Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



“To aru Hikuushi e no Tsuioku” é uma animação do diretor Shindo Jun, (de “Saiunkoku Monogatari”) e do roteirista Okudera Satoko (de “Summer Wars”). O filme não é do meu amado Hayao Miyazaki, mas achei bom mesmo assim! 

Fana del Moral está prometida ao príncipe herdeiro do trono de Levamme, mas não mostra nenhuma paixão nesse relacionamento, apenas está conformada com seu destino. Já o príncipe Carlo está verdadeiramente apaixonado pela moça e promete se casar com ela dentro de 1 ano, prazo estipulado por ele mesmo para acabar com a guerra que está destruindo seu reino. 



No entanto, com a proximidade do prazo, o reino de Fana sobre um terrível ataque que culmina na morte de seu pai. Como o alvo era mesmo a futura imperatriz, o príncipe resolve mandar buscá-la e é assim que Fana parte com o piloto Charles em uma perigosa missão. 

Charles Karino é piloto de avião mercenário do império de Levamme, apesar de ser considerado um simples bastardo pelos pilotos oficiais, Charles é um excelente piloto e por isso recebe a missão de atravessar o oceano, em plena guerra, para levar Fana ao príncipe. 



Obviamente os dois encontram grandes problemas durante a viagem e passam a se conhecer melhor, o que os aproxima bastante. Fana tenta ajudar Charles o máximo possível e é evidente que o rapaz a admira, tratando-a sempre gentilmente, mostrando ternura. No entanto, a trama pode frustrar os mais românticos, por não apresentar um romance de verdade, apesar de existir um certo interesse amoroso, principalmente por parte de Fana. Aliás, acho que Charles representa para a futura imperatriz uma fuga, um refúgio, pois afinal é com ele que ela vive uma grande aventura e enxerga uma possibilidade verdadeira de fugir de seu status. 

De modo geral “To aru Hikuushi e no Tsuioku” é uma ótima animação, com boas sequências de ação. Particularmente, eu gostei do filme e apesar de desejar um final diferente acho que ele foi condizente com o enredo, já que um grande amor pode mudar nossas vidas de muitas maneiras, mas nem sempre pode mudar o nosso destino.


Pers
Esses dias eu fiz minha lista de aberturas preferidas, então, agora faço minha lista de encerramentos favoritos e confesso que muitas vezes eu gosto mais dos encerramentos do que das aberturas! 

10. Vampire Knight – Still doll - É um ending tão sombrio e dramático! A cara do anime! 

                     

9. Kaichou wa Maid Sama – Loop – Eu nem acho a música muito boa, mas eu gosto do segundo encerramento porque mostra um pouco da vida do Usui, algo que fica a desejar no anime.

                   

 8. Kare Kano - Yume no Nakae – Acho que eu gosto desse encerramento principalmente pelo fato de não ser uma animação, isso me pareceu na época bastante original. E é claro, eu gosto da música!

                  

7. Zoku Natsume Yuujinchou – Aishiteru – Eu sinceramente acho que a trilha sonora da série “Natsume” possui músicas muito parecidas umas com as outras, mas “Aishiteru” é bem diferente das demais e por isso, eu gostei bastante!

                 

6. Kimi ni Todoke – “Kimi ni Todoke” - O encerramento da segunda temporada não é melhor do que o da primeira, a meu ver, mas me emocionou também!

               

5. Kimi ni Todoke – Kataomoi – Vamos combinar que a voz da cantora Chara é extremamente fofa! Assim como tudo relacionado a Kimi ni Todoke! Lindo encerramento da primeira temporada, pena que não encontrei nenhum vídeo dele! Mas fiquem com a música....

               

4. Toshokan Sensou – Changes. O som da guitarra do ending desse anime é viciante! Sem contar que acho a banda Base Ball Bear ótima!

             

3. Fushigi Yuugi – Tokimeki na Doukasen - O encerramento em si não tem nada demais, mas confesso que gostava muito de escutar a voz da cantora e assim que comecei a ver o anime já sabia cantar toda a música!

           

2. Bakemonogatari – Kimi No Shiranai Monogatari – Este é um ending maravilhoso! Fiquei bastante surpresa por descobrir que Supercell é uma banda com 11 membros e que eles usavam vocaloid! Enfim, é um encerramento lindo, com uma música ótima que, aliás, nunca mais saiu da minha cabeça!

           

1. Nodame Cantabile – Konna ni Chikaku de..." - O ending é o primeiro da primeira temporada e nenhum outro conseguiu superar este! Só de ouvir o violino eu começo a me lembrar de todo o anime!

           

Por enquanto este é o meu top 10, mas à medida que assisto aos animes minhas preferências vão mudando, por isso, não se assustem se um dia eu fizer uma nova lista bem diferente dessa!

Pers

Como podem ver pelo banner do blog eu amo “Nodame Cantabile” e faz tempo que quero ver seu live-action, o problema é que ele foi produzido pelos japoneses e eu sempre tive muito receio de doramas japoneses pelo pouco que vi deles. No entanto, devo dizer que paguei a língua. 

Tudo bem que as interpretações são bem exageradas e quase caricatas, mas o live-action de “Nodame Cantabile” me divertiu muito e o que mais gostei nele foi que conseguiram passar bem para a adaptação a personalidade dos personagens. Chiaki é bastante arrogante, prepotente e Nodame é adoravelmente maluquinha! Além disso, Masumi e Ryutaro são bem parecidos com os personagens do anime, mas Stresemann, além de parecer forçado demais, não era um ocidental! Será que não tinha nenhum estrangeiro para fazer o papel dele na história? No entanto, sua personalidade pervertida ficou igual. 



A adaptação mostra bem o enredo original e acho que quem não conhece a história pode gostar bastante do live-action, mesmo sem conhecer o mangá e o anime; isso porque é visível o esforço dos atores em serem bem parecidos com os personagens originais. A adaptação possui a mesma história que o anime e tudo começa com Chiaki bêbado na porta do apartamento de sua vizinha, Nodame, e depois que ela se apaixona por ele assistimos a divertidas cenas em que ela o persegue, tornando-se dependente dele para qualquer serviço doméstico. Assim como no anime, Chiaki possui um medo enorme de viajar de avião o que o impossibilita de seguir uma carreira como maestro no exterior. No entanto, no Japão, Nodame, com seu modo egocêntrico de tocar piano, acaba influenciando a vida do metido Chiaki. 



“Nodame Cantabile” é uma história fantástica de dois protagonistas bem diferentes, mas com algo em comum: a música. O enredo tem drama, comédia e romance tudo misturado na medida certa! É com muito prazer que digo que dessa vez eu realmente amei uma produção japonesa e vou começar a deixar esse medo de lado e passar a assistir a outras adaptações! 


Final: O live-action mostra a história da primeira temporada do anime e assim o final é feliz, mas inconclusivo. Sei que a série possui um filme que conclui melhor a história e em breve eu o verei! Vale dizer que no final me emocionei com as lágrimas do Chiaki regendo pela última vez sua orquestra! 


Pers


Kodaka é um garoto que após ser transferido de escola não consegue arrumar nenhum amigo, já que por conta de um mal entendido, em seu primeiro dia de aula, todos acham que ele é uma espécie de bad boy, um yankee! No entanto, tudo muda quando um dia Kodoka vê Yozora falando sozinha com sua amiga imaginária e depois de conversar com o rapaz sobre a dificuldade de se conseguir amigos, a garota resolve montar um clube, “O clube da Aproximação”, na tentativa de ajudar as pessoas a fazerem amizades. 


Aos poucos o clube vai ganhando novos integrantes, quase todos do sexo feminino, sendo então o anime do tipo harém, o que mais me irrita! Entretanto, a comédia é boa e por isso assisti até o final! A primeira integrante do clube que aparece é Sena, uma garota loira, peituda e super popular, mas não possui amigos de verdade. Claro que Sena e Yozora não se dão nada bem, mas é divertido vê-las brigando porque as falas de Yozora são bem ácidas, sem papas na língua. Logo em seguida temos Yukimura, que mais parece uma menina, mas é um rapaz que quer se tornar um homem igual a Kodaka, pois ele acredita que o rapaz é mesmo um delinquente. No final das contas, Yozora faz o pobre do Yukimura se vestir de empregada para servi-la. Alguns episódios depois conhecemos a pervertida Rika, uma menina super inteligente com dificuldade de arrumar amigos, mas é super pervertida, assediando sempre que pode Kodoka. Além dos integrantes do grupo, Maria, uma garotinha de 10 anos é a orientadora do clube e Kobato é a irmã de Kodoka; ambas lutam pela atenção do rapaz para ser a irmã ideal dele. 

O clube não tem muitas atividades, apenas jogam vídeo games, às vezes até do tipo erótico, já que Sena é viciada neles. Eles também tentam parecer normais e vão ao karaokê, à praia, etc. No entanto, todos permanecem com dificuldades em conseguir um amigo de verdade. 



De todos os personagens, Yozora é minha preferida por ter uma personalidade bastante egocêntrica. A menina também guarda um grande segredo que envolve Kodoka, mas confesso que esperava mais do final do anime, quando o segredo foi revelado. 

Enfim, “Boku wa Tomodachi ga Sukunai” é um anime de comédia bem tranquilo, sem grandes novidades, mostrando muitos peitos e bundas, mas me divertiu em seus 12 episódios. 

                 

Final: Esperava mais e é um tanto aberto no quesito relacionamento. 

Pers


Kazuya Kujo está estudando na Academia Santa Margarida, lugar onde as lendas urbanas e histórias de terror são assuntos bem comuns. Lá, Kujo conhece Victorique, uma garota misteriosa que nunca frequenta as aulas, passando todo o tempo na biblioteca lendo livros e resolvendo mistérios que os detetives não conseguem resolver. 



O enredo do anime, que se passa em 1924, em um país fictício, Saubure, se concentra a princípio em Kujo e Victorique resolvendo casos misteriosos. Kujo é filho de um militar japonês bastante rigoroso e vive nas sombras dos feitos de seus irmãos. Como ele chega à escola na primavera, acaba ganhando o apelido de “Cefeitador negro”, já que na Academia Santa Margarida existe a lenda que diz que quem chega na primavera traz a morte com ele. No entanto, o rapaz é bem diferente do resto da sua família, sendo bastante gentil e se preocupando bastante com Victorique, por isso, não é à toa que a garota acaba se envolvendo com ele. 


“Gosick” é um shoujo que envolve mistérios e ao longo dos 24 episódios acompanhamos Victorique desvendando vários casos e às vezes se envolvendo neles, ficando em perigo. O anime também se foca bastante no passado de Victorique, do tanto que sofreu por estar sempre isolada dos demais, sua importância em questões políticas do país e por causa disso, os últimos episódios do anime são bastante dramáticos. Além disso, vale destacar, além dos protagonistas, outros personagens do anime, como por exemplo, o detetive irmão de Victorique, Grevil, que leva toda a fama dos casos resolvidos por ela, o que irrita profundamente Kujo. Avril, uma garota que acaba se tornando amiga de Kujo, pois claro, sempre tem que existir uma rival, e a professora maluquinha que sempre ajuda Victorique. 

                  

Apesar dos culpados serem um tanto óbvios e eu adivinhar quem eram antes de Victorique dizer, eu nunca conseguia explicar nada, muito mesmo da maneira tão lógica que ela usa! De qualquer forma, achei “Gosick” bastante interessante, às vezes me fez rir e outras vezes me deixou apreensiva por conta dos mistérios e suspense, por isso, acredito que o anime pode agradar a todos de modo geral! 

               O anime teve dois encerramentos, mas eu prefiro o segundo
                

Final: Pode arrancar algumas lágrimas, mas é feliz. 

Pers
A resenha abaixo é da minha querida amiga Jaci do blog "Uma Pandora e sua Caixa".

Pers

A escadaria, a desastrada, o guarda-chuva e o anime: sobre Another!


Bem, acho que todo mundo que me conhece um pouco sabe que eu moro nas áreas elevadas de Recife, eu brinco que sou uma highlander e não, não é uma referencia ao filme e sim ao sentido da palavra. Eu li em algum lugar que highlander: 

"ao pé da letra significa morador das terras altas, ou que vive ou provem das terras altas, é pq na Escócia a região de montanha é conhecida como hilands, ou terras altas."


Para quem mora na parte alta de Recife as escadarias são uma realidade constante, elas formam um labirinto que assusta e acolhe; o quintal de casa é o lugar de socializar, brincar e se você for um desastre em forma de gente como eu, é também o lugar de quedas assim perfeitas.

Uma das minhas quedas mais fabulosas envolveu justamente um guarda-chuva, eu simplesmente rolei por cima de um guarda-chuva escadaria abaixo e pasmem: "quem saiu quebrado foi o guarda-chuva e não eu!" 

Foi justamente pela memória dessa fabulosa queda que eu acabei assistindo "Another". O Euller do Our Otaku Life comentou que em um dos episódios umas das personagens caia de uma escada com um guarda-chuva e eu fiquei mega curiosa por ver em qual lugar essa queda daria.





"Another" é um anime de 12 episódios que conta a misteriosa história de uma turma da 3ª classe do 9º ano de uma escola japonesa. Trata-se de um suspense cheio de ação, uma dose de terror psicológico, algumas cenas de deixar você sem ar e um conjunto de personagens extremamente cativantes.

Como trata-se de um suspense falar sobre o anime se torna extremamente difícil, mas posso dizer que a turma da 3ª classe do 9º ano tem uma peculiar relação com a morte. Há anos atrás o estudante mais carismático da turma morreu antes da formatura e o trauma foi tão grande que os alunos e professores se recusaram a aceitar e mesmo após a morte dessa criança continuaram a agir como se ele estivesse ali, de forma que até mesmo na hora de tirar a foto da formatura havia uma cadeira para ele e quando a foto foi revelada advinha quem apareceu na foto?!? Pois é, a criança morta apareceu na foto e essa experiência com a morte afetou de forma definitiva todos os estudantes que viriam a frequentar essa sala.



Através do anime nós nos encontramos com essa turma quando Sakakibara Kouichi se muda de Tokyo para Yomiyama, a cidade na qual se situa a escola, e é transferido para a escola Yomiyama e cai justamente classe 3! Com ele nós vamos conhecendo os outros alunos, os professores, os caminhos e descaminhos de cada personagem dessa história e seu desenlace.




Com ele nós também conhecemos Misaki Mei, uma das personagens mais cativantes que já conheci através de animes e vivemos as emoções de uma história completa. Porque sim, "Another" é uma história completa, redonda. Em 12 episódios a narrativa da conta de tudo o que se propõe sem tirar nem por, tanto que ao terminar de ver tudo vale a pena voltar ao primeiro episódio e dizer: "Uau! Estava tudo aqui e eu não vi!". 

Eu amei tudo em "Another", até a trilha sonora. Ah, sobre a escadaria e o guarda-chuva, se você assistir até o episódio 5 você vai descobrir porque depois de assistir "Another" eu comecei a preferir andar na chuva.


Jacilene



Falar de qualquer obra (livros, filmes, animes, mangás) que envolve vampiros é bastante complicado hoje em dia e costumo dizer que cada autor tem o vampiro que merece. Estou dizendo isso porque “Midnight Secretary” é um mangá que fala sobre vampirismo, envolvendo romance e cenas de tensão sexual, mas bem menos do que qualquer mangá de Mayu Shinjo (uma mangaká que escreve praticamente sobre sexo), pois nada de obsceno aparece. 

Comecei a ler “Midnight Secretary” online em português, pelo site “Central de Mangás”, mas estava incompleto e quando começo a ler algum mangá sempre termino, a não ser que ele seja bem desestimulante, o que não é o caso dessa obra, muito pelo contrário. 



A história começa com Kaya (que tem certo complexo com seu rosto infantil) sendo transferida de chefe, passando a ser secretária do carrasco Kyouhei Toma. Porém, logo a princípio Kaya descobre que Kyouhei não é um ser humano normal e sim um vampiro que suga o sangue das suas vítimas durante o ato sexual (daí as cenas de sexos serem um tanto recorrente, embora não mostrem muita coisa). Mesmo assustada Kaya permanece em seu emprego, pois claro que Kyouhei não a deixará ir facilmente, mesmo porque ela é uma secretária exemplar e o ajuda bastante em tudo que precisa. Kyouhei é um homem viciado em trabalho e encontra uma parceira bem parecida com ele, pois Kaya passa a se dedicar completamente a seu novo chefe, ajudando-o inclusive no serviço de “comida”. Kaya arruma a sua agenda de modo que ele possa estar sempre com alguma mulher e assim se alimentar. Kyouhei não gosta dos humanos e tem orgulho de ser vampiro, mas seu orgulho acaba sendo ferido quando um dia precisa se alimentar de sua própria secretária, tornando-se um viciado em seu sangue. Para Kyouhei, Kaya tem um sangue com um gosto diferente, o melhor que ele já provou e só depois entendemos o motivo disso. 




Ao longo do mangá vemos Kyouhei se envolvendo com Kaya, mas sempre mantendo a relação do trabalho, essencial para os dois. Kaya se apaixona por Kyouhei e começa a questionar a sua posição na vida do amado. Já ele aos poucos vai esquecendo o orgulho de ser vampiro e assumindo Kaya em sua vida pessoal. Muitas coias acontecem no mangá e vamos descobrindo o passado da família de Kyouhei e a importante relação que ele tem com o clã de vampiros. Apesar de algumas cenas “calientes”, o mangá acaba sendo mais do que uma simples história com sexo. Acho que a mangaká, Ohmi Tomu, poderia ter explorado mais Kyouhei por ser um personagem mais complexo, porém, gostei do desenvolvimento da história e do drama. Não se deve esperar da obra um “Crepúsculo” ou um “Vampire Knight”, mas quem curte um shoujo com drama e sobrenatural pode gostar também de “Midnight Secretary”, assim como eu gostei. 

Final: Feliz

Pers



Depois de assistir ao final de “Zero no Tsukaima”, parti quase que imediatamente para a terceira e última temporada de “Shakugan no Shana”. Puxa, agora que esses dois animes acabaram ficarei sem as tsunderes de Rie Kugimiya fazendo par com Satoshi Hino, acho que eles fazem um casal tão legal! 

Enfim, “Shakugan no Shana” tem um enredo não muito complicado, mas possui denominações difíceis, até mesmo eu que acompanhei as duas primeiras temporadas às vezes me sinto perdida. No entanto, nada disso atrapalha a trama, que nesta última temporada esteve um pouco mais lenta que o normal. 



O anime começa com Shana e Yuji lutando, ninguém sabe o que aconteceu, pois logo em seguida voltamos ao ponto em que a segunda temporada havia acabado, entre a escolha de Yuji: Shana ou Kazumi, mas Yuji some da cidade naquele mesmo dia, como se sua existência finalmente tivesse acabado. Porém, Shana e os amigos de Yuji ainda se lembram dele, o que mostra que o rapaz não deixou realmente de existir. O que de fato é verdade, já que logo no primeiro episódio vemos Yuji se tornar líder do Bal Masqué, unindo-se ao Deus da Criação para criar Xanadu, uma espécie de paraíso, só que para os inimigos. 



Gostei de o Yuji ter conseguido ficar mais forte e também gostei do final, só acho que merecíamos um pouquinho mais do “depois do final feliz”, mas nem tudo é perfeito, principalmente no mundo dos animes. Também gostei da Margery ter suas respostas finalmente esclarecidas, dela ter se acertado com Satou (uma das cenas mais lindas da temporada) e do triangulo Shana, Kazumi e Yuji ter chegado ao final. Entretanto, quando comecei a assistir a última temporada pensei que a Shana e o Yuji começariam juntos, mas não foi isso que aconteceu e as complicações no meio do anime, com o Yuji sendo o vilão, fez com que a parte do “romance” ficasse a desejar. 

                    Essa temporada teve mais de um op e end, mas fico com o primeiro de cada.
               

De modo geral “Shakugan no Shana” é um anime de ação, com muitas lutas, mas também mostra o relacionamento de Shana com Yuji e seus amigos. Shana era fria, quase como um robô, sem sentimentos e indiferente ao mundo, mas Yuji a fez mudar, fez com que ela tivesse amigos, passasse a trabalhar em grupo e lutar pela vida de alguém. Shana evoluiu nas três temporadas do anime e nada mais do que justo ela ter um final feliz! Apesar dos pesares da última temporada, “Shakugan no Shana” deixará saudades. 

                
Final: Feliz 


Pers

“Kare First Love” é um mangá lançado em 2002 que li em espanhol, mas que durante uma época foi publicado pela Panini. O mangá é um shoujo e mostra a história da protagonista Karin, uma menina bem simples que se veste mal e ninguém a considera bonita, até que um dia ela encontra Kiriya, o primeiro menino que a enxerga por trás de seus óculos e roupas feias! Por conta disso, Kiriya se torna a primeira paixão de Karin. No entanto, a história de amor dos dois não é bem simples.



O mangá tem um enredo que envolve muitos questionamentos adolescentes, como a perda da virgindade, bullying, gravidez na adolescência, a decisão da profissão, enfrentamento com os pais e até mesmo alguns traumas, como no caso de Kiriya, que perdeu o irmão mais velho quando este tentava salvá-lo. Karin e Kiriya passam por muitas dificuldades, já que nenhum dos dois possui um relacionamento perfeito com suas famílias. Karin tem pais rigorosíssimos e Kiriya não se dá bem com os seus porque se culpa pela morte do irmão. Como se isso não bastasse, Karin precisa enfrentar o medo de perder a virgindade e devo dizer que Kiriya, apesar de perder um pouco a paciência, esperou bastante.



“Kare First Love” é da mangaká Miyasaka Kaho e tem 10 volumes, a história se desenvolve de maneira um pouco lenta, mas chega a envolver qualquer leitor de shoujo, pois ás vezes é possível ter raiva dos protagonista e outras vezes simplesmente adorá-los! Quem não quiser ler em espanhol, acredito que ainda seja possível comprar o mangá pelo site da Panini!

Final: Feliz

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“200 pounds Beauty” é um filme coreano que mostra a vida de Hanna, uma mulher meiga, gentil, mas que está muito acima do peso, sendo uma gordinha bastante insegura e com estima muito baixa. Hanna dubla Ammy, que é uma mulher linda, mas que não canta nada, ao contrário de Hanna que tem uma voz incrível, tanto que trabalha também pelo telefone ajudando homens com seus casos amorosos, em algo como um “disque sexo”.

Um dia, Hanna escuta seu produtor, por quem está apaixonada, falar muito mal dela e cansada de ser sempre humilhada pelos outros, resolve se matar, mas desiste e usa um dos seus clientes médicos, que ela atende pelo telefone, para fazer uma cirurgia milagrosa e acaba perdendo milhares de quilos, transformando-se em uma mulher linda! No entanto, apesar da mudança drástica em sua vida, Hanna mantém sua personalidade o que nos faz rir horrores com suas trapalhadas!

Claro que o enredo é um clichê, mas “200 pounds Beauty” tem sua originalidade em cenas hilárias, apesar de algumas eu sentir pena de Hanna e não achar graça nas piadas sobre seu peso. Entretanto, apesar de Hanna não ser a Kim Sam Soon (de “My name is Kim Sam Soon”), ela é igualmente divertida! Exemplos: quando ela desfila na rua ao comprar a primeira roupa quando está magra, sua alegria ao ver suas roupas folgadas, quando ela compra um carro só porque o vendedor disse que ela bonita, entre outras coisas.

A atriz principal de “200 pounds Beauty” é ótima, sendo o filme bastante divertido, com excelentes cenas de pura comédia, mas faltou mais romance. De qualquer forma, achei a história até que bastante diferente se pensarmos em termos Hollywoodianos. Acho que todos que estão acima do peso irão querer uma cirurgia como a que a Hanna fez, já que há uma valorização da mulher magra e bonita de acordo com os padrões de beleza, mas o filme valoriza os sentimentos da protagonista, ao não mudar sua personalidade e mostrar alguém que sempre gostou dela, mesmo quando era gorda.

Em suma, “200 pounds Beauty” agrada com toda certeza todos aqueles que gostam de uma boa comédia romântica.

Final: Feliz

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Essa foi uma indicação do blog Angel Girls, resenha da Onigiri-chan e assim que li fiquei morrendo de vontade de assistir ao anime.

Em “Otome Youkai Zakuro” humanos e youkai vivem juntos e aparentemente em harmonia. Porém, a harmonia começa a querer se romper quando os humanos mudam o calendário, passando a usar o ocidental, conhecido como calendário gregoriano. Como os youkais não gostam nada da ideia, os militares instauram o “Ministério de Assuntos Espirituais”, com a união entre os militares e espíritos. O problema é que as mulheres youkais, principalmente Zakuro, não gostam muito da ideia de ter que trabalhar com humanos.


Desde o primeiro episódio fica evidente que haverá um certo romance entre os militares e as meninas youkais, por conta disso, o enredo se desenvolve mostrando a convivência deles. Zakuro é a personagem principal, juntamente com Kei Agemaki e obviamente pelo fato dela ser meio humana e meio youkai, acaba não aceitando muito bem ter Agemaki como parceiro, principalmente depois de saber que ele tem medo de espíritos. Zakuro acredita que eles não devem ceder tão facilmente às mudanças do ocidente e que deveriam manter suas tradições. Já Agemaki é um lorde, bastante dócil, mas isso porque ele faz de tudo para não ter que enfrentar um youkai! Acaba se dando melhor com Zakuro por conta de sua aparência humana, mas se pressiona bastante para poder conviver com os espíritos.



Eu diria que o casal protagonista é ótimo, mas o anime tem outros personagens também interessantes, como Susukihotaru e seu par Riken, Ganryu e as gêmeas Bonbori e Hozuki. Além desses, outros personagens aparecem como o tenente Hanadate, que encanta Zakuro com sua maneira gentil, irritando Agemaki. A cada episódio vemos o grupo de Assuntos Espirituais trabalhando para manter a ordem entre humanos e youkais, tentando a todo custo fazer com que as novas inovações do mundo não desrespeitem os espíritos, que estão sendo tratados como animais selvagens, sem voz, sem lar e sem poder diante da nova sociedade.


“Otome Youkai Zakuro” é um anime curto, com 13 episódios, mas bastante leve, romântico e divertido. O casal Susukihotaru e Riken são responsáveis pelas cenas mais românticas e a timidez deles fazem com que se tornem um casal lindo. No entanto, o enredo que envolve Zakuro e Agemaki é mais interessante, uma vez que Zakuro tem uma personalidade difícil e seu passado é bem misterioso, o que nos faz querer ver até o final do anime para entender a história. Enfim, super recomendo “Otome Youkai Zakuro” para aqueles que gostam de um shoujo com sobrenatural.


Final: Feliz


Pers



Eu não costumo muito falar de mangá aqui no blog porque eu não tenho paciência para esperar que os mangakás terminem de escrever suas histórias, menos paciência tenho é de esperar que saia em português! Por isso, geralmente acabo lendo em outras línguas e fica difícil indicar mangás que não têm em português ou que só é possível baixar na internet, pois tem muita gente que não gosta de ler assim.

Porém, vou abrir uma exceção e falar de “A Delicious Relationship”, escrito por Makimura Satoru. A história começa com a protagonista Momoe perdendo seu pai. Momoe é uma garota ingênua que sempre foi protegida pelas pessoas a sua volta, mas depois da morte do pai se viu obrigada a assumir as responsabilidades da casa, já que o dinheiro da herança não duraria para sempre, apesar de sua mãe acreditar que sim.



Momoe quer arrumar um emprego e tem dificuldades em saber no que pode ser boa, até que um dia se dá conta de que uma das coisas que mais lhe agradava era sair para comer fora com sua família. A partir de então, Momoe resolve ser uma cozinheira, uma que fosse capaz de levar a felicidade para quem provasse a sua comida! No entanto, isso não é nada fácil, uma vez que Momoe não sabe nem fritar um ovo! Entretanto, o destino lhe ajuda e ela vai parar no restaurante Petit Lapin, que tem como cozinheiro o pavoroso Oda. Oda é um cozinheiro que não aceita ajuda, é grosso, grita com as pessoas, sendo um verdadeiro demônio na cozinha, porém, é um excelente cozinheiro e por conta disso Momoe faz de tudo para trabalhar com ele. Obviamente, Momoe acaba se apaixonando por Oda, mas a recíproca não é verdadeira.

“A Delicious Relationship” é um mangá que me agradou por não resolver rapidamente os problemas da protagonista. Ao longo dos volumes, que são muitos (10), Momoe vai enfrentando diversas dificuldades e amadurecendo com o passar do tempo. O traço do mangá não é o meu preferido, mas a história me envolveu, prendendo a minha atenção até o último capítulo.




Momoe conhece muitos personagens ao longo da história, o Peti Lapin tem um dono adorável, Oda possui uma mãe adotiva terrível, Chiyo, mas que sabe que Momoe seria a mulher ideal para seu filho. É bastante engraçado ver o relacionamento de Chiyo e Momoe, já que a senhora tem idade para ser avó dela, mas as duas brigam como adolescentes. Chiyo é uma excelente cozinheira e formou ótimos cozinheiros, como Takahashi. A princípio pensei que Takahashi não teria muita importância na vida de Momoe, mas surpreendentemente teve. Momoe ama Oda, mas Oda tem um relacionamento sério com Kanako (uma mulher linda, mas um pouco perturbada) e não vê Momoe como uma mulher, por isso, pensei que Takahashi seria um rival, alguém que despertasse os sentimentos de Oda por Momoe, mas Takahashi e Momoe tem um relacionamento bem diferente. Aliás, o mangá é um Josei e por isso os personagens são bem mais maduros e a história aborda temas mais complexos, como depressão, morte, suicídio, entre outras coisas. Porém, não se enganem, “A Delicious Relationship” não tem uma carga dramática extremamente forte.


Além dos personagens, outra coisa que chamou minha atenção foi o modo como a comida é tratada no mangá. Quem já assistiu animes como “Yumeiro Pâtissière”, sabe que ser cozinheiro é trabalhar com arte e isso fica evidente nesse mangá. A comida é tratada de maneira poética em um ambiente selvagem, já que ser cozinheiro não é fácil, exige mais do que talento, como persistência e contatos importantes.

Enfim, eu gostei de “A Delicious Relationship”, o romance não é ponto principal, embora isso afete e muito a vida de Momoe, mas eu diria que o foco mesmo é o amadurecimento da personagem principal. Infelizmente, eu só encontrei o mangá em espanhol, mas quem quiser se aventurar é só entrar no site “Heaven of Temptation”. Também descobri que fizeram um dorama baseado no mangá, “Sweet Relationship”, que eu ainda não vi, mas fica como opção para quem gostou da história.

Download: Heaven of Temptation
Final: Feliz

Pers