Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.


Geralmente não assisto muito aos animes que falam sobre o Japão feudal, era Meiji e os samurais, isso por conta do tom dramático e da sensação de que tudo vai acabar mal, no entanto, apesar disso, “Hakuouki Shinsengumi Kitan” me convenceu com um enredo um pouco diferente.

Yukimura Chizuru busca em Kyoto seu pai, um médico desaparecido, capaz de inventar um poderoso remédio que transforma as pessoas em um tipo de vampiro. Na cidade, Chizuru ao presenciar uma luta envolvendo um Shinsengumi, Hijikata, acabando sendo levada presa pelo grupo. Entretanto, ao descobrirem que a garota é filha do médico que procuram, resolvem deixar Chizuru no bando para ajudar na busca pelo seu pai. 


 Aos poucos Chizuru se enturma com os samurais e aos poucos também deixa de ser uma mera prisioneira, já que após um incidente logo no início do anime, faz com que Chizuru se torne mensageira e assistente do grupo. Com o passar dos episódios vamos compreendendo mais a personalidade de alguns membros do Shinsengumi e percebemos que Hijikata é um vice-capitão até que democrático, apesar de ser bastante ranzinza. Além disso, todos acabam gostando da presença de Chizuru e passam a se preocupar com sua proteção.

Embora o remédio do pai de Chizuru seja realmente poderoso e transformar as pessoas em uma espécie de vampiro, o anime não é exatamente sobre vampirismo e sim sobre a vida de Chizuru com os samurais, sendo ela a única mulher do bando.

“Hakuouki Shinsengumi Kitan” mostra vários grupos de samurais e soldados, alguns como rebeldes e outros tentando proteger o imperador, além de mostrar o sentimento de amizade entre os membros do Shinsengumi e também os ideais do grupo e de cada um.

Apesar do anime possuir um pouco de ação, com várias lutas com espadas e sangue, o desenvolvimento do enredo é lento e as ações demoram um pouco a serem desenvolvidas. Além disso, o fato de Chizuru narrar os acontecimentos da guerra e alguns personagens terem existido de verdade (só que bem mais sanguinolentos e perversos), faz com que o anime pareça ainda mais histórico, aumentando o tom da carga dramática. No entanto, “Hakuouki Shinsengumi Kitan” é um harém invertido, cheio de homens bishounen, para a alegria geral de muitos!

           

O anime tem 12 episódios e possui uma segunda temporada que em breve assistirei! 
Final: Com continuação

Pers



Nicoletta é a filha de Olga, a mulher do dono do restaurante Casetta dell’orso, que está em Roma para contar ao marido de sua mãe que esta tem uma filha! No entanto, Olga quer esconder Nicoletta de qualquer maneira, pois segundo ela, seu marido não gosta de viúvas, quanto mais com filhos! Apesar do desespero de Olga, Nicoletta resolve ficar em Roma e trabalhar no restaurante como ajudante de cozinha, uma vez que a garota gosta muito de cozinhar e se apaixona por Claudio, um dos garçons do local.

Entretanto, Claudio não quer saber de compromisso, uma vez que usa um anel de casado para evitar que as mulheres o assediem. Cláudio, na verdade já foi casado e não sabe muito como lidar com as investidas de Nicoletta, que é muito mais nova do que ele.


Nicoletta vai aos poucos se enturmando com os outros funcionários do restaurante, todos homens de meia idade e que usam óculos de leitura, uma espécie de fetiche de Olga! Aliás, Olga é uma mãe um tanto negligente, mas se preocupa com a sua filha, principalmente pelo fato de Nicoletta estar apaixonada por um homem divorciado, que ainda usa o anel de casamento e ainda por cima é bem mais velho! No entanto, quando Olga percebe que Nicoletta realmente gosta de Claudio, começa a apoiar a filha.


O anime mostra a cada episódio, principalmente usando flasbacks, um pouco de cada um dos funcionários do restaurante: Gigi, Luciano, Furio, Cláudio, Teo, Vitto (que tem uma esposa extremamente mais nova do que ele) e inclusive, um pouquinho sobre a ex-mulher de Cláudio, Gabriella. Particularmente, gosto de animes assim, que nos mostra a vida dos personagens coadjuvantes. Outra coisa que gostei foi o fato da maioria dos personagens serem mais velhos. Ideia bastante original, já que geralmente o foco está nas pessoas mais jovens. Também achei interessante o anime ser ambientado em Roma, o que deixa tudo mais romântico.

          


“Ristorante Paradiso” é um romance super leve, gostoso de assistir, que mostra através de Nicoletta a história de um restaurante e das pessoas que trabalham e que já trabalharam nele. O único problema do anime é o fato de só ter 11 episódios! Eu queria mais, muito mais!

            

Final: Feliz

Pers



Existem coisas na vida que todo mundo gosta menos você e existem coisas que ninguém gosta, só você! Acho que essa explicação serve bem para justificar eu assistir a esse dorama! Isso e o fato de amar o anime “Yamato Nadeshiko Shich Henge”, já que é um dos meu animes preferidos, uma vez que seu humor nonsense sempre me faz rir. Como estava com saudade do anime, mas precisar assistir algo novo para o blog, juntei o útil ao agradável, não que o dorama seja realmente bom!

Incrível como os japoneses perdem no quesito dorama para os coreanos. E não estou falando só em atores bonitos, mas principalmente em produção! A história de “Yamato Nadeshiko Shich Henge” é tão boa que em uma boa produção, a adaptação seria ótima, mas neste caso não bem o que aconteceu. No entanto, como fã da obra original, não poderia deixar de conferir mais essa adaptação!


Sunako é uma garota que depois de ser rejeitada por um garoto que a chama de feia, se retrai em seu quarto e se torna uma moça sombria, apaixonada por filmes de terror e que tem como seu melhor amigo, Hiroshi, um humano de plástico daqueles usados em aulas de biologia. Entretanto, os dias de mulher sombria estão contados, uma vez que sua tia, que é podre de rica, resolve fazer um acordo com os quatros rapazes mais “lindos (ou ao menos os atores deveriam ser) do Japão. Caso os rapazes consigam transforma Sunako em uma dama perfeita, eles não precisam pagar o aluguel da casa. Claro que conseguir essa transformação não é nada fácil.

O dorama tem o mesmo estilo nonsense do anime e mangá, e me arrisco a dizer que até mais, pois coisas bizarras acontecem na história. Porém, algumas coisas são diferentes, pois no dorama aparece o sobrinho da tia de Sunako, que é uma graça, além de ter algumas histórias que não aparecem no anime, já que o dorama foca mais no sentimento amoroso entre de Kyohei e Sunako. Outra coisa diferente é que ao invés de ter um sangramento nasal, toda vez que Sunako vê Kyohei ela lhe dá uma cabeçada, já que por ser muito bonito (só eles acham isso), ela acha o rapaz também muito “brilhante”. 


Apesar dos pesares, como ter uma abertura que é uma das coisas mais vergonhosas que eu já vi, “Yamato Nadeshiko Shich Henge” é uma comédia romântica que vale a pena assistir se você é realmente muito fã do anime e do mangá, pois caso contrário você pode não passar do primeiro episódio.

Final: feliz e diferente do original.
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“Blood C” é mais um anime da CLAMP e é claro que é por isso que eu resolvi assisti-lo! E é claro que por isso também me decepcionei, não que eu já não soubesse que o anime não era tudo aquilo que eu esperava, porque eu já sabia, até mesmo o Eiti do blog “Our Otaku Life” me avisou, mas no fundo eu tinha alguma esperança. No entanto, quero deixar bem claro que “Blood C”, apesar de não ter me empolgado, também está longe de entrar na minha categoria de piores animes! É só que, por ser CLAMP, eu espera um pouco mais.

Saya Kisaragi é uma garota super fofa, animada e que mora com seu pai no templo da família em uma cidade aparentemente pacata (e deserta). No entanto, nem a cidade é realmente calma e nem a vida de Saya é realmente tranquila, já que à noite a garota sai para caçar, com sua katana Goshintou, os monstros que ameaçam a vida dos humanos.


 O anime apesar da descrição do enredo é um pouco parado, sendo que a ação praticamente só aparece no período noturno! Durante o dia podemos ver a vida de Saya, que tem um pequeno grupo de amigos, incluindo o representante de sala que é apaixonado por ela e Tokizane por quem Saya se interessa a sua maneira. Além disso, também somos apresentados ao dono da cafeteria da cidade, amigo do pai de Saya.

Como a cidade é praticamente deserta e parada durante o dia, os amigos de Saya sempre tentam fazer alguma coisa diferente, ainda que não tenham muitos lugares para ir. Assim, essa sensação de marasmo me deixou desempolgada com anime. Mesmo tendo alguns mistérios para serem explicados e o fato do anime ter melhorado bastante a partir do sexto episódio, às vezes sentia sono ao assisti-lo, com a exceção de uma possível aparição do Watanuki do anime “xxxHolic”! A CLAMP adora misturar personagens de diferentes animes e por isso que a menção de alguém que pode realizar desejos me deixou arrepiada e animada.


Acredito também que o anime demorou muito para nos mostrar algumas revelações surpreendentes e quando mostrou, eu pelo menos, já tinha percebido algumas coisas, o que fez com que as revelações não fosse tão surpreendentes assim. Entretanto se tem uma coisa me impressionou nesse anime foi a quantidade de sangue, incrível como Saya sempre sai banhada de sangue em cada luta e como as mortes são extremamente violentas!

Se você realmente gosta da CLAMP, então assiste, pode ser que você goste ou até mesmo se interesse pelos os mistérios do anime, eu, particularmente achei “Blood C” bem morno!

                  

Final: Não muito conclusivo.

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A segunda temporada, depois do episódio 0 (que é um espécie de resumo dos acontecimentos da primeira temporada) começa dias depois de Emma deixar Londres, agora ela trabalha em Haworth, em uma casa enorme repleta de empregadas. No entanto, apesar de Emma estar contente por ter arrumado um trabalho, a adaptação na mansão não é muito fácil e logo no começo já se envolve em uma confusão. Entretanto, a nova patroa de Emma, Dorothea, é bem interessante, inteligente e sagaz, assim como Kelly era.

Em Londres, William tenta retomar sua vida e Eleonor reúne todas suas forças para conquistá-lo, uma vez que agora William se sente só e é claro que pouco a pouco o rapaz vai cedendo à pressão do pai.

Eleonor é uma personagem que até poderia me irritar, mas como ela não faz nada para atrapalhar a vida de William e seu único erro é amá-lo, apesar de ser a rival de Emma, Eleonor é uma personagem até que simpática. No entanto, Vivi, a irmã de William, é a que me irritou mais, por ser mimada!

William também ganha um quase rival nessa temporada, Hans, um empregado mais sério e mais rígido do que a própria Emma. No entanto, Emma e Willian estão destinados a se encontrar mais uma vez, já que Dorothea resolve passar uns dias em Londres e leva Emma como sua dama de companhia. 

 Novos personagens aparecem nessa segunda temporada, como novas empregadas, Hans, o resto da família de Eleonor, Dorothea e Aurélia com seu passado misterioso, bonito e ao mesmo tempo triste. Hakin, o príncipe indiano amigo de Willian, ainda está presente nessa temporada, mas agora seu papel é menor, apesar de sempre estar ao lado de William.

Comparada a primeira temporada, a segunda é muito melhor. O grupo de empregados de Dorothea é bastante divertido e o anime nos mostra o passado da família Jounes, saciando um pouco a minha curiosidade. Além disso, como Willian e Eleonor se aproximam e Hans se interessa por Emma, a curiosidade em saber o final da história também aumenta. Dessa forma, acho que “Victorian Romance Emma - Second Act” tem um ritmo bem diferente da primeira temporada e por isso mesmo é muito mais intrigante. Assim, se você como eu gostou da primeira, não vai se decepcionar a segunda, que é simplesmente linda!

Final: Lindo!

Pers





Às vezes eu gosto de assistir animes bem leves para distrair um pouco, por isso dessa vez eu escolhi “Kamisama Kazoku”, que tem apenas 13 episódios. Dizem que o anime é um shounen, mas me parece um shoujo!

Samatarou é o filho do meio de uma família de deuses, que está na terra para aprender mais sobre os humanos. Samatarou não controla bem seus poderes, mas usa a forma chibi para falar telepaticamente com os outros membros de sua família e com a Tenko, sua anja. Tenko é uma garota ingênua que nem ao menos sabe como os bebês são feitos! Quando está nervosa ou envergonhada começa a sair fumaça de sua cabeça. Tenko não tem família e sempre viveu ao lado de Samatarou, por isso ela é fortemente ligada a ele.



Um dia, Samatarou se apaixona por Kumiko, uma garota transferida que passará pouco tempo na escola. Samatarou quer conquistar Kumiko sem a ajuda dos deuses, o que é um pouco difícil, já que sua família interfere o tempo todo. Tenko, apesar de seus sentimentos por Samatarou, está sempre o apoiando.

Quanto à família de Samatarou, ela composta pelos seus pais que são deuses pervertidos e suas duas irmãs, sendo que a mais nova tem aquele estilo “indiferente a tudo” e a mais velha é a mandona intrometida. 


O anime além de focar no triângulo amoroso entre a Tenko, Samatarou e Kumiko, também mostra outras histórias, como a chegada de um bebê misterioso, ainda que tudo esteja ligado ao enredo principal do anime.

               

“Kamisama Kazoku” possui um traço do qual eu não gosto muito, mas é uma comédia romântica bem leve, divertida e recomendada para quem gosta de animes do gênero.

                 

Final: Feliz

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“Victorian Romance Emma” foi indicação da Mallu do blog Yo Nihon e novamente a indicação me acerta em cheio! “Victorian Romance Emma” pode parecer um pouco lento, pois as coisas não acontecem muito rápido no anime, mas sua narrativa é delicada, assim como a história contada.

Emma é uma empregada simples, porém, séria e bem diferente das outras garotas da época, que eram bastante fúteis. Emma trabalha para a ex-governanta da família Jones, uma família aristocrata da Inglaterra Vitoriana. Um dos filhos da família Jounes, William, se apaixona por Emma e ela secretamente por ele. Poderia ser um romance simples se fosse nos tempos atuais, mas nessa época as coisas não eram tão simples assim. William por conta de sua posição social não pode simplesmente declarar seu amor por Emma e ser feliz com ela, uma vez que as aparências contam muito. Por isso, as coisas andam devagar e assistimos a William tentando a todo custo se aproximar de Emma e convencer a sua família a aceitá-la.

 Emma não se arruma muito, pois é uma simples empregada, mas quando tira os óculos e solta o cabelo, percebemos que é bem bonita. Beleza que Hakim percebeu de imediado! Hakim é um príncipe indiano, amigo de William que aparece do nada em sua casa para ficar uns tempos na Inglaterra. Hakim é o oposto de William; é impulsivo e sincero com seus sentimentos, tanto que declara seu amor por Emma, para desespero de William.

Além de Hakim, somos apresentados a outros personagens como a família Jounes, Eleonor Campbell que é uma nobre super indicada a se casar com Willian, Kelly a patroa de Emma, Al, amigo de Kelly, entre outros. Destaque para a história de Kelly, que ficou apenas casada por 2 anos e depois nunca mais se casou, tendo Al como seu fiel companheiro. Também quero destacar a determinação de Emma, pois se fosse eu pularia no pescoço de William e mandaria a sociedade pra aquele lugar, mas Emma nunca é impulsiva!


O ambiente do anime é um dos seus pontos forte, pois é possível conhecer mais sobre a era Vitoriana, principalmente porque, ao final do anime tem as notas histórias que nos conta um pouco mais da época.

Gostei bastante de “Victorian Romance Emma”, já que eu adoro um romance proibido! Entretanto, o final fica um pouco a desejar, só não fica por completo a desejar porque o anime tem segunda temporada, que já estou assistindo e já posso dizer que, “Victorian Romance Emma - Second act”, dá continuação ao final da primeira temporada.

               

Tanto a abertura quanto o encerramento possuem músicas instrumentais.

               

Final: seria inconclusivo se não tivesse segunda temporada

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“Zoku Natsume Yuujinchou” é a segunda temporada do anime “Natsume Yuujinchou”. Natsume é um garoto órfão que herdou de sua avó o dom de ver espíritos e youkais e também herdou o “livro dos amigos”, que possui o nome dos youkais que sua avó venceu e que dessa forma se tornaram seus aliados.

Natsume continua vivendo com um casal de meia idade e com seu guarda-costas, Nyako-sensei, mas agora nessa temporada, Natsume, mais do que nunca, quer proteger aqueles que ama e continua fazendo de tudo para ajudar o casal, como também os youkais que aparecem pedindo sua ajuda.


Novos personagens aparecem nessa temporada que possui mais ação do que a outra. De todas as histórias apresentadas eu gostei mais da história de Taki Tooru e seus círculos de magia. Taki é uma garota que gostava de desenhar círculos mágicos no chão, que fazem com que se um youkai passar por ele torne visível aos olhos humanos. Porém, um dia, Taki viu um youkai enorme e maldoso, que disse que a mataria em 360 dias e levaria com ela as últimas 13 pessoas que ela tivesse pronunciado o nome. É claro, que sem querer ela diz o nome de Natsume, que acaba se envolvendo muito mais do que queria nessa história. Destaque também para o último episódio que colocou em cheque a preferência de Natsume pelos humanos ou youkais.



Nyako-sensei continua salvando a pele de Natsume que continua teimoso quando se trata de ajudar os youkais. Não importa o perigo, ele está sempre lá para ajudá-los. Além disso, conhecemos um pouco mais sobre sua avó Reiko e agora tenho certeza que sua história, por si só, já daria um excelente anime.
Quem gostou da primeira temporada do anime não vai se decepcionar com a segunda! Agora só me resta assistir a terceira temporada e a quarta temporada desse excelente anime! 

               

Achei o encerramento super fofo!

                 

Final: Feliz

Pers



Demorei muito para assistir a segunda temporada de “Kimi ni Todoke” e fiz isso de propósito, porque por mais que eu goste do anime, a verdade é que seu ritmo lento no quesito romance me deixa desesperada e eu sabia que sentiria essa sensação assistindo a segunda temporada!

O anime começa um pouco depois do fim da primeira temporada e com o retorno das aulas os lugares foram trocados, dessa forma Sawako não senta mais perto de suas amigas Yano e Chizuru. Porém, conhece novos amigos, como Miura Kent, que se aproxima de Sawako, o que provoca ciúmes em Kazehaya. Falando em Shouta Kazehaya, com a mudança de lugares, somado a timidez do casal, os dois já começam um pouco distante nessa temporada, para o desespero de ambos.


Além dos lugares algumas coisas mudam no anime, já que aos trancos e barrancos Sawako consegue de alguma forma ganhar mais segurança. No entanto, outras coisas não mudam e Sawako e Kazehaya continuam mortalmente tímidos, sem conseguirem dizer facilmente o que sentem, o que obviamente causa mais desentendimentos e confusão, aliás, nunca vi um anime com tantos “disse e me disse” como esse!

Quanto aos personagens, gostei de bastante de Kent e por vezes achei que ele seria o par ideal para Sawako, já que o rapaz é bem mais esperto que o Kazehaya. Yano continua sendo a minha preferida, principalmente por ser a mais esperta e mais madura de todos. Já Kurumi parece ter melhorado um pouco depois de ter sido rejeitada por Kazehaya.


Ainda que o casal de protagonistas continue sofrendo devido a enorme deficiência de comunicação deles e suas próprias inseguranças, dei boas risadas com a Chizuru e com o professor maluco deles, o Pin, que mais parece um adolescente.



Apesar dos dias passarem rápido (do dia dos namorados para o mês de abril em um episódio) e de ocorrer um desenvolvimento no relacionamento dos protagonistas, o ritmo de “Kimi ni todoke” continua o mesmo, assim, se você não gostou da primeira temporada não vai gostar da segunda. Eu gostei, mas sempre tenho ressalvas quando se trata de “Kimi Ni todoke”, porque é bem verdade que um amor tão inocente como o deles dificilmente aconteceria na puberdade, pois por mais ingênua que uma pessoa possa ser, Sawako passa dos limites da realidade. No entanto, se você puder ignorar tudo isso, é possível ver a beleza e a delicadeza do anime. De qualquer forma “Kimi no todoke” (primeira e segunda temporada) é indicado para aqueles que gostam de romances sensíveis e bem ingênuos.


PS1: Gostei da abertura e principalmente do encerramento, mas ainda prefiro os da primeira temporada.

PS2: Queria ver mais sobre o relacionamento da Chizuru com o Ryu!

 

Final: Feliz e de acordo com o que anime propõe!

Pers 

Veja também a resenha da primeira temporada - Kimi ni Todoke


Quando termino de assistir a um anime imediatamente busco outro na minha infinita lista de indicações! Como ainda não assisti ao tão badalado “Usagi Drop”, descobri que “Aishiteruze Baby” e ele possuem uma semelhança: o protagonista cuida de uma criança, mas, apesar de não ter assisto “Usagi Drop”, tenho quase certeza de que esse é o único ponto em comum entre eles, mesmo porque acho que o público desses animes são diferentes. Porém, mesmo assim, resolvi dar uma chance a esse shoujo.

Yuzuyu é uma garotinha de 5 anos que foi abandona por sua mãe na casa de seus parentes quando seu pai faleceu. Kippei é seu primo, um garoto despreocupado com a vida e bastante mulherengo, tendo uma namorada diferente por dia. Porém, com a chegada de Yuzuyu, sua vida muda completamente, uma vez que sua irmã mais velha, uma verdadeira general, obriga Kippei a cuidar de Yuzuyu. A partir de então vemos o relacionamento de Yuzuyu com Kippei e a mudança deste último, já que se transforma em alguém bastante responsável. Kippei leva Yuzuyu à escola, faz sua comida, leva a garotinha para passear, tornando-se assim uma verdadeira mãe substituta. 

Apesar dos cuidados de Kippei a vida de Yuzuyu não é fácil e com o anime a gente percebe que a vida no jardim de infância não é tão simples como imaginamos. As crianças podem ser terríveis, tanto que Yuzuyu sofre rejeição e até gozações dos demais. Além disso, fora da escola, a garotinha até mesmo enfrenta os ciúmes doentio de uma garota apaixonada por Kippei. Porém, o ciúme é um sentimento que a própria Yuzuyu experimenta, quando Kokoro entra de fato na vida de Kippei, o que nos deixa ver o seu lado mais egoísta.

Kokoro é uma garota difícil, pois ao contrário das outras que geralmente ficam com Kippei, ela geralmente é indiferente a ele. Kokoro é uma garota solitária, que não tem mãe e passa a viver sozinha depois que seu pai se casa novamente. Kippei se compadece de sua solidão e acaba se apaixonando por ela. Entretanto, nosso protagonista só tem tempo mesmo para cuidar da Yuzuyu.

Um homem cuidando de uma garotinha não é um tema super original, mas o anime tem seus pontos fortes como a abordagem de temas como violência doméstica, bullying e também o triângulo (não exatamente amoroso) entre Kokoro, Kippei e a Yuzuyu, já que a garotinha tem ciúmes dele. Destaque também para a família de Kippei, que é super divertida. Quanto a Yuzuyu, não acho que ela tenha sido retratada fielmente como uma criança de fato, pois em alguns momentos ela fala e faz coisas que não condizem com sua idade, mas a verdade é que o personagem é uma graça, bastante mimada pelo Kippei, mas uma graça!

Eu denominaria “Aishiteruze Baby” como uma anime um tanto moe, mas sem muitos exageros, bastante divertido e com uma carga dramática leve, apesar de alguns temas abordados não serem.

                   
                   

Final: Feliz, mas com muitas expectativas no ar.

Pers



Satou é um rapaz que depois de largar a faculdade se tornou um hikikomori (pessoas que são antissociais e que não saem de casa). Até que um dia, uma senhora aparece em sua porta tentando lhe vender livros religiosos com uma garota chamada Misaki, que depois de imaginar que Satou é um hikikomori diz que pode salvá-lo dessa situação, desde que ele aceite entrar em seu projeto de “caridade”.

Satou é bastante relutante em admitir que é um hikikomori e por isso se nega a ser ajudado, mas Misaki (que quase sempre está com a mesma roupa) não é tão fácil de ser convencida e por isso Satou é obrigado a mentir, fingindo ser um criador de games. No entanto, seu vizinho e amigo de escola Yamazaki é quem pretende ser um verdadeiro criador de games e consegue convencer Satou a se tornar um também. O único problema é que Yamazaki quer que ele faça um enredo de um jogo do tipo galge, em que o protagonista tentar sair com as mulheres. Por conta disso, Satou acaba se tornando viciado nesses tipos de jogos e um pervertido quase sem limites!

Às vezes podemos ver alguns flasbacks da época em que Satou estava na escola e descobrimos que sua senpai, Hitomi, acreditava em conspirações e acabou, sem muito esforço, convencendo-o a acreditar também, tanto que ele acredita na organização Nihon Hikikomori Kyoukai, supostamente uma sinistra conspiração que visa transformar as pessoas em hikikomori e NEETS. De certa forma é uma brincadeira com o canal de televisão japonês NHK.

Um dia Satou e Hitomi se encontram por acaso e depois disso, em que fica claro que eles não podem se encontrar de novo por ele é um Hikikomori, Satou resolve aceitar a ajuda de Misaki.

Quando Misaki começa a ajudá-lo logo nos primeiro minutos eu mesma não acreditei que daria certo! Mas confesso que ri quando ela acha que Freud pode ajudar Satou a resolver seus problemas! Misaki se baseia em vários filósofos e psicólogos para tentar salvá-lo, mas seus argumentos são fracos, sendo que apenas o contato diário com ela é o que na verdade move Satou.


Misaki na verdade é tão, ou mais, problemática do que o Satou, sempre tentando esconder os verdadeiros motivos para tentar ajudá-lo. Misaki é uma personagem bastante complexa e que guarda muitos segredos, por isso, não dá para falar muito dela sem revelar grandes spoilers, só posso dizer que Misaki precisa de Satou mais do que ele precisa dela, o que de certa forma transforma os dois em um casal ideal. Já seu amigo de escola, Yamazaki, é um Otaku, bastante calmo, mas que a qualquer momento se torna um tanto agressivo. Os dois se conhecem desde o colégio, mas é durante o período em que são vizinhos é que eles se tornam mais amigos. Quanto á Hitomi, posso dizer que a garota é bastante problemática, toma muitos remédios e fica claro que tem problemas psicológicos.

O anime é uma completa referência ao mundo dos animes e dos mangas, principalmente do tipo shoujo com cenas “hot” e esse é um dos pontos do alívio cômico de “NHK ni Youkoso”, uma vez que há bastante carga dramática e psicológica por parte dos protagonistas. Outros pontos de alívio cômico são os diabinhos que aparecem e as alucinações de Satou, que inclui tanto cenas pervertidas quanto objetos falantes. Outro aspecto interessante do anime são os títulos sempre com um “bem-vindo”.

“NHK ni Youkoso” tem um excelente enredo e é nos diálogo que você pode perceber a profundidade da situação dos personagens e o drama pessoal de cada um. Solidão, depressão, desânimo, paranóia, suicídio, enfim, tudo é tratado com uma profundidade perfeita para transformar o anime em algo engraçado, mas ao mesmo tempo dramático. Confesso que apesar de ter me divertido muito, teve momentos que me senti depressiva por conta dos personagens. De qualquer forma, “NHK ni Youkoso” é um anime fantástico, maduro e bem desenvolvido, vale muito a pena assisti-lo!

                                 

Final: Feliz

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Já faz algum tempo que queria falar de “Hatenkou Yuugi”, que é um anime super curto de apenas 10 episódios.

Rahzel é uma garota de catorze anos que sabe usar magia e que viaja sozinha pelo mundo, a pedido de seu próprio pai adotivo, uma vez que seu pai verdadeiro a abandonou. Durante sua viagem Rahzel se encontra com Alzeid, que é um rapaz Albino (e me lembra bastante o Zero de Vampire Knight) e mais velho do que ela. Alzeid busca vingar a morte do seu pai e procura constantemente o assassino dele. Aos dois também se junta o divertido Baroqueheat, um amigo de Alzeid, que assedia constantemente Rahzel, principalmente para provocar Alzeid. Dessa forma, o trio está sempre viajando, encontrando as mais diversas aventuras, sempre se envolvendo com magia, sobrenatural e ação.


Ao longo da jornada descobrimos mais a respeito do passado dos três, os motivos do pai de Rahzel a ter abandonado, quem é o assassino do pai de Alzeid e um pouco mais sobre a vida de Baroqueheat. Rahzel é o ponto em comum do trio, uma vez que os dois rapazes fazem sempre de tudo para ajudá-la e podemos perceber que Alzeid, apesar de sua personalidade fria, gosta bastante da garota.

“Hatenkou Yuugi” está longe de ser um dos meus animes favoritos; a história é interessante, os episódios sempre possuem um mistério com muita ação, mas o anime não teve um final muito digno, com várias pontas soltas, além de faltar um certo desenvolvimento dos personagens. De qualquer forma acho que o anime diverte, desde que você não tenha muitas expectativas.


                 

Final: Feliz, mas com muita coisa pra ser concluída.


Pers