Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.


Não se deve julgar um anime pelo seu final! Eu (e minha curiosidade mórbida) assisti ao final do anime antes de vê-lo, tamanha foi minha ânsia para saber o final e também porque na época estava decepcionada com alguns finais de animes. Por isso, deixei “Romeo x Juliet” de escanteio por um bom tempo. Porém, resolvi assisti-lo, mesmo achando que o final não me agradava e também porque como eu não havia visto o anime todo, eu poderia me surpreender com a história e foi justamente o que aconteceu.

“Romeo x Juliet” é um shoujo que conta a história de Julieta, uma moça que é a única sobrevivente de sua família, Capuleto. O tirano Laerte Montecchio, que governa a cidade Neo Verona, dizimou toda a família de Julieta para obter mais poder. Para salvar sua própria vida, nossa protagonista se veste de homem e vive como Odin, um revolucionário que ajuda os mais necessitados. No entanto, um dia, Julieta resolve ir a um baile e vestida de mulher se encontra e se apaixona por Romeo, sem saber que o rapaz é filho de Montecchio!


Ao completar 16 anos Julieta descobre o seu passado e os motivos pelos quais seus amigos a fazem se vestir de homem, mas agora Julieta e Romeo já estão apaixonados e terão que enfrentar muitas coisas para poderem ficar juntos. Para começar, além de estarem de lados opostos, Romeo está sendo obrigado a se casar com Rosalina, uma garota meiga e dócil, mas que nunca ocupou o coração de Romeo (e nem um lugar de verdadeiro destaque na historia). Além disso, Julieta é o Tufão Vermelho, o revolucionário que vai contra Montecchio. E falando no tirano, Laerte Montecchio é um vilão para ninguém colocar defeito!


O anime não é igual a obra de Shakespeare é apenas baseada nela, mas alguns personagens do original aparecem no anime, assim como o próprio William Shakespeare. Além do romance, do drama e das cenas de ação (quando há lutas com espadas), em Neo Verona também existe fantasia, pois os cavalos alados e a presença de uma árvore poderosa, Escalus, dá um toque de magia á história.

              

Eu estava enganada com o final de “Romeo x Juliet”, quando eu o assisti achei que talvez o anime não valesse a pena, mas vale. Quando terminei de vê-lo e rever o final, este já não me pareceu tão ruim como antes, ainda que eu ache que poderia ser melhor. No entanto, acredito que o fim se encaixou perfeitamente no anime que é de fato uma história de fantasia.

               

Final: Triste, feliz, depende do ponto de vista.

Pers



“Hotarubi no Mori E” foi uma brilhante indicação do blog “Monotagari” que me emocionou bastante por conta da linda história contada.

Baseado no mangá de Yuki Midorikawa, autora de “Natsume Yuujinchou”, o filme mostra de forma sensível, sutil e afetuosa a relação entre um humano e um youkai, tema recorrente nas obras de Yuki. Aliás, é impossível não comparar “Hotarubi no Mori E” com a série “Natsume”, pois os traços são bem parecidos. No entanto, o que, pra mim, falta nas temporadas de “Natsume”, não falta em “Hotarubi no Mori E”, já que o romance, mesmo sendo de um amor ingênuo, rodeia o filme. 



Hotaru é uma garotinha que pode ver espíritos e um dia, ao passar o verão na casa do tio, se perde na floresta e encontra Gin, um espírito que ao ser salvo pelos deuses da montanha recebe um tipo de maldição e não pode ser tocado por seres humanos, pois se isso acontecer ele desaparecerá. Porém, inevitavelmente Hotaru e Gin tornam-se amigos. O tempo vai passando e Hotaru, que volta a cada verão, vai crescendo, assim como os sentimentos de Gin e dela, que se transformam em um lindo amor. 




A temática não é da mais original, já que amores impossíveis a gente encontra em vários filmes, mas a forma como ele é abordado, essa sim é incrível. Sabemos que o toque é essencial em qualquer relação, mas Gin e Hotaru se amam e preservam o relacionamento, mesmo com a imposição da distância dos corpos.

Com um enredo focado em seus protagonistas, o filme mostra através das atuações dos personagens a evolução da história, sem grandes cenas de ações, mas com grandes cenas em que o sentimento toma conta dos personagens. “Hotarubi no Mori E” é filme super curto, com apenas 45 minutos, mas nos faz emocionar.

Final: Para assistir com muitos lencinhos. 

Pers

"Protect the boss” é um dorama coreano que me parecia, logo no começo, um dorama ótimo, mas que aos poucos foi decepcionando.

Eun Seol é uma mulher desempregada com uma péssima faculdade. No entanto, as coisas começam a mudar quando ela é contratada para ser secretária em uma grande empresa, mas o problema é que seu patrão é um demônio. Cha Ji Heon é um chefe terrível e faz da pobre Eun Seol sofrer o pão que o diabo amassou, o que me fez lembrar do filme “O diabo veste Prada”. Como se não bastasse ser a secretária de um chefe como ele, Eun Seol acaba se tornando uma quase babá do patrão que é super mimado e possui alguns problemas como síndrome do pânico.


A interpretação do ator Ji Sung, que faz Ji Heon, é ótima e mostra com nitidez a personalidade do protagonista: um mocinho realmente irritante, chato e por vezes malvado! No entanto, como qualquer protagonista, Ji Heon também tem seu lado bonzinho e mesmo tentando esconder ele acaba se apaixonando por Eun Seol, mudando a sua personalidade perversa e nos fazendo amá-lo com o tempo.

Quando Eun Seol se adapta a seu trabalho ela realmente passa a proteger o seu chefe, que tem como inimigo o falso dócil Cha Moo Won (que tem uma mãe que é uma verdadeira megera) e uma ex-namorada insuportável, Seo Na Yoon (Wang Ji Hye de “Personal Test”). Além disso, Ji Heon tem que provar, mesmo sem querer, que é capaz de substituir seu pai no cargo de presidente da empresa, tarefa nada fácil, já que o próprio rapaz não está muito disposto a assumir tamanha responsabilidade.


Eu ri com os trejeitos de Cha Ji Heon, ri com o temperamento de Eun Seol e por incrível que pareça também ri com a vilã caricata Seo Na Yoon. Além disso, Ji Heon e Cha Moo Won brigando como crianças é impagável.

Porém, apesar de tudo isso o dorama, infelizmente, fica estagnado mais ou menos depois do episódio 10. A história não anda e o quarteto amoroso, que vira triângulo, não é o suficiente para segurar a trama. As intrigas aumentam e junto com ela uma enrolação sem fim, talvez só mesmo o lado cômico de Ji Heon para agradar aqueles que foram fisgados no início da história.

De qualquer forma “Protect the boss” não é um péssimo dorama (já vi piores), você ri e se diverte com seus protagonistas, só que não espere se envolver muito com a história e tenha paciência com as enrolações!

Final: Feliz 

Pers


Essa foi a segunda vez que assisto a um dorama taiwanês, mas foi a primeira e, diga-se de passagem, a última vez que assisto a um dorama em andamento. Impossível descrever a frustração da espera! No entanto, sempre agradeço aos funsubs por legendarem os dramas e os animes para nós!

“Fated to Love You” é o segundo melhor dorama que já assisti (o primeiro é “Shining Inheritance”, porque o primeiro a gente nunca esquece)! Para começar ele não é um dorama comum, pois logo no início a protagonista já fica grávida! Isso mesmo, porém os beijos são da mesma quantidade que os dramas normais! Chen Xin Yi é uma garota tímida que é mandada por todos, não expressa seu desejos, todos fazem dela uma boba, mas é bastante esperta e dedicada ao seu trabalho, por isso é chamada de garota post-it, já que nunca se esquece de realizar um pedido feito por alguém. Por mais difícil que seja a tarefa Chen Xin Yi a realiza.

Um dia, nossa protagonista resolve perder sua virgindade com um idiota que ela gosta, para isso, ela se arruma toda para ir a um cruzeiro com ele. Neste mesmo tempo, Cun Xi, presidente de uma grande empresa, convida sua namorada Anna, que é bailarina e super ocupada, para ir ao mesmo cruzeiro, mas a moça não vai. Xin Yi ao tomar um remédio fica um pouco tonta e vai parar justamente no quarto errado, no quarto de Cun Xi, que por outros motivos acaba sendo drogado. Por conta de um enorme mal entendido, que só acontece mesmo em novela, sem querer querendo, Xin Yi e Cun Xi dormem juntos, mas só se dão conta do engano no outro dia de manhã. Para piorar a situação, a pobre Chen Xin Yi fica grávida e desesperada! A partir daí começa uma história cheia de reviravoltas, com muito romance, drama e comédia.


Cun Xi assume a criança e, obrigado por sua avó, se casa com Xin Yi. Aliás, devo dizer que a avó de Cun Xi é um dos meus personagens favoritos, mesmo porque ela joga Wii! Entretanto, a vida da protagonista como a garota rica não é nada fácil, já que Cun Xi deixa bem claro que ela nunca ocupará o lugar de Anna! Porém, Chen Xin Yi não está só, pois ao seu lado temos o seu protetor Dylan, que é extremamente importante para ela, já que é ele quem a ajuda quando está em dificuldades, sendo o responsável pela mudança física e psicologia dela na segunda parte do dorama.

A transição de uma fase para a outra é muito bem detalhada, mostrando como cada um se modificou com o passar dos anos. Deve-se dizer que a atuação de Joe Chen como Chen Xin Yi é ótima, parece até outra personagem. 




Fazendo uma análise das fases, eu diria a primeira é mais engraçada, focando na gravidez de Chen Xin Yi e seus problemas com Cun Xi, já a segunda já mostra a protagonista mais madura, diferente e o dorama me parece mais romântico. É na segunda fase que vemos que Cun Xi também se mostra mais maduro e arrependido pelas coisas que fez com a pobre Xin Yi.

Como todo drama que se preze temos uma vilã, Anna. Pra falar bem a verdade, apesar da moça ter armado contra Chen Xin Yi, às vezes sentia pena dela, já que de um dia pra noite perdeu as coisas mais importantes de sua vida.

Além da avó de Cun Xi, destaque para a família de Chen Xin Yi, que é uma comédia e fez com que eu risse horrores com o casamento dos protagonistas; destaque também para o Anson, com seu jeito gay, mas que arranja uma namorada!

               
                Essa é a abertura que mostra cenas do dorama.

“Fated to Love You” a princípio me pareceu uma “Betty, a feia” taiwanesa, mas depois percebi que é um drama único, bem desenvolvido, muito engraçado e bem romântico, mesmo achando que teve episódios demais (39) e que 5 a menos teria deixado a história bem mais concisa, eu não posso negar que eu amei a história! Dessa forma, se você gosta de dorama, seja coreano ou japonês, sem sombra de dúvidas vai se apaixonar por “Fated to Love You” e para ser bem sincera, agora que acabou fiquei morrendo de saudades!

                Como não achei o encerramento e a música é super fofa, achei que valeria a pena colocar esse video com a música e algumas cenas.
               


Final: Impecável

Pers



“Boys Be...” é mais uma indicação do Euller do blog Our Otaku Life, mas confesso que a princípio fiquei receosa quanto ao anime, isso porque me pareceria envolver muita carga dramática e de fato o drama está presente, mas de modo super leve!

O anime conta as histórias de vários adolescentes que se apaixonam, suas alegrias e tristezas ao decorrer da juventude, por meio de pontos de vistas distintos. Acredito que Kyoichi e Chiharu são os que mais se aproximam como protagonistas, mas também temos a história de Makoto Kurumizawa (mulherengo e fofoqueiro), que se apaixona pela enfermeira de um hospital; Kenjo que se apaixona por uma colega de escola de maneira peculiar (minha história favorita) e que também acaba se envolvendo com uma amiga do clube de Baseball; Aki e seu ex-namorado; Yumi e um amor inesperado, entre outras histórias.


Com o decorrer do anime o relacionamento de Kyoichi e Chiharu, que a principio são apenas amigos de infância, evolui e juntos eles descobrem o amor, as decepções, frustrações e traições. Aliás, como Kyoichi lida com a decepção é uma mostra de seu amadurecimento, se comparado ao início da história. Já Chiharu, me parece uma personagem mais complexa e por vezes egoísta.


Particularmente, adoro animes que mostram a evolução dos personagens e é o que acontece em “Boys Be...”. Com apenas 13 episódios o anime mostra com sensibilidade e até com humor o sentimento do amor, a solidão, a primeira paixão e até a traição em seus personagens. Como o anime é um shounen, as histórias são contadas muitas vezes pelo ponto de vista masculino e conseguimos ver como são os sentimentos de um garoto apaixonado pela primeira vez. Aliás, como eu sempre prefiro shoujo e não shounen, devo dizer que “Boys Be...” foi uma agradável surpresa!

              

              

Final: De certa forma feliz, mas eu queria que tivesse sido melhor concluído.


Pers


Nanami e Kenji são amigos de infância, desde quando a família de Kenji se mudou para a cidade em que atualmente moram. Kenji tem uma irmã, Suzuka, que também é amiga de Nanami e tem também uma prima, Hikari, que é bem divertida.

O anime tem um enredo bem simples, aliás, um enredo clichê em mangás do tipo shoujo: os melhores amigos que se apaixonam. No entanto, diferentemente de muitas historias, para o relacionamento dar certo só depende mesmo dos protagonistas, sem ter realmente alguém ou algo para atrapalhar, apesar de Sakura, uma amiga de escola, ser apaixonada por Kenji. No entanto, os dois são bem lerdos e não desenvolvem o relacionamento deles, são tão lerdos que todos os amigos já sabem que eles formam um lindo casal, menos eles.


Todo começo de episódio podemos ver um flashback sobre a infância dos protagonistas e durante os episódios também, assim, podemos entender melhor o relacionamento deles e a profunda amizade que possuem.


Quanto à personalidade dos protagonistas, Nanami tem uma voz chatinha, meiga demais e boazinha demais para o meu gosto. Já Kenji parece ser indiferente, mas não é, já que sempre está ao lado de Nanami, sendo aquele típico garoto legal e generoso com todos.

“Lamune” me pareceu uma anime médio, sem muita ação no enredo, mostrando apenas a vida dos protagonistas e algumas histórias relacionadas a eles. Como o anime tem 12 episódios, acho que o enredo poderia ter se desenvolvido mais rápido, mas como disse antes, Nanami e Kenji são bem lentos, assim como o próprio anime e por isso nada se desenvolve. “Lamune” não é um anime ruim, mas é fraco no romance, no drama e os protagonistas terminam praticamente da mesma maneira que começam. Por isso, recomendo apenas para aqueles que não resistem a um shoujo.

               


Final: Eu diria que feliz, mas sem conclusão

Pers



Koyomi Araragi é um adolescente aparentemente normal, mas que um dia foi atacado por um vampiro, também se tornando um. No entanto, Araragi tem a ajuda de Meme Oshino, um cara que sabe muito sobre coisas sobrenaturais e assim, Araragi deixa de ser aparentemente um vampiro, com algumas consequências como poder ver no escuro, ter seus olhos vermelhos quando fica irritado, curar-se mais rápidos, entre outras coisas.

Um dia, Araragi vê uma amiga de classe chamada Hitagi Senjougahara caindo do céu, tentando pegá-la, estende os braços em direção à garota, só que quando ela cai Araragi descobre que menina é extremamente leve, como se não tivesse peso. Dessa forma somos apresentados a uma das personagens mais interessantes do anime e descobrimos que “Bakemonogatari” mostra várias histórias distintas envolvendo mistérios, sobrenatural, fantasmas, figuras mitologias, entre outras coisas. 


Senjougahara é uma personagem tão direta que chega a ser divertida, os diálogos dela com Araragi são os melhores. Além dela, outras personagens aparecem, todas são mulheres, cada uma com seu próprio mistério e segredo. Das personagens secundarias, Hachikuji é minha preferida por ser uma garotinha bem irritante, mas Kanbaru também tem seus pontos fortes. No entanto, nenhuma delas é como Senjougahara que, infelizmente, não aparece tanto quanto eu queria e ainda por cima tem uma quase rival, Hanekawa.

“Bakemonogatari” é um anime diferente, eu não entendo muito sobre técnicas de animação, mas os ângulos, enquadramentos, sombras, tudo parece ser bem distinto e mais real, além do fato das cores de fundo que parecem dialogarem com o enredo. Outro ponto é que o anime é capaz de produz um episodio inteiro apenas de diálogos sobre o fato de Araragi ter brigado com sua irmã, o que pode também fazer com que algumas pessoas pensem que “Bakemonogatari” seja um anime lento, o que não é! Isso porque ele prende a nossa atenção em cada resolução de cada mistério!


“Bakemonogatari” foi dirigido por Akiyuki Shinbo que também dirigiu o inusitado anime “Arakawa Under the Bridge” e o horrível “Dance in the Bund Vampiro”. O anime tem 12 episódios e 3 ovas (episódios 13, 14 e 15), uma abertura que muda conforme o arco das histórias, tendo um enredo criativo, original, que une drama, mistério, sobrenatural e romance, com ótimas histórias e excelentes diálogos! Por tudo isso, vale muito a pena conferir essa singular obra!

               
               


Final: Feliz

Pers



“Toshokan Sensou” é um anime de 12 episódios que mostra a vida da protagonista Kasahara como membro da Tropa Bibliotecária, uma organização que protege as bibliotecas do país contra o Comitê de Purificação da Mídia, uma espécie de censura, que tenta impedir e controlar a leitura de livros, revistas ou qualquer uso da arte ou liberdade de expressão.

Kasahara decidiu entrar para a Tropa Bibliotecária depois que um “príncipe” a protegeu, quando ela estava com um livro em que o Comitê de Purificação da Mídia queria levá-lo. Kasahara é a primeira mulher a integrar a Tropa e passa proteger a biblioteca onde trabalha, o problema é que a moça é um tanto atrapalhada, algo que irrita o colega Tezuka, que é perfeito em quase tudo. No entanto, Dojo, o chefe dos dois, sempre dá seu apoio e é sempre justo com todos, o que nos faz lembrar a própria Kasahara, só que Dojo é muito mais responsável. Devo dizer que se eu tivesse um instrutor como ele até eu me juntaria a essa Tropa!


 O anime vai mostrando o dia-a-dia de Kasahara e como não é fácil para ela se adaptar a nova vida como membro da Tropa Bibliotecária, além do fato dela esconder sua verdadeira profissão dos próprios pais. Vários combates ocorrem entre a Tropa e o Comitê e somos transportados para uma verdadeira situação de Guerra, ainda que diariamente a Tropa apenas cuide mesmo da biblioteca, como se tudo fosse tranquilo e normal.



Além do instrutor Dojo e Tezuka, temos outros personagens interessantes no anime como Shibasaki, a colega de quarto de Kasahara, que é uma espécie de irmã mais velha, o inescrupuloso irmão de Tezuka, Komaki e o comandante Guenda.

Kasahara vai aos poucos melhorando sua postura e se esforçando para atingir suas metas, tentando encontrar seu suposto “príncipe”, alguém que esteja sempre disposto a ajudá-la, o problema é que nossa protagonista não vê que seu príncipe está mais perto do que ela imagina, que sempre a protege mesmo quando ela não quer.

              

“Toshokan Sensou” é um anime bem legal que mistura drama, ação e romance em um enredo que lembra bem uma sociedade que vive oprimida, mas sem cenas de tortura ou qualquer coisa mais forte.

PS: Adorei o encerramento com a banda Base Ball Bear

             

Final: Feliz

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Sakura Mikan tem 10 anos e é amiga de Imai Hotaru. Um dia, Hotaru é transferida para uma escola em Tóquio o que faz com que Mikan fique desesperada, mas Hotaru promete voltar, coisa que não acontece. Mikan, então, descobre que sua amiga está estudando na Academia Alice, uma escola para gênios e é lá os alunos não podem sair de maneira alguma, por isso Hotaru não pode visitá-la. Indignada, Mikan resolve fugir para encontrar sua amiga, mas ao tentar entrar na escola, Mikan é encontrada pelo professo Narumi que faz com que a garotinha seja admitida lá também. No entanto, a “Academia Alice” é destina aos alunos que possuem uma Alice, ou seja, alguma habilidade especial, poderes surpreendes ou não tão surpreendentes assim, e segundo Narumi, Mikan possui uma Alice poderosíssimo.

Cada aluno possui uma Alice, mas eu acho que a Alice do professor Narumi é um dos mais estranhos: ele tem a capacidade de atrair as pessoas com seus feromônios! Hotaru tem a Alice da invenção, o representante da sala pode criar ilusões, Natsume do fogo, Luca atrai os animais.



Mikan depois de descobrir qual é o seu poder passa a viver na Academia e é impedida de falar com seu avô, logo Mikan percebe que a vida na escola não é nada fácil, ainda mais se você tem colegas de sala que não te suportam! Mikan sofre tanto na escola que não tem como você não sentir pena dela, mas mesmo assim, a garota não desiste e continua tentando se dar bem na Academia, que não é um lugar tão bom quanto parece.



Somos apresentados a diversos personagens ao longo do anime e eu confesso que eu ri com a personalidade da Hotaru e do Natsume! Aliás, Natsume é um personagem bem enigmático, com um passado misterioso, mas depois entendemos o motivo do rapaz parecer odiar a Academia e todos a sua volta, com exceção de seu amigo Luca!

             

“Gakue Alice” pode ser um pouco infantil e até me lembra a ingenuidade de “Yumeiro Pâtissière”, mas eu gostei por ser divertido, cheio de aventuras, magia, mistérios e uma pitada de romance, é claro! Infelizmente, achei que o final ficou a desejar, principalmente em relação a resolução do principal problema apresentado. Se não tiver segunda temporada o jeito é ler o mangá!

             

Final: Feliz, mas com algumas coisas não resolvidas

Pers




Eu adoro qualquer coisa que Hayao Miyazaki esteja envolvido e nunca me arrependo de ver seus filmes, mesmo os mais antigos!

“Sussurros do Coração” (“Mimi Wo Sumaseba”, 1995) conta a história de Shizuku, uma adolescente que gosta de pegar livros na biblioteca e descobre que existe um garoto, Amasawa Seiji, que já leu os mesmo livros que ela, só que antes dela, o que faz com que Shizuku se interesse pelo rapaz.

O filme começa durante as férias de Shizuku, em que ela encontra sua melhor amiga para lhe mostra os versos de “Country Road”, mas acaba também encontrando um rapaz que a provoca por conta do poema. No entanto, Shizuku encontra esse rapaz novamente, quando um dia resolve seguir um gatinho e vai parar em uma loja bem diferente. O envolvimento de ambos é inevitável e é muito interessante ver o amor dos dois.


Além da história principal, somos apresentados a sua amiga Yuuku que está apaixona por um colega de sala e também conhecemos a família de Shizuru, uma família simples que mora em um minúsculo apartamento. Gostei bastante da serenidade dos pais de Shizuku que não a pressionam quanto aos estudos, diferente de sua irmã mais velha que parece mais ser a própria mãe da garota! Gostei também do gato Lua que vive onde quer e até pega trem como carona!

Acho que o mais interessante do filme está na dificuldade de se descobrir o que você quer ser em seu futuro e claro, a descoberta também do amor. “Sussurros do coração” mostra o dia-a-dia de Shizuku, como ela é com as amigas, sua fixação por ler livros e ir à biblioteca, sua dificuldade em sua escolha profissional, seus sentimentos em relação ao garoto que gosta e o amadurecimento, tudo de forma sensível e bonita, como todos os filmes de Miyazaki. Aliás, os filmes de Miyazaki são geralmente longos, mas ele tem a proeza de nos fazer esquecer do tempo enquanto assistimos aos seus filmes! Destaque também para trilha sonora com “Country Road” na voz de Olivia Newton-John.

Pers



Faz tempo que “Rec” está na minha lista de animes e estou sempre o empurrando para depois, já que parecia apelar para o Ecchi, algo que não acontece!

A primeira coisa que me surpreendeu no anime foi a duração dos episódios: 13 minutos! Super curto, por um lado é bom porque assim o anime é mais dinâmico, sem muito tempo para enrolações, por outro lado é tão curto que enfraquece a história.

Um dia Matsumaru Fumihiko, que trabalha em uma empresa de lanches, está esperando uma colega de trabalho para ir ao cinema, mas ela não aparece. Irritado com o fora, Fumihiko resolve jogar fora os ingressos, mas eis que aparece Onda Aka e pede para assistir ao filme com ele. Aka é uma garota simpática que se tornar uma seiyuu famosa, ou seja, uma dubladora. Fã de Audrey Hepburn, Aka sabe de cor as falas do filme que estão assistindo, o que impressiona Fumihiko.


Os dois poderiam nunca mais se ver depois do cinema, se não fosse o fato do local onde Aka mora pegar fogo e a garota não ter para onde ir. Tentando ajudar, Fumihiko convida AKa para morar com ele, até que as coisas se resolvam. No entanto, talvez por conta do momento ou quem sabe por algum sentimento escondido em ambos, os dois acabam transando. No dia seguinte Fumihiko é surpreendido no trabalho, pois um dos seus projetos é aprovado e o rapaz terá que escolher uma dubladora para a propaganda do produto que a empresa quer comercializar. Novamente Aka aparece, é uma das candidatas e é selecionada. Como moram juntos e isso pode prejudicá-los, os dois preferem fingir que não se conhecem no trabalho.

Apesar de terem dormido juntos Aka e Fumihiko passam a viver apenas como amigos, não que Fumihiko não quisesse ter algo a mais, mas Aka faz a linha dura.

           

Cada episódio tem uma referência a algum filme de Audrey Hepburn e mostra bem a dificuldade de alguém se tornar uma seiyuu no Japão. “Rec” é divertido e ainda tem romance, coisa que eu adoro, só que se fosse um pouquinho mais longo os personagens poderiam ser desenvolvidos melhor, mas fora esse detalhe eu gostei do anime!

             

Final: Feliz

Pers