Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.


Por indicação da Mallu, do blog Yo Nihon, parei tudo que estava assistindo para assistir ao dorama coreano “My name is Kim Sam Soon” e se eu pudesse defini-lo em uma única palavra, essa seria: comédia! Comédia e romance, claro, mas com toda certeza a comédia é ponto principal desse dorama.

Kim Sam Soon (Kim Sun-ah) é a protagonista mais divertida de todos os tempos. Uma confeiteira gordinha, com um temperamento fortíssimo e que sonha em mudar de nome (pelo que entendi Sam Soon é considerado um nome muito velho e vergonhoso). Depois de ser abandonada por seu namorado, Sam Soon conhece o dono de um grande restaurante, o grosso e mimado Hyun Jin Hun (Hyun Bin). Tanto Sam Soon como Jin Hun vão a encontros de casais - ela desesperada por namorado e ele obrigado pela mãe - os dois um dia se encontram e Jin Hun atrapalha o encontro de Sam Soon, o que a deixa frustrada e irritada. Porém, a mãe megera do Jin Hun quer que o filho arranje uma namorada de qualquer jeito, para esquecer seu antigo amor, a chatíssima Hee Jin e por conta disso, nosso protagonista propõe a Sam Soon fingir ser sua namorada. É claro que Sam Soon não aceita, mas depois, como precisa de 50 milhões para não perder a casa onde mora, acaba aceitando o contrato. 
Sam Soon me lembra muito Bridget Jones, de “O Diário de Bridget Jones”; a protagonista é gordinha, tenta até emagrecer e acaba se envolvendo com o garanhão do pedaço. A diferença é que Sam Soon é muito mais engraçada que Bridget, pois nunca vi mulher com temperamento igual ao dela, melhor dito: sua família toda! Jin Hun sofre o pão que o diabo amassou com a família da Sam Soon! É claro que os dois acabam se apaixonando, mas as coisas não são tão simples, uma vez que a ex-namorada de Jin Hun volta de sua viagem e resolve correr atrás do namorado. Com ela também aparece o médico mais fofo do mundo, o Henry, que é apaixonado por Hee Jin.


Sam Soon e Jin Hun formam o casal mais engraçado que já vi, ambos são teimosos, agressivos e meigos também. A capacidade que Sam Soon tem para mentir me impressionou o dorama todo e também sua felicidade, mesmo com seus quilos a mais (por causa dela quase saio do regime)

Apesar de algumas partes no banheiro serem desnecessárias, nada no dorama fará alguém se arrepender de tê-lo assistido. “My name is Kim Sam Soon” é diversão na certa!

Final: Feliz

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Depois de assistir “Nodame Cantabile” fiquei com vontade de assistir “La Corda d'Oro”, mas talvez tenha sido esse o verdadeiro problema, porque em relação ao enredo e tema “Nodame” é incomparável.

Hino Kahoko é a protagonista da história, uma garota meiga, alegre e extrovertida que estuda na academia Seiso, uma escola super conceituada que divide as turmas em dois grupos: os estudantes de música e os estudantes de conhecimentos gerais. Hino faz parte da turma dos estudantes “normais” e não sabe tocar nenhum instrumento, até que um dia encontra a fada Lili, que fica super feliz de encontrar alguém que a veja. Lili inscreve Hino no concurso de música da escola e a presenteia com um violino mágico que possuiu uma corda de ouro. Qualquer pessoa pode tocar o violino, desde que queira realmente tocar com o coração, dessa forma o som do instrumento sai de maneira encantadora. Assim, meio que pressionada por Lili, Hino começa a participar de um concurso de música da escola.

O anime até um certo ponto é bem divertido, mostrando a competitividade e a amizade entre os participantes do concurso: Ren Tsukimori, Tsuchiura Ryoutaru, Azuma Yunoki, Kazuki Hihara, Keiichi Shimizu e Shouko Fuyuumi .


Fuyuumi é aluna do primeiro ano, bastante tímida, mas com a ajuda de Hino começa a madurecer ao longo do anime, seu instrumento é a clarineta. Shimizu também é do primeiro ano, toca violoncelo, é bastante sonolento porque passa as noites estudando música e aprecia muito o som do violino de Hino. Kazuki Hihara é o mais alegre de todos e o mais divertido, é o único que demonstra mais claramente o que sente por Hino, seu instrumento é o trompete. Assim como Kazuki, Azuma é do terceiro ano, aparentemente é um garoto doce e meigo, mas depois sua verdadeira personalidade é revelada, seu instrumento é a flauta. Tsuchiura é do segundo ano e assim como Hino, faz parte da turma de conhecimentos gerais. Tsuchiura só se inscreve no concurso depois, uma vez que Hino o ajuda a superar alguns traumas do passado, seu instrumento é o piano. Por ultimo, Tsukimori, um aluno exemplar, mas frio e anti-social do segundo ano, seu instrumento é o violino.

Todos acabam tendo uma relação mais estreita com Hino, tornando-se amigos dela. Azuma é o meu personagem preferido, sua personalidade às vezes perversa era muito interessante de assistir. Já o Tsuchiura é o “senpai” perfeito, bonito, charmoso, gentil e Tsukimori é o seu oposto, pois é bastante arrogante, mas Hino consegue, mesmo sem tentar, mudar um pouco de sua personalidade.



“La Corda d'Oro” tinha tudo para ser um bom anime, poderia ter desenvolvido triângulos e quartetos amorosos, mas o romance não sai. Além disso, da metade do anime em diante a história fica depressiva e todo o tempo Hino fica se questionando se deve ou não tocar violino e o fato de estar enganando as pessoas começa a pesar. Pesa tanto que eu quase não consegui terminar de assistir. A depressão de Hino em alguns episódios a torna muito chata e isso influência os outros personagens, que acabam ficando depressivos também.

Diferente de “Nodame Cantabile” que é um anime mais complexo, animado e a gente até aprende um pouco sobre música, em “La Corda d'Oro” o máximo que a gente aprende é com as dicas do Lili e muitos dramas que poderiam ser mais desenvolvidos ficam estagnados.

Apesar de me irritar as frases do tipo “eu vou dar o melhor de mim”, que permeiam todo o anime, a verdade é que já assistir coisas piores, mas “La Corda d'Oro” está longe de ser meu anime preferido.

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"Kuragehime" é um anime baseado em um josei da revista “Kiss”, lançado no ano passado no Japão e devo dizer que é um dos melhores animes da atualidade. A única decepção fica por ser curto, com apenas 11 episódios, mas da forma como termina e pelo fato do mangá ainda está em publicação, tudo indica que ele tem tudo para ter continuação!

Logo no primeiro episódio eu já dei muita risada, pois o anime, apesar de abordar conteúdos dramáticos, tem um lado bem nonsense.

Tsukimi é uma garota otaku que vive em Tóquio em uma república só de mulheres também otakus, cada uma a sua maneira. Tsukimi, assim como as outras, é bastante antissocial, tímida, desarrumada e tem uma verdadeira obsessão por água-viva. Um dia, tentando salvar sua água viva, Kurara, de um petshop, Tsukimi encontra Koibuchi Kuranosuke, uma mulher loira, alta, bonita e muito elegante. O problema é a nossa protagonista logo descobre que ela, na verdade, é ele!

Desesperada, Tsukimi tenta encobrir a verdadeira sexualidade de Kuranosuke, já que na república, chamada de Amamizukan, os homens são proibidos. No entanto, Kuranosuke não larga Tsukimi e acabam se tornando amigos.


Kuranosuke na verdade é um tipo de crossdresser, que se veste de mulher não por ser gay e sim porque quer fugir das obrigações familiares. Kuranosuke é filho ilegítimo de um político poderoso e vizinho da Amamizukan. Porém, Kuranosuke não é filho único, tendo um irmão mais velho chamado Shu Koibuchi. Shu se apaixona por Tsukimi (o que deixa Kuranosuke com ciúmes), mas não consegue identificá-la quando está na sua verdadeira forma, ou seja, completamente desarrumada.


Além desse triangulo amoroso temos outros personagens, como as moradoras da república: Chieko, a gerente, aficionada por bonecas tradicionais japoneses e quimonos; Mayaya, obcecada com “Os Três Reinos”; Banba, maluquinha por trens; Jiji, fascinada por homens mais velhos e Mejiro, popular escritora de mangás, mas que nunca sai de seu quarto. A verdade é que todas apresentam problemas em viver em sociedade, como se existisse uma bolha que as separassem do resto do mundo. Bolha esta rompida por Kuranosuke, que sem querer (e ás vezes querendo) tira as meninas do pequeno mundo delas, levando-as a se socializarem um pouco mais.

“Kuragehime” parece ser um anime leve, mas com o passar dos episódios vamos descobrimos os problemas dos personagens principais, seus dramas, seus traumas, fazendo com que se tornem personagens profundos e complexos. Cada uma das meninas possui seus problemas e até mesmo a parte rica do anime, a família de Kuranosuke, possui seus traumas.

Os traços do anime são bastante realísticos, dando um tom mais maduro a algumas cenas, mas mesmo quando o drama está no primeiro plano eu não pude deixar de rir em diversas situações quando, por exemplo, Kuranosuke fala o que não deve, deixando as meninas constrangidas. Além disso, Kurara é uma gracinha e faz os comerciais serem mais fofos ainda e a abertura é ótima, fazendo uma paródia com vários filmes!

O final conclui uma das histórias principais do anime, mas não o conclui de fato, ficando muita coisa para ser mostrada. Espero sinceramente que “Kuragehime” tenha segunda, terceira e muitas outras temporadas. Sem dúvida um dos melhores animes da atualidade, com um drama bastante pertinente, com humor e romance, ou seja, um anime repleto de conteúdo.

             

Final: Feliz, mas sem muita conclusão

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“Personal Taste” é um dorama coreano de 2010 com Son Ye Jin, a protagonista Park Kae In e Lee Min Ho (sim o Jun Pyo do inesquecível “Boy Before Flowers”!) como o mocinho Jeon Jin Ho.

O dorama gira em torno de Park Kae In, uma moça bem desligada, mas muito generosa. Por conta de sua ingenuidade seu namorado a troca por sua melhor amiga, a vilã Kim In Hee, e o pior de tudo: a moça só descobre no dia do casamento deles! Como se não bastassem os problemas amorosos, Kae In começa a enfrentar problemas financeiros, já que um amigo a engana fazendo com que ela possa perder sua casa. Acontece que a casa de Kae In não é qualquer casa, é a Sanggojae, uma famosa casa. É neste momento que Jin Ho entra na história. Jin Ho é concorrente do ex- namorado de Kae In, o insuportável Chang Ryul, para construir um projeto para uma grande galeria de arte. Para ganhar a competição, Jin Ho acredita que deve se inspirar na casa Sanggojae, já que o pai de Kae In é um famoso arquiteto. Dessa forma, Jin Ho precisa morar naquela casa, uma tarefa nada fácil.


Com os problemas financeiros e uma vaga sobrando na casa, já que Kim In Hee não mora mais com ela, Kae In acreditando, por causa de uma confusão, que Jin Ho é gay, acaba aceitando que o rapaz seja seu colega de casa. Momentos hilários ocorrem por causa dessa confusão, pois Jin Ho não consegue desmentir a história, pois caso contrário terá que ir embora da casa. É claro que a convivência aproxima os dois e ambos acabam apaixonados.

Assisti a cenas memoráveis neste dorama como as caras de desgosto de Jin Ho quando Kae In repete por diversas vezes que ele é gay; aliás, é impagável quando ela conta sem querer para o diretor da galeria. Por ser um tanto metrosexual, Jin Ho também acaba ensinado Kae In a ser uma “mulher fatal”, nos mostrando momentos bem legais dos dois juntos!



Além dos protagonistas, alguns personagens secundários, como os melhores amigos do casal (Young Sun e Sang Jun), também roubam a cena quando aparecem!

“Personal Taste” é um dorama bem divertido, com um drama leve, mas com uma comédia romântica irresistível! Lee Min Ho está bem mais maduro como ator e continua me fazendo suspirar! Para quem gosta de dorama vale apena assistir.

Final: Feliz

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Demorei muito para me render a “Ouran”, pois achava que não teria graça nenhuma ver uma anime com uma protagonista que se veste de homem. Doce engano! “Ouran” é muito mais que isso!

Haruhi Fujioka é uma garota pobre que ganha uma bolsa de estudos oferecida pelo colégio “Ouran High School”, uma escola para adultos extremamente ricos. Logo ao princípio Haruhi procura um lugar calmo para estudar e acaba entrando na sala de música e descobre que o lugar é um Host Club, isto é, um clube de garotos que existe para satisfazer os desejos das meninas! Como está sem uniforme, pois não possui um, acaba sendo confundida com um garoto e derrubando um vaso caríssimo do lugar, que custa 8 milhões de ienes. Por causa desse pequeno acidente, nossa protagonista é obrigada a trabalhar para o Host Club, fingindo ser um garoto, até que consiga pagar sua dívida.

O Clube de Anfitriões, como é chamado, é formado pelo presidente Tamaki Suou, o vice-presidente Kyoya Ootori, os gêmeos Hikaru e Kaoru Hitachiin e pelos amigos Mitsukuni Haninozuka, também conhecido como Honey-senpai e Takashi Morinozuka, o Mori-senpai.

Cada um possui uma personalidade bem diferente. Tamaki é meigo, sensível e é o membro que realmente une o clube. Uma pessoa sagaz que conhece bem os companheiros e os sentimentos deles. Só não conhece muito sobre seus próprios sentimentos, dizendo, incessantemente, que é como um pai para Haruhi, o que na verdade seus sentimentos por ela são de outra natureza. Honey-senpai é o tipo Lolita masculino. Bem mais velhos que os demais, mas com uma aparência de criança. Porém, Honey-senpai tem muito mais a mostrar do que uma simples aparência fofa. Ele adora doces, coisas fofas e me faz lembrar o Momiji de Fruits Basket. Mori-senpai é seu fiel escudeiro, que praticamente vive para servir Honey-senpai. Os gêmeos Hikaru e Kaoru Hitachiin são os personagens mais intrigantes da história e confesso que não gostei deles logo de primeira. Pareciam rivais (muito chatos) do Tamaki, mas são os personagens que mais evoluíram na série, pois conseguem sair da bolha que envolve o mundo deles e isso graças a Haruhi. Além disso, são os personagens que mais têm fundo dramático na história. Por último, Kyoya Ootori, o vice-presidente do clube e melhor amigo de Tamaki, geralmente é o único que tem bom senso naquele lugar!

Já a protagonista Haruhi é bastante desajeitada quando se trata de aparência, mas consegue ser muito fofa assim mesmo. Ela não se arruma nem um pouco e é bastante desligada quanto se trata dos sentimentos dos garotos. Tanto os gêmeos quanto Tamaki mostram que realmente sentem algo por ela, mas ela não vê nada. Haruhi não tem mãe, mas tem um pai que é o personagem mais engraçado da história! Um pai que é travesti! E a personalidade dele é muito parecida com a do Tamaki! As cenas em que os dois aparecem juntos são as melhores!


O Clube dos Anfitriões ajuda as meninas mais carentes, aquelas que sonham com seus príncipes encantados, mas, particularmente, não consigo entender o fetiche delas pelos gêmeos que ficam se insinuando, quase como incesto. No entanto, o clube também é um ato de amizade, um lugar em que eles podem fazer o que eles querem, serem quem eles quiserem.

“Ouran High School Host Club” é um anime super divertido e engraçado, eu ri muito com as ilusões do Tamaki e todas as vezes que apareciam os macacos e suas bananas. Tudo bem, até hoje não entendi isso, mas é engraçado vê-los cair nas casacas de banana nos momentos cruciais dos episódios! O anime possui um humor inteligente, com piadas sarcásticas e que trabalha com a metáfora e outras figuras de linguagens, deixando tudo muito mais engraçado e inteligente. No entanto, não esperem romance, neste quesito o anime fica a desejar, assim como no final, que fica um gostinho de quero mais!

               

               

Final: Feliz, com gostinho de quero mais!

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O anime continua uma fofura, extremamente MOE! Dois anos depois que Ichigo e os “Princípes dos doces” estudaram na França, Ichigo volta ao Japão, apenas algumas semanas depois de seus amigos, mas ao chegar na escola, encontra o time Ichigo desfeito. Hanabusa e Andou querem seguir seus próprios sonhos e Kashino adiantou um ano de estudo. Ainda assim, o príncipe dos chocolates é o único a continuar mais próximo da protagonista, isso porque os dois parecem que finalmente estão demonstrando o que sente um pelo outro.

Depois do Cake Gran Prix, Ichigo e Kashino são convidados para participar do projeto de Henri Lucas, que nada mais é do que criar uma cidade cheia de lojas de doces. Os dois, juntamente com Johnny McBeal e Lemon Yamagishi, irão formar outro time, para poderem cuidar de uma das lojas da cidade.


Nessa segunda e última parte do anime podemos ver um relacionamento mais consistente entre Ichigo e Kashino. Este se mostra bem ciumento a respeito a Johnny, que constantemente tenta flertar a pobre Ichigo (que nunca percebe nada). Além de ser formada uma nova equipe, Ichigo não mostra mais nenhuma dificuldade na cozinha, o objetivo agora é saber administrar uma loja de doces.

Novos personagens aparecem nessa segunda parte, mas velhos personagens também retornam. Andou também possui uma loja na cidade dos doces e Hanabusa aparece sempre que os amigos precisam dele. Mari tem uma loja em Nova York e se mostra bem mais madura do que antes, ainda que seu semblante depressivo continue o mesmo. Koshiro ainda é apaixonada por Kashino, motivo de disputa envolvendo competições com doces.

Quanto ao quesito relacionamento amoroso, apenas no último episódio temos uma declaração franca, objetiva e muito fofa! Não se pode dizer que foi um final realmente conclusivo, acho que "Yumeiro Pâtissière SP", comparado à primeira temporada, fica muito a desejar. Queria ter visto mais dos relacionamentos e saber mais sobre o futuro dos personagens. O anime acaba com aquela impressão de que tudo segue seu rumo de maneira natural, mas de um modo geral tem final feliz. Quem sabe no futuro não sai um filme para saciar a minha curiosidade.

PS: Adorei a música de abertura!!

           

           

Final: Feliz

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“xxxHolic” é uma mangá japonês do grupo CLAMP que teve em 2006 um anime baseado no mangá e é exatamente do anime que falarei.

A princípio achei que não gostaria tanto de “xxxHolic”, um anime cujo foco não é romance não me interessa tanto, mas antes da metade do anime acabar eu já estava viciada!

O enredo é sobre Watanuki Kimihiro, um estudante um tanto espalhafatoso que tem o dom de ver e atrair fantasmas e espíritos (ayakashi). Um dia, ao ser atacado por um espírito, ele acaba entrando em uma loja misteriosa, cuja dona do lugar é Ichihara Yuuko, uma mulher que diz que o fato dele ter entrado lá não foi mera coincidência. Yuuko realiza os desejos de quem entra na loja e Watanuki tinha um. Porém, para cada desejo concedido, existe um pagamento estipulado por Yuuko (que nunca é em dinheiro). Watanuki, para poder pagar o preço do seu desejo, "aceita" (forçadamente) a oferta de Yuuko para trabalhar em sua loja.



A partir desse momento sua vida muda completamente. Watanuki passa a se envolver nas histórias misteriosas dos clientes de Yuuko, e com ela aprende não só sobre as situações mágicas que o cercam, mas também sobre si mesmo. Apesar do anime não ter um foco em relacionamentos amorosos, a amizade e a lealdade são assuntos que cercam Holic.

                    

Watanuki venera sua amiga de escola, Himawari, uma garota super doce, mas que não traz muita sorte para o pobre Watanuki. O motivo disso só é revelado em "xxxHolic: Kei" (a segunda temporada). Além da garota, temos Doumeki, um personagem que ganha força pouco a pouco na série, por ser quase um “anjo da guarda” de Watanuki. Isso porque, para o desespero do protagonista, Doumeki tem uma aura pura, o que afasta os espíritos maus. No entanto, Watanuki considera Doumeki um rival, alguém para dividir sua atenção com Himawari. É bastante engraçado ver Watanuki dando seus ataques histéricos quando precisa agradecer Doumeki quando este o ajuda.

                  

Os episódios centrados nos personagens são melhores do que os centrados nos clientes da loja de Yuuko. Aos poucos os personagens principais vão evoluindo e com isso se estreita os laços dos relacionamentos entre eles. Em “xxxHolic: Kei”, Watanuki já aparece mais maduro e mais seguro quanto aos seus atos e, mesmo não gostando, a amizade com Doumeki também evolui.


“xxxHolic” é bastante sombrio, tão sombrio que ninguém tem cara ou cor, só os personagens principais da ação, o que ajuda a manter o mistério do anime. “xxxHolic” tem continuação no anime de 13 episódios, “xxxHolic  Kei”, e mais dois OVAS, cujas histórias se misturam com outro anime da CLAMP, “Tsubasa Reservoir Chronicle”

                    

Apesar da ausência de romance, garanto que “xxxHolic” é capaz de conquistar qualquer um com suas maravilhosas histórias, suspense, ação e terror.

                    


Final: Feliz

PS: Preciso agradecer a Mallu (do blog Yo Nihon) e Pandora (do blog Uma Pandora e sua caixa) pela grande dica!

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 A história se passa na Inglaterra vitoriana e tem Lydia Carlton, 17 anos, como protagonista. A moça é uma a "Fairy Doctor", uma pessoa que vê e fala com as fadas. Sua vida é calma, tranquila, até o dia em que se encontra com Edgar JC Ashenbert, o "Lendário Cavaleiro Azul" e sua tripulação em uma viagem de navio para Londres. Edgar acaba contratando Lydia como uma conselheira durante sua busca para obter uma espada preciosa, que era para ser entregue a ele por sua família. Lydia ajuda Edgar, mesmo sabendo que ele é capaz de tudo para conseguir o que quer.

Edgar é bastante arrogante e egoísta, mas se apaixona por Lydia, que foge das investidas do rapaz o tempo todo. O lendário cavaleiro perdeu os pais quando pequeno e acabou se tornando um escravo branco, porém conseguiu fugir com a ajuda de Raven, seu servo mais leal e bastante misterioso, que o ajuda na sua busca pela Espada de Merro.



O Universo de “Hakushaku to Yousei” é repleto de magia e ação e por isso mesmo bastante interessante. Apesar de surgir outros personagens, o elenco principal é o que mais interessa. Porém, o anime só possui doze episódios, deixando algumas coisas para serem resolvidas, como por exemplo, saber mais sobre Raven e sobre o próprio Edgar; sem falar do romance dos protagonistas que fica muito a desejar.

“Hakushaku to Yousei” é mais um anime que termina com pontas soltas, sem desenvolver mais profundamente os personagens; uma pena, pois possui um enredo bem interessante.

         

         

Final: Feliz, mas sem muita conclusão.

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Baseado no clássico japonês “Itazura na Kiss”, “Playful Kiss” é um dorama coreano bem fofo e bem engraçado.

Oh Ha Ni (Jung Então Min) é uma garota perdidamente apaixonada por Baek Seung-Jo (Kim Hyun Joong – Yoon Ji Hoo de ”Boys Before Flowers”), o garoto mais inteligente da escola, mas ele não dá a mínima pra ela, nem pra ela e nem pra ninguém. Seung-Jo é um completo antissocial e bastante arrogante! Um dia a pobre Oh Ha Ni (assim como Kotoko) resolve se declarar para seu amor, que a despreza por completo. Arrasada Oh Ha Ni ainda tem que lidar com uma tragédia: sua casa foi destruída por um terremoto. Por isso, ela e seu pai precisam viver em outro lugar e como, sem ela saber, seu pai é o melhor amigo do pai de Seung-Jo, Oh Ha Ni passa a ser a nova hóspede da casa de seu amado.



Seung-Jo bem que tenta ficar longe de Oh Ha Ni, mas ela é persistente e tem a ajuda da mãe do rapaz, que é o espírito da mãe do Irie do anime em pessoa e a responsável pelas partes mais engraçadas do dorama. Com a convivência com a espirituosa Oh Ha Ni, Seung-Jo vai mudando pouco a pouco, mas sem deixar seus traços arrogantes de lado.

O dorama é baseado na primeira parte do anime e por isso não tem todos os personagens que poderia ter e nem o final maravilhoso que tem “Itazura na Kiss”. Além disso, me desculpem as fãs de Kim Hyu Joong, o ator não chega nem perto do carisma do indiferente Irie Naoki


 O dorama pode ser assistido mesmo por aqueles que não viram “Itazura na Kiss” (um dos meus animes favoritos) e mesmo às vezes tendo uma narrativa lenta, assim como “Goong”, “Playful Kiss” consegue ser bastante engraçado em cenas que salvam os episódios! Eu recomendo para todos aqueles que adoram uma comédia romântica.

Final: Feliz

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Ichigo Amano é uma garota super fofa que adora as tortas de morango da sua avó falecida. Um dia ela encontra Henri Lucas, um pâtissièr super famoso que se encanta com o modo sonhador de Ichigo e resolve dar uma bolsa de estudos para ela na Academia Saint Marie, que há muitos anos forma pâtissières. O problema é que Ichigo realmente é muito sonhadora e não sabe muita coisa sobre cozinha, mas por ser indicação de Henri Lucas acaba no grupo A da escola, o grupo composto pelos “Príncipes dos doces”.

Satsuki Hanabusa é o príncipe que adora decoração e está sempre rodeado de rosas. Sennosuke Andou é o príncipe dos doces japoneses, sua família tem uma doceira desse tipo. Por último, Makoto Kashino, o mais rabugento dos príncipes, especialista em chocolate. Kashino é o que mais pega no pé de Ichigo, já que ela tem muitas dificuldades na cozinha. Kashino chega a ser muito grosseiro com a pobre às vezes. No entanto, tanta grosseria se transforma em afeto e Kashino aos poucos passa a respeitar e amar Ichigo.

“Yumeiro Pâtissière” não é um anime cujo foco está nos relacionamentos amorosos e sim na superação, para tentarem se tornar profissionais, dos quatros protagonistas e principalmente da Ichigo. Para isso, eles contam com a ajuda dos “espíritos dos doces”, que são quase como fadas, que ajudam os alunos a fazerem doces. Vanilla é a espírito de Ichigo, Chocolat de Kashino, Café de Hanabusa e Caramel (a mais fofa) de Andou. Muitas vezes no anime eles viajam para o “reino dos doces” em companhia da Ichigo.


Além desses personagens, há ainda a Miya Koshiro, uma aluna arrogante, podre de rica e com uma risada horrorosa, apaixonada por Kashino, que por sua vez tem verdadeiro pavor dela! Mari Tennouji é uma das preferida de Henri Lucas, chamada por todos de Princesa Mari, mas no fundo a princesa se sente muito só e ameaçada por Ichigo.

Depois que Ichigo se enturma na escola, ela e os príncipes dos doces participam do Cake Gran Prix e muitos episódios estão focados nessa competição. O time Ichigo passa muitas dificuldades durante todo o tempo, mas por isso mesmo o anime vicia, pois quem assiste quer saber quem vai ganhar a competição, mesmo tendo que aguentar muitos episódios que servem apenas para “encher linguiça”.

De modo geral “Yumeiro Pâtissière” é uma fofura e agrada. A personalidade de Ichigo é ótima! Ela está sempre disposta a ajudar os outros e não consegue ver maldade em ninguém, por isso é várias vezes enganada pelos outros que a invejam. O final do anime é bem finalizado quanto à competição, mas no quesito relacionamento, só tem uma finalização mesmo no “Yumeiro Pâtissière SP Professional” (em breve uma resenha). Em todo caso, se você pretende assistir, prepare a balança, porque dá uma vontade enorme de comer um monte de doces!

         

         

Final: Feliz, mas com continuação

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Um dos maiores clássicos dos mangás japoneses, “Hana Yori Dango”, já virou anime e ganhou várias versões de doramas. Recentemente assisti a versão coreana, pois me desculpem os japoneses, mas em termos de edição e produção os coreanos são os melhores.

Geum Jan Di (Koo Hye Sun) não se parece muito com a Makino do anime, ela é mais meiga, mais sensível e ao contrário do anime, ela cede facilmente às investidas do bad boy, Gu Jun Pyo (que equivale ao Doumyouji). Jan Di é uma garota pobre que depois de impedir um suicídio na escola Shinwa, ganha uma bolsa de estudo para estudar nesse colégio cheio de pessoas milionárias, arrogantes e ambiciosas.


Jan Di não suporta as atitudes do líder do F4 (os quatro garotos mais ricos e cobiçados da escola) e, assim como no anime, acaba batendo nele; como conseqüência, se torna sua inimiga número um. Gu Jun Pyo (Lee Min Ho) não deixa Jan Di em paz e atormenta muito a garota, até que ele percebe que no fundo está apaixonado pela menina pobre. A partir daí começa a fazer de tudo para conquistá-la, mas Jan Di não acredita tão facilmente assim nesse amor, mesmo porque está mais interessada em Ji Hoo, o mais sensível dos garotos do F4.



O dorama é bem produzido e conta mais sobre os outros rapazes do F4, algo que não ocorre no anime. Jan Di, assim como Makino, é realmente pobre e não sei como consegue trabalhar em mil lugares ao mesmo tempo e ainda por cima estudar! Seus pais são mais divertidos que no anime e no mangá e se preocupam mais com ela. Já a mãe de Gu Jun Pyo é tão megera quanto a do Doumyouji, uma verdadeira cobra!

Eu sei que o enredo parece de novela mexicana, uma garota pobre que encontra um cara rico, na verdade um não, mas 4 garotos ricos. Porém, o dorama é mais do que isso; é sobre uma história de amor e de amizade no mundo dos milionários. “Boys Before Flowers” consegue passar a tristeza e a dor dos protagonistas quando estão separados, além de também ter um certo alívio cômico da figura de Gu Jun Pyo, que acha que pode tudo, mas nunca consegue o que realmente quer: Jan Di.

Se você gosta de comédia romântica e se já viu o anime “Hana Yori Dango”, não vai se decepcionar com “Boys Before Flowers”.

Final: Feliz, mas queria mais!

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“Fushigi Yuugi” é um mangá de Yuu Watase, publicado no Japão de 1992 a 1995, sendo transformado no mesmo ano de sua finalização em um anime exibido até 1996. Devo dizer que nesta época era apaixonada por “Yuyu Hakusho” e comecei a me interessar por cultura japonesa! Porém, só pude assistir “Fushigi Yuugi” muitos anos depois, sendo o primeiro anime que vi através da internet.

“Fushigi Yuugi” conta a história de Miaka Yuki, uma ingênua estudante que um dia resolve estudar na biblioteca do colégio junto com a sua melhor amiga Yui. Quando Miaka resolve comprar um suco numa máquina, ela avista uma ave vermelha muito estranha e resolve segui-la até uma sala proibida. Yui também entra na sala e quando um livro cai (“O universo dos quatro deuses”) as duas resolvem abri-lo, sem saber que aquilo mudaria a vida delas para sempre! Yui começa a lê-lo e as duas são transportadas para dentro do livro, que é ambientado na China Antiga.


Ao chegar ao novo mundo as duas conhecem Tamahome, mas logo depois voltam ao seu mundo real. Depois de brigar com a mãe, Miaka volta à biblioteca e é levada de novo para o mundo do livro. Yui preocupada com sua amiga vai procurá-la na biblioteca e começa a ler o livro que conta o que se passa com Miaka.

Miaka encontra novamente Tamahome e Hotohori, o imperador do país de Konan (País do Deus Suzaku) e descobrem que ela é uma garota lendária de um outro mundo: uma sacerdotisa que pode invocar Suzaku e fazer 3 pedidos, trazendo paz e harmonia para todo o país. Porém, para isso, Miaka precisa reunir as 7 Estrelas de Suzaku em diferentes lugares do país e para piorar, o país inimigo de Konan, Kutu, também tenta encontrar sua Sacerdotisa (a de Seiryu) e suas Estrelas para invadir Konan.



No entanto, Miaka não consegue ir muito longe, fica doente e acaba tendo que voltar para seu mundo real, só que na mesma hora Yui é sugada para dentro do livro. Enganada por Nakago, uma das estrelas de Seiryu, Yui acredita que Miaka não liga para o fato dela estar presa dentro do livro e acredita que por causa da amiga acabou sendo estuprada por bandidos assim que chegou naquele novo mundo! Resultado: Yui se torna a Sacerdotisa de Seiryu e consequentemente rival de Miaka (que volta para o mundo do livro). Para atrapalhar ainda mais a situação, Yui se apaixona por Tamahone (estrela de Suzako), que ama Miaka e é correspondido por ela.


A partir desse momento começa uma verdadeira guerra entre as duas amigas para conseguirem convocar seus respectivos deuses e conseguirem seus desejos. Vários personagens vão aparecendo ao longo da história e muitas mortes também. Destaque para Nuriko, que é um homem que se veste de mulher, uma das estrelas de Suzako. Nuriko é muito engraçada e assim como Hotohori e Tamahone, é umas das estrelas mais importantes de Suzaku. O relacionamento de Miaka e Tamahone se aprofunda à medida que a história é contada, mas só tem mesmo um final feliz nos OVAS.

Fushigi Yuugi é um anime shoujo inesquecível, cheio de aventuras, humor, lutas, magia e romance. A abertura e o encerramento são ótimos e não tem como não se apaixonar pelo casal Miaka (super atrapalhada e comilona) e Tamahone! Apesar de ser um pouco antigo o anime ainda está disponível na net e vale muito a pena conferir!

                    

                    


Final: Feliz principalmente nos OVAS

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