“Ao haru ride” é uma adaptação do mangá da Io Sakisaka, a mesma do excelente Strobe Edge! O mangá foi publicado pela Bessatsu Margaret, a mesma de Lovely Complex, mas é do anime, de apenas 12 episódios que vou comentar!
Futaba é uma moça bonita, meiga e esperta que um dia se declarou para Kou, o rapaz que ela sempre gostou, mas por conta de um mal entendido ele não aparece no encontro marcado e depois sai da escola. Anos depois, cansada de estar só e julgada por sua aparência, Futaba resolve eliminar sua feminilidade para assim as outras garotas não sentirem inveja dela e se tornarem suas amigas. O plano funciona e Futaba se torna uma garota moleca, engraçada e meio tímida. No entanto, Kou (conhecido agora como Mabuchi) reaparece e antigos sentimentos voltam com tudo, mas o rapaz acredita que agora as coisas não podem ser como antes, uma vez que Kou guarda muitos ressentimentos por conta de um acontecimento familiar.
O anime gira realmente em torno dessa nova relação entre Futaba e Kou e como ambos mudam ao longo da história, mas outros personagens também aparecem no anime como a simpática Yuri, a séria Murao e o fofo Kominato. Todos, meio que sem querer, acabam se tornando amigos, o que é muito importante tanto para Futaba, que deixa de lado suas amigas falsas, como para o Kou, embora ele não admita. Para mim, Futaba foi a personagem que mais mudou no anime, deixando de ser a moça insegura em relação às amizades, passando a ser uma garota perseverante, disposta a sanar as feridas de Kou e tentar entendê-lo, ainda que ela possa se magoar no processo. Já Kou é o personagem mais complexo e difícil, que carrega toda a carga dramática do anime devido a seu passado. Aliás, achei bastante compreensível as reações de Kou uma vez que você descobre como ele se sente, afinal também já perdi um ente querido e sempre fica aquela sensação de que não deu tempo de fazer o que queríamos. Quase como se ficasse uma mensagem no ar para aproveitarmos o agora, porque depois pode ser tarde demais.
“Ao haru ride” possui enfoque nas emoções dos personagens e por isso ele deixa de ser uma anime leve e descontraído, passando a ter tons mais dramáticos conforme vamos acompanhando a história. Claro que com a Futaba sempre existe um alívio cômico, mas o principal é sem dúvida os sentimentos, principalmente, mas não exclusivamente, dos protagonistas. Acredito que a maior preocupação de quem acompanha o mangá era saber como tudo isso seria transformado no anime, sem que perdesse a profundidade e acho, sinceramente, que conseguiram.
Apesar de serem escritos por mangakás diferentes, Kimi ni Todoke e Au haru Ride me parecem ter traços bem parecidos, talvez por terem sido produzidos pela Production I.G e ambos possuírem sensibilidade e delicadeza, mas obviamente guardadas as devidas diferenças de enredo e personagens, uma vez que, ao menos pra mim, “Ao haru ride” possui personagens mais trabalhados. Em relação à trilha sonora eu simplesmente não consigo tirar a opening da minha cabeça! Quem gostou também pode conferir outros trabalhos de HoneyWorks, que são sensacionais!
Resumindo: Como super fã de shoujo e eu adorei que a adaptação para o anime, ainda que o Toma tenha demorado muito para aparecer! E como ele tem papel importante no mangá, ficarei torcendo para uma segunda temporada, para que assim todos nós possamos continuar acompanhando a série!
Pers





































