Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Ryuu Yamada é um estudante do segundo ano meio briguento e preguiçoso, mas um dia ao tropeçar em uma escada, cai em cima da Urara Shiraishi, uma estudante bonita e super inteligente. Yamada e Shiraishi acabam trocando de corpos, por causa de um beijo ocorrido durante a queda. Depois de muitas tentativas para trocarem novamente de corpos e nos seguintes episódios, descobrimos que Urara é uma das sete bruxas da escola e Yamada tem o poder de copiar o poder delas.


Miyamura descobre o segredo de Urara logo no começo e ele, Itou, Urara e Yamada entram para o clube de assuntos sobrenaturais e começam a investigar sobre outras bruxas. No entanto, o interessante do anime é que eles não descobrem rapidamente que existem outras bruxas e, portanto, a gente vai acompanhando o desenrolar da história e com isso um pouco do desenvolvimento da relação de Urara com Yamada, como os dois se aproximam a cada episódio! Depois, quando se sabe que existem outras bruxas, a cada episódio uma delas é apresentada e com isso Yamada e o clube vão se envolvendo em algumas confusões. A primeira a aparecer depois de Urara e a Odagiri, uma garota que ao beijar deixa as pessoas apaixonadas por ela. Quando Odagiri beija Yamada, o poder de copiar dele faz com a moça se apaixone com por ele. Depois temos Ootsuka, uma garota que tem poderes telepáticos, Maria que consegue ver o futuro, Takigawa que vê o passado de quem beija, Asuka que consegue ficar invisível e por último Rika, a garota que consegue fazer com as memórias das pessoas sejam apagadas e é responsável pelo arco final do anime.

Além desses personagens, temos Tamaki que também tem o poder de copiar e o presidente do conselho estudantil, que sabe tudo sobre as bruxas! Entre ouros personagens secundários!

Eu diria que o arco de Maria, quando ela sabe que alguém vai colocar fogo em um dos prédios antigos da escola é o que mais nos dá agonia ao ver, isso porque eles passam o episódio todo tentando resolver a situação, mas o arco final foi bem mais tenso!



Apesar de algumas cenas de troca troca de beijos e das fujoshis se sentirem felizes em alguns momentos, Yamada-kun to 7-nin no Majo não é um anime apelativo com fanservice para enrolar quem assiste. Claro que em algumas cenas o apelo sexual é evidente, mas ele está lá apenas como alivio cômico, uma parte pequena do anime, nada que atrapalhe o desenvolvimento da história. Pelo contrario, Yamada-kun to 7-nin no Majo se desenvolve bem, principalmente por mostrar o desenvolvimento entre Yamada e Urara, não sendo assim um anime de harém, quando tinha tudo para ser! Cada bruxa tem seus problemas e Yamada acaba se envolvendo com eles! Quem leu o mangá vai dizer que lá as histórias são mais detalhadas, mas o anime não deixa pontas soltas, sendo tudo até que bem explicado e com um final decente!

Quem gosta de comédia com uma boa história eu recomendo o anime, você vai se divertir ao acompanhar um historia com tons sobrenaturais e com uma pitada de um bom romance!


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"Denki-Gai no Honya-san" é um anime de 12 episódios, baseado no mangá de Asato Mizu. Eu diria que o anime não tem um só protagonista, na verdade diria que todos os personagens possuem sua importância nesse enredo que se passa em uma loja de mangás aos arredores da "Cidade Elétrica" (Denki-Gai, que no Japão é o nome popular de uma área comercial especializada em eletrônicos). Umio é um rapaz que trabalha meio período lá, na livraria Uma no Hone, junto com Hiotan, uma garota bonita e às vezes ingênua; a Sensei, que desenha mangás e sonha em ser uma mangaká famosa; Fu Girl, uma menina que adora zumbis; Sommelier, um homem sem olhos (?), mas bastante perspicaz; Kameko, uma garotinha que gosta de tirar fotos e por fim, Kantoku, o gerente da loja que gosta de assediar Hiotan!


O anime é de comédia totalmente nonsense com cenas hilárias e piadas de duplo sentido. Enquanto vamos acompanhando a rotina de todos os personagens na loja, vamos descobrindo como cada um é, por exemplo, a sensei, que parece não ligar para as aparências, sempre vestindo a mesma roupa, mas que na verdade se preocupa bastante com sua falta de poder feminino. Ela e Umio são mais próximos porque o rapaz está sempre ajudando-a, já que como muitos mangakás, Sensei trabalha sempre com prazos apertados! Sensei nutre sentimentos por Umio e é muito fofo ver como ela reage sempre que ele a ajuda. Outro casal da série é o gerente tarado, Kantou, e a Hiotan. Kantou está sempre assediando a moça, mas nem sempre de maneira pervertida! E o terceiro casal é Sommelier e Fu, ele é alto e musculoso e ela aparentemente frágil e baixinha, juntos são uma dupla muito fofa, já que Sommelier está sempre disposto a ajudar Fu. Já a garota, está sempre disposta a bater em Umio por achá-lo parecido a um zumbi! 

Outros personagens na série são importantes como a famosa escritora Tsumorin, por quem Umio é fã. Tsumorin já teve um relacionamento com Kantou e sua presença sempre gera um certo conflito nos sentimentos de Hiotan. Além de Tsumorin, temos Ero Hon, uma mulher que inspeciona mangás eróticos, para ver se eles estão na seção certa. Ero se dá muito bem com Sommelier, já que o rapaz sempre acerta o gosto de todas as pessoas e isso não é diferente com ela, que adora um mangá pervertido. 


"Denki-Gai no Honya-san" tem um ritmo leve e descontraído, à medida que a história avança vamos descobrindo as mais diversas loucuras de seus personagens e um pouco mais dos sentimentos deles. Uma pena que a história acaba sem dar um verdadeiro fim à história dos casais, mas é diversão garantida!

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"Ookami Shoujo to Kuro Ouji" é uma série escrita por Ayuko Hatta lançada na revista Bessatsu Margaret da Shueisha, sendo que o anime possui 12 episódios e acredito que todos os fãs de shoujo ficaram super felizes quando souberam da adaptação!

Erika Shinohara é uma garota de 16 anos, hiper mega inocente, que diz as suas amigas que tem um namorado, embora não tenha, só pra conseguir se enturmar na nova sala. Só que as novas amigas pedem pra ver um foto do namorado dela e desesperada a protagonista tira a foto de um rapaz super bonito passando na rua! O problema é que rapaz na verdade é um colega de escola chamado Kyouya Sata, aparentemente um a pessoa dócil e gentil, mas só na aparência mesmo, porque quando ele descobre a armação da Erika só permite que a garota leve a farsa adiante se ela se tornar seu cachorrinho de estimação! A partir de então vemos Erika tentando manter as aparências a todo custo e se envolvendo emocionalmente com Kyouya que é um sádico!



Erika é uma personagem tão boba e inocente, que se deixa enganar por qualquer um, o que irrita profundamente. Por outro lado Kyouya tem um lado tão sádico e sarcástico que em um determinado episódio Erika o xinga de “Cuzão” e eu sou obrigada a concordar com ela! Entretanto, amos os personagens crescem à medida que o anime transcorre. É evidente que Kyouya termina o anime bem diferente do que começou, pois se antes era frio e calculista ele termina menos frio, mas igualmente calculista e sádico, mas vamos dizer que a Erika o transforma para melhor. Kyouya e Erika começam modificar o relacionamento deles.

Personagens interessantes aparecem na série como Nozomi Kamiya, um rapaz super mulherengo que tenta convencer Kyouya a ser um também, além da irmã do protagonista que consegue ser pior do que ele. Pobre Erika!



“Ookami Shoujo to Kuroouji” não é um shoujo marcante porque tudo que acontece na série acaba sendo um tanto óbvio, o drama é bem raso, apesar de a comédia ser boa. Os personagens evoluem, mas o enredo é simples demais, mas devo dizer que foi bastante divertido acompanhar a série. Para terminara vale destacar a trilha sonora: a abertura é da banda SpecialThanks e eu gostei bastante de “Love good time”! Já a ending, Ookami Heart, é do grupo Oresama.

Enfim, oremos para mais shoujos saiam nas próximas temporadas!

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Seishuu Handa é um jovem famoso em caligrafia, mas um dia em uma de suas exposições perde o total controle ao ouvir um senhor fazendo severas críticas de sua obra, tanto que agride fisicamente o tal senhor. Diante disso, Seishuu é forçado a ter umas férias e vai parar num lugar super pequeno, que funciona quase como uma vila, em que todos se conhecem. Assim, o protagonista conhece Naru, uma pequenina que sempre invade sua casa em busca de diversão, entre outros habitantes do lugar como Miwa e Tamako, duas garotas que antes usavam a atual casa de Seishuu como um clube e Hiroshi, o filho do líder local.

O anime vai mostrando pouco apouco a adaptação de Seishuu ao lugar e sua tentativa de se tornar novamente o melhor em caligrafia, pois apenas ser bom não basta. Seishuu persegue como louco a perfeição e parece um louco realmente quando está envolvido no trabalho. A adaptação não é fácil, principalmente porque privacidade não existe no local, todos aparecem e entram na sua casa quando bem entendem! Além disso, a tecnologia parece que não chegou ao lugar e Seishuu realmente se isola do mundo em que vivia antes. Por outro lado, o protagonista começa a aprender sobre a simplicidade da vida e vamos vendo seu amadurecimento ao longo da série. Tudo isso com uma boa dose de comédia non sense e com um drama nada pesado, como se o autor diluísse a parte do drama ao longo da série. Dessa forma, ninguém percebe a densidade da obra, ainda que ela esteja lá, bem presente nos mínimos detalhes, em curtos diálogos, em metáforas que relacionam coisas simples da vida com a situação profissional do protagonista.



As pessoas do povoado são simples, um grande contraste com a personalidade de Seishuu e essa troca entre o simples e humilde com o moderno e culto acaba sendo ótima para todos, principalmente para Seishuu que começa a perceber que o equilíbrio entre a perfeição e o original não é nada simples. Aliás, esse é um dos temas trabalhados no anime, a questão da originalidade artística, uma vez que ele sabe perfeitamente fazer aquilo que se deve fazer para ser bom em caligrafia, mas não consegue colocar sua própria originalidade na obra, algo que ele aprende aos poucos à medida que vai vivendo uma vida simples e normal. O local em que vive, apesar de ser um povoado pequeno, faz com que ele aumente e muito sua criatividade, principalmente porque Naru o ajuda e muito com seu modo espontâneo de ser.

O anime está repleto de personagens carismático, como as crianças, as duas adolescentes folgadas, entre outros. Eu confesso que no começo eu torci o nariz para a relação de Seishuu com a Naru, com medo de ser um tipo de Usagi Drop (mangá), mas a relação ficou mesmo no quesito amigos, com a inocência que se deve ter.

Por fim, “Barakamon” é um anime de alta qualidade por possui um bom enredo que dilui o drama e mistura com a comédia, além, é claro, de possuir personagens simpáticos e desenvolver bem a problemática do protagonista.

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"Love Celeb" é da minha querida mangaká Mayu Shinjo, conhecida por escrever romances smut, ou seja, com cenas mais quentes de sexo, afinal, as mulheres também merecem um estilo mais ecchi voltado para elas!

Em "Love Celeb" conhecemos Kirara, uma garota de 16 anos que sonha em ser uma estrela famosa, mas é super ingênua e quando seu empresário diz que ela precisa “agradar” a certos homens do show business ela não entende bem o que ele quer dizer e assim acaba participando de uma reunião que o intuito era qualquer coisa, menos falar! Ou seja, a protagonista descobre o famoso “teste do sofá”. Porém, um jovem rapaz a salva de ser assediada e ele é nada mais nada menos do que o neto do primeiro-ministro do Japão, uma rapaz de cabelos prateados super poderoso!



Kirara então deixa de ser assediada por velhos babões, passando a se envolver com Gin e se você pensa que a menina não queria os outros por serem feios e o Gin sim por ser bonito, você está certo! Bom, mais ou menos, é que à medida que a Kirara vai conhecendo melhor Gin ela descobre que além de rico e bonito ele tem um bom coração. Que mulher não se apaixonaria, não é? Só que Kirara não se declara facilmente para Gin e na verdade nem ele para ela e por isso ficamos no chove no molha, entre cenas pra lá de quentes e outras entre em que Gin não sabe o que sente por Kirara e ela com medo de se confessar e Gin achar que ela está interessada no dinheiro dele!



Vale destaca que Kirara tem talento mesmo, só precisava que alguém acreditasse nela, o que Sakuya (produtor musical) percebe! Outros personagens aparecem no mangá, mas infelizmente não foram muito desenvolvidos pela mangaká. E falando em personagens, Gin segue o padrão sexy e possessivo da Mayu e Kirara o patrão de menina dócil, meiga e ingênua. 

O mangá tem 7 volumes e indico apenas para quem realmente gosta de um romance hot, leve e descontraído.

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“Ao haru ride” é uma adaptação do mangá da Io Sakisaka, a mesma do excelente Strobe Edge! O mangá foi publicado pela Bessatsu Margaret, a mesma de Lovely Complex, mas é do anime, de apenas 12 episódios que vou comentar!

Futaba é uma moça bonita, meiga e esperta que um dia se declarou para Kou, o rapaz que ela sempre gostou, mas por conta de um mal entendido ele não aparece no encontro marcado e depois sai da escola. Anos depois, cansada de estar só e julgada por sua aparência, Futaba resolve eliminar sua feminilidade para assim as outras garotas não sentirem inveja dela e se tornarem suas amigas. O plano funciona e Futaba se torna uma garota moleca, engraçada e meio tímida. No entanto, Kou (conhecido agora como Mabuchi) reaparece e antigos sentimentos voltam com tudo, mas o rapaz acredita que agora as coisas não podem ser como antes, uma vez que Kou guarda muitos ressentimentos por conta de um acontecimento familiar.


O anime gira realmente em torno dessa nova relação entre Futaba e Kou e como ambos mudam ao longo da história, mas outros personagens também aparecem no anime como a simpática Yuri, a séria Murao e o fofo Kominato. Todos, meio que sem querer, acabam se tornando amigos, o que é muito importante tanto para Futaba, que deixa de lado suas amigas falsas, como para o Kou, embora ele não admita. Para mim, Futaba foi a personagem que mais mudou no anime, deixando de ser a moça insegura em relação às amizades, passando a ser uma garota perseverante, disposta a sanar as feridas de Kou e tentar entendê-lo, ainda que ela possa se magoar no processo. Já Kou é o personagem mais complexo e difícil, que carrega toda a carga dramática do anime devido a seu passado. Aliás, achei bastante compreensível as reações de Kou uma vez que você descobre como ele se sente, afinal também já perdi um ente querido e sempre fica aquela sensação de que não deu tempo de fazer o que queríamos. Quase como se ficasse uma mensagem no ar para aproveitarmos o agora, porque depois pode ser tarde demais.

“Ao haru ride” possui enfoque nas emoções dos personagens e por isso ele deixa de ser uma anime leve e descontraído, passando a ter tons mais dramáticos conforme vamos acompanhando a história. Claro que com a Futaba sempre existe um alívio cômico, mas o principal é sem dúvida os sentimentos, principalmente, mas não exclusivamente, dos protagonistas. Acredito que a maior preocupação de quem acompanha o mangá era saber como tudo isso seria transformado no anime, sem que perdesse a profundidade e acho, sinceramente, que conseguiram.



Apesar de serem escritos por mangakás diferentes, Kimi ni Todoke e Au haru Ride me parecem ter traços bem parecidos, talvez por terem sido produzidos pela Production I.G e ambos possuírem sensibilidade e delicadeza, mas obviamente guardadas as devidas diferenças de enredo e personagens, uma vez que, ao menos pra mim, “Ao haru ride” possui personagens mais trabalhados. Em relação à trilha sonora eu simplesmente não consigo tirar a opening da minha cabeça! Quem gostou também pode conferir outros trabalhos de HoneyWorks, que são sensacionais!

Resumindo: Como super fã de shoujo e eu adorei que a adaptação para o anime, ainda que o Toma tenha demorado muito para aparecer! E como ele tem papel importante no mangá, ficarei torcendo para uma segunda temporada, para que assim todos nós possamos continuar acompanhando a série!

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Fazia muito, muito tempo que eu não chorava de rir com um anime! Meu Deus, “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” é muito nonsense! Não teve um único episódio que eu não desse uma risada!

O anime conta a história de Chiyo Sakura, uma garota que é apaixonada por Nozaki e ao se declarar pra ele, ela diz que é sua fã! Porém, Nozaki não entende a declaração, dando-lhe um autógrafo e assim, Chiyo descobre que Nozaki é um conhecido escritor de mangás shoujo! A partir daí, Chiyo passa a ser sua assistente e tem sérias dificuldades de se confessar!



Outros personagens aparecem no anime e os coadjuvantes dão um show a cada episódio! Temos Mikoto Mikoshiba, um garoto que parece ser mulherengo, mas na verdade morre de vergonha das frases que fala! Mikoto também é assistente de Nozaki e é sua inspiração para ser a protagonista do seu mangá! Logo depois aparece Yuzuki Seo, uma menina totalmente sem noção, que fala o que pensa e sempre acaba magoando os outros. Depois conhecemos Kashima e Masayuki. Kashima é uma garota que na verdade parece um príncipe e todas as meninas a adoram. Já Masayuki, é o presidente do clube de teatro que Kashima participa. Eu super torço por esse casal, em que Kashima parece ser o homem da relação e Masayuki a mocinha! Outro casal invertido é o Hirotaka Wakamatsu do clube de basquete, que é mais delicado e a Seo, que mais parece um “moleque”, apesar de ter um linda voz! Em outros episódios também conhecemos mais personagens e o anime vai transcorrendo à medida que Nozaki vai se inspirando na história do mangá ou tentando entender seus próprios personagens!



Tudo para Nozaki gira ao redor das suas histórias, mas o mais engraçado é vê-lo observar os amigos para criar novos acontecimentos no seu mangá! Aliás, a bem verdade é que os coadjuvantes muitas vezes roubam a cena no anime! E tem personagem para vários gostos, dá pra ficar torcendo pelo romance de todos, que formam pares bem engraçados e muitas vezes sem harmonia alguma!

Embora seja um mangá publicado para o público masculino, “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” , qualquer um, independente do sexo ou idade poderá ver o anime e se divertir com uma história que parodia todos os estereótipos e gêneros: shoujo ai e harém com a personagem Kashima, yaoi com o Mikoto, já que o rapaz possui traços femininos, tsundere com o Masayuki, além, é claro, de parodiar principalmente todos os clichês dos mangás shoujos!



Dessa forma, a autora brinca de construir estereótipos, nos faz rir com a inversão deles e sempre nos leva a um anticlímax divertido. “Gekkan Shoujo Nozaki-kun” possui um ótimo aspecto visual, com uma trilha sonora que até foge um pouco do padrão pop! Apesar de possuiu uma linguagem e enredo simples, é um anime muito bem trabalhado e sem dúvida agradará qualquer um que queira rir e se divertir com um humor oras exagerados, oras inteligente!

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Matsuri é uma moça apaixonada pelo rapaz mais bonito da escola, Wataru, mas se senta ao lado de um garoto considerado um marginal e ainda por cima guarda um segredo de todos: ela é uma lutadora de luta livre (wrestling, na verdade)! Porém, Matsuri quer esconder isso a todo custo, já que o rapaz de quem ela gosta detesta mulheres musculosas, preferindo as mais meigas e dóceis, bom, no fundo ele é um idiota! No entanto, Matsuri não tem como fugir da luta livre, na verdade ela até tenta, mas é super conhecida no meio (ela usa uma máscara pra que ninguém saiba quem ela é) e seu pai a obriga a lutar, principalmente por causa das dívidas! Como se não bastasse, o tal garoto marginal, Shigematsu, não é um bad boy, na verdade é um fã da sua personagem lutadora!



Matsuri detesta ser quem ela é, sendo obrigada a lutar, por isso tenta desesperadamente mudar a si mesma, mas Shigematsu é o único que gosta dela como ela realmente é e isso conforta Matsuri, apesar dos dois viverem brigando! Matsuri quase não tem amigos na escola e nem muito tempo livre, assim, Shigematsu acaba sendo seu primeiro amigo do qual ela não guarda nenhum segredo. Claro que o relacionamento deles vai passando de amizade a algo mais, ao mesmo tempo em que Matsuri vai enfrentando novos desafios, tanto na sua vida pessoal como profissional. À medida que a história avança, a protagonista começa a se entender e se aceitar melhor.

O mangá tem romance, mas também tem cenas de lutas bem interessantes, apesar de engraçadas! Alguns personagens secundários como a Maru são bem interessantes, embora ela só apareça na metade do mangá, mas ela é importante para forçar Matsuri a ser quem ela realmente deve ser e também pra apimentar o romance dos protagonistas. Wataru também tem sua relevância no mangá, já que no começo ele era um idiota completo e aos poucos muda, se apaixonando pela personagem criada pela Matsuri.



Resumindo, é um mangá (de 4 volumes) que foca no desenvolvimento dos personagens, no amadurecimento deles, com pitada de romance, drama e comédia. Lembrando que a mangaká é a mesma de Hana Yori Dango e Cat Street, Yoko Kamio!


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Hase é um rapaz que tenta a todo custo ser amigo de sua colega de escola Kaori Fujimiya, mas ela o rejeita veementemente, até que depois de um tempo, Kaori conta a Hase o motivo para rejeitá-lo tanto: depois de uma semana suas memórias se apagam e ela se esquece de tudo! Obviamente o enredo me lembrou do filme “Como se fosse pela primeira vez”, mas o desenrolar é bem diferente!

Hase é um garoto realmente persistente, pois decide que irá reconquistar a amizade de Kaori toda semana, pedindo para que ela anote tudo que eles fazem juntos em um diário, assim tudo que eles fazem fica registrado nas anotações. Ao longo do anime vamos conhecendo melhor os protagonistas, Hase sempre mais animado e generoso, Kaori tímida e meiga. Juntos, os dois vão construindo uma bonita relação, enfrentando os obstáculos que aparecem. 



O anime é mais intimista, por tanto, o todo o foco é na amizade dos protagonistas e em como Kaori precisa reaprender a ter amigos e quem sabe se tornar uma pessoa menos distante. Apesar disso, destaque para Shougo e Saki que servem como apoio para Hase e Kaori, apesar de também terem lá sua história. Embora a introspecção possa deixar o anime com uma carga dramática um pouco maior, a verdade é que “Isshuukan Friends” consegue ser bem leve e sensível, abordando um tema simples, mas com obstáculos bem difíceis: a construção de uma amizade e a construção de boas memórias no período escolar.



O anime tem um traço que não é bem o meu preferido, mas visualmente, de modo geral me agradou, assim como a trilha sonora. Alguns podem considera-lo lento, mas acho que isso é bastante plausível levando em consideração as características dos personagens e o desenvolvimento deles. Resumindo: “Isshuukan Friends” cumpre bem a proposta apresentada, sendo um excelente anime, com uma ótima história.



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“Zettai heiwa daisakusen” é um mangá curtinho de apenas 4 volumes da mangaká Akane Ogura. A história gira em torno da princesa do Sul, Euda e o príncipe do norte Johane, ambos em um mundo fictício em que seus reinos estão em guerra constante! Cansados de tanto sofrimento e tantas mortes o príncipe e a princesa resolvem fingir um relacionamento amoroso para por fim à guerra! O problema é que, na verdade, eles se odeiam!



Bom, devo dizer que no começo eles se odeiam, mas é claro que aos poucos eles se descobrem apaixonados e envoltos numa situação mais difícil ainda! Johane uma vez viu Euda na televisão e se apaixonou pela moça, por isso, ele não se incomoda nenhum pouco com a farsa, já que ele pode ficar perto de sua amada. Já Euda, à medida que vai se apaixonando por Johane vai se sentindo mais e mais culpada, uma vez que o príncipe é um vilão para o seu país. Os dois possuem personalidades diferentes, Euda não suporta luta ou violência e está sempre ajudando os feridos de guerra. Já Johane, se sente “em casa” no campo de batalha, sendo a tristeza de Euda que faz o príncipe mudar e querer o fim da guerra.

Como se não bastasse os problemas internos do casal, o irmão de Johane, o príncipe herdeiro, por ciúmes, atrapalha bastante sua vida, sem contar as famílias, que apesar de aceitarem o relacionando, não ficam nada satisfeitas com a situação.



Bom, nada é muito fácil na vida do casal, já que eles ficam no meio de muitos interesses, já que todos nós sabemos que muita gente se beneficia com a guerra, mas o mangá não é lá muito profundo, pendendo mais para superficialidade, o que, para ser bem sincera, não me desagradou. Talvez se tivesse mais volumes a mangaká poderia ter trabalhado melhor as situações, mas a química dos protagonistas é ótima e Euda é uma fofa! Super recomendado pra quem quiser ter uma leitura leve e um bom romance!

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Este ano estou participando da campanha “Eu amo shoujo” e me indicaram o anime “Neo angelique abyss”, que é um harém invertido e tem como protagonista uma garota meiga, bondosa, mas que possui grandes poderes. 

Angelique é uma órfã que vive num colégio interno para moças quando um dia recebe a visita de Nyx, um homem que diz que ela possui poderes de purificação e que pode salvar a vida de muita gente. A princípio, Angelique não está muito certa dos seus poderes, até que a escola é atacada por Thanatos (uma espécie de monstros) e Angelique consegue purificá-los. Assim, a protagonista descobre que possui poderes extraordinários e passa a viver com Nyx e Rayne. À medida que a história avança, outros purificadores aparecem, todos querendo proteger Angelique e destruir os Thanatos.



Se fosse uns 10 anos atrás eu acho que iria gostar de “Neo angelique abyss”, mas hoje, depois de tantos haréns, invertidos ou não, o anime não me empolgou. Ando um tanto cansada de protagonistas bobinhas, ingênuas e que ficam repetindo tudo iguais a uma tonta. Em termos de enredo, nada de novo no anime, tudo muito igual aos outros. Porém, os personagens masculinos, apesar de ficarem babando pela abelha rainha (Angelique), são o ponto forte da história, uma vez que possuem personalidades diversas e segredos a serem revelados, principalmente Nyx. Além disso, um ponto que eu gostei, e talvez o diferencie um pouco dos outros animes do gênero, é a mistura com aspectos do século 19 e a modernidade, já que parte do mundo criado no anime também é moderno, possuindo carros e até imprensa!



Resumindo: “Neo angelique abyss” não foge dos clichês do gênero, mas com toda certeza cumpre com os pré-requisitos de um shoujo do tipo. Recomendo para puro divertimento e para quem gosta muito de harém invertido, mesmo porque os meninos purificadores são colírios para os olhos das meninas, tem pra todo gosto!

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Kaito Kirishima é um rapaz do colegial que quer produzir um filme com a ajuda de seus amigos, mas a chegada de uma nova aluna torna tudo um pouco mais misterioso!

Tudo começa quando um dia Kaito está gravando com sua câmera e Ichika Takatsuki chega a terra em sua espaçonave, mas ninguém sabe que ela é uma alienígena que está na terra. Ichika passa a morar na casa de Kaito, já que não tem para onde ir, o que deixa Kanna, amiga de infância do protagonista, bastante enciumada. Aliás, a chegada de Ichika mexe bastante com os sentimentos de todos os amigos de Kaito, que pouco a pouco vão se revelando, como em uma quadrilha amorosa. Assim, podemos ver melhor os sentimos de Tetsuro, Mio e conhecendo melhor quem é a Lemon, uma personagem bastante divertida!



O filme acaba ficando em segundo plano, enquanto as emoções dos personagens vão se tornando o foco do anime. A princípio vemos os sentimentos confusos de alguns e as decisões de outros. De todos, a Kanna me parece a mais ingênua ou talvez a mais cega do grupo, já que não só não percebe quem gosta verdadeiramente dela, como também dos sentimentos da própria melhor amiga. É como se para Kanna, apenas existisse Kaito e assim não consegue enxergar os sentimentos das pessoas ao seu redor. Justamente ao contrário da Lemon, que não só percebe os sentimentos de todos, como brinca com isso!

Aos poucos os sentimentos dos personagens vão se desenvolvendo, igualmente com eles e tudo vai ficando mais interessante com os desenrolar da quadrilha amorosa, principalmente depois que o segredo de Ichika é revelado. No entanto, se por um lado os sentimentos são explorados, me parece que faltou explorar mais Ichika como alienígena, como é sua vida no espaço e o que faz. O anime acaba e não temos quase nenhuma informação a esse respeito.



É inevitável não comparar “Ano Natsu de Matteru” com “Onegai teacher”, mesmo porque ambos possuem o mesmo caracter design, Taraku Uon, e a mesma pessoa responsável pelo script, Yousuke Kuroda, sendo a série uma espécie de homenagem a “Onegai”, lembrando que “Ano Natsu de Matteru” estreou na data de aniversário de 10 anos de sua antecessora! Porém, é importante notar que existem muitas diferenças no enredo e devo dizer que o anime vai muito além de Onegai.

Para muitos “Ano Natsu de Matteru” ou foi um anime incrível ou foi mediano, para mim ele foi acima da média, justamente por explorar bem as relações amorosas dos personagens, não se detendo apenas no casal protagonista, criando expectativas até o último episódio. A verdade é que me emocionei com final da história e o drama aparece na dose certa, sem exageros, assim como a comédia, o ecchi e o romance. Entretanto, apesar de criar tensão e expectativa, o enredo acaba caindo no previsível, mas isso não me desagradou, por isso, super recomendo!



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