Às vezes eu tenho medo de assistir animes que todo mundo vê e fala bem, isso porque é bem possível eu não gostar da história. No entanto, eu tenho que concordar com os críticos de plantão sobre “Hyouka”, já que o anime é realmente bom, embora essa crítica positiva em relação ao anime possa não ser unanime.
Houtarou Oreki é um rapaz tranquilo, melhor dizendo, clamo até demais, que prefere manter-se anônimo, não participando de nenhum clube na escola, já que seu lema é: “Não faço nada que não preciso fazer. E o que preciso fazer, faço rapidamente”. Entretanto, sua irmã lhe manda uma carta e o obriga a participar do Clube de Literatura, uma vez que ela era uma antiga participante e não quer que o clube encerre suas atividades por não ter ninguém participando dele.
Logo no seu primeiro dia no clube, Oreki se depara com uma garota no local, que se chama Chitanda Eru, também uma nova integrante do Clube de Literatura Clássica, o que deixa Houtarou um tanto frustrado já que o garoto queria ser o único no local. Porém, Chitanda não deixa Oreki ir embora tão facilmente, dizendo a ele que ela não tinha a chave do local e que quando chegou a porta estava aberta. O problema em questão é que quando Houtarou chega a porta está trancada, sendo que ele a abriu com a chave que pegou na sala dos professores e se Chitanda não a havia fechado a porta, quem fechou? Esse é o primeiro mistério que o Clube tenta desvendar e logo já consegue mais um membro, Satoshi Fukube, amigo de Houtarou que o ajuda a resolver esse mistério.
No entanto, quem assiste ao anime pensando que o clube vai ficar resolvendo grandes mistérios acaba se decepcionado. Os mistérios apresentados no anime às vezes são fracos, mas o que segura mesmo a obra são seus personagens e a relação entre eles. Obviamente Oreki passa a ser influenciado por Chitanda, deixando de lado sua eterna preguiça e sendo envolvido pelo entusiasmo da garota, que, aliás, sempre está animada quando se trata de resolver algum mistério, para o desespero de Oreki. Outro casal também bastante interessante é Satoshi e Mayaka, já que a garota nunca escondeu seus sentimentos pelo rapaz, mas Satoshi tem seus motivos para fugir dela.
A parte estética é ótima e a obra parece trabalhar de uma maneira um tanto surrealista, transpondo imagens e mesclando cores nos momentos em que Oreki está refletindo sobre alguma coisa. Como eu disse anteriormente, o mistério não é o único ponto forte da história e o anime não é daqueles que quando a gente começa a ver quer terminar logo pra saber o final. “Hyouka” tem um ritmo lento, episódios que se passam apenas com os protagonistas em uma sala fazendo suposições e tudo isso pode nos fazer ver um episódio hoje e outro uma semana depois. Porém, nada disso me fez achar o anime ruim, pelo contrário, achei uma obra interessantíssima, rica em detalhes!
O anime tem 22 episódios, sendo um Slice of Life, atualmente um dos meus gêneros preferidos e fica como dica pra quem está de férias!
Pers
































