de um jeito que quem que é fã de "Zero no Tsukaima" (ZNT) ficou, com toda certeza, com água na boca, querendo saber o que acontece com eles depois do “final feliz”.


"ZNT F", se comprado a terceira temporada é infinitamente melhor, ainda que o ecchi esteja presente na série, ela é muito mais romântica e repleta de beijos! Louise continua ciumenta e explodindo tudo quando está com ciúmes de Saito e este tem um fã clube cada vez maior, para o desespero da moça. Sem contar que nesta temporada, Henrietta continua tentando conquistar o Saito e este se torna familiar de outra pessoa!

É incrível como Rie Kugimiya consegue ser tão boa fazendo a voz de Louise, alterando momentos meigos e fortes e ser bem diferente quando faz a Shana (de "Shakugan no Shana"). Bom, foi por causa de "ZNT "que virei fã de Kugimiya e ela não nos decepciona nesta temporada!

Comecei a assistir "ZNT" porque achei interessante uma protagonista tratar como seu cachorrinho um garoto de outro mundo e aos poucos fui me divertindo com a personalidade tsundere de Louise. "ZNT" é um anime perfeito para quem gosta de comédias românticas com ação e magia, como eu, mas a série ao longo do tempo foi mostrando algumas falhas ou equívocos, como aumentar o ecchi na terceira temporada. No entanto, ao longo do anime podemos ver o desenvolvimento dos personagens, Saito era diferente quando chegou naquele mundo de magia e ao final já era outro personagem. O mesmo para Louise, que apesar de não aparentar, amadureceu bastante ao longo das temporadas. 
 

Alguns personagens se tornaram mais irritantes que os outros como a Tabitha. Eu adorava o jeito indiferente dela na primeira temporada, mas odiei quando ela entrou para o fã clube do Saito. Já a Siesta me pareceu menos chata nesta temporada, Kirche bem mais amiga de Louise e a Tiffania eu nunca consegui engolir, odeio personagens com peitões e inocentes! Sempre achei que faltou um verdadeiro rival para o Saito, para testar seu amor por Louise, mas o final foi tão fofo que não deixa dúvidas sobre os sentimentos dele.

           

Enfim, “Zero no Tsukaima” vai deixar saudades, tanto que senti uma onda de nostalgia ao escutar “First Kiss”, tema da primeira temporada no último episódio, mas fiquei feliz que eles deram um final super digno para esse anime!

             

Final: Mais do que feliz! 

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Shugo Chara é mais um anime shoujo em que a protagonista tem poderes, ou seja, um tipo de mahou shoujo. Para falar bem a verdade, nunca me interessei por esse anime e por vezes acho que já passei da idade para ver animes desse gênero, mas depois de escutar tantas meninas falando sobre ele, resolvi assistir e de certa forma foi também uma maneira de matar a nostalgia, afinal, quando adolescente gostava muito de animes desse gênero. 

Hinamori Amu é uma garota aparentemente normal, mas que gostaria de ser mais honesta consigo mesma, principalmente em suas atitudes no colégio. Por querer muito ser mais honesta com seus sentimentos surgem três ovos bastante misteriosos, sendo que cada um possui uma personalidade diferente. Na verdade, dos Ovos nascem Guardiães Charas, seres que habitam o coração de cada pessoa e que são o "verdadeiro-eu" de seus donos. A princípio Amu possui três Charas: Ran, que possui uma personalidade esportiva, honesta e amorosa; Miki, que possui habilidades artísticas, sendo bastante calma e por último Su, desastrada e inocente, mas que possui habilidades culinárias e domésticas. 



Toda vez que cada Chara entra no corpo de Amu, sua personalidade muda. Entretanto, apesar de toda criança possuir um Ovo, quando ela está deprimida, solitária e com outros sentimentos negativos, seu ovo se transforma em Ovo X. Quando isso acontece, Amu se transforma junto com seu Chara e salva o Ovo da criança, claro, com direito a uniformes e tudo! 


Além de Amu, o Comitê dos Guardiões também possuem seus Charas, sendo que o grupo é formado por quatro alunos, cada um representando uma carta do baralho: Yaya (Ás), Nadeshiko (Rainha), Kuukai (Valete) e Tadase (Rei). Amu acha que Tadase é como um principie e é apaixonada pelo rapaz. Porém, apesar de ser rejeitada logo no primeiro capítulo, o relacionamento dos dois vai mudando ao longo do anime e descobrimos que Tadase, apesar de parecer meigo, possui uma personalidade oculta bem diferente. O sonho do “príncipe” da Amu (e objetivo de todos os guardiões) é encontrar o Ovo embrião, capaz de realizar qualquer desejo. Nadeshiko também possui uma verdadeira personalidade diferente do que apresenta, além de ter um segredo revelado no meio do anime que me deixou de boca aberta. No entanto, na metade do anime novos Guardiões aparecem com novos segredos a serem revelados! 



Shugo Chara nos envolve pelos mistérios apresentados, mas gostei também do romance ingênuo, do triângulo Tadase, Amu e Ikuto, que se arrasta pelas três temporadas e isso é muito se contarmos que as duas primeiras têm 51 episódios! Em breve farei a resenha das outras, mas é preciso dizer que “Shugo Chara” é realmente um anime shoujo que envolve magia, fantasia e aventuras, por isso, se você não gosta ou não tem paciência para esse tipo de enredo é muito provável que não goste do anime. No entanto, se você não se incomoda com histórias inocentes, sem muita carga dramática, como eu, e tiver paciência para assistir aos 51 episódios do anime, é bem provável que depois dos primeiros episódios você se encante com “Shugo Chara”. 


Final: Não tem exatamente um final, já que o anime continua na segunda temporada.

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Não se deve julgar um anime pelo seu final! Eu (e minha curiosidade mórbida) assisti ao final do anime antes de vê-lo, tamanha foi minha ânsia para saber o final e também porque na época estava decepcionada com alguns finais de animes. Por isso, deixei “Romeo x Juliet” de escanteio por um bom tempo. Porém, resolvi assisti-lo, mesmo achando que o final não me agradava e também porque como eu não havia visto o anime todo, eu poderia me surpreender com a história e foi justamente o que aconteceu.

“Romeo x Juliet” é um shoujo que conta a história de Julieta, uma moça que é a única sobrevivente de sua família, Capuleto. O tirano Laerte Montecchio, que governa a cidade Neo Verona, dizimou toda a família de Julieta para obter mais poder. Para salvar sua própria vida, nossa protagonista se veste de homem e vive como Odin, um revolucionário que ajuda os mais necessitados. No entanto, um dia, Julieta resolve ir a um baile e vestida de mulher se encontra e se apaixona por Romeo, sem saber que o rapaz é filho de Montecchio!


Ao completar 16 anos Julieta descobre o seu passado e os motivos pelos quais seus amigos a fazem se vestir de homem, mas agora Julieta e Romeo já estão apaixonados e terão que enfrentar muitas coisas para poderem ficar juntos. Para começar, além de estarem de lados opostos, Romeo está sendo obrigado a se casar com Rosalina, uma garota meiga e dócil, mas que nunca ocupou o coração de Romeo (e nem um lugar de verdadeiro destaque na historia). Além disso, Julieta é o Tufão Vermelho, o revolucionário que vai contra Montecchio. E falando no tirano, Laerte Montecchio é um vilão para ninguém colocar defeito!


O anime não é igual a obra de Shakespeare é apenas baseada nela, mas alguns personagens do original aparecem no anime, assim como o próprio William Shakespeare. Além do romance, do drama e das cenas de ação (quando há lutas com espadas), em Neo Verona também existe fantasia, pois os cavalos alados e a presença de uma árvore poderosa, Escalus, dá um toque de magia á história.

              

Eu estava enganada com o final de “Romeo x Juliet”, quando eu o assisti achei que talvez o anime não valesse a pena, mas vale. Quando terminei de vê-lo e rever o final, este já não me pareceu tão ruim como antes, ainda que eu ache que poderia ser melhor. No entanto, acredito que o fim se encaixou perfeitamente no anime que é de fato uma história de fantasia.

               

Final: Triste, feliz, depende do ponto de vista.

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“Hotarubi no Mori E” foi uma brilhante indicação do blog “Monotagari” que me emocionou bastante por conta da linda história contada.

Baseado no mangá de Yuki Midorikawa, autora de “Natsume Yuujinchou”, o filme mostra de forma sensível, sutil e afetuosa a relação entre um humano e um youkai, tema recorrente nas obras de Yuki. Aliás, é impossível não comparar “Hotarubi no Mori E” com a série “Natsume”, pois os traços são bem parecidos. No entanto, o que, pra mim, falta nas temporadas de “Natsume”, não falta em “Hotarubi no Mori E”, já que o romance, mesmo sendo de um amor ingênuo, rodeia o filme. 



Hotaru é uma garotinha que pode ver espíritos e um dia, ao passar o verão na casa do tio, se perde na floresta e encontra Gin, um espírito que ao ser salvo pelos deuses da montanha recebe um tipo de maldição e não pode ser tocado por seres humanos, pois se isso acontecer ele desaparecerá. Porém, inevitavelmente Hotaru e Gin tornam-se amigos. O tempo vai passando e Hotaru, que volta a cada verão, vai crescendo, assim como os sentimentos de Gin e dela, que se transformam em um lindo amor. 




A temática não é da mais original, já que amores impossíveis a gente encontra em vários filmes, mas a forma como ele é abordado, essa sim é incrível. Sabemos que o toque é essencial em qualquer relação, mas Gin e Hotaru se amam e preservam o relacionamento, mesmo com a imposição da distância dos corpos.

Com um enredo focado em seus protagonistas, o filme mostra através das atuações dos personagens a evolução da história, sem grandes cenas de ações, mas com grandes cenas em que o sentimento toma conta dos personagens. “Hotarubi no Mori E” é filme super curto, com apenas 45 minutos, mas nos faz emocionar.

Final: Para assistir com muitos lencinhos. 

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"O mundo secreto de Arrietty” é mais um fantástico filme do Studio Ghibli, com roteiro do inigualável Hayao Miyasaki (o mesmo de "Sussurros do Coração")! Baseado no clássico livro infantil de Mary Norton, "Os Mutuários", o filme mostra a história da família de Arrietty, uma família que possui apenas 4 centímetros de altura, que mora no assoalho de uma velha casa, onde a mãe de Sho cresceu.

Sho é um adolescente que está doente e ao passar um tempo na antiga casa descobre a incrível Arrietty, que também é um adolescente de 14 anos. Arrietty e sua família, que se denominam “Emprestadores”, precisam “invadir” a casa à noite para poder pegar “emprestado” mantimentos, para assim sobreviverem, uma vez que o mundo é muito perigoso para eles que são tão pequenos. A cada invasão é uma aventura, pois um simples inseto representa um perigo mortal a eles!


Mesmo a mãe de Sho já o ter alertado sobre os “pequeninos”, confesso que não teria uma reação como a dele, de super tranquilidade. Apesar dessa tranqiilidade, não é fácil ganhar a confiança de Arriety, mesmo porque os pais da garota são extremamente temerosos em relação aos humanos, mas o sentimento de solidão e curiosidade acaba envolvendo os dois. Como a mãe de Arrietty diz, talvez eles sejam os últimos “Emprestadores” do mundo e, embora ela pareça muito feliz coma vida que tem, Arriety não tem amigos a não ser os pais. Já Sho, além de uma doença que o priva de muitas coisas, seus pais são pessoas bastante ocupadas. 


Eu adoro tudo que o Miyasaki faz e dizer que os filmes dele mostram sensibilidade e delicadeza já é um clichê! No entanto, é um clichê inevitável. “O mundo secreto de Arrietty” é encantador e fascinante! Eu não li o livro, por isso não posso opinar, mas posso dizer Miyasaki consegue nos mostrar com grande amabilidade a relação entre dois mundos diferentes e a relação com o outro que lhe é estranho, em todos os sentidos. Tudo isso sem contar que os protagonistas são adolescentes e eu não consegui deixar de pensar que a relação dos dois poderia ser mais do que uma forte amizade se não fosse a brutal diferença de tamanho.

Em relação ao desfecho, como em muitos filmes de Miyasaki, o futuro fica por conta da nossa imaginação, mas isso não diminui de forma alguma a grandiosidade da história.

PS: O trailer abaixo está em inglês (lembrando que o Studio Ghibli fez uma parceria com a Disney) e sem legenda.

             

Final: Feliz 

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Sakura Mikan tem 10 anos e é amiga de Imai Hotaru. Um dia, Hotaru é transferida para uma escola em Tóquio o que faz com que Mikan fique desesperada, mas Hotaru promete voltar, coisa que não acontece. Mikan, então, descobre que sua amiga está estudando na Academia Alice, uma escola para gênios e é lá os alunos não podem sair de maneira alguma, por isso Hotaru não pode visitá-la. Indignada, Mikan resolve fugir para encontrar sua amiga, mas ao tentar entrar na escola, Mikan é encontrada pelo professo Narumi que faz com que a garotinha seja admitida lá também. No entanto, a “Academia Alice” é destina aos alunos que possuem uma Alice, ou seja, alguma habilidade especial, poderes surpreendes ou não tão surpreendentes assim, e segundo Narumi, Mikan possui uma Alice poderosíssimo.

Cada aluno possui uma Alice, mas eu acho que a Alice do professor Narumi é um dos mais estranhos: ele tem a capacidade de atrair as pessoas com seus feromônios! Hotaru tem a Alice da invenção, o representante da sala pode criar ilusões, Natsume do fogo, Luca atrai os animais.



Mikan depois de descobrir qual é o seu poder passa a viver na Academia e é impedida de falar com seu avô, logo Mikan percebe que a vida na escola não é nada fácil, ainda mais se você tem colegas de sala que não te suportam! Mikan sofre tanto na escola que não tem como você não sentir pena dela, mas mesmo assim, a garota não desiste e continua tentando se dar bem na Academia, que não é um lugar tão bom quanto parece.



Somos apresentados a diversos personagens ao longo do anime e eu confesso que eu ri com a personalidade da Hotaru e do Natsume! Aliás, Natsume é um personagem bem enigmático, com um passado misterioso, mas depois entendemos o motivo do rapaz parecer odiar a Academia e todos a sua volta, com exceção de seu amigo Luca!

             

“Gakue Alice” pode ser um pouco infantil e até me lembra a ingenuidade de “Yumeiro Pâtissière”, mas eu gostei por ser divertido, cheio de aventuras, magia, mistérios e uma pitada de romance, é claro! Infelizmente, achei que o final ficou a desejar, principalmente em relação a resolução do principal problema apresentado. Se não tiver segunda temporada o jeito é ler o mangá!

             

Final: Feliz, mas com algumas coisas não resolvidas

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Eu adoro qualquer coisa que Hayao Miyazaki esteja envolvido e nunca me arrependo de ver seus filmes, mesmo os mais antigos!

“Sussurros do Coração” (“Mimi Wo Sumaseba”, 1995) conta a história de Shizuku, uma adolescente que gosta de pegar livros na biblioteca e descobre que existe um garoto, Amasawa Seiji, que já leu os mesmo livros que ela, só que antes dela, o que faz com que Shizuku se interesse pelo rapaz.

O filme começa durante as férias de Shizuku, em que ela encontra sua melhor amiga para lhe mostra os versos de “Country Road”, mas acaba também encontrando um rapaz que a provoca por conta do poema. No entanto, Shizuku encontra esse rapaz novamente, quando um dia resolve seguir um gatinho e vai parar em uma loja bem diferente. O envolvimento de ambos é inevitável e é muito interessante ver o amor dos dois.


Além da história principal, somos apresentados a sua amiga Yuuku que está apaixona por um colega de sala e também conhecemos a família de Shizuru, uma família simples que mora em um minúsculo apartamento. Gostei bastante da serenidade dos pais de Shizuku que não a pressionam quanto aos estudos, diferente de sua irmã mais velha que parece mais ser a própria mãe da garota! Gostei também do gato Lua que vive onde quer e até pega trem como carona!

Acho que o mais interessante do filme está na dificuldade de se descobrir o que você quer ser em seu futuro e claro, a descoberta também do amor. “Sussurros do coração” mostra o dia-a-dia de Shizuku, como ela é com as amigas, sua fixação por ler livros e ir à biblioteca, sua dificuldade em sua escolha profissional, seus sentimentos em relação ao garoto que gosta e o amadurecimento, tudo de forma sensível e bonita, como todos os filmes de Miyazaki. Aliás, os filmes de Miyazaki são geralmente longos, mas ele tem a proeza de nos fazer esquecer do tempo enquanto assistimos aos seus filmes! Destaque também para trilha sonora com “Country Road” na voz de Olivia Newton-John.

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Às vezes eu gosto de assistir animes bem leves para distrair um pouco, por isso dessa vez eu escolhi “Kamisama Kazoku”, que tem apenas 13 episódios. Dizem que o anime é um shounen, mas me parece um shoujo!

Samatarou é o filho do meio de uma família de deuses, que está na terra para aprender mais sobre os humanos. Samatarou não controla bem seus poderes, mas usa a forma chibi para falar telepaticamente com os outros membros de sua família e com a Tenko, sua anja. Tenko é uma garota ingênua que nem ao menos sabe como os bebês são feitos! Quando está nervosa ou envergonhada começa a sair fumaça de sua cabeça. Tenko não tem família e sempre viveu ao lado de Samatarou, por isso ela é fortemente ligada a ele.



Um dia, Samatarou se apaixona por Kumiko, uma garota transferida que passará pouco tempo na escola. Samatarou quer conquistar Kumiko sem a ajuda dos deuses, o que é um pouco difícil, já que sua família interfere o tempo todo. Tenko, apesar de seus sentimentos por Samatarou, está sempre o apoiando.

Quanto à família de Samatarou, ela composta pelos seus pais que são deuses pervertidos e suas duas irmãs, sendo que a mais nova tem aquele estilo “indiferente a tudo” e a mais velha é a mandona intrometida. 


O anime além de focar no triângulo amoroso entre a Tenko, Samatarou e Kumiko, também mostra outras histórias, como a chegada de um bebê misterioso, ainda que tudo esteja ligado ao enredo principal do anime.

               

“Kamisama Kazoku” possui um traço do qual eu não gosto muito, mas é uma comédia romântica bem leve, divertida e recomendada para quem gosta de animes do gênero.

                 

Final: Feliz

Pers