Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Esses dias estava organizando minhas pastas de mangás e separando os que são mais inocentes dos mais picantes, pois nunca se sabe quando os sobrinhos podem invadir seu notebook! 

Daí me deparei com "Beast Master" que é um mangá que os sobrinhos podem ler sem nenhum problema! A história, escrita pela mangaká Kyousuke Motomi, fala da protagonista Yuiko, uma garota que adora animais, mas os animais não gostam dela! Até que ela conhece Leo Aoi, um aluno que veio da África, que por conta de seu aspecto selvagem todos têm medo dele, mesmo porque quando o rapaz resolve brigar ele realmente parece uma fera demoníaca. Porém, os animais adoram o garoto e por causa disso Yuiko passa a se interessar por ele e Leo vai aos pouco se tornando mais civilizado. Nem preciso dizer que eles se apaixona, né?




"Beast Master" é um anime com apenas 2 volumes, super simples, com um enredo até que previsível, mesmo debatendo questões interessantes, como as aparências, e a protagonista não é daquelas com frescuras, o que a faz ganhar pontos comigo! Além do mais, o casal protagonista é adorável e deve agradar o público que gosta de shoujo.

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Hachiman Hikigaya é um rapaz com sérios problemas sociais e ao escrever uma redação que mostrava bem seu estado de espirito, sua professora, daquelas bem malucas, resolve colocá-lo no clube de “serviços voluntários”. Composto inicialmente apenas por Yukino Yukinoshita.

Yukino é uma moça muito bonita e super inteligente, mas por ter sofrido muito no passado por conta de sua beleza, se isola por completo. Logo em seguida conhecemos Yui Yuigahama, que também passa a integrar o grupo, só que ao contrário de Yukino, Yui é bastante comunicativa, porém, muito insegura, daquelas que se deixa ser capacho dos outros só pra não ficar sozinha.



Ao longo da série, o clube vai ajudando outras pessoas da escola: como um garoto que tem a síndrome da oitava série, outro que precisa ajudar o clube de tênis, Saika Totsuka (responsável pelas apelações estilo shotacon e yaoi), e até mesmo um dos mais populares da escola precisa da ajuda do clube. No entanto, Hachiman continua sendo um rapaz desconfiado, acreditando que é um urso solitário sem amigos, sendo bastante conformista com a situação. Aliás, um ponto positivo na série é a complexidade dos personagens, bem escondida e bem exposta em determinados momentos do anime.

“Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru” é bastante agradável, com personagens que vão se desenvolvendo ao longo da série e quando digo desenvolver não significa que eles mudam de personalidade e resolvem seus problemas, apenas aprendem com as circunstâncias. Talvez o anime não agrade a todos, mas eu gostei principalmente pelo tema abordado: a dificuldade em interagir que muitos adolescentes e até mesmo adultos possuem. A solidão, inclusive, pode acompanhar quase a vida inteira de uma pessoa, começando na adolescência e nós sabemos que os adolescentes podem ser bem cruéis quando querem! 



Enfim, “Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru” me agradou bastante, mas não esperem comédia de morrer de rir (a não ser pelo teatrinho yaoi no episódio 11), mas sim um anime bem sarcástico, irônico, com diálogos bem elaborados e personagens não tão superficiais.

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Quando eu li “Uwasa No Midori-Kun” pela primeira vez eu não quis escrever sobre o mangá, eu tinha sentimentos muito confusos em respeito a ele. Hoje eu continuo tendo!

Midori Yamate é uma garota ingênua que mora numa pequena ilha. Um dia, Tsukasa Hino, um estudante escolar, jogador de futebol principal de sua escola, aparece e ensina Midori a jogar futebol. Logo a garota se apaixona por ele e perde sua virgindade. Porem, logo em seguida Midori descobre que Tsukasa não sentia nada por ela, apenas a usou por sexo. Jurando vingar-se, Midori deixa sua ilha e se inscreve, como menino, na escola rival de Tsukasa, e conhece Kazuma Shinbashi, que se torna seu melhor amigo (e um pouco mais do que isso).

Eu não gosto muito de mangás/animes com essa premissa: meninos que se vestem de meninas e meninas que se vestem de meninos, mas quando comecei a ler o mangá eu fui picada pelo bichinho da curiosidade e li até o final para saber o desfecho! Isso porque a história tem um incrível triângulo amoroso que você não consegue descobrir de forma alguma com quem Midori vai ficar até chegar no último capítulo!

Midori e Tsukasa

Agora, o motivo da minha confusão fica por conta da forma como a história é conduzida. Primeiramente a protagonista Midori: ingênua ou descarada? Não sei, por vezes achava ingênua, outras vezes descarada. Por ser “smut” eu já esperava cenas de sexo em que a garota diz não, mas o rapaz a força e ela aceita. Porém, a autora quer tratar o tema como se a Midori realmente odiasse o Tsukasa?! Acho difícil, ela não perde a oportunidade de aproveitar as cenas “calientes” com o garoto! Portanto, a protagonista não convence, de forma alguma.

Depois, mesmo sendo “smut” as cenas de sexo são irrelevantes demais, qualquer motivo é pra Midori aparecer pelada e transando. Isso porque ela está fingindo ser menino, imagina se não estivesse!

Midori e Kazuma

Acho o que realmente pode ser positivo é a personalidade complexa de Tsukasa, que fica entre vilão e mocinho o tempo todo! Às vezes você o odeia, às vezes você tem pena dele. Já Kazuma é tão bonzinho que às vezes agrada e outras vezes irrita! Ou seja, excluindo a protagonista, os personagens são até que intrigantes! Além disso, por ser um triângulo amoroso que não demonstra desde o principio quem vai ficar com quem, é possível que muita gente até se envolva com o mangá.

Resumindo: Pra quem gosta de romance pode gostar de “Uwasa No Midori-Kun”, mesmo odiando a protagonista, como eu, mas é melhor não torcer logo de cara por ninguém pra não se decepcionar.


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Princesa Mononoke (1997), de Hayao Miyazaki, é o tema da TAG do grupo do facebook Chá com blog versão Otaku! E confesso que adorei a escolha, fazia tempo que eu queria mesmo ver esse filme!

Ashitaka é um príncipe em sua aldeia, um bom rapaz, que ao salvar sua tribo de um demônio acaba sendo amaldiçoado por ele. Pra tentar se livrar da maldição, Ashitaka viaja até outra aldeia, a fim de encontrar o deus da montanha, para assim pedir que ele o cure. No caminho, perto da floresta poderosa que abriga o espírito, Ashitaka conhece San, uma moça guerreira, filha adotiva de um deus Lobo que está a todo custo tentando salvar a floresta. Ashitaka também encontra uma fortaleza de ferro comandada por uma chefe poderosa, Lady Eboshi, que está tentando matar os espíritos, para assim conseguir explorar a floresta e seus poderes.



Ashitaka descobre que foi a poderosa chefe da fortaleza que expulsou o demônio javali que vivia lá e por conta disso ele ficou carregado de ódio e quis matar a todos. Porém, uma dos aspectos mais interessantes do filme é que a chefe não é exatamente uma total vilã. Lady Eboshi abriga todas as prostitutas, dando emprego a elas e tem como empregados leprosos que fabricam armas. Quando ninguém mais queria ficar perto deles, por conta da doença, ela foi a única que os acolheu.

No entanto, os deuses estão enfurecidos com os humanos que tentam destruí-los e uma guerra é eminente, no meio dela está Ashitaka, San e mais alguns interessados nos poderes da floresta!



Sabe-se que Ashitaka é uma boa pessoa, mas pouco se conhece sobre San até metade do filme! Porém, sem sombras de dúvidas é Lady Eboshi a personagem mais intrigante e complexa da história. Já o alívio cômico fica pelas mulheres da fortaleza, que praticamente comandam tudo e possuem os homens como submissos, quase como uma sociedade matriarcal!

“Princessa Mononoke” expõe com clareza a dicotomia entre homem e natureza, trabalhando o tema da forma que somente o Hayao Miyazaki consegue, ou seja, apesar da violência exposta (muito sangue, morte e mutilação) é ao mesmo tempo um filme sensível, inteligente, com uma ótima trilha sonora!

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“Noragami” é um anime de 12 episódios que envolve sobrenatural, drama e comédia, que me cativou logo no primeiro episódio.

Hiyori é uma colegial comum que um dia ao salvar um rapaz de ser atropelado quase morre! Na verdade, além de quase morrer muda completamente o rumo da sua vida, isso porque o rapaz em questão é Yato, um antigo deus da calamidade. Atualmente Yato é um deus pobre, sem templo, sem ter dinheiro nem pra comer, que vive de trabalhos esporádicos, os mais bizarros possíveis, diga-se de passagem. Como se tudo isso não bastasse, Yato também está sem um instrumento divino, que é um espirito de humano que já morreu, mas que se transforma em arma na mão de um deus.



Hiyori depois do acidente começa a se envolver com o Yato, já que seu espirito sai constantemente de seu corpo e assim ela o acompanha, buscando um modo de voltar ao normal, tanto que está com ele quando o deus encontra um novo instrumento divino: Yukine, um adolescente que a princípio parece ser meigo, mas que esconde muita complexidade e problemas.

Ao longo do anime os três acabam se tornando grandes amigos, mesmo porque Hiyori é fundamental quando Yukine começa a fazer coisas erradas e atinge quase que fatalmente Yato. Porém, o mais interessante é saber mais sobre o passado do Yato, que já foi um deus realmente odioso e possui inimigos muito fortes. Outro ponto intrigante do anime é a Nora, uma garota que já foi instrumento divino do Yato e que hoje em dia é instrumento divino de vários deuses ao mesmo tempo, o que é considerado vergonhoso. Nora é a verdadeira vilã da história e o motivo disso está intrinsecamente relacionado com o passado do Yato.



Quanto aos personagens, Hiyori não é uma protagonista chata ou Moe (o que poderia me irritar), Yukine carrega a parte mais dramática e Yato sem dúvida é o responsável pelo alivio cômico! 

Noragami não é um anime pra ser levado muito a sério, embora possua uma carga dramática considerável, mas ao mesmo tempo é um anime leve e descontraído, com situações bem engraçadas, pena que só teve 12 episódios.

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Essa foi mais uma indicação do Eiti do blog Our Otaku life e como sempre ele acerta! Eu simplesmente amei o anime!

Yugo Hachiken é um garoto que não sabe o que fazer da vida e vai estudar num colégio interno no campo, totalmente diferente de sua vida na cidade. Não sabemos bem o motivo da radical mudança, apenas que ele possui problemas familiares e que não sabe o que fazer do seu futuro.



A adaptação à vida no campo não é fácil, novas matérias, novos amigos, uma nova vida que inclui levantar às 4 da manhã todos os dias e ser obrigado a participar de um clube. Porém, aos poucos Hachiken vai se adaptando e criando novas amizades, tantos que se apega a um porquinho muito fofo, passa as férias trabalhando na casa de uma amiga e até faz uma noite de pizza no campus! 

No entanto, o maior problema de Hachiken é com os animais, já que ele não encara a morte dos bichos com tanta facilidade e essa sensibilidade é problemática para sua sobrevivência, mesmo porque o rapaz não consegue ser vegetariano (nem eu!). O dilema percorre o anime, mas apesar de ter um fundo mais sério, “Gin no saji” é divertidíssimo e mesmo usando e abusando do anticlímax eu morri de rir todas as vezes que acontecia!



Tudo no anime me pareceu perfeito, o enredo, o bom desenvolvimento dos personagens, os coadjuvantes e seus problemas, abertura e encerramento, enfim, o anime acabou se tornando um dos meus favoritos, não só pela comédia, mas principalmente por conseguir levantar dilemas de forma simples, sem muito drama.

Pra quem quer se divertir ou acompanhar um anime no mínimo interessante eu super recomendo!

PS: tem segunda temporada que eu em breve assistirei!

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Já faz muito tempo que me torram a paciência pra ver “K-ON”! Acontece que eu não tenho muita calma para o Moe em sua essência, com aquelas garotas querendo ser fofas o tempo inteiro. Porém, devido a insistência do meu amigo Humberto, um dos criadores de conteúdos da Japanholic’s (pagina no facebook), eu comecei a assistir ao anime.

Yui é uma garota que resolve entrar para um clube de música da escola, apesar de não saber tocar nada! Logo a principio a gente vê que ela se dá bem com suas amigas que a apoiam até mesmo quando ela não tem dinheiro pra comprar uma guitarra! Pronto, esse é o enredo! A partir daí a história mostra a amizade das meninas e uma certa evolução delas em termos musicais.



Obviamente que como o Moe agrada a maioria dos otakus eu não me surpreendi com a popularidade de “K-ON”, que virou marca de diversos produtos! Para um anime que não tem foco algum ou plot consistente, “K-ON” é agradável, principalmente por ser leve e divertido, um puro produto de entretenimento.

Se eu disser que não gostei, estarei mentindo! O fato é que o Moe na sua forma mais excêntrica me irrita profundamente, principalmente por fazer de bons personagens no mínimo apelativos ou superficiais, mas eu entendo que isso é uma questão muito pessoal e que muitos não concordam comigo. Entretanto, apesar do anime não fazer meu gênero eu confesso que me diverti muito com as meninas e me peguei cantando suas músicas. A minha preferida das garotas é a Ritsu por ser a mais espontânea e engraçada, talvez até mesmo por ser a menos moe do grupo e por tocar bateria, que é um instrumento mais agressivo. Porém, para falar bem a verdade, não peguei birra com nenhuma delas, o que geralmente acontece quando vejo uma personagem moe, principalmente num harém. 



Enfim, “K-ON” é no mínimo agradável, daqueles animes que você assiste e nem percebe que está acabando, além disso, como brinde você ainda pode escutar boas músicas!


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Hoje estou aqui apenas para divulgar um post bastante interessante do blog OtomeGatari que fala sobre o termo “normalfag”. 

Bom, existem controvérsias em relação ao uso do termo, mas o post em si fala sobre aquele tipo de pessoa que acha que determinados animes, como SAO, por exemplo, são os melhores do mundo, ignorando propositalmente seus defeitos. A questão gira em torno do motivo pelo qual nos tornamos tão preconceituosos em relação a essas pessoas. Por que temos sempre que ver e analisar um anime muitas vezes pondo de lado a diversão? Qual o problema ver algo "just for fun" e gostar?

Enfim, é um texto pra ler e refletir, por isso, estou compartilhando-o aqui no blog!


Boa leitura!

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Faz tempo que vejo as pessoas comentando sobre esse anime, principalmente sobre “White Album 2”, e na esperança de ver um bom romance, comecei a assistir!

Toya é um rapaz que namora a cantora Yuki, eles se conhecem há muito tempo, mas agora que ela está fazendo mais sucesso o tempo para se encontrarem ficou bem menor! Toya é rodeado de mulheres e como todo harém que se preze ele é um tapado que não enxerga o sentimento das garotas ao se redor. Já Yuki tenta a todo custo conciliar o tempo do trabalho com o rapaz e começa ter a ajuda de sua grande ídolo, Rina. Para piorar um pouco a situação dos dois, quando Yuki está prestes a lançar seu CD sua empresária faz de tudo pra atrapalhar seu romance, flertando descaradamente com Toya, que como bom covarde não consegue se livrar da pressão da mulher.



O anime começou de uma maneira muito boa, mas depois o harém foi me irritando, já que eu detesto ver um bando de garotas carentes atrás de um cara que não tem nada demais e lesado pra burro pra perceber o interesse delas. Além da Yuki, da empresária e da relação ambígua com Rina, ainda temos uma estudante de vestibular, uma amiga mais velha e uma mais nova atrás do Toya! 

“White álbum” tem um enredo muito interessante, mas a construção dos personagens é péssima. Toya tem sérios problemas de personalidade, se deixando levar por todos a sua volta, ficando sem saber se corre atrás ou desiste da Yuki, prolongando essa situação até não poder mais, alimentando muitas vezes o interesse das outras garotas por ele, ficando assim, estagnado.



Toya é um personagem fraco e enrola todas as garotas que gostam dele com sua amizade. Ao menos as personagens femininas possuem mais personalidade ao lutar por ele, mesmo sabendo que ele ama a Yuki. Outro ponto positivo são as músicas e os diálogos internos do Toya, que aparecem escritos na tela.

Enfim, “White Album” é um anime que tinha tudo pra ser bom, mas não foi, deixou a desejar no quesito personagens e até mesmo no enredo ao não explorar de maneira satisfatória o ambiente artístico e muito menos o próprio ambiente em que Toya vive. Tudo numa narrativa arrastada e sem criatividade, uma pena porque poderia ter sido bem melhor.

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Eu esperei, esperei e esperei para que estivesse devidamente legendada a segunda temporada para eu poder assistir, não queria passar por muita ansiedade, tendo que esperar lançar o próximo episódio! E devo dizer, estava certíssima, porque a segunda temporada de “Chihayafuru” é tão boa quanto a primeira, fazendo a gente assistir a tudo quase de uma vez!

O anime começa da mesma forma que terminou a primeira temporada: o clube de Karuta procurando novos membros, mas deve vez a beleza de Taichi ajuda de alguma forma e uma nova garota aparece na trama, pronta pra conquistar o rapaz e não se importando muito com Karuta. O clube também ganha um novo integrante que está ansioso para ganhar umas partidas e orgulhar seus irmãos!


Ayase continua querendo fazer com que todos se apaixonem por Karuta e sem enxergar um palmo diante do nariz, mas devo dizer que eu acho que essa segunda temporada explora bem mais a evolução dos personagens, principalmente o de Taichi, que inúmeras vezes rouba a cena.

O anime continua mostrando o jogo de Karuta de maneira poética, inclusive em alguns diálogos, mas quando começa a competição por equipe a coisa muda completamente e lá está novamente a tensão que só um jogo de Karuta pode demonstrar! Cada integrante do grupo com suas próprias preocupações, seus próprios desafios a serem superados e o gosto amargo de cada derrota estampado em cada um, assim como a felicidade em conquistar cada carta. Além disso, devo dizer que as partidas finais são de tirar o fôlego, principalmente quando você nem respira pra ver a jogada e parece uma piadinha pra quebrar o clima!


Quanto ao Arata, ele aparece mais nessa temporada e de certa forma tenta se aproximar de seus amigos. Também conhecemos mais um pouco da personalidade da Rainha e novos competidores de Karuta aparecem com histórias interessantes!

Eu realmente não entendo porque algumas pessoas acham o anime parado, eu quase morro de tensão em cada jogada, uma vez que “Chihayafuru” não é previsível e você nunca sabe quem vai ganhar as partidas! E é por isso mesmo um dos animes preferidos, fico agora torcendo por uma terceira temporada!


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“O Jardim das palavras” (Kotonoha no Niwa - The Garden of Words) foi produzido pela CoMix Wave e dirigido por Makoto Shinkai, que simplesmente conseguiu produzir uma obra de arte de apenas 45 minutos!

Takao é um jovem rapaz que sonha em ser designer de sapatos e Yukino é uma mulher mais madura, professora, que precisa superar o passado e sua melancolia, eu diria até que depressão. Ambos não possuem nada em comum a não ser seus próprios medos e batalhas internas, mas um dia o destino resolve juntá-los em um parque em um dia chuvoso. A partir de então surge uma bonita relação entre os dois em que a cada momento de chuva é ansiado por ambos.



Takao é um rapaz super responsável que cuida da casa, trabalha e estuda (apesar de cabular as aulas quando chove), tem um mãe que costuma beber com frequência e que o abandona para morar com o namorado. Já Yukino é uma mulher sozinha que sofreu no passado uma grande injustiça que destruiu sua vida profissional.

Eu diria que a cada encontro os protagonistas fazem um tipo de terapia, como se a chuva representasse um momento de choro, de desabafo e que quando ela passa o sol aparece para eles seguirem novamente suas vidas. Por isso, o elemento chuva não está na obra apenas para forçar o encontro dos protagonistas, mas também como um símbolo dos anseios de casa um. No entanto, as palavras de desabafo não são ditas, são sentidas porque o filme apesar do nome nos mostra toda a história muito mais de forma narrativa do que dialogada. Os diálogos aparecem apenas quando são estritamente necessários.



Em apenas 45 minutos Makoto Shinkai consegue desenvolver bem os personagens que evoluem ao longo do filme, de maneira simples e bem trabalhada. Obviamente, o casal é cativante, principalmente pela amizade que surge “do nada” e pelo cuidado que cada um tem pelo outro. Além disso, o cenário do parque em que Yukino e Takao se encontram é belíssimo, bastante agradável de ver.

“O Jardim de palavras” é filme admirável, não só com um enredo bonito e inteligente, que nos dá uma sensação de calma e recomeço, como também no seu aspecto estético e sua originalidade. Super recomendo.

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Enquanto eu ainda não assisto ao último filme do Hayao Miyazaki resolvi ver os filmes dele que eu ainda não vi, começando pelo “O Serviço de entrega da Kiki”, que foi baseado na novela de mesmo nome, publicada pela Fukuinkan Shoten em 1985. Aliás, o filme foi o primeiro que estúdio Studio Ghibli lançou em parceria com a Disney!

Kiki é uma garotinha filha de uma bruxa que vive feliz em sua cidade, rodeada de amigos e familiares, mas ao completar 13 anos precisa viajar e passar por treinamento de 1 ano, aprendendo a se virar sozinha. 

Eu achei muito bonito os pais da Kiki apoiarem seu treinamento, apesar de saberem que ela tem apenas 13 anos e ficarem preocupados com ela sozinha. Também achei interessante o fato dos amigos e familiares saberem que ela e a mãe são bruxas, como se isso fosse super normal, o que faz com que a magia do filme fique ainda mais intrigante e bonita.



Kiki é espontânea, divertida, ingênua e viaja na companhia de seu petulante gato preto, mas a viagem começa e termina rápido porque logo ela encontra uma cidade pra ficar, uma cidade grande com gente de todo tipo, pessoas que gostam dela e pessoas que a encaram com estranheza. Osoro é uma que adora a Kiki, dona de uma padaria, ela hospeda a bruxinha e a ajuda a realizar seu objetivo: ter um serviço de entrega. Osono e seu companheiro padeiro acabam se transformando em quase pais para Kiki, tanto que na primeira entrega dela o padeiro só sossega quando ela volta.



Além de ver a Kiki aprendendo a se virar sozinha, a cada entrega conhecemos um personagem novo, além do fato da bruxinha, apesar de não querer, ter um amigo bem interessado nela. Engraçado que a Kiki age com birra sempre que o garoto aparece, e o pobre é tão gentil com ela!

Como todo o filme do Miyazaki, “O serviço de Entrega da Kiki” é um filme lindo, bonito e mostra bem a passagem da pré-adolescência para a adolescência, embora às vezes Kiki se comporte como uma verdadeira adulta, passando pelo entusiasmo da nova vida, a depressão por estar em um lugar desconhecido e sentindo novamente confortável com os desafios. Enfim, um excelente filme, repleto de aprendizado e personagens cativantes.

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