Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Falar de qualquer obra (livros, filmes, animes, mangás) que envolve vampiros é bastante complicado hoje em dia e costumo dizer que cada autor tem o vampiro que merece. Estou dizendo isso porque “Midnight Secretary” é um mangá que fala sobre vampirismo, envolvendo romance e cenas de tensão sexual, mas bem menos do que qualquer mangá de Mayu Shinjo (uma mangaká que escreve praticamente sobre sexo), pois nada de obsceno aparece. 

Comecei a ler “Midnight Secretary” online em português, pelo site “Central de Mangás”, mas estava incompleto e quando começo a ler algum mangá sempre termino, a não ser que ele seja bem desestimulante, o que não é o caso dessa obra, muito pelo contrário. 



A história começa com Kaya (que tem certo complexo com seu rosto infantil) sendo transferida de chefe, passando a ser secretária do carrasco Kyouhei Toma. Porém, logo a princípio Kaya descobre que Kyouhei não é um ser humano normal e sim um vampiro que suga o sangue das suas vítimas durante o ato sexual (daí as cenas de sexos serem um tanto recorrente, embora não mostrem muita coisa). Mesmo assustada Kaya permanece em seu emprego, pois claro que Kyouhei não a deixará ir facilmente, mesmo porque ela é uma secretária exemplar e o ajuda bastante em tudo que precisa. Kyouhei é um homem viciado em trabalho e encontra uma parceira bem parecida com ele, pois Kaya passa a se dedicar completamente a seu novo chefe, ajudando-o inclusive no serviço de “comida”. Kaya arruma a sua agenda de modo que ele possa estar sempre com alguma mulher e assim se alimentar. Kyouhei não gosta dos humanos e tem orgulho de ser vampiro, mas seu orgulho acaba sendo ferido quando um dia precisa se alimentar de sua própria secretária, tornando-se um viciado em seu sangue. Para Kyouhei, Kaya tem um sangue com um gosto diferente, o melhor que ele já provou e só depois entendemos o motivo disso. 




Ao longo do mangá vemos Kyouhei se envolvendo com Kaya, mas sempre mantendo a relação do trabalho, essencial para os dois. Kaya se apaixona por Kyouhei e começa a questionar a sua posição na vida do amado. Já ele aos poucos vai esquecendo o orgulho de ser vampiro e assumindo Kaya em sua vida pessoal. Muitas coias acontecem no mangá e vamos descobrindo o passado da família de Kyouhei e a importante relação que ele tem com o clã de vampiros. Apesar de algumas cenas “calientes”, o mangá acaba sendo mais do que uma simples história com sexo. Acho que a mangaká, Ohmi Tomu, poderia ter explorado mais Kyouhei por ser um personagem mais complexo, porém, gostei do desenvolvimento da história e do drama. Não se deve esperar da obra um “Crepúsculo” ou um “Vampire Knight”, mas quem curte um shoujo com drama e sobrenatural pode gostar também de “Midnight Secretary”, assim como eu gostei. 

Final: Feliz

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Como eu demorei para ver esse anime! Comecei e parei várias vezes, até que finalmente terminei!

“Karin” (2003) não é um anime ruim, já vi animes sobre vampiros piores, é só que eu não tenho muita paciência para história com ecchi, mesmo contendo romance. Além disso, “Karin” começa a ficar bom mesmo a partir da metade do anime, pois começa ter uma trama mais estável e profunda, o que justifica minhas idas e vindas. 


Karin é a filha do meio de um casal de vampiros que suga discretamente sangue humano. Porém, ela não é uma vampira comum, ao invés de sugar ela produz sangue, principalmente se vê alguém infeliz. Dessa forma, Karin precisa se livrar do excesso de sangue, transferindo-o para suas vítimas e dando a ela uma sensação de extrema felicidade. Usui, por quem Karin acaba se apaixonando, é seu colega de sala e acaba descobrindo seu segredo e passa a ajudar a sua amiga.


Karin sempre leva comida para Usui, que é um rapaz extremamente pobre, mas bastante gentil com ela, que vive com sua mãe, uma mulher que está sempre infeliz ou cansada, devido ao fato de nunca conseguir permanecer em um emprego. Além dos protagonistas, temos a hilária família de Karin, seu pai ciumento, que morde aqueles que são arrogantes, sua irmã caçula que fala pouco, mas sempre a ajuda, sua mãe que gosta de morder homens bêbados e mentirosos e, por fim, seu irmão mulherengo que gosta de morder mulheres cansadas e estressadas. Depois de um tempo aparece Winner Sinclair, um caçador de vampiros que ironicamente se apaixona por Karin, sem saber que ela é uma vampira. Winner é um personagem cômico e morre de ciúmes de Usui.

               

“Karin” é um anime engraçado e até divertido, só que com menos romance do que eu esperava, já que a relação de Karin e Usui fica estagnada durante um tempo, tendo mais ênfase no final. No entanto, apesar do anime ser bem morno e não ser super marcante, alguns mistérios e a histórias de alguns personagens secundários, como Elda, a avó de Karin, são bastante interessantes e até prendem nossa atenção. Quem gosta de animes de comédia com pitadas de romance talvez se interesse por “Karin”, só vale ressaltar que a parte do “sobrenatural” fica a desejar, dando lugar a situações de comédia.

                 

Final: Feliz

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Geralmente não assisto muito aos animes que falam sobre o Japão feudal, era Meiji e os samurais, isso por conta do tom dramático e da sensação de que tudo vai acabar mal, no entanto, apesar disso, “Hakuouki Shinsengumi Kitan” me convenceu com um enredo um pouco diferente.

Yukimura Chizuru busca em Kyoto seu pai, um médico desaparecido, capaz de inventar um poderoso remédio que transforma as pessoas em um tipo de vampiro. Na cidade, Chizuru ao presenciar uma luta envolvendo um Shinsengumi, Hijikata, acabando sendo levada presa pelo grupo. Entretanto, ao descobrirem que a garota é filha do médico que procuram, resolvem deixar Chizuru no bando para ajudar na busca pelo seu pai. 


 Aos poucos Chizuru se enturma com os samurais e aos poucos também deixa de ser uma mera prisioneira, já que após um incidente logo no início do anime, faz com que Chizuru se torne mensageira e assistente do grupo. Com o passar dos episódios vamos compreendendo mais a personalidade de alguns membros do Shinsengumi e percebemos que Hijikata é um vice-capitão até que democrático, apesar de ser bastante ranzinza. Além disso, todos acabam gostando da presença de Chizuru e passam a se preocupar com sua proteção.

Embora o remédio do pai de Chizuru seja realmente poderoso e transformar as pessoas em uma espécie de vampiro, o anime não é exatamente sobre vampirismo e sim sobre a vida de Chizuru com os samurais, sendo ela a única mulher do bando.

“Hakuouki Shinsengumi Kitan” mostra vários grupos de samurais e soldados, alguns como rebeldes e outros tentando proteger o imperador, além de mostrar o sentimento de amizade entre os membros do Shinsengumi e também os ideais do grupo e de cada um.

Apesar do anime possuir um pouco de ação, com várias lutas com espadas e sangue, o desenvolvimento do enredo é lento e as ações demoram um pouco a serem desenvolvidas. Além disso, o fato de Chizuru narrar os acontecimentos da guerra e alguns personagens terem existido de verdade (só que bem mais sanguinolentos e perversos), faz com que o anime pareça ainda mais histórico, aumentando o tom da carga dramática. No entanto, “Hakuouki Shinsengumi Kitan” é um harém invertido, cheio de homens bishounen, para a alegria geral de muitos!

           

O anime tem 12 episódios e possui uma segunda temporada que em breve assistirei! 
Final: Com continuação

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“Vampire Knight” é um anime que julguei pela capa, ou melhor, pelo conteúdo. Todo mundo que conheço, e gosta de anime, gosta de “Vampire Knight” e meio que peguei uma certa birra em relação ao anime. Birra completamente desfeita!

Muito se falou de “Vampire Knight”, por isso, não pretendo me estender muito em relação à história e a seus pormenores, principalmente para não soltar nenhum spoiler. Caso vocês queiram saber mais detalhes do mangá e sobre as nomenclaturas do anime, sugiro as colunas da Mallu no Yo Nihon.

Enfim vamos ao resumo do enredo: Yuuki e Zero são criados pelo presidente da Academia Cross. Yuuki chegou até ele através de Kaname, que a protegeu de um vampiro quando era pequena. Desde então Yuuki, que não tem memórias de seu passado, é apaixonada por Kaname que até corresponde a esse amor, tentando protegê-la sempre. Já Zero, chegou ao presidente depois que sua família (de caçadores de vampiros) foi morta por uma sangue puro chamada Shizuka, que se vingou da morte de seu servo. Shizuka deu a Zero um pagamento pior do que a morte, mordendo-o. Se um sangue puro morde um humano ele se torna um Level E, que é quando o indivíduo perde sua consciência aos poucos e se torna um tipo de zumbi sedento por sangue. A única forma de mudar isso é se o humano bebe o sangue do vampiro que o mordeu. Dessa forma, Zero gradativamente se torna um Leve E, mas quando Yuuki descobre, passa a alimentá-lo com o próprio sangue para evitar que ele perca o controle de si mesmo.


Tanto Zero, quanto Yuuki e Kaname moram e estudam na Academia Cross, que divide as turmas em dois grupos: a turma do dia (somente humanos) e a turma da noite (somente vampiros). Yuuki e Zero são os responsáveis em manter a separação das turmas, uma vez que o pessoal da do dia é fascinando pelos alunos da turma da noite, sem saber que estes são vampiros.

A primeira temporada de “Vampire Knight” vai até o ponto em que Shizuka aparece e muitas coisas sobre o passado de Zero são reveladas. Já em “Vampire Knight Guilty”, a história gira mesmo em torno do passado de Yuuki e há uma reviravolta no triângulo amoroso Zero-Yuuki-Kaname. Também descobrimos mais sobre a personalidade de Kaname e sobre seu passado.


Quanto à Yuuki e seus dois homens lindos, sou muito mais o Zero, Kaname tem uma pose de superioridade que às vezes me irrita. Além disso, Zero tem uma cara de menino sofrido irresistível! Em relação aos outros personagens, gostaria de saber mais a respeito do passado do presidente da academia e o anime poderia ter mostrado mais sobre os outros vampiros do dormitório da noite, mas nada disso me fez gostar menos do anime.


               

“Vampire Knight” é sombrio, é misterioso, é romântico, é dramático, é complexo. Excelente anime em termos de animação, música e enredo. No entanto, apesar de não ter lido o mangá, acredito que seja como todo mundo que leu diz: melhor que o anime. Bom, ao menos mostra mais detalhes, uma vez que a história no mangá segue e a do anime acaba. Se você ainda não assistiu ao tão falado “Vampire Knight”, assista! As duas temporadas são curtas e a curiosidade e o suspense que envolve o animem não vão te deixar parar de assisti-lo!

               

               

               

Final: difícil de explicar

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