Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Eu assisti a Sumomomo Momomo no ano passado e esqueci completamente de fazer uma resenha dele! Talvez seja pelo fato de não ser um anime que tenha me marcado muito, apesar de não ser tão ruim assim!

Kuzuryuu Momoko é uma adolescente que ama artes marciais, mais do que isso, ama lutar! Momoko vive com seu pai, um lendário lutador, nas montanhas, mas um dia, seu pai lhe diz que ela nunca conseguirá dominar a técnica suprema da família, por ser uma garota e a única solução é casar-se com um guerreiro mais forte e assim, ter um filho que possa ser mais forte do que ambos! Dessa forma, a garota conhece seu noivo, Inuzuka Koushi, o filho do melhor amigo e rival de seu pai, mas o garoto além de ser um covarde, odeia artes marciais e sonha em se tornar um promotor. Apesar de se recusar a casar com Momoko e até tratá-la mal muitas vezes, a garota se apaixona por ele, passando a morar com o rapaz!



Momoko é uma fofa, mas às vezes cheguei a ter raiva dela por ser tão idiota! Koushi não é uma má pessoa, mas muitas vezes maltrata a garota e ela continua se rastejando por ele. Além disso, outras personagens femininas acabam se apaixonando pelo rapaz, como Iroha Miyamoto, uma brilhante estudante, colega de sala dos protagonistas. Miyamoto é a responsável pelas cenas mais bizarras que já vi em animes, já que a garota também é uma lutadora, embora esconda isso, e usa uma roupa mais do que sensual, eu diria que dá vergonha alheia! Além dela, temos uma dupla dinâmica que tenta arquitetar o assassinato de Koushi, mas que depois acaba se aliando a ele. Aliás, o possível casamento de Momoko e Koushi faz com que muitos tentem matar o rapaz para impedir o matrimônio.



O anime mostra cenas de lutas nonsense, mas legais de ver, tem um tom de comédia o tempo todos e alguns pontos de romance, já que Momoko não desiste de se casar com o noivo, mas também tem ecchi, embora não tenha me incomodado muito

Resumindo: como disse anteriormente, não é um anime ruim, é engraçado e até desenvolve bem alguns personagens, mas talvez só agrade a aqueles que gostam de animes com artes marciais e comédia.

Pers


“Faster than Kiss” é um mangá de 12 volumes, escrito pela mangaká Meca Tanaka. A história é super simples, mas eu tenho um fraco por aluna que se apaixona por professores, não que isso tenha acontecido comigo, só tive professor feio, infelizmente!

O enredo conta a história de Fumino e Teppei, dois irmão que depois da morte de seus pais ficam sem ter para onde irem, até que Kazuma Ojiro, professor de Fumino, os encontra e resolve se casar com ela, assim os irmãos passam a ter uma nova família. No entanto, Fumino e Kazuma não têm uma relação amorosa, para o desespero de Fumino, mas Kazuma a ama de verdade e tenta se controlar por achá-la jovem demais.


É isso, o mangá todo se resume praticamente ao parágrafo acima. O tempo todo Fumino questiona o amor de seu professor e ele fica o tempo todo provando a ela que o ama. Claro que a relação professor e aluna gera alguns conflitos, mas tudo de maneira muito leve. Em nenhum momento o leitor consegue acreditar que os dois ficarão separados ou que o fato de Fumino ser uma aluna possa prejudicar o relacionamento deles. Entretanto, é bem verdade que apesar do clichê e do enredo repetitivo, já que é sempre a mesma coisa (a Fumino e suas inseguranças), o relacionamento dos dois progride ao longo da série, assim como a maturidade de Fumino.



Devo dizer que o mangá possui situações bem malucas, eu achei que às vezes deixavam o Teppei feminino demais, ao colocarem o garotinho fazendo cosplay de menina. Tudo muito nonsense! Da mesma forma o avô dos dois que expulsou sem dó as duas crianças no enterro dos pais. Que avô é esse que faz uma coisa dessas e depois fica preocupado com a neta morando com um professor?

Enfim, algumas histórias começam e terminam no mesmo capítulo, sem apresentar grandes novidades, mas se vocês forem daqueles leitores nada exigentes, talvez se divirtam com o romance e com a comédia desse shoujo!

Pers


“Sankarea” é um anime que eu fiquei muito na dúvida se veria ou não, eu até gosto do tema zumbis e as opiniões que escutei sobre o anime foram bastante divididas. Na dúvida resolvi ver e analisar eu mesma!

Furuya Chihiro é um garoto que adora qualquer coisa relacionada ao tema zumbis, a ponto de desejar beijar uma garota morta-viva. Um dia, seu gato morre e ele tenta ressuscitá-lo usando um manuscrito antigo, que descreve o processo de criação de uma poção para a ressurreição. Neste exato momento, ele encontra Rea e acabam tornando-se amigos. Porém, Rea sofre muito por ter um pai super protetor e doentio, por isso, tenta se matar tomando a poção, pensando que apenas é um veneno. Rea não morre, mas depois de brigar com seu pai acaba caindo de um penhasco e dessa vez a poção funciona, tornando-a um zumbi que come hortênsias!

Chihiro vive com seu pai, sua irmã mais nova e seu avô, uma vez que sua mãe já faleceu, o que gera um sério mistério sobre ela, já que tudo indica que ela também era uma zumbi. Já Rea, além de ter que suportar seu pai super abusivo (já que tira fotos da própria filha nua), ela também tem que aguentar a madrasta que a odeia.



O anime é um tanto sombrio, mas quando você vê um zumbi comendo hortênsia esse lado macabro perde toda a credibilidade, mesmo porque, humana ou não, Rea é uma garota gentil e meiga. Obviamente os problemas dela não terminam pelo fato de virar zumbi, apesar de por conta disso se sentir mais livre e independente. Na verdade, o corpo de Rea sofre decomposição e Chihiro sempre toma cuidado para sua querida garota morta-viva não apodrecer; algo super romântico!

Enfim, o anime é legal, mas não tem terror suficiente para colocar medo em ninguém, na realidade, está mais para uma comédia romântica com zumbis!

Pers
Já que hoje é o dia dos namorados, resolvi postar uma foto de um dos meus casais favoritos!


Pers



Falaram tão bem de “Jinrui wa Suitai Shimashita” que não pude resistir por muito tempo, acabei assistindo e não me decepcionei!

No mundo do anime a raça humana está em decadência num futuro em que as fadas convivem com as pessoas. Shujinko é uma espécie de mediadora entre fadas e humanos, que trabalha na Comissão de conciliação das Nações Unidas, mas sofre com a falta de comida, energia, entre outras coisas, como todo mundo, já que na história a raça humana usou e abusou de tudo que tinha e agora sofre com isso.



Shujinko não tem muitos amigos e não gosta de se socializar muito com as pessoas, por vezes é irônica e sua honestidade é de matar qualquer um, principalmente por ter uma voz doce, nos dando uma falsa aparência de que é uma pessoa meiga! No decorrer do anime conhecemos seu avô, que trabalha com ela e um garotinho mudo. Também conhecemos sua amiga de infância viciada em mangás yaoi, duas sondas espaciais e um pouco melhor o mundo das fadas, que são umas fofas.



O anime gira em torno das missões de Shujinko e suas confusões, mas nada de maneira repetitiva ou óbvia, muitas vezes o anime me surpreendeu, principalmente quando começou a mostrar acontecimentos anteriores ao primeiro episódio, já possui uma cronologia ao contrário, ou seja, no fim na verdade vemos o que poderia ser o princípio da história. 



“Jinrui wa Suitai Shimashita” me proporcionou boas risadas, confesso que chorei de rir em um episódio que uma das fadinhas usa uma planta como narcótico! Entretanto, nem todos poderão achar graça nas piadas, uma vez que o tom irônico predomina em boa parte da história. Aliás, a ironia é das mais sofisticadas que já vi em animes, que não é de uma comédia convencional e sim bastante inteligente. Toda a hipocrisia da humanidade de certa forma está presente, assim como uma critica à nossa sociedade. Por isso, posso afirmar que o anime é um dos mais originais que já vi, me deixando saudade depois que terminei de ver.

Pers


“From Up on Poppy Hill” é mais um filme do Studio Ghibli, roteiro do nosso amado Hayao Miyazaki e direção de Goro Miyazaki.

O filme é uma adaptação do mangá “Kokuriko-Zaka Kara” e conta a história de Umi, uma adolescente que vive em uma cidade portuária na década de 60 no Japão. Depois do desaparecimento do seu pai na Guerra da Coreia, Umi passa a viver com sua avó e com sua irmã em um prédio antigo, que antes era um hospital. No entanto, o filme vai além de um drama familiar e mostra com muita delicadeza, própria de Hayao Miyazaki, um pouco da vida da protagonista.




Umi ajuda em todas as tarefas domésticas, parece ser uma boa aluna e acaba se envolvendo com Shun, um colega de escola, ajudando-o a salvar o velho edifício Quarter Latin, em que se encontram muitos clubes escolares. Ambos parecem ser mais maduros que a idade e é gostoso ver o amor ingênuo dos dois.

Além do relacionamento amoroso, o filme mostra também que família não é apenas aquela que temos ligação sanguínea e sim todos aqueles que gostam de nós e convivem com a gente. Também achei interessantíssima a discussão sobre Quater Latin, que queria ser destruído apenas por ser velho, já que as pessoas esquecem que destruir o velho também é destruir parte do seu passado.




O filme é leve e aborda o primeiro amor, mas também possui uma boa dose de drama, já que não sabemos nada sobre os pais de Shun. Também podemos ver em um determinado momento a Tóquio dos anos 60 e ouvir uma bonita trilha sonora.

Enfim, é mais uma brilhante obra do Studio Ghibli que deve ser conferida, sendo agora “From Up on Poppy Hill” uma das minhas animações preferidas!

Pers


O tema desse mês da tag do nosso grupo do facebook, “Chá com blog versão otaku”, é mangá e o escolhido foi o shoujo “Akuma de Sourou”! 

Kayano é apaixonada por um colega de escola e um dia finalmente cria coragem de entregar uma carta a ele, só que ao invés de entregar a confissão ao garoto certo, Kayano acaba entregando a carta para Takeru, o encrenqueiro da escola! Como se isso não bastasse, Takeru se tornará seu meio irmão, já que seus pais irão se casar! Claro que a principio Kayano fica desesperada, pois Takeru não deixa de perturbá-la nem por um minuto! No entanto, a convivência mostra a Kayano que ele é um bom rapaz por trás da aparência malvada. E Takeru, é óbvio, se apaixona por Kayano, sendo justamente por isso que faz de tudo para atrapalhar qualquer tipo de relação amorosa que ela possa ter! 



Eu particularmente não gosto muito do traço do mangá, sem contar no visual trash de Takeru, mas a história me convenceu e eu li até o final! Kayano é uma garota meiga, generosa e Takeru é um garoto gentil, apesar das aparências. Entretanto, devo dizer que nunca me conformei com ar muitas vezes indiferente de Takeru, mesmo quando ele e a Kayano já estavam juntos. Por conta disso, eu me arrisco a dizer que Takeru não chega a ser um protagonista carismático, pra falar a verdade, muita vezes cheguei a ficar morrendo de raiva das atitudes dele! 



O mangá, apesar de estar repleto de clichês, aborda diversos temas adolescentes, como problemas com o relacionamento amoroso dos protagonistas, o fato de Takeru ter uma relação complicada com a família, em especial com a mãe, a aprovação do amor dos dois pelos pais (já que são meio irmãos), entre outras coisas. 

“Akuma de Sourou” tem 11 volumes e teve também uma adaptação para um dorama Taiwanese; uma comédia romântica bem divertida, mas isso é assunto pra outro post!

Blogs participantes:

Our Otaku Life
Ipirados
Angel Girls

Pers



"Maoyuu Maou Yuusha” conta a história de um jovem rapaz que, ao tentar matar o Rei demônio, acaba encontrando uma rainha e se unindo a ela! 

No anime o povo do protagonista vive em guerra contra os demônios e por isso ele tenta a todo custo acabar com a guerra e como Rei deles. Acontece que como em toda guerra, os líderes políticos sempre ganham com alguma coisa e nesse caso, como a população é muito pobre, o povo do protagonista acaba ganhado doações e principalmente comida dos países vizinhos. Por conta disso, a guerra acaba sendo muito importante e difícil de terminar. 


O Rei, que na verdade é uma Rainha, é uma garota que sempre esperou o protagonista, o Herói, como ela o chama, aparecer para matá-la, para assim, mostrar a ele que os demônios não são tão maus como parecem e que apenas lutam para sobreviver. A Rainha também explica como o fim da guerra pode trazer ainda mais problemas ao mundo, já que as pessoas só se uniram porque precisam lutar contra os demônios e que o povo do Herói passaria mais fome se a guerra acabasse. Pensando em trazer prosperidade para ambos o mundos, o Herói e a Rainha se unem para tentarem encontrar juntos uma solução. 

Ao longo do anime outros personagens aparecem, temos a empregada que é o braço direito da Rainha, duas empregadas que antes eram escravas e também as antigas companheiras do Herói, pra dar aquele clima de harém, mas sem muita força nesse anime. 


Muitos falaram que “Maoyuu Maou Yuusha” se parece com “Spice and Wolf”, já que une um demônio e um ser humano, além dos fatos dos seiyus serem os mesmos (com meu adorável Jun Fukuyama!). No entanto, eu acho que “Maoyuu Maou Yuusha” usa mais a agricultura e explora melhor a macroeconomia. Além disso, Horu é muito mais caprichosa e teimosa do que a Rainha e o Herói não é tão ingênuo quanto Kraft. 

O anime tem algumas cenas de ação, estratégia de guerra, aulas de economia e agricultura, além de um bonito romance entre a Rainha demônio e o Herói humano. O único problema é o final, que ficou aberto demais, mau de muitos animes! 

Pers



Nossa, fazia tanto tempo que eu não assistia a um dorama! E o melhor de “Switch Girl” é que a duração dele é bem menor que os doramas comuns, o que facilitou muito a minha vida! 

Eu estou lendo o mangá, mas incrível como o dorama me fez gostar ainda mais da história! Isso porque Tamiya Nika está muito mais hilária do que no mangá, principalmente quando começa a delirar em voz alta, com sua imaginação fértil. Já Arata continua o mesmo garoto frio e às vezes sem sal que nem no mangá! 

Pra quem não conhece a história, SG fala de Nika, uma garota que no seu “modo on” é perfeita: linda, educada, com boa postura, uma perfeita dama. Porém, no seu modo off, Nika é destrambelhada, mal arrumada, mal educada e porca! Nika vai levando essa vida dupla até encontrar Arata que por morar no mesmo prédio que ela acaba descobrindo o seu segredo. No entanto, Arata também esconde um segredo, que é ser o oposto de Nika! Para espantar o assédio das garotas, Arata coloca óculos horríveis e tem um estilo desleixado! Assim, um acaba encobrindo o segredo do outro e se envolvendo emocionalmente. 



O dorama é dividido em duas temporadas, mas por enquanto eu só assisti a primeira, mas quem quiser saber sobre a segunda é só acessar o blog Our Otaku Life

Eu realmente achei que o dorama é tão engraçado quanto o mangá, mas tem aquele jeito extravagante das comédias japonesas. Nika faz caras e bocas o tempo todo e não tem como não achar graça em determinadas situações absurdas. Porém, o dorama também tem seus momentos mais sérios, já que Arata e Nika são bem diferentes, o que pode às vezes atrapalhar um relacionamento. Arata é mais calmo e não costuma mostrar muito seus sentimentos, já Nika é uma garota mais ansiosa e objetiva! Claro que sempre existem os vilões para atrapalhar o romance e, além disso, temos os problemas de pessoais de cada um: Nika com sua dupla personalidade e Arata com problemas familiares. 



No quesito atuação, os atores principais são ótimos, a atriz Nishiuchi Mariya está perfeita no papel e o ator Kiriyama Renn (que foi um Kamen Rider) também, representando muito bem os personagens que são baseados no mangá! No entanto, não posso deixar de comentar que o drama às vezes chega a ser um pouco forçado, mas isso não tira a graça de “Switch Girl”, que tem todos os elementos que uma boa comédia romântica pede! 

Pers 



Kraft Lawrence é um jovem comerciante que viaja vendendo vários produtos de cidade em cidade para ganhar a vida, já que seu sonho é ter sua própria loja. Um dia, em suas viagens, Kraft para na cidade Pasloe e encontra em sua carroça uma mulher lobo, uma espécie de divindade chamada Horo, que aparenta ser uma adolescente. Horo é a deusa da colheita e quer voltar a sua terra, além de também viajar e ver como o mundo mudou nos anos todos em que ela se manteve cuidando das colheitas. Por isso, Horo faz um acordo com Lawrence e passa a viajar com ele, ajudando-o com sua sabedoria.



O anime mostra bem as questões econômicas na era medieval, a opressão da igreja, principalmente nos aspectos econômicos e toda a estrutura social da época, sem deixar, claro, o romance de lado! No entanto, apesar da diferença entre os protagonistas ser gritante, a Igreja, Cloe (amiga de Lawrence) e a cobiça alheia é o que o realmente atrapalha os dois.

“Ookami to Koushinryou” tem seus momentos de tensão, mas é um anime com um ritmo lento. Pouco a pouco Horo vai se interessando como mulher por Lawrence e ele por ela, já eu não conseguia parar de pensar na verdadeira forma dela: uma loba gigante e poderosa.



O anime tem algumas cenas de ação, mas o mais interessante mesmo é ver como os dois protagonistas conseguem escapar de várias armadilhas que preparam para eles ao longo da história. O final não foi do jeito que eu gostaria que fosse, mas fiquei feliz em saber que tem uma segunda temporada! Quem sabe nessa a série tem um final mais digno!

PS: Quem faz a voz de Kraft Lawrence é o seiyuu Jun Fukuyama, o mesmo que faz o Watanuki de “xxxHolic”, entre outros excelente trabalhos!

Pers 



Já tem algum tempo que nós do grupo “Chá com blog versão Otaku” estamos pensando em lançar uma tag e com muito esforço decidimos o tema: anime- “Tamako Market” 

Eu adorei a escolha porque primeiro, eu não conhecia o anime e segundo, quando comecei a assistir dei muita risada. 

Tamako é uma garota simples, filha de um dono de uma loja que vende mochi (bolinho feito de arroz moído em pasta e depois moldado). Seu pai vive brigando com o seu rival, pai de seu melhor amigo de infância Mochizou. O rapaz é apaixonado pela Tamako e ela nem sonha com isso. Como se já ter uma vida bem agitada tendo que ajudar seu pai na loja não fosse suficiente, a garota encontra um estranho pássaro que fala e que acredita que Tamako está apaixonada por ele. Dera, o pássaro, diz que está a procura de uma noiva para o príncipe da ilha em que mora, mas acaba ficando na casa de Tamako por comer muito mochi e não conseguir voar por causa de seu peso. 



Dera é muito engraçado e é também um tipo de projetor que pode se comunicar com seu príncipe, mas só quando ele está inconsciente, ou seja, dessa forma ele nunca fala com seu dono! Dera, apesar de fanfarrão, tem seu lado mais sério e até ajuda Midori (amiga de Tamako) a entender seus sentimentos pela amiga, o que parece ser bem maduro partindo dele. Dera também se apaixona por Asagiri, uma garota fria e distante que estuda na mesma escola que Tamako, mas a menina não dá muita bola para ele, ainda que aos poucos ela vai se acostumando com o ambiente em que Tamako vive e acaba gostando de ter mais companhia, já que ela é bastante soltaria. 

Além desses personagens, outros secundários também ajudam a dar um ar mais leve na série, como todos os comerciantes do Distrito Comercial, lugar em que a família de Tamako mora e trabalha. São todos quase como uma família e é difícil sai de lá sem receber alguma coisa deles! 



“Tamako Market” é um anime que mostra bem o cotidiano de uma garota normal e por ter um tom mais leve deixa de abordar muitos temas mais sérios, como o sentimento amoroso de Midori por Tamako, assim como deixa de explorar muito personagens e não finaliza o triângulo amoroso da história. Apesar de Tamako ser a protagonista, acho que Dera e Midori roubam muitas vezes a cena, principalmente por Tamako ser uma personagem pouco desenvolvida, tornando-se apagada muitas vezes. 

No entanto, apesar dos pontos negativos do animes, eu acho que “Tamako Market” é um slice of life bem engraçadinho e gostoso de assistir, só não espere dramas mais complexos, porque isso vocês não irão ver.

Outros blogs participando da tag:

Our Otaku Life
Ipirados
Prochosk
Angel Girls

Pers

Eu esperei ansiosamente o site “Heaven of Templation” terminar de traduzir o mangá “Hapi Mari”, para que eu pudesse ler por completo, já que a autora é a mesma de um dos meus mangás favoritos: “Private Prince”, a mangaká Enjouji Maki. 

Obviamente por ser da mesma autora, os traços de “Hapi Mari” são muito parecidos com o do “Private Prince”, mas o enredo e a personalidade dos personagens são bem diferentes. Hokuto Mamiya é um cara bastante arrogante e frio, que administra uma parte das empresas da poderosa família Mamiya. Takanashi Chiwa é uma garota super dedicada a seu pai, que é um apostador e vive devendo para agiotas. Para ajudar a pagar as contas de casa, Chiwa trabalha num clube à noite, como anfitriã, até que um dia Hokuto vai até ela e a propõe em casamento, já que seu avó conhecia a avó da moça e quer que seu neto se case com ela.

 
No primeiro instante Chiwa rejeita completamente a ideia e a situação só piora quando ela descobre que Hokuto é o presidente da empresa em que trabalha! Porém, devido a situação financeira que vive, graças ao seu pai que está sempre devendo, a garota decide aceitar o pedido de Hokuto e ambos se casam. Claro que a relação dos dois a princípio é bastante conturbada, Chiwa se apaixona por Hokuto, mas não confia totalmente nele, mesmo porque ela acha que tudo que ele faz é porque ele foi “obrigado” a se casar com ela. Além disso, os dois não têm um contato mais íntimo e Chiwa ainda é virgem. 

Com o passar do tempo, Hokuto também se apaixona por Chiwa, mas a relação continua conturbada, pois Chiwa sente dificuldade em se adaptar a fazer parte de uma família rica, sem contar os problemas diários de um casamento. Hokuto tem muita dificuldade em mostrar seus sentimentos, mas passa a considerar Chiwa sua única família, já que guarda um enorme rancor de seu pai. Já Chiwa tenta a todo custo unir pai e filho.

 

A história do mangá é muito boa, mas senti falta de personagens secundários, já que toda a trama é centrada nos protagonistas, o que às vezes pode deixar a história cansativa. Entretanto, “Hapi Mari” é um bom josei e a evoluação dos personagens é o que mais agradou na obra, além, claro, do romance apresentado! 

Pers