Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Shugo Chara é mais um anime shoujo em que a protagonista tem poderes, ou seja, um tipo de mahou shoujo. Para falar bem a verdade, nunca me interessei por esse anime e por vezes acho que já passei da idade para ver animes desse gênero, mas depois de escutar tantas meninas falando sobre ele, resolvi assistir e de certa forma foi também uma maneira de matar a nostalgia, afinal, quando adolescente gostava muito de animes desse gênero. 

Hinamori Amu é uma garota aparentemente normal, mas que gostaria de ser mais honesta consigo mesma, principalmente em suas atitudes no colégio. Por querer muito ser mais honesta com seus sentimentos surgem três ovos bastante misteriosos, sendo que cada um possui uma personalidade diferente. Na verdade, dos Ovos nascem Guardiães Charas, seres que habitam o coração de cada pessoa e que são o "verdadeiro-eu" de seus donos. A princípio Amu possui três Charas: Ran, que possui uma personalidade esportiva, honesta e amorosa; Miki, que possui habilidades artísticas, sendo bastante calma e por último Su, desastrada e inocente, mas que possui habilidades culinárias e domésticas. 



Toda vez que cada Chara entra no corpo de Amu, sua personalidade muda. Entretanto, apesar de toda criança possuir um Ovo, quando ela está deprimida, solitária e com outros sentimentos negativos, seu ovo se transforma em Ovo X. Quando isso acontece, Amu se transforma junto com seu Chara e salva o Ovo da criança, claro, com direito a uniformes e tudo! 


Além de Amu, o Comitê dos Guardiões também possuem seus Charas, sendo que o grupo é formado por quatro alunos, cada um representando uma carta do baralho: Yaya (Ás), Nadeshiko (Rainha), Kuukai (Valete) e Tadase (Rei). Amu acha que Tadase é como um principie e é apaixonada pelo rapaz. Porém, apesar de ser rejeitada logo no primeiro capítulo, o relacionamento dos dois vai mudando ao longo do anime e descobrimos que Tadase, apesar de parecer meigo, possui uma personalidade oculta bem diferente. O sonho do “príncipe” da Amu (e objetivo de todos os guardiões) é encontrar o Ovo embrião, capaz de realizar qualquer desejo. Nadeshiko também possui uma verdadeira personalidade diferente do que apresenta, além de ter um segredo revelado no meio do anime que me deixou de boca aberta. No entanto, na metade do anime novos Guardiões aparecem com novos segredos a serem revelados! 



Shugo Chara nos envolve pelos mistérios apresentados, mas gostei também do romance ingênuo, do triângulo Tadase, Amu e Ikuto, que se arrasta pelas três temporadas e isso é muito se contarmos que as duas primeiras têm 51 episódios! Em breve farei a resenha das outras, mas é preciso dizer que “Shugo Chara” é realmente um anime shoujo que envolve magia, fantasia e aventuras, por isso, se você não gosta ou não tem paciência para esse tipo de enredo é muito provável que não goste do anime. No entanto, se você não se incomoda com histórias inocentes, sem muita carga dramática, como eu, e tiver paciência para assistir aos 51 episódios do anime, é bem provável que depois dos primeiros episódios você se encante com “Shugo Chara”. 


Final: Não tem exatamente um final, já que o anime continua na segunda temporada.

Pers


“Pretear” é uma anime de 2001 que fala sobre uma garota chama Himeno e seus sete guerreiros. Para fala bem a verdade, quando eu li que a história se parecia com a da “Branca de neve” fiquei um pouco desinteressada, mas depois fui ler mais sobre o anime e vi que apesar de Himeno ter uma madrasta, a história do anime não é tão parecida assim (só um pouco) com o conto de fadas.

Himeno Awayuki está tentando se adaptar a sua nova família, já que seu pai (um antigo escritor) se casa novamente com uma viúva rica, que tem duas filhas: Mayune e Mawata. Um dia, ao ir para escola, Himeno salta de um arbusto e cai bem em cima de Hayate, o Cavaleiro do Vento, que percebe que ela não é uma simples garota. Mais tarde Himeno encontra os outros cavaleiros do reino de Leafe que explicam que a Princesa do Desastre está despertando e que ela está usando um demônio chamado larva (que mais parece um inseto) para absorver Leafe, a essência de toda a vida. Eles pedem para Himeno se tornar uma Pretear, uma espécie de guerreira, que pode ajudá-los a proteger o mundo. Himeno é inicialmente relutante, acreditando que eles estão brincando com ela, mas quando uma larva ataca e começa a roubar Leafe, Himeno concorda em ajudar. Assim, Hayate e ela se fundem (Hayate entra no corpo dela), aparecendo pela primeira vez a Pretear do Vento.
 

 Himeno se funde com todos os sete guerreiros, cada um com sua especialidade: Hayate é o cavaleiro do vento; Sasame é o cavaleiro do som; Kei é o da Luz, Go é o do fogo e as crianças Mannen, Hajime e Shin são, respectivamente, os cavaleiros do gelo, água e planta. Todos adoram Himeno, menos Hayate, que a trata de modo frio, distante, não querendo que Himeno se torne a nova Pretear. Tudo isso porque Hayate se sente culpado pelo o que ocorreu com a antiga Pretear. Além de Hayate, Sasame também esconde um segredo sobre o passado, o que provoca algumas reviravoltas no anime.

Já fazia muito tempo que eu não assistia a um anime do tipo Mahou Shoujo, em que a protagonista é uma heroína extremamente desajeitada, mas pronta para salva o mundo! Himeno usa até uniformes diferentes, dependendo com quem se funde! Ver isso foi um tanto nostálgico.

Himeno é engraçada, comilona, divertida e claro, com tantos homens bonitos ao seu redor, ela tinha que acabar se envolvendo sentimentalmente com Hayate, o mais frio de todos. Alguns personagens secundários são bem engraçados, como o pai da Himeno e sua colega de sala, que vê romance em tudo, fazendo uma certa paródia com o estilo shoujo.


Apesar da trilha sonora ser bem ruim, “Pretear” é bastante agradável, divertido e por vezes ingênuo, com pitadas de romance e ação. Além disso, o anime é super curto, possuindo apenas 13 episódios que podem, com toda certeza, agradar que gosta do gênero.  

                   

                   

Final: Feliz

Pers


"Mai Hime" conta a história de Mai, uma adolescente super protetora de seu irmão mais novo. Órfãos, os dois são transferidos para a Academia Fuka, pois ganharam misteriosamente uma bolsa de estudos. Entretanto, ao entrar na escola, Mai descobre que ela e outras estudantes são HIMEs, um tipo de princesa, que luta contra alguns monstros.

O anime no começo parece ser mais simples, porém a história fica um pouco mais complexa no decorrer dela. Confesso que ficava curiosa a cada capítulo, pois primeiramente queria descobrir quem eram as outras Himes, depois o que os inimigos dessas princesas queriam com elas e mais tarde como aquelas amigas poderiam chegar ao ponto de lutarem umas contra as outras? Sim, pois, segundo as regras, só poderia existir uma única Hime, aquela que conseguisse vencer as outras teria muito poder e conseguiria salvar a Terra. No entanto, vencer não é apenas derrotá-las; é mais do que isso: é matar aquele que as princesas mais amam.



Com personagens únicos, o anime mostra que nem todas as Himes são de fato amigas ou heroínas, mostrando o egoísmo de cada personagem, "Mai Hime" se torna um desenho mais completo em termos psicológicos, mas deixa a desejar no quesito romance.

Mai por um tempo fica dividida entre Reito e Tate Yuuichi. Este último também é o grande amor de outra Hime. No total são 12, cada uma com um poder e um “Child” diferente. “Child” seria como um “animal”, um tipo de arma que ajuda as Himes em suas lutas. Depois, na metade do anime, descobrimos que eles são extremamente importantes para as princesas, mas do que elas imaginam.



Apenas Mai, Mikoto e Natsuki têm suas histórias desenvolvidas satisfatoriamente. Mikoto é praticamente uma selvagem e chega a me irritar de tanto que gruda na Mai. Natsuki e a Hime Shizuru são responsáveis pelo pouco, bem pouco, Shoujo-ai (amor entre garotas) que existe na história.

Enfim, "Mai Hime" é um anime repleto de ação, aventura, melodrama, mas com pouco romance. Particularmente queria que os romances fossem mais trabalhados.

Final: feliz e conclusivo.

Pers