Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Seishuu Handa é um jovem famoso em caligrafia, mas um dia em uma de suas exposições perde o total controle ao ouvir um senhor fazendo severas críticas de sua obra, tanto que agride fisicamente o tal senhor. Diante disso, Seishuu é forçado a ter umas férias e vai parar num lugar super pequeno, que funciona quase como uma vila, em que todos se conhecem. Assim, o protagonista conhece Naru, uma pequenina que sempre invade sua casa em busca de diversão, entre outros habitantes do lugar como Miwa e Tamako, duas garotas que antes usavam a atual casa de Seishuu como um clube e Hiroshi, o filho do líder local.

O anime vai mostrando pouco apouco a adaptação de Seishuu ao lugar e sua tentativa de se tornar novamente o melhor em caligrafia, pois apenas ser bom não basta. Seishuu persegue como louco a perfeição e parece um louco realmente quando está envolvido no trabalho. A adaptação não é fácil, principalmente porque privacidade não existe no local, todos aparecem e entram na sua casa quando bem entendem! Além disso, a tecnologia parece que não chegou ao lugar e Seishuu realmente se isola do mundo em que vivia antes. Por outro lado, o protagonista começa a aprender sobre a simplicidade da vida e vamos vendo seu amadurecimento ao longo da série. Tudo isso com uma boa dose de comédia non sense e com um drama nada pesado, como se o autor diluísse a parte do drama ao longo da série. Dessa forma, ninguém percebe a densidade da obra, ainda que ela esteja lá, bem presente nos mínimos detalhes, em curtos diálogos, em metáforas que relacionam coisas simples da vida com a situação profissional do protagonista.



As pessoas do povoado são simples, um grande contraste com a personalidade de Seishuu e essa troca entre o simples e humilde com o moderno e culto acaba sendo ótima para todos, principalmente para Seishuu que começa a perceber que o equilíbrio entre a perfeição e o original não é nada simples. Aliás, esse é um dos temas trabalhados no anime, a questão da originalidade artística, uma vez que ele sabe perfeitamente fazer aquilo que se deve fazer para ser bom em caligrafia, mas não consegue colocar sua própria originalidade na obra, algo que ele aprende aos poucos à medida que vai vivendo uma vida simples e normal. O local em que vive, apesar de ser um povoado pequeno, faz com que ele aumente e muito sua criatividade, principalmente porque Naru o ajuda e muito com seu modo espontâneo de ser.

O anime está repleto de personagens carismático, como as crianças, as duas adolescentes folgadas, entre outros. Eu confesso que no começo eu torci o nariz para a relação de Seishuu com a Naru, com medo de ser um tipo de Usagi Drop (mangá), mas a relação ficou mesmo no quesito amigos, com a inocência que se deve ter.

Por fim, “Barakamon” é um anime de alta qualidade por possui um bom enredo que dilui o drama e mistura com a comédia, além, é claro, de possuir personagens simpáticos e desenvolver bem a problemática do protagonista.

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"Love Celeb" é da minha querida mangaká Mayu Shinjo, conhecida por escrever romances smut, ou seja, com cenas mais quentes de sexo, afinal, as mulheres também merecem um estilo mais ecchi voltado para elas!

Em "Love Celeb" conhecemos Kirara, uma garota de 16 anos que sonha em ser uma estrela famosa, mas é super ingênua e quando seu empresário diz que ela precisa “agradar” a certos homens do show business ela não entende bem o que ele quer dizer e assim acaba participando de uma reunião que o intuito era qualquer coisa, menos falar! Ou seja, a protagonista descobre o famoso “teste do sofá”. Porém, um jovem rapaz a salva de ser assediada e ele é nada mais nada menos do que o neto do primeiro-ministro do Japão, uma rapaz de cabelos prateados super poderoso!



Kirara então deixa de ser assediada por velhos babões, passando a se envolver com Gin e se você pensa que a menina não queria os outros por serem feios e o Gin sim por ser bonito, você está certo! Bom, mais ou menos, é que à medida que a Kirara vai conhecendo melhor Gin ela descobre que além de rico e bonito ele tem um bom coração. Que mulher não se apaixonaria, não é? Só que Kirara não se declara facilmente para Gin e na verdade nem ele para ela e por isso ficamos no chove no molha, entre cenas pra lá de quentes e outras entre em que Gin não sabe o que sente por Kirara e ela com medo de se confessar e Gin achar que ela está interessada no dinheiro dele!



Vale destaca que Kirara tem talento mesmo, só precisava que alguém acreditasse nela, o que Sakuya (produtor musical) percebe! Outros personagens aparecem no mangá, mas infelizmente não foram muito desenvolvidos pela mangaká. E falando em personagens, Gin segue o padrão sexy e possessivo da Mayu e Kirara o patrão de menina dócil, meiga e ingênua. 

O mangá tem 7 volumes e indico apenas para quem realmente gosta de um romance hot, leve e descontraído.

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“Ao haru ride” é uma adaptação do mangá da Io Sakisaka, a mesma do excelente Strobe Edge! O mangá foi publicado pela Bessatsu Margaret, a mesma de Lovely Complex, mas é do anime, de apenas 12 episódios que vou comentar!

Futaba é uma moça bonita, meiga e esperta que um dia se declarou para Kou, o rapaz que ela sempre gostou, mas por conta de um mal entendido ele não aparece no encontro marcado e depois sai da escola. Anos depois, cansada de estar só e julgada por sua aparência, Futaba resolve eliminar sua feminilidade para assim as outras garotas não sentirem inveja dela e se tornarem suas amigas. O plano funciona e Futaba se torna uma garota moleca, engraçada e meio tímida. No entanto, Kou (conhecido agora como Mabuchi) reaparece e antigos sentimentos voltam com tudo, mas o rapaz acredita que agora as coisas não podem ser como antes, uma vez que Kou guarda muitos ressentimentos por conta de um acontecimento familiar.


O anime gira realmente em torno dessa nova relação entre Futaba e Kou e como ambos mudam ao longo da história, mas outros personagens também aparecem no anime como a simpática Yuri, a séria Murao e o fofo Kominato. Todos, meio que sem querer, acabam se tornando amigos, o que é muito importante tanto para Futaba, que deixa de lado suas amigas falsas, como para o Kou, embora ele não admita. Para mim, Futaba foi a personagem que mais mudou no anime, deixando de ser a moça insegura em relação às amizades, passando a ser uma garota perseverante, disposta a sanar as feridas de Kou e tentar entendê-lo, ainda que ela possa se magoar no processo. Já Kou é o personagem mais complexo e difícil, que carrega toda a carga dramática do anime devido a seu passado. Aliás, achei bastante compreensível as reações de Kou uma vez que você descobre como ele se sente, afinal também já perdi um ente querido e sempre fica aquela sensação de que não deu tempo de fazer o que queríamos. Quase como se ficasse uma mensagem no ar para aproveitarmos o agora, porque depois pode ser tarde demais.

“Ao haru ride” possui enfoque nas emoções dos personagens e por isso ele deixa de ser uma anime leve e descontraído, passando a ter tons mais dramáticos conforme vamos acompanhando a história. Claro que com a Futaba sempre existe um alívio cômico, mas o principal é sem dúvida os sentimentos, principalmente, mas não exclusivamente, dos protagonistas. Acredito que a maior preocupação de quem acompanha o mangá era saber como tudo isso seria transformado no anime, sem que perdesse a profundidade e acho, sinceramente, que conseguiram.



Apesar de serem escritos por mangakás diferentes, Kimi ni Todoke e Au haru Ride me parecem ter traços bem parecidos, talvez por terem sido produzidos pela Production I.G e ambos possuírem sensibilidade e delicadeza, mas obviamente guardadas as devidas diferenças de enredo e personagens, uma vez que, ao menos pra mim, “Ao haru ride” possui personagens mais trabalhados. Em relação à trilha sonora eu simplesmente não consigo tirar a opening da minha cabeça! Quem gostou também pode conferir outros trabalhos de HoneyWorks, que são sensacionais!

Resumindo: Como super fã de shoujo e eu adorei que a adaptação para o anime, ainda que o Toma tenha demorado muito para aparecer! E como ele tem papel importante no mangá, ficarei torcendo para uma segunda temporada, para que assim todos nós possamos continuar acompanhando a série!

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Fazia muito, muito tempo que eu não chorava de rir com um anime! Meu Deus, “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” é muito nonsense! Não teve um único episódio que eu não desse uma risada!

O anime conta a história de Chiyo Sakura, uma garota que é apaixonada por Nozaki e ao se declarar pra ele, ela diz que é sua fã! Porém, Nozaki não entende a declaração, dando-lhe um autógrafo e assim, Chiyo descobre que Nozaki é um conhecido escritor de mangás shoujo! A partir daí, Chiyo passa a ser sua assistente e tem sérias dificuldades de se confessar!



Outros personagens aparecem no anime e os coadjuvantes dão um show a cada episódio! Temos Mikoto Mikoshiba, um garoto que parece ser mulherengo, mas na verdade morre de vergonha das frases que fala! Mikoto também é assistente de Nozaki e é sua inspiração para ser a protagonista do seu mangá! Logo depois aparece Yuzuki Seo, uma menina totalmente sem noção, que fala o que pensa e sempre acaba magoando os outros. Depois conhecemos Kashima e Masayuki. Kashima é uma garota que na verdade parece um príncipe e todas as meninas a adoram. Já Masayuki, é o presidente do clube de teatro que Kashima participa. Eu super torço por esse casal, em que Kashima parece ser o homem da relação e Masayuki a mocinha! Outro casal invertido é o Hirotaka Wakamatsu do clube de basquete, que é mais delicado e a Seo, que mais parece um “moleque”, apesar de ter um linda voz! Em outros episódios também conhecemos mais personagens e o anime vai transcorrendo à medida que Nozaki vai se inspirando na história do mangá ou tentando entender seus próprios personagens!



Tudo para Nozaki gira ao redor das suas histórias, mas o mais engraçado é vê-lo observar os amigos para criar novos acontecimentos no seu mangá! Aliás, a bem verdade é que os coadjuvantes muitas vezes roubam a cena no anime! E tem personagem para vários gostos, dá pra ficar torcendo pelo romance de todos, que formam pares bem engraçados e muitas vezes sem harmonia alguma!

Embora seja um mangá publicado para o público masculino, “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” , qualquer um, independente do sexo ou idade poderá ver o anime e se divertir com uma história que parodia todos os estereótipos e gêneros: shoujo ai e harém com a personagem Kashima, yaoi com o Mikoto, já que o rapaz possui traços femininos, tsundere com o Masayuki, além, é claro, de parodiar principalmente todos os clichês dos mangás shoujos!



Dessa forma, a autora brinca de construir estereótipos, nos faz rir com a inversão deles e sempre nos leva a um anticlímax divertido. “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” possui um ótimo aspecto visual, com uma trilha sonora que até foge um pouco do padrão pop! Apesar de possuiu uma linguagem e enredo simples, é um anime muito bem trabalhado e sem dúvida agradará qualquer um que queira rir e se divertir com um humor oras exagerados, oras inteligente!

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Matsuri é uma moça apaixonada pelo rapaz mais bonito da escola, Wataru, mas se senta ao lado de um garoto considerado um marginal e ainda por cima guarda um segredo de todos: ela é uma lutadora de luta livre (wrestling, na verdade)! Porém, Matsuri quer esconder isso a todo custo, já que o rapaz de quem ela gosta detesta mulheres musculosas, preferindo as mais meigas e dóceis, bom, no fundo ele é um idiota! No entanto, Matsuri não tem como fugir da luta livre, na verdade ela até tenta, mas é super conhecida no meio (ela usa uma máscara pra que ninguém saiba quem ela é) e seu pai a obriga a lutar, principalmente por causa das dívidas! Como se não bastasse, o tal garoto marginal, Shigematsu, não é um bad boy, na verdade é um fã da sua personagem lutadora!



Matsuri detesta ser quem ela é, sendo obrigada a lutar, por isso tenta desesperadamente mudar a si mesma, mas Shigematsu é o único que gosta dela como ela realmente é e isso conforta Matsuri, apesar dos dois viverem brigando! Matsuri quase não tem amigos na escola e nem muito tempo livre, assim, Shigematsu acaba sendo seu primeiro amigo do qual ela não guarda nenhum segredo. Claro que o relacionamento deles vai passando de amizade a algo mais, ao mesmo tempo em que Matsuri vai enfrentando novos desafios, tanto na sua vida pessoal como profissional. À medida que a história avança, a protagonista começa a se entender e se aceitar melhor.

O mangá tem romance, mas também tem cenas de lutas bem interessantes, apesar de engraçadas! Alguns personagens secundários como a Maru são bem interessantes, embora ela só apareça na metade do mangá, mas ela é importante para forçar Matsuri a ser quem ela realmente deve ser e também pra apimentar o romance dos protagonistas. Wataru também tem sua relevância no mangá, já que no começo ele era um idiota completo e aos poucos muda, se apaixonando pela personagem criada pela Matsuri.



Resumindo, é um mangá (de 4 volumes) que foca no desenvolvimento dos personagens, no amadurecimento deles, com pitada de romance, drama e comédia. Lembrando que a mangaká é a mesma de Hana Yori Dango e Cat Street, Yoko Kamio!


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Hase é um rapaz que tenta a todo custo ser amigo de sua colega de escola Kaori Fujimiya, mas ela o rejeita veementemente, até que depois de um tempo, Kaori conta a Hase o motivo para rejeitá-lo tanto: depois de uma semana suas memórias se apagam e ela se esquece de tudo! Obviamente o enredo me lembrou do filme “Como se fosse pela primeira vez”, mas o desenrolar é bem diferente!

Hase é um garoto realmente persistente, pois decide que irá reconquistar a amizade de Kaori toda semana, pedindo para que ela anote tudo que eles fazem juntos em um diário, assim tudo que eles fazem fica registrado nas anotações. Ao longo do anime vamos conhecendo melhor os protagonistas, Hase sempre mais animado e generoso, Kaori tímida e meiga. Juntos, os dois vão construindo uma bonita relação, enfrentando os obstáculos que aparecem. 



O anime é mais intimista, por tanto, o todo o foco é na amizade dos protagonistas e em como Kaori precisa reaprender a ter amigos e quem sabe se tornar uma pessoa menos distante. Apesar disso, destaque para Shougo e Saki que servem como apoio para Hase e Kaori, apesar de também terem lá sua história. Embora a introspecção possa deixar o anime com uma carga dramática um pouco maior, a verdade é que “Isshuukan Friends” consegue ser bem leve e sensível, abordando um tema simples, mas com obstáculos bem difíceis: a construção de uma amizade e a construção de boas memórias no período escolar.



O anime tem um traço que não é bem o meu preferido, mas visualmente, de modo geral me agradou, assim como a trilha sonora. Alguns podem considera-lo lento, mas acho que isso é bastante plausível levando em consideração as características dos personagens e o desenvolvimento deles. Resumindo: “Isshuukan Friends” cumpre bem a proposta apresentada, sendo um excelente anime, com uma ótima história.



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“Zettai heiwa daisakusen” é um mangá curtinho de apenas 4 volumes da mangaká Akane Ogura. A história gira em torno da princesa do Sul, Euda e o príncipe do norte Johane, ambos em um mundo fictício em que seus reinos estão em guerra constante! Cansados de tanto sofrimento e tantas mortes o príncipe e a princesa resolvem fingir um relacionamento amoroso para por fim à guerra! O problema é que, na verdade, eles se odeiam!



Bom, devo dizer que no começo eles se odeiam, mas é claro que aos poucos eles se descobrem apaixonados e envoltos numa situação mais difícil ainda! Johane uma vez viu Euda na televisão e se apaixonou pela moça, por isso, ele não se incomoda nenhum pouco com a farsa, já que ele pode ficar perto de sua amada. Já Euda, à medida que vai se apaixonando por Johane vai se sentindo mais e mais culpada, uma vez que o príncipe é um vilão para o seu país. Os dois possuem personalidades diferentes, Euda não suporta luta ou violência e está sempre ajudando os feridos de guerra. Já Johane, se sente “em casa” no campo de batalha, sendo a tristeza de Euda que faz o príncipe mudar e querer o fim da guerra.

Como se não bastasse os problemas internos do casal, o irmão de Johane, o príncipe herdeiro, por ciúmes, atrapalha bastante sua vida, sem contar as famílias, que apesar de aceitarem o relacionando, não ficam nada satisfeitas com a situação.



Bom, nada é muito fácil na vida do casal, já que eles ficam no meio de muitos interesses, já que todos nós sabemos que muita gente se beneficia com a guerra, mas o mangá não é lá muito profundo, pendendo mais para superficialidade, o que, para ser bem sincera, não me desagradou. Talvez se tivesse mais volumes a mangaká poderia ter trabalhado melhor as situações, mas a química dos protagonistas é ótima e Euda é uma fofa! Super recomendado pra quem quiser ter uma leitura leve e um bom romance!

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Este ano estou participando da campanha “Eu amo shoujo” e me indicaram o anime “Neo angelique abyss”, que é um harém invertido e tem como protagonista uma garota meiga, bondosa, mas que possui grandes poderes. 

Angelique é uma órfã que vive num colégio interno para moças quando um dia recebe a visita de Nyx, um homem que diz que ela possui poderes de purificação e que pode salvar a vida de muita gente. A princípio, Angelique não está muito certa dos seus poderes, até que a escola é atacada por Thanatos (uma espécie de monstros) e Angelique consegue purificá-los. Assim, a protagonista descobre que possui poderes extraordinários e passa a viver com Nyx e Rayne. À medida que a história avança, outros purificadores aparecem, todos querendo proteger Angelique e destruir os Thanatos.



Se fosse uns 10 anos atrás eu acho que iria gostar de “Neo angelique abyss”, mas hoje, depois de tantos haréns, invertidos ou não, o anime não me empolgou. Ando um tanto cansada de protagonistas bobinhas, ingênuas e que ficam repetindo tudo iguais a uma tonta. Em termos de enredo, nada de novo no anime, tudo muito igual aos outros. Porém, os personagens masculinos, apesar de ficarem babando pela abelha rainha (Angelique), são o ponto forte da história, uma vez que possuem personalidades diversas e segredos a serem revelados, principalmente Nyx. Além disso, um ponto que eu gostei, e talvez o diferencie um pouco dos outros animes do gênero, é a mistura com aspectos do século 19 e a modernidade, já que parte do mundo criado no anime também é moderno, possuindo carros e até imprensa!



Resumindo: “Neo angelique abyss” não foge dos clichês do gênero, mas com toda certeza cumpre com os pré-requisitos de um shoujo do tipo. Recomendo para puro divertimento e para quem gosta muito de harém invertido, mesmo porque os meninos purificadores são colírios para os olhos das meninas, tem pra todo gosto!

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Kaito Kirishima é um rapaz do colegial que quer produzir um filme com a ajuda de seus amigos, mas a chegada de uma nova aluna torna tudo um pouco mais misterioso!

Tudo começa quando um dia Kaito está gravando com sua câmera e Ichika Takatsuki chega a terra em sua espaçonave, mas ninguém sabe que ela é uma alienígena que está na terra. Ichika passa a morar na casa de Kaito, já que não tem para onde ir, o que deixa Kanna, amiga de infância do protagonista, bastante enciumada. Aliás, a chegada de Ichika mexe bastante com os sentimentos de todos os amigos de Kaito, que pouco a pouco vão se revelando, como em uma quadrilha amorosa. Assim, podemos ver melhor os sentimos de Tetsuro, Mio e conhecendo melhor quem é a Lemon, uma personagem bastante divertida!



O filme acaba ficando em segundo plano, enquanto as emoções dos personagens vão se tornando o foco do anime. A princípio vemos os sentimentos confusos de alguns e as decisões de outros. De todos, a Kanna me parece a mais ingênua ou talvez a mais cega do grupo, já que não só não percebe quem gosta verdadeiramente dela, como também dos sentimentos da própria melhor amiga. É como se para Kanna, apenas existisse Kaito e assim não consegue enxergar os sentimentos das pessoas ao seu redor. Justamente ao contrário da Lemon, que não só percebe os sentimentos de todos, como brinca com isso!

Aos poucos os sentimentos dos personagens vão se desenvolvendo, igualmente com eles e tudo vai ficando mais interessante com os desenrolar da quadrilha amorosa, principalmente depois que o segredo de Ichika é revelado. No entanto, se por um lado os sentimentos são explorados, me parece que faltou explorar mais Ichika como alienígena, como é sua vida no espaço e o que faz. O anime acaba e não temos quase nenhuma informação a esse respeito.



É inevitável não comparar “Ano Natsu de Matteru” com “Onegai teacher”, mesmo porque ambos possuem o mesmo caracter design, Taraku Uon, e a mesma pessoa responsável pelo script, Yousuke Kuroda, sendo a série uma espécie de homenagem a “Onegai”, lembrando que “Ano Natsu de Matteru” estreou na data de aniversário de 10 anos de sua antecessora! Porém, é importante notar que existem muitas diferenças no enredo e devo dizer que o anime vai muito além de Onegai.

Para muitos “Ano Natsu de Matteru” ou foi um anime incrível ou foi mediano, para mim ele foi acima da média, justamente por explorar bem as relações amorosas dos personagens, não se detendo apenas no casal protagonista, criando expectativas até o último episódio. A verdade é que me emocionei com final da história e o drama aparece na dose certa, sem exageros, assim como a comédia, o ecchi e o romance. Entretanto, apesar de criar tensão e expectativa, o enredo acaba caindo no previsível, mas isso não me desagradou, por isso, super recomendo!



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Esses dias eu estava pensando quais seriam as minhas personagens preferidas no mundo dos animes, a lista é longa, mas selecionei 5:

5. Yuuko – Eu adoro “XXXHolic”, mas acho que o anime sem a Yuuko não seria nada! Tão misteriosa, tão inteligente, tão malvada às vezes! E guarda tantos segredos incríveis que só poderia ser um personagem da CLAMP.


4. Risa – “Lovely Complex” foi um dos animes que eu mais ri na vida e que eu mais torci pela protagonista também! Risa não desiste do que quer só por causa da sua altura e nem se torna amarga com as decepções, uma garota pra lá de divertida!


3. Kotoko – Falando de protagonistas persistentes, quem já viu “Itazura na Kiss” sabe que Kototo também é uma personagem persistente e insistente, porque só assim pra aguentar aquele Naoki. Mesmo depois de adulta a pobre continua batalhando pelo amor dele e para conseguir uma carreira ao seu lado.


2. Miaka – Se o assunto é batalhar, protagonista mais guerreira não existe. Luta pela vida, luta pelos amigos, luta pelo seu grande amor. Miaka sofre quase um drama mexicano em Fushigi Yuugi, mas vale a pela, pelo Tamahome até a pobre achou que havia sido estuprada!




1. Makino – Eu diria que o codinome da Makino é sofrimento! E ela não achou que havia sido estuprada, ela quase foi mesmo! E isso não é nada comparado ao que ela passa nas mãos do Doumyouji e depois com a mãe dele. Miaka sofre o pão que o diabo amassou e às vezes nem esse pão ela tinha pra comer! Não é à toa que o anime teve várias adaptações e não é à toa que Makino sempre faz sucesso!




Eu sei que muitas ficaram de fora, já que tem muita personagem roubando a cena nos animes, mas quem sabe elas aparecem numa próxima vez!

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Esses dias estava organizando minhas pastas de mangás e separando os que são mais inocentes dos mais picantes, pois nunca se sabe quando os sobrinhos podem invadir seu notebook! 

Daí me deparei com "Beast Master" que é um mangá que os sobrinhos podem ler sem nenhum problema! A história, escrita pela mangaká Kyousuke Motomi, fala da protagonista Yuiko, uma garota que adora animais, mas os animais não gostam dela! Até que ela conhece Leo Aoi, um aluno que veio da África, que por conta de seu aspecto selvagem todos têm medo dele, mesmo porque quando o rapaz resolve brigar ele realmente parece uma fera demoníaca. Porém, os animais adoram o garoto e por causa disso Yuiko passa a se interessar por ele e Leo vai aos pouco se tornando mais civilizado. Nem preciso dizer que eles se apaixona, né?




"Beast Master" é um anime com apenas 2 volumes, super simples, com um enredo até que previsível, mesmo debatendo questões interessantes, como as aparências, e a protagonista não é daquelas com frescuras, o que a faz ganhar pontos comigo! Além do mais, o casal protagonista é adorável e deve agradar o público que gosta de shoujo.

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Hachiman Hikigaya é um rapaz com sérios problemas sociais e ao escrever uma redação que mostrava bem seu estado de espirito, sua professora, daquelas bem malucas, resolve colocá-lo no clube de “serviços voluntários”. Composto inicialmente apenas por Yukino Yukinoshita.

Yukino é uma moça muito bonita e super inteligente, mas por ter sofrido muito no passado por conta de sua beleza, se isola por completo. Logo em seguida conhecemos Yui Yuigahama, que também passa a integrar o grupo, só que ao contrário de Yukino, Yui é bastante comunicativa, porém, muito insegura, daquelas que se deixa ser capacho dos outros só pra não ficar sozinha.



Ao longo da série, o clube vai ajudando outras pessoas da escola: como um garoto que tem a síndrome da oitava série, outro que precisa ajudar o clube de tênis, Saika Totsuka (responsável pelas apelações estilo shotacon e yaoi), e até mesmo um dos mais populares da escola precisa da ajuda do clube. No entanto, Hachiman continua sendo um rapaz desconfiado, acreditando que é um urso solitário sem amigos, sendo bastante conformista com a situação. Aliás, um ponto positivo na série é a complexidade dos personagens, bem escondida e bem exposta em determinados momentos do anime.

“Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru” é bastante agradável, com personagens que vão se desenvolvendo ao longo da série e quando digo desenvolver não significa que eles mudam de personalidade e resolvem seus problemas, apenas aprendem com as circunstâncias. Talvez o anime não agrade a todos, mas eu gostei principalmente pelo tema abordado: a dificuldade em interagir que muitos adolescentes e até mesmo adultos possuem. A solidão, inclusive, pode acompanhar quase a vida inteira de uma pessoa, começando na adolescência e nós sabemos que os adolescentes podem ser bem cruéis quando querem! 



Enfim, “Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru” me agradou bastante, mas não esperem comédia de morrer de rir (a não ser pelo teatrinho yaoi no episódio 11), mas sim um anime bem sarcástico, irônico, com diálogos bem elaborados e personagens não tão superficiais.

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