Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Fazia muito, muito tempo que eu não chorava de rir com um anime! Meu Deus, “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” é muito nonsense! Não teve um único episódio que eu não desse uma risada!

O anime conta a história de Chiyo Sakura, uma garota que é apaixonada por Nozaki e ao se declarar pra ele, ela diz que é sua fã! Porém, Nozaki não entende a declaração, dando-lhe um autógrafo e assim, Chiyo descobre que Nozaki é um conhecido escritor de mangás shoujo! A partir daí, Chiyo passa a ser sua assistente e tem sérias dificuldades de se confessar!



Outros personagens aparecem no anime e os coadjuvantes dão um show a cada episódio! Temos Mikoto Mikoshiba, um garoto que parece ser mulherengo, mas na verdade morre de vergonha das frases que fala! Mikoto também é assistente de Nozaki e é sua inspiração para ser a protagonista do seu mangá! Logo depois aparece Yuzuki Seo, uma menina totalmente sem noção, que fala o que pensa e sempre acaba magoando os outros. Depois conhecemos Kashima e Masayuki. Kashima é uma garota que na verdade parece um príncipe e todas as meninas a adoram. Já Masayuki, é o presidente do clube de teatro que Kashima participa. Eu super torço por esse casal, em que Kashima parece ser o homem da relação e Masayuki a mocinha! Outro casal invertido é o Hirotaka Wakamatsu do clube de basquete, que é mais delicado e a Seo, que mais parece um “moleque”, apesar de ter um linda voz! Em outros episódios também conhecemos mais personagens e o anime vai transcorrendo à medida que Nozaki vai se inspirando na história do mangá ou tentando entender seus próprios personagens!



Tudo para Nozaki gira ao redor das suas histórias, mas o mais engraçado é vê-lo observar os amigos para criar novos acontecimentos no seu mangá! Aliás, a bem verdade é que os coadjuvantes muitas vezes roubam a cena no anime! E tem personagem para vários gostos, dá pra ficar torcendo pelo romance de todos, que formam pares bem engraçados e muitas vezes sem harmonia alguma!

Embora seja um mangá publicado para o público masculino, “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” , qualquer um, independente do sexo ou idade poderá ver o anime e se divertir com uma história que parodia todos os estereótipos e gêneros: shoujo ai e harém com a personagem Kashima, yaoi com o Mikoto, já que o rapaz possui traços femininos, tsundere com o Masayuki, além, é claro, de parodiar principalmente todos os clichês dos mangás shoujos!



Dessa forma, a autora brinca de construir estereótipos, nos faz rir com a inversão deles e sempre nos leva a um anticlímax divertido. “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” possui um ótimo aspecto visual, com uma trilha sonora que até foge um pouco do padrão pop! Apesar de possuiu uma linguagem e enredo simples, é um anime muito bem trabalhado e sem dúvida agradará qualquer um que queira rir e se divertir com um humor oras exagerados, oras inteligente!

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Matsuri é uma moça apaixonada pelo rapaz mais bonito da escola, Wataru, mas se senta ao lado de um garoto considerado um marginal e ainda por cima guarda um segredo de todos: ela é uma lutadora de luta livre (wrestling, na verdade)! Porém, Matsuri quer esconder isso a todo custo, já que o rapaz de quem ela gosta detesta mulheres musculosas, preferindo as mais meigas e dóceis, bom, no fundo ele é um idiota! No entanto, Matsuri não tem como fugir da luta livre, na verdade ela até tenta, mas é super conhecida no meio (ela usa uma máscara pra que ninguém saiba quem ela é) e seu pai a obriga a lutar, principalmente por causa das dívidas! Como se não bastasse, o tal garoto marginal, Shigematsu, não é um bad boy, na verdade é um fã da sua personagem lutadora!



Matsuri detesta ser quem ela é, sendo obrigada a lutar, por isso tenta desesperadamente mudar a si mesma, mas Shigematsu é o único que gosta dela como ela realmente é e isso conforta Matsuri, apesar dos dois viverem brigando! Matsuri quase não tem amigos na escola e nem muito tempo livre, assim, Shigematsu acaba sendo seu primeiro amigo do qual ela não guarda nenhum segredo. Claro que o relacionamento deles vai passando de amizade a algo mais, ao mesmo tempo em que Matsuri vai enfrentando novos desafios, tanto na sua vida pessoal como profissional. À medida que a história avança, a protagonista começa a se entender e se aceitar melhor.

O mangá tem romance, mas também tem cenas de lutas bem interessantes, apesar de engraçadas! Alguns personagens secundários como a Maru são bem interessantes, embora ela só apareça na metade do mangá, mas ela é importante para forçar Matsuri a ser quem ela realmente deve ser e também pra apimentar o romance dos protagonistas. Wataru também tem sua relevância no mangá, já que no começo ele era um idiota completo e aos poucos muda, se apaixonando pela personagem criada pela Matsuri.



Resumindo, é um mangá (de 4 volumes) que foca no desenvolvimento dos personagens, no amadurecimento deles, com pitada de romance, drama e comédia. Lembrando que a mangaká é a mesma de Hana Yori Dango e Cat Street, Yoko Kamio!


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Hase é um rapaz que tenta a todo custo ser amigo de sua colega de escola Kaori Fujimiya, mas ela o rejeita veementemente, até que depois de um tempo, Kaori conta a Hase o motivo para rejeitá-lo tanto: depois de uma semana suas memórias se apagam e ela se esquece de tudo! Obviamente o enredo me lembrou do filme “Como se fosse pela primeira vez”, mas o desenrolar é bem diferente!

Hase é um garoto realmente persistente, pois decide que irá reconquistar a amizade de Kaori toda semana, pedindo para que ela anote tudo que eles fazem juntos em um diário, assim tudo que eles fazem fica registrado nas anotações. Ao longo do anime vamos conhecendo melhor os protagonistas, Hase sempre mais animado e generoso, Kaori tímida e meiga. Juntos, os dois vão construindo uma bonita relação, enfrentando os obstáculos que aparecem. 



O anime é mais intimista, por tanto, o todo o foco é na amizade dos protagonistas e em como Kaori precisa reaprender a ter amigos e quem sabe se tornar uma pessoa menos distante. Apesar disso, destaque para Shougo e Saki que servem como apoio para Hase e Kaori, apesar de também terem lá sua história. Embora a introspecção possa deixar o anime com uma carga dramática um pouco maior, a verdade é que “Isshuukan Friends” consegue ser bem leve e sensível, abordando um tema simples, mas com obstáculos bem difíceis: a construção de uma amizade e a construção de boas memórias no período escolar.



O anime tem um traço que não é bem o meu preferido, mas visualmente, de modo geral me agradou, assim como a trilha sonora. Alguns podem considera-lo lento, mas acho que isso é bastante plausível levando em consideração as características dos personagens e o desenvolvimento deles. Resumindo: “Isshuukan Friends” cumpre bem a proposta apresentada, sendo um excelente anime, com uma ótima história.



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“Zettai heiwa daisakusen” é um mangá curtinho de apenas 4 volumes da mangaká Akane Ogura. A história gira em torno da princesa do Sul, Euda e o príncipe do norte Johane, ambos em um mundo fictício em que seus reinos estão em guerra constante! Cansados de tanto sofrimento e tantas mortes o príncipe e a princesa resolvem fingir um relacionamento amoroso para por fim à guerra! O problema é que, na verdade, eles se odeiam!



Bom, devo dizer que no começo eles se odeiam, mas é claro que aos poucos eles se descobrem apaixonados e envoltos numa situação mais difícil ainda! Johane uma vez viu Euda na televisão e se apaixonou pela moça, por isso, ele não se incomoda nenhum pouco com a farsa, já que ele pode ficar perto de sua amada. Já Euda, à medida que vai se apaixonando por Johane vai se sentindo mais e mais culpada, uma vez que o príncipe é um vilão para o seu país. Os dois possuem personalidades diferentes, Euda não suporta luta ou violência e está sempre ajudando os feridos de guerra. Já Johane, se sente “em casa” no campo de batalha, sendo a tristeza de Euda que faz o príncipe mudar e querer o fim da guerra.

Como se não bastasse os problemas internos do casal, o irmão de Johane, o príncipe herdeiro, por ciúmes, atrapalha bastante sua vida, sem contar as famílias, que apesar de aceitarem o relacionando, não ficam nada satisfeitas com a situação.



Bom, nada é muito fácil na vida do casal, já que eles ficam no meio de muitos interesses, já que todos nós sabemos que muita gente se beneficia com a guerra, mas o mangá não é lá muito profundo, pendendo mais para superficialidade, o que, para ser bem sincera, não me desagradou. Talvez se tivesse mais volumes a mangaká poderia ter trabalhado melhor as situações, mas a química dos protagonistas é ótima e Euda é uma fofa! Super recomendado pra quem quiser ter uma leitura leve e um bom romance!

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Este ano estou participando da campanha “Eu amo shoujo” e me indicaram o anime “Neo angelique abyss”, que é um harém invertido e tem como protagonista uma garota meiga, bondosa, mas que possui grandes poderes. 

Angelique é uma órfã que vive num colégio interno para moças quando um dia recebe a visita de Nyx, um homem que diz que ela possui poderes de purificação e que pode salvar a vida de muita gente. A princípio, Angelique não está muito certa dos seus poderes, até que a escola é atacada por Thanatos (uma espécie de monstros) e Angelique consegue purificá-los. Assim, a protagonista descobre que possui poderes extraordinários e passa a viver com Nyx e Rayne. À medida que a história avança, outros purificadores aparecem, todos querendo proteger Angelique e destruir os Thanatos.



Se fosse uns 10 anos atrás eu acho que iria gostar de “Neo angelique abyss”, mas hoje, depois de tantos haréns, invertidos ou não, o anime não me empolgou. Ando um tanto cansada de protagonistas bobinhas, ingênuas e que ficam repetindo tudo iguais a uma tonta. Em termos de enredo, nada de novo no anime, tudo muito igual aos outros. Porém, os personagens masculinos, apesar de ficarem babando pela abelha rainha (Angelique), são o ponto forte da história, uma vez que possuem personalidades diversas e segredos a serem revelados, principalmente Nyx. Além disso, um ponto que eu gostei, e talvez o diferencie um pouco dos outros animes do gênero, é a mistura com aspectos do século 19 e a modernidade, já que parte do mundo criado no anime também é moderno, possuindo carros e até imprensa!



Resumindo: “Neo angelique abyss” não foge dos clichês do gênero, mas com toda certeza cumpre com os pré-requisitos de um shoujo do tipo. Recomendo para puro divertimento e para quem gosta muito de harém invertido, mesmo porque os meninos purificadores são colírios para os olhos das meninas, tem pra todo gosto!

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Kaito Kirishima é um rapaz do colegial que quer produzir um filme com a ajuda de seus amigos, mas a chegada de uma nova aluna torna tudo um pouco mais misterioso!

Tudo começa quando um dia Kaito está gravando com sua câmera e Ichika Takatsuki chega a terra em sua espaçonave, mas ninguém sabe que ela é uma alienígena que está na terra. Ichika passa a morar na casa de Kaito, já que não tem para onde ir, o que deixa Kanna, amiga de infância do protagonista, bastante enciumada. Aliás, a chegada de Ichika mexe bastante com os sentimentos de todos os amigos de Kaito, que pouco a pouco vão se revelando, como em uma quadrilha amorosa. Assim, podemos ver melhor os sentimos de Tetsuro, Mio e conhecendo melhor quem é a Lemon, uma personagem bastante divertida!



O filme acaba ficando em segundo plano, enquanto as emoções dos personagens vão se tornando o foco do anime. A princípio vemos os sentimentos confusos de alguns e as decisões de outros. De todos, a Kanna me parece a mais ingênua ou talvez a mais cega do grupo, já que não só não percebe quem gosta verdadeiramente dela, como também dos sentimentos da própria melhor amiga. É como se para Kanna, apenas existisse Kaito e assim não consegue enxergar os sentimentos das pessoas ao seu redor. Justamente ao contrário da Lemon, que não só percebe os sentimentos de todos, como brinca com isso!

Aos poucos os sentimentos dos personagens vão se desenvolvendo, igualmente com eles e tudo vai ficando mais interessante com os desenrolar da quadrilha amorosa, principalmente depois que o segredo de Ichika é revelado. No entanto, se por um lado os sentimentos são explorados, me parece que faltou explorar mais Ichika como alienígena, como é sua vida no espaço e o que faz. O anime acaba e não temos quase nenhuma informação a esse respeito.



É inevitável não comparar “Ano Natsu de Matteru” com “Onegai teacher”, mesmo porque ambos possuem o mesmo caracter design, Taraku Uon, e a mesma pessoa responsável pelo script, Yousuke Kuroda, sendo a série uma espécie de homenagem a “Onegai”, lembrando que “Ano Natsu de Matteru” estreou na data de aniversário de 10 anos de sua antecessora! Porém, é importante notar que existem muitas diferenças no enredo e devo dizer que o anime vai muito além de Onegai.

Para muitos “Ano Natsu de Matteru” ou foi um anime incrível ou foi mediano, para mim ele foi acima da média, justamente por explorar bem as relações amorosas dos personagens, não se detendo apenas no casal protagonista, criando expectativas até o último episódio. A verdade é que me emocionei com final da história e o drama aparece na dose certa, sem exageros, assim como a comédia, o ecchi e o romance. Entretanto, apesar de criar tensão e expectativa, o enredo acaba caindo no previsível, mas isso não me desagradou, por isso, super recomendo!



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Esses dias eu estava pensando quais seriam as minhas personagens preferidas no mundo dos animes, a lista é longa, mas selecionei 5:

5. Yuuko – Eu adoro “XXXHolic”, mas acho que o anime sem a Yuuko não seria nada! Tão misteriosa, tão inteligente, tão malvada às vezes! E guarda tantos segredos incríveis que só poderia ser um personagem da CLAMP.


4. Risa – “Lovely Complex” foi um dos animes que eu mais ri na vida e que eu mais torci pela protagonista também! Risa não desiste do que quer só por causa da sua altura e nem se torna amarga com as decepções, uma garota pra lá de divertida!


3. Kotoko – Falando de protagonistas persistentes, quem já viu “Itazura na Kiss” sabe que Kototo também é uma personagem persistente e insistente, porque só assim pra aguentar aquele Naoki. Mesmo depois de adulta a pobre continua batalhando pelo amor dele e para conseguir uma carreira ao seu lado.


2. Miaka – Se o assunto é batalhar, protagonista mais guerreira não existe. Luta pela vida, luta pelos amigos, luta pelo seu grande amor. Miaka sofre quase um drama mexicano em Fushigi Yuugi, mas vale a pela, pelo Tamahome até a pobre achou que havia sido estuprada!




1. Makino – Eu diria que o codinome da Makino é sofrimento! E ela não achou que havia sido estuprada, ela quase foi mesmo! E isso não é nada comparado ao que ela passa nas mãos do Doumyouji e depois com a mãe dele. Miaka sofre o pão que o diabo amassou e às vezes nem esse pão ela tinha pra comer! Não é à toa que o anime teve várias adaptações e não é à toa que Makino sempre faz sucesso!




Eu sei que muitas ficaram de fora, já que tem muita personagem roubando a cena nos animes, mas quem sabe elas aparecem numa próxima vez!

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Esses dias estava organizando minhas pastas de mangás e separando os que são mais inocentes dos mais picantes, pois nunca se sabe quando os sobrinhos podem invadir seu notebook! 

Daí me deparei com "Beast Master" que é um mangá que os sobrinhos podem ler sem nenhum problema! A história, escrita pela mangaká Kyousuke Motomi, fala da protagonista Yuiko, uma garota que adora animais, mas os animais não gostam dela! Até que ela conhece Leo Aoi, um aluno que veio da África, que por conta de seu aspecto selvagem todos têm medo dele, mesmo porque quando o rapaz resolve brigar ele realmente parece uma fera demoníaca. Porém, os animais adoram o garoto e por causa disso Yuiko passa a se interessar por ele e Leo vai aos pouco se tornando mais civilizado. Nem preciso dizer que eles se apaixona, né?




"Beast Master" é um anime com apenas 2 volumes, super simples, com um enredo até que previsível, mesmo debatendo questões interessantes, como as aparências, e a protagonista não é daquelas com frescuras, o que a faz ganhar pontos comigo! Além do mais, o casal protagonista é adorável e deve agradar o público que gosta de shoujo.

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Hachiman Hikigaya é um rapaz com sérios problemas sociais e ao escrever uma redação que mostrava bem seu estado de espirito, sua professora, daquelas bem malucas, resolve colocá-lo no clube de “serviços voluntários”. Composto inicialmente apenas por Yukino Yukinoshita.

Yukino é uma moça muito bonita e super inteligente, mas por ter sofrido muito no passado por conta de sua beleza, se isola por completo. Logo em seguida conhecemos Yui Yuigahama, que também passa a integrar o grupo, só que ao contrário de Yukino, Yui é bastante comunicativa, porém, muito insegura, daquelas que se deixa ser capacho dos outros só pra não ficar sozinha.



Ao longo da série, o clube vai ajudando outras pessoas da escola: como um garoto que tem a síndrome da oitava série, outro que precisa ajudar o clube de tênis, Saika Totsuka (responsável pelas apelações estilo shotacon e yaoi), e até mesmo um dos mais populares da escola precisa da ajuda do clube. No entanto, Hachiman continua sendo um rapaz desconfiado, acreditando que é um urso solitário sem amigos, sendo bastante conformista com a situação. Aliás, um ponto positivo na série é a complexidade dos personagens, bem escondida e bem exposta em determinados momentos do anime.

“Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru” é bastante agradável, com personagens que vão se desenvolvendo ao longo da série e quando digo desenvolver não significa que eles mudam de personalidade e resolvem seus problemas, apenas aprendem com as circunstâncias. Talvez o anime não agrade a todos, mas eu gostei principalmente pelo tema abordado: a dificuldade em interagir que muitos adolescentes e até mesmo adultos possuem. A solidão, inclusive, pode acompanhar quase a vida inteira de uma pessoa, começando na adolescência e nós sabemos que os adolescentes podem ser bem cruéis quando querem! 



Enfim, “Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru” me agradou bastante, mas não esperem comédia de morrer de rir (a não ser pelo teatrinho yaoi no episódio 11), mas sim um anime bem sarcástico, irônico, com diálogos bem elaborados e personagens não tão superficiais.

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Quando eu li “Uwasa No Midori-Kun” pela primeira vez eu não quis escrever sobre o mangá, eu tinha sentimentos muito confusos em respeito a ele. Hoje eu continuo tendo!

Midori Yamate é uma garota ingênua que mora numa pequena ilha. Um dia, Tsukasa Hino, um estudante escolar, jogador de futebol principal de sua escola, aparece e ensina Midori a jogar futebol. Logo a garota se apaixona por ele e perde sua virgindade. Porem, logo em seguida Midori descobre que Tsukasa não sentia nada por ela, apenas a usou por sexo. Jurando vingar-se, Midori deixa sua ilha e se inscreve, como menino, na escola rival de Tsukasa, e conhece Kazuma Shinbashi, que se torna seu melhor amigo (e um pouco mais do que isso).

Eu não gosto muito de mangás/animes com essa premissa: meninos que se vestem de meninas e meninas que se vestem de meninos, mas quando comecei a ler o mangá eu fui picada pelo bichinho da curiosidade e li até o final para saber o desfecho! Isso porque a história tem um incrível triângulo amoroso que você não consegue descobrir de forma alguma com quem Midori vai ficar até chegar no último capítulo!

Midori e Tsukasa

Agora, o motivo da minha confusão fica por conta da forma como a história é conduzida. Primeiramente a protagonista Midori: ingênua ou descarada? Não sei, por vezes achava ingênua, outras vezes descarada. Por ser “smut” eu já esperava cenas de sexo em que a garota diz não, mas o rapaz a força e ela aceita. Porém, a autora quer tratar o tema como se a Midori realmente odiasse o Tsukasa?! Acho difícil, ela não perde a oportunidade de aproveitar as cenas “calientes” com o garoto! Portanto, a protagonista não convence, de forma alguma.

Depois, mesmo sendo “smut” as cenas de sexo são irrelevantes demais, qualquer motivo é pra Midori aparecer pelada e transando. Isso porque ela está fingindo ser menino, imagina se não estivesse!

Midori e Kazuma

Acho o que realmente pode ser positivo é a personalidade complexa de Tsukasa, que fica entre vilão e mocinho o tempo todo! Às vezes você o odeia, às vezes você tem pena dele. Já Kazuma é tão bonzinho que às vezes agrada e outras vezes irrita! Ou seja, excluindo a protagonista, os personagens são até que intrigantes! Além disso, por ser um triângulo amoroso que não demonstra desde o principio quem vai ficar com quem, é possível que muita gente até se envolva com o mangá.

Resumindo: Pra quem gosta de romance pode gostar de “Uwasa No Midori-Kun”, mesmo odiando a protagonista, como eu, mas é melhor não torcer logo de cara por ninguém pra não se decepcionar.


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Princesa Mononoke (1997), de Hayao Miyazaki, é o tema da TAG do grupo do facebook Chá com blog versão Otaku! E confesso que adorei a escolha, fazia tempo que eu queria mesmo ver esse filme!

Ashitaka é um príncipe em sua aldeia, um bom rapaz, que ao salvar sua tribo de um demônio acaba sendo amaldiçoado por ele. Pra tentar se livrar da maldição, Ashitaka viaja até outra aldeia, a fim de encontrar o deus da montanha, para assim pedir que ele o cure. No caminho, perto da floresta poderosa que abriga o espírito, Ashitaka conhece San, uma moça guerreira, filha adotiva de um deus Lobo que está a todo custo tentando salvar a floresta. Ashitaka também encontra uma fortaleza de ferro comandada por uma chefe poderosa, Lady Eboshi, que está tentando matar os espíritos, para assim conseguir explorar a floresta e seus poderes.



Ashitaka descobre que foi a poderosa chefe da fortaleza que expulsou o demônio javali que vivia lá e por conta disso ele ficou carregado de ódio e quis matar a todos. Porém, uma dos aspectos mais interessantes do filme é que a chefe não é exatamente uma total vilã. Lady Eboshi abriga todas as prostitutas, dando emprego a elas e tem como empregados leprosos que fabricam armas. Quando ninguém mais queria ficar perto deles, por conta da doença, ela foi a única que os acolheu.

No entanto, os deuses estão enfurecidos com os humanos que tentam destruí-los e uma guerra é eminente, no meio dela está Ashitaka, San e mais alguns interessados nos poderes da floresta!



Sabe-se que Ashitaka é uma boa pessoa, mas pouco se conhece sobre San até metade do filme! Porém, sem sombras de dúvidas é Lady Eboshi a personagem mais intrigante e complexa da história. Já o alívio cômico fica pelas mulheres da fortaleza, que praticamente comandam tudo e possuem os homens como submissos, quase como uma sociedade matriarcal!

“Princessa Mononoke” expõe com clareza a dicotomia entre homem e natureza, trabalhando o tema da forma que somente o Hayao Miyazaki consegue, ou seja, apesar da violência exposta (muito sangue, morte e mutilação) é ao mesmo tempo um filme sensível, inteligente, com uma ótima trilha sonora!

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“Noragami” é um anime de 12 episódios que envolve sobrenatural, drama e comédia, que me cativou logo no primeiro episódio.

Hiyori é uma colegial comum que um dia ao salvar um rapaz de ser atropelado quase morre! Na verdade, além de quase morrer muda completamente o rumo da sua vida, isso porque o rapaz em questão é Yato, um antigo deus da calamidade. Atualmente Yato é um deus pobre, sem templo, sem ter dinheiro nem pra comer, que vive de trabalhos esporádicos, os mais bizarros possíveis, diga-se de passagem. Como se tudo isso não bastasse, Yato também está sem um instrumento divino, que é um espirito de humano que já morreu, mas que se transforma em arma na mão de um deus.



Hiyori depois do acidente começa a se envolver com o Yato, já que seu espirito sai constantemente de seu corpo e assim ela o acompanha, buscando um modo de voltar ao normal, tanto que está com ele quando o deus encontra um novo instrumento divino: Yukine, um adolescente que a princípio parece ser meigo, mas que esconde muita complexidade e problemas.

Ao longo do anime os três acabam se tornando grandes amigos, mesmo porque Hiyori é fundamental quando Yukine começa a fazer coisas erradas e atinge quase que fatalmente Yato. Porém, o mais interessante é saber mais sobre o passado do Yato, que já foi um deus realmente odioso e possui inimigos muito fortes. Outro ponto intrigante do anime é a Nora, uma garota que já foi instrumento divino do Yato e que hoje em dia é instrumento divino de vários deuses ao mesmo tempo, o que é considerado vergonhoso. Nora é a verdadeira vilã da história e o motivo disso está intrinsecamente relacionado com o passado do Yato.



Quanto aos personagens, Hiyori não é uma protagonista chata ou Moe (o que poderia me irritar), Yukine carrega a parte mais dramática e Yato sem dúvida é o responsável pelo alivio cômico! 

Noragami não é um anime pra ser levado muito a sério, embora possua uma carga dramática considerável, mas ao mesmo tempo é um anime leve e descontraído, com situações bem engraçadas, pena que só teve 12 episódios.

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Essa foi mais uma indicação do Eiti do blog Our Otaku life e como sempre ele acerta! Eu simplesmente amei o anime!

Yugo Hachiken é um garoto que não sabe o que fazer da vida e vai estudar num colégio interno no campo, totalmente diferente de sua vida na cidade. Não sabemos bem o motivo da radical mudança, apenas que ele possui problemas familiares e que não sabe o que fazer do seu futuro.



A adaptação à vida no campo não é fácil, novas matérias, novos amigos, uma nova vida que inclui levantar às 4 da manhã todos os dias e ser obrigado a participar de um clube. Porém, aos poucos Hachiken vai se adaptando e criando novas amizades, tantos que se apega a um porquinho muito fofo, passa as férias trabalhando na casa de uma amiga e até faz uma noite de pizza no campus! 

No entanto, o maior problema de Hachiken é com os animais, já que ele não encara a morte dos bichos com tanta facilidade e essa sensibilidade é problemática para sua sobrevivência, mesmo porque o rapaz não consegue ser vegetariano (nem eu!). O dilema percorre o anime, mas apesar de ter um fundo mais sério, “Gin no saji” é divertidíssimo e mesmo usando e abusando do anticlímax eu morri de rir todas as vezes que acontecia!



Tudo no anime me pareceu perfeito, o enredo, o bom desenvolvimento dos personagens, os coadjuvantes e seus problemas, abertura e encerramento, enfim, o anime acabou se tornando um dos meus favoritos, não só pela comédia, mas principalmente por conseguir levantar dilemas de forma simples, sem muito drama.

Pra quem quer se divertir ou acompanhar um anime no mínimo interessante eu super recomendo!

PS: tem segunda temporada que eu em breve assistirei!

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Já faz muito tempo que me torram a paciência pra ver “K-ON”! Acontece que eu não tenho muita calma para o Moe em sua essência, com aquelas garotas querendo ser fofas o tempo inteiro. Porém, devido a insistência do meu amigo Humberto, um dos criadores de conteúdos da Japanholic’s (pagina no facebook), eu comecei a assistir ao anime.

Yui é uma garota que resolve entrar para um clube de música da escola, apesar de não saber tocar nada! Logo a principio a gente vê que ela se dá bem com suas amigas que a apoiam até mesmo quando ela não tem dinheiro pra comprar uma guitarra! Pronto, esse é o enredo! A partir daí a história mostra a amizade das meninas e uma certa evolução delas em termos musicais.



Obviamente que como o Moe agrada a maioria dos otakus eu não me surpreendi com a popularidade de “K-ON”, que virou marca de diversos produtos! Para um anime que não tem foco algum ou plot consistente, “K-ON” é agradável, principalmente por ser leve e divertido, um puro produto de entretenimento.

Se eu disser que não gostei, estarei mentindo! O fato é que o Moe na sua forma mais excêntrica me irrita profundamente, principalmente por fazer de bons personagens no mínimo apelativos ou superficiais, mas eu entendo que isso é uma questão muito pessoal e que muitos não concordam comigo. Entretanto, apesar do anime não fazer meu gênero eu confesso que me diverti muito com as meninas e me peguei cantando suas músicas. A minha preferida das garotas é a Ritsu por ser a mais espontânea e engraçada, talvez até mesmo por ser a menos moe do grupo e por tocar bateria, que é um instrumento mais agressivo. Porém, para falar bem a verdade, não peguei birra com nenhuma delas, o que geralmente acontece quando vejo uma personagem moe, principalmente num harém. 



Enfim, “K-ON” é no mínimo agradável, daqueles animes que você assiste e nem percebe que está acabando, além disso, como brinde você ainda pode escutar boas músicas!


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Hoje estou aqui apenas para divulgar um post bastante interessante do blog OtomeGatari que fala sobre o termo “normalfag”. 

Bom, existem controvérsias em relação ao uso do termo, mas o post em si fala sobre aquele tipo de pessoa que acha que determinados animes, como SAO, por exemplo, são os melhores do mundo, ignorando propositalmente seus defeitos. A questão gira em torno do motivo pelo qual nos tornamos tão preconceituosos em relação a essas pessoas. Por que temos sempre que ver e analisar um anime muitas vezes pondo de lado a diversão? Qual o problema ver algo "just for fun" e gostar?

Enfim, é um texto pra ler e refletir, por isso, estou compartilhando-o aqui no blog!


Boa leitura!

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Faz tempo que vejo as pessoas comentando sobre esse anime, principalmente sobre “White Album 2”, e na esperança de ver um bom romance, comecei a assistir!

Toya é um rapaz que namora a cantora Yuki, eles se conhecem há muito tempo, mas agora que ela está fazendo mais sucesso o tempo para se encontrarem ficou bem menor! Toya é rodeado de mulheres e como todo harém que se preze ele é um tapado que não enxerga o sentimento das garotas ao se redor. Já Yuki tenta a todo custo conciliar o tempo do trabalho com o rapaz e começa ter a ajuda de sua grande ídolo, Rina. Para piorar um pouco a situação dos dois, quando Yuki está prestes a lançar seu CD sua empresária faz de tudo pra atrapalhar seu romance, flertando descaradamente com Toya, que como bom covarde não consegue se livrar da pressão da mulher.



O anime começou de uma maneira muito boa, mas depois o harém foi me irritando, já que eu detesto ver um bando de garotas carentes atrás de um cara que não tem nada demais e lesado pra burro pra perceber o interesse delas. Além da Yuki, da empresária e da relação ambígua com Rina, ainda temos uma estudante de vestibular, uma amiga mais velha e uma mais nova atrás do Toya! 

“White álbum” tem um enredo muito interessante, mas a construção dos personagens é péssima. Toya tem sérios problemas de personalidade, se deixando levar por todos a sua volta, ficando sem saber se corre atrás ou desiste da Yuki, prolongando essa situação até não poder mais, alimentando muitas vezes o interesse das outras garotas por ele, ficando assim, estagnado.



Toya é um personagem fraco e enrola todas as garotas que gostam dele com sua amizade. Ao menos as personagens femininas possuem mais personalidade ao lutar por ele, mesmo sabendo que ele ama a Yuki. Outro ponto positivo são as músicas e os diálogos internos do Toya, que aparecem escritos na tela.

Enfim, “White Album” é um anime que tinha tudo pra ser bom, mas não foi, deixou a desejar no quesito personagens e até mesmo no enredo ao não explorar de maneira satisfatória o ambiente artístico e muito menos o próprio ambiente em que Toya vive. Tudo numa narrativa arrastada e sem criatividade, uma pena porque poderia ter sido bem melhor.

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Eu esperei, esperei e esperei para que estivesse devidamente legendada a segunda temporada para eu poder assistir, não queria passar por muita ansiedade, tendo que esperar lançar o próximo episódio! E devo dizer, estava certíssima, porque a segunda temporada de “Chihayafuru” é tão boa quanto a primeira, fazendo a gente assistir a tudo quase de uma vez!

O anime começa da mesma forma que terminou a primeira temporada: o clube de Karuta procurando novos membros, mas deve vez a beleza de Taichi ajuda de alguma forma e uma nova garota aparece na trama, pronta pra conquistar o rapaz e não se importando muito com Karuta. O clube também ganha um novo integrante que está ansioso para ganhar umas partidas e orgulhar seus irmãos!


Ayase continua querendo fazer com que todos se apaixonem por Karuta e sem enxergar um palmo diante do nariz, mas devo dizer que eu acho que essa segunda temporada explora bem mais a evolução dos personagens, principalmente o de Taichi, que inúmeras vezes rouba a cena.

O anime continua mostrando o jogo de Karuta de maneira poética, inclusive em alguns diálogos, mas quando começa a competição por equipe a coisa muda completamente e lá está novamente a tensão que só um jogo de Karuta pode demonstrar! Cada integrante do grupo com suas próprias preocupações, seus próprios desafios a serem superados e o gosto amargo de cada derrota estampado em cada um, assim como a felicidade em conquistar cada carta. Além disso, devo dizer que as partidas finais são de tirar o fôlego, principalmente quando você nem respira pra ver a jogada e parece uma piadinha pra quebrar o clima!


Quanto ao Arata, ele aparece mais nessa temporada e de certa forma tenta se aproximar de seus amigos. Também conhecemos mais um pouco da personalidade da Rainha e novos competidores de Karuta aparecem com histórias interessantes!

Eu realmente não entendo porque algumas pessoas acham o anime parado, eu quase morro de tensão em cada jogada, uma vez que “Chihayafuru” não é previsível e você nunca sabe quem vai ganhar as partidas! E é por isso mesmo um dos animes preferidos, fico agora torcendo por uma terceira temporada!


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