Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Quem me conhece sabe que eu AMO Yu yu Hakusho! Eu assisti mais de 10 vezes cada episódio e quando passava na Manchete eu saia da escola correndo para não perder nenhum episódio! No entanto, apesar desse meu amor eu nunca tinha assistido ao OVA da série: Yu yu Hakusho: A Batalha de Meikai - Laços de Fogo. Acho que era uma forma de não ficar "doente" de novo pelo anime! Porém, esses dias eu resolvi quebrar essa barreira e baixei o filme. 

Obviamente que a sensação de nostalgia me dominou por completo, mas eu confesso que apesar de estar totalmente acostumada a ver animes legendados e com o original em japonês, eu estranhei a voz do Yusuke. Marco Ribeiro fez um trabalho tão bom com a dublagem do anime que todos que assistiam naquela época sabiam que a dublagem de Yu yu no português era uma das melhores. Frases como “Chupa cabra”, "Ah eu sou Toguro" ficaram hilárias, assim como "Tô mais quebrado que arroz de terceira". Por isso, ouvir a verdadeira voz dos personagens me causou certa estranheza, claro que isso não me impediu de continuar vendo o filme, mesmo porque depois de 30 minutos eu já havia me acostumado com a dublagem japonesa. 



Quanto ao filme, imagino que os fãs já o devem ter assistido faz tempo, mas se você é fã da série como eu e ainda não viu, vale a pena ver e matar a saudade!

Pers


Esses dias eu publique no Japanholic's Hyperdimension, no Facebook, uma resenha sobre os OVAS de “Mahou Tsukai Tai!”. Como eu gostei bastante da história acho justo publicar a resenha aqui também! 

“Mahou Tsukai Tai!” tem apenas 6 OVAs e 13 episódio para uma serie de TV. Até agora eu só vi os OVAs e é sobre eles que irei falar. 

Eu não gosto muito de ecchi, mas neste caso o ecchi não é o ponto principal do enredo, aparecendo apenas nos momentos de comédia ou em momentos mais sérios, quebrando o clímax e deixando as coisas mais leves. 



Na história os alienígenas, chamados de Bell, invadiram a terra, mas vivem pacificamente com os humanos. Porém, nem todos acreditam que isso durará para sempre. 

Sae Sawanoguchi é uma estudante que incentivada pelo seu senpai, Takakura, começa a usar magia, na tentativa de enfrentar os alienígenas. Sua amiga Nanaka, mesmo não gostando muito da ideia, acaba se juntando ao clube, que além desses três personagens é composto por Ayanojyo Aburatsubo (um garoto que sempre tentar flertar com Takakura) e Akane, a garota sensual da história, que é excelente em magia! 

Nos 6 ovas vemos o grupo escolar tentando aprender a fazer feitiços mais complexos, mas sempre acabam entrando em confusão, pois os Bells não são tolos e começam a investigar o uso de magia, enquanto dois jornalistas também começam a investigar o grupo escolar. 



De modo geral “Mahou Tsukai Tai!” é um excelente anime para descontrair e dar risada, as situações absurdas, muitas vezes misturadas com Ecchi, são ótimas e ainda tem romance, trabalhado melhor no anime, entre Sae e Takakura. Além disso, devo dizer que adorei o "não casal" Aburatsubo e Nanaka, já que mesmo gostando de Takakura, Aburatsubo demonstra carinho e afeto por Nanaka. 

Como são apenas 6 OVAs e bastante divertido, Mahou Tsukai Tai! fica como dica para quem não tem muito tempo livre! 

Final: Feliz 

Pers 



Acho que ando muito nostálgica ultimamente, já que logo depois de Yuyu Hakusho eu fiquei pensando nos animes da minha adolescência e claro, “Shurato” era um deles. 

Como já disse antes “Os cavaleiros dos Zodíacos” não era um anime que eu gostasse muito, essa coisa de armadura nunca me empolgou, mas com “Shurato” foi diferente e acho que o motivo era o enredo: dois amigos que se tornam inimigos. 



Tudo começa na final de um torneio de artes marciais, em que Shurato Hidaka e Gai Kuroki são subitamente transportados para um mundo paralelo, o Mundo Celestial, durante a luta deles. Shurato e Gai são dois melhores amigos de infância, mas são totalmente diferentes no quesito personalidade e no Mundo Celestial, (lugar em que as pessoas possuem Souma, uma forma de energia espiritual) Shurato descobre que ele é, na verdade, a reencarnação de um rei e um dos Hachibushu, um grupo de oito guardiões lendários com alta quantidade de Souma. Tanto ele como Gai foram levados para aquele mundo para lutar contra os deuses de Asura, uma legião de guerreiros destrutivos. Entretanto, por razões desconhecidas, Gai tenta matar Shurato repetidas vezes, confundindo Shurato, uma vez que o Gai real é um pacifista e a pessoa com mais compaixão que ele conhece.



No novo mundo Shurato conhece Rakesh, que se diz apaixonada por ele, mas é uma sacerdotisa de Vishnu. Ao longo da história conhecemos os oito guardiões, cada um com sua personalidade e Shurato vai ganhado, aos poucos, a confiança de cada um, unindo-se a eles. Juntamente com suas armaduras, Shurato e seus companheiros lutam para proteger o Mundo Celestial, sempre tentando descobrir porque Gai não o reconhece mais como amigo, sendo uma pessoa ruim. 

O anime tem um total de 38 episódios e um OVA que finaliza a história. Talvez para muitos “Shurato” tenha sido só mais um anime em que meninos usam armaduras, sem muita originalidade, mas eu gostava da história e tentava ignorar os exageros que grande parte dos animes que abordam ação e lutas tem! 

PS: Adoro a abertura original!

                

 Pers


Eu tenho orgulho de dizer que sou da geração Manchete, mas confesso que “Os Cavaleiros dos Zodíacos” não era o meu desenho preferido e não conseguia entender a febre dos meninos em relação ao desenho. Até que em 1997 surge “Yu Yu Hakusho” que fez muito sucesso no Brasil, ainda que um pouco menos se comprarmos com a turma de Seiya. 

Eu realmente era viciada nesse anime, eu gostava da “Sailor Moon”, do “Shurato”, mas minha verdadeira paixão era mesmo “Yu Yu Hakusho”, tanto que gravava os episódios em fita cassete e às vezes as músicas de abertura e encerramento em um gravador que eu tinha! A paixão era tanta que não me importava em ver repetidas vezes o mesmo episódio! 



Pra quem não sabe, o anime conta a história de Yusuke Urameshi, um garoto briguento, preguiçoso e folgado que morreu inesperadamente tentando salvar a vida de um garotinho, que morreria atropelado. Como ninguém no Mundo Espiritual esperava por sua morte, Koenma, filho do Deus Enma, dá uma nova oportunidade para Yusuke voltar a vida. No entanto, até voltar a viver de fato, Yusuke tem que esperar que nasça um bom monstro de um ovo dado a ele! Depois de alguns problemas, mas solucionados com a ajuda da Deusa da Morte, Botan, Yusuke volta a viver, só que agora como detetive espiritual, ajudando a banir os demônios que fogem de Mundo das Trevas e vão para a terra. 

A saga de Yusuke é longa e é dividida em quatro temporadas: a primeira termina antes do começo do torneio em que Yusuke é obrigado a participar, juntamente com uma equipe de amigos, para poder impedir Toguro de ser o campeão. A segunda termina juntamente com o torneiro, a terceira seria a saga de Sensui e a quarta e última é quando Yusuke, Hiei e Kurama vão para o Mundo das Trevas, participar de um novo torneio. 

                   

Minha temporada preferida é a segunda, já que adoro ver uma competição. O mais legal que é as pessoas próximas ao Yusuke, como sua namoradinha Keiko, vão assistir as lutas. No torneio conhecemos melhor os poderes do Hiei, Kurama e o chatinho do Kuwabara ganha um pouco mais de força. É nessa temporada que também descobrimos um pouco mais sobre a mestra Genkai e sua relação com o inimigo Toguro.

As últimas duas temporadas também são boas, mas assisti a última com gostinho de nostalgia, por saber que já estava acabando o anime. Fiquei muito triste com o fim de “Yu Yu Hakusho”, mas ao mesmo tempo gostei do final dado a série, uma vez que foi de fato um final digno e concluso. 



Na época a internet era algo inalcançável, por isso era obrigada a comprar as revistas que falassem sobre animes e assim, acabei fazendo uma coleção delas! 

                        Eu amo TODOS os encerramentos da séria, mas o ending da segunda temporada (tanto em português quanto em japonês) é o meu preferido! 
                  

O anime tinha muitos personagens interessantes com boas histórias para contar, tinha seu lado cômico, tinha drama, muita luta e pouco romance, é verdade. Muitos consideravam “Yu Yu Hakusho” um anime violento, o que é pura besteira, mesmo porque se anime violento influenciasse alguma criança a ser violenta o Japão teria altos índices de criminalidade infantil! 



“Yu Yu Hakusho” marcou minha adolescência, graças a ele conheci outros animes e um pouco mais da cultura japonesa. Acredito que também foi graças a ele que comecei meu vicio, aliás, vicio que persiste até hoje, já que não fico nenhum um só dia sem ver ao menos um episódio de anime! 

Pers


Como eu demorei para ver esse anime! Comecei e parei várias vezes, até que finalmente terminei!

“Karin” (2003) não é um anime ruim, já vi animes sobre vampiros piores, é só que eu não tenho muita paciência para história com ecchi, mesmo contendo romance. Além disso, “Karin” começa a ficar bom mesmo a partir da metade do anime, pois começa ter uma trama mais estável e profunda, o que justifica minhas idas e vindas. 


Karin é a filha do meio de um casal de vampiros que suga discretamente sangue humano. Porém, ela não é uma vampira comum, ao invés de sugar ela produz sangue, principalmente se vê alguém infeliz. Dessa forma, Karin precisa se livrar do excesso de sangue, transferindo-o para suas vítimas e dando a ela uma sensação de extrema felicidade. Usui, por quem Karin acaba se apaixonando, é seu colega de sala e acaba descobrindo seu segredo e passa a ajudar a sua amiga.


Karin sempre leva comida para Usui, que é um rapaz extremamente pobre, mas bastante gentil com ela, que vive com sua mãe, uma mulher que está sempre infeliz ou cansada, devido ao fato de nunca conseguir permanecer em um emprego. Além dos protagonistas, temos a hilária família de Karin, seu pai ciumento, que morde aqueles que são arrogantes, sua irmã caçula que fala pouco, mas sempre a ajuda, sua mãe que gosta de morder homens bêbados e mentirosos e, por fim, seu irmão mulherengo que gosta de morder mulheres cansadas e estressadas. Depois de um tempo aparece Winner Sinclair, um caçador de vampiros que ironicamente se apaixona por Karin, sem saber que ela é uma vampira. Winner é um personagem cômico e morre de ciúmes de Usui.

               

“Karin” é um anime engraçado e até divertido, só que com menos romance do que eu esperava, já que a relação de Karin e Usui fica estagnada durante um tempo, tendo mais ênfase no final. No entanto, apesar do anime ser bem morno e não ser super marcante, alguns mistérios e a histórias de alguns personagens secundários, como Elda, a avó de Karin, são bastante interessantes e até prendem nossa atenção. Quem gosta de animes de comédia com pitadas de romance talvez se interesse por “Karin”, só vale ressaltar que a parte do “sobrenatural” fica a desejar, dando lugar a situações de comédia.

                 

Final: Feliz

Pers


Nanami e Kenji são amigos de infância, desde quando a família de Kenji se mudou para a cidade em que atualmente moram. Kenji tem uma irmã, Suzuka, que também é amiga de Nanami e tem também uma prima, Hikari, que é bem divertida.

O anime tem um enredo bem simples, aliás, um enredo clichê em mangás do tipo shoujo: os melhores amigos que se apaixonam. No entanto, diferentemente de muitas historias, para o relacionamento dar certo só depende mesmo dos protagonistas, sem ter realmente alguém ou algo para atrapalhar, apesar de Sakura, uma amiga de escola, ser apaixonada por Kenji. No entanto, os dois são bem lerdos e não desenvolvem o relacionamento deles, são tão lerdos que todos os amigos já sabem que eles formam um lindo casal, menos eles.


Todo começo de episódio podemos ver um flashback sobre a infância dos protagonistas e durante os episódios também, assim, podemos entender melhor o relacionamento deles e a profunda amizade que possuem.


Quanto à personalidade dos protagonistas, Nanami tem uma voz chatinha, meiga demais e boazinha demais para o meu gosto. Já Kenji parece ser indiferente, mas não é, já que sempre está ao lado de Nanami, sendo aquele típico garoto legal e generoso com todos.

“Lamune” me pareceu uma anime médio, sem muita ação no enredo, mostrando apenas a vida dos protagonistas e algumas histórias relacionadas a eles. Como o anime tem 12 episódios, acho que o enredo poderia ter se desenvolvido mais rápido, mas como disse antes, Nanami e Kenji são bem lentos, assim como o próprio anime e por isso nada se desenvolve. “Lamune” não é um anime ruim, mas é fraco no romance, no drama e os protagonistas terminam praticamente da mesma maneira que começam. Por isso, recomendo apenas para aqueles que não resistem a um shoujo.

               


Final: Eu diria que feliz, mas sem conclusão

Pers



Quando termino de assistir a um anime imediatamente busco outro na minha infinita lista de indicações! Como ainda não assisti ao tão badalado “Usagi Drop”, descobri que “Aishiteruze Baby” e ele possuem uma semelhança: o protagonista cuida de uma criança, mas, apesar de não ter assisto “Usagi Drop”, tenho quase certeza de que esse é o único ponto em comum entre eles, mesmo porque acho que o público desses animes são diferentes. Porém, mesmo assim, resolvi dar uma chance a esse shoujo.

Yuzuyu é uma garotinha de 5 anos que foi abandona por sua mãe na casa de seus parentes quando seu pai faleceu. Kippei é seu primo, um garoto despreocupado com a vida e bastante mulherengo, tendo uma namorada diferente por dia. Porém, com a chegada de Yuzuyu, sua vida muda completamente, uma vez que sua irmã mais velha, uma verdadeira general, obriga Kippei a cuidar de Yuzuyu. A partir de então vemos o relacionamento de Yuzuyu com Kippei e a mudança deste último, já que se transforma em alguém bastante responsável. Kippei leva Yuzuyu à escola, faz sua comida, leva a garotinha para passear, tornando-se assim uma verdadeira mãe substituta. 

Apesar dos cuidados de Kippei a vida de Yuzuyu não é fácil e com o anime a gente percebe que a vida no jardim de infância não é tão simples como imaginamos. As crianças podem ser terríveis, tanto que Yuzuyu sofre rejeição e até gozações dos demais. Além disso, fora da escola, a garotinha até mesmo enfrenta os ciúmes doentio de uma garota apaixonada por Kippei. Porém, o ciúme é um sentimento que a própria Yuzuyu experimenta, quando Kokoro entra de fato na vida de Kippei, o que nos deixa ver o seu lado mais egoísta.

Kokoro é uma garota difícil, pois ao contrário das outras que geralmente ficam com Kippei, ela geralmente é indiferente a ele. Kokoro é uma garota solitária, que não tem mãe e passa a viver sozinha depois que seu pai se casa novamente. Kippei se compadece de sua solidão e acaba se apaixonando por ela. Entretanto, nosso protagonista só tem tempo mesmo para cuidar da Yuzuyu.

Um homem cuidando de uma garotinha não é um tema super original, mas o anime tem seus pontos fortes como a abordagem de temas como violência doméstica, bullying e também o triângulo (não exatamente amoroso) entre Kokoro, Kippei e a Yuzuyu, já que a garotinha tem ciúmes dele. Destaque também para a família de Kippei, que é super divertida. Quanto a Yuzuyu, não acho que ela tenha sido retratada fielmente como uma criança de fato, pois em alguns momentos ela fala e faz coisas que não condizem com sua idade, mas a verdade é que o personagem é uma graça, bastante mimada pelo Kippei, mas uma graça!

Eu denominaria “Aishiteruze Baby” como uma anime um tanto moe, mas sem muitos exageros, bastante divertido e com uma carga dramática leve, apesar de alguns temas abordados não serem.

                   
                   

Final: Feliz, mas com muitas expectativas no ar.

Pers



“Pretear” é uma anime de 2001 que fala sobre uma garota chama Himeno e seus sete guerreiros. Para fala bem a verdade, quando eu li que a história se parecia com a da “Branca de neve” fiquei um pouco desinteressada, mas depois fui ler mais sobre o anime e vi que apesar de Himeno ter uma madrasta, a história do anime não é tão parecida assim (só um pouco) com o conto de fadas.

Himeno Awayuki está tentando se adaptar a sua nova família, já que seu pai (um antigo escritor) se casa novamente com uma viúva rica, que tem duas filhas: Mayune e Mawata. Um dia, ao ir para escola, Himeno salta de um arbusto e cai bem em cima de Hayate, o Cavaleiro do Vento, que percebe que ela não é uma simples garota. Mais tarde Himeno encontra os outros cavaleiros do reino de Leafe que explicam que a Princesa do Desastre está despertando e que ela está usando um demônio chamado larva (que mais parece um inseto) para absorver Leafe, a essência de toda a vida. Eles pedem para Himeno se tornar uma Pretear, uma espécie de guerreira, que pode ajudá-los a proteger o mundo. Himeno é inicialmente relutante, acreditando que eles estão brincando com ela, mas quando uma larva ataca e começa a roubar Leafe, Himeno concorda em ajudar. Assim, Hayate e ela se fundem (Hayate entra no corpo dela), aparecendo pela primeira vez a Pretear do Vento.
 

 Himeno se funde com todos os sete guerreiros, cada um com sua especialidade: Hayate é o cavaleiro do vento; Sasame é o cavaleiro do som; Kei é o da Luz, Go é o do fogo e as crianças Mannen, Hajime e Shin são, respectivamente, os cavaleiros do gelo, água e planta. Todos adoram Himeno, menos Hayate, que a trata de modo frio, distante, não querendo que Himeno se torne a nova Pretear. Tudo isso porque Hayate se sente culpado pelo o que ocorreu com a antiga Pretear. Além de Hayate, Sasame também esconde um segredo sobre o passado, o que provoca algumas reviravoltas no anime.

Já fazia muito tempo que eu não assistia a um anime do tipo Mahou Shoujo, em que a protagonista é uma heroína extremamente desajeitada, mas pronta para salva o mundo! Himeno usa até uniformes diferentes, dependendo com quem se funde! Ver isso foi um tanto nostálgico.

Himeno é engraçada, comilona, divertida e claro, com tantos homens bonitos ao seu redor, ela tinha que acabar se envolvendo sentimentalmente com Hayate, o mais frio de todos. Alguns personagens secundários são bem engraçados, como o pai da Himeno e sua colega de sala, que vê romance em tudo, fazendo uma certa paródia com o estilo shoujo.


Apesar da trilha sonora ser bem ruim, “Pretear” é bastante agradável, divertido e por vezes ingênuo, com pitadas de romance e ação. Além disso, o anime é super curto, possuindo apenas 13 episódios que podem, com toda certeza, agradar que gosta do gênero.  

                   

                   

Final: Feliz

Pers

“Fushigi Yuugi” é um mangá de Yuu Watase, publicado no Japão de 1992 a 1995, sendo transformado no mesmo ano de sua finalização em um anime exibido até 1996. Devo dizer que nesta época era apaixonada por “Yuyu Hakusho” e comecei a me interessar por cultura japonesa! Porém, só pude assistir “Fushigi Yuugi” muitos anos depois, sendo o primeiro anime que vi através da internet.

“Fushigi Yuugi” conta a história de Miaka Yuki, uma ingênua estudante que um dia resolve estudar na biblioteca do colégio junto com a sua melhor amiga Yui. Quando Miaka resolve comprar um suco numa máquina, ela avista uma ave vermelha muito estranha e resolve segui-la até uma sala proibida. Yui também entra na sala e quando um livro cai (“O universo dos quatro deuses”) as duas resolvem abri-lo, sem saber que aquilo mudaria a vida delas para sempre! Yui começa a lê-lo e as duas são transportadas para dentro do livro, que é ambientado na China Antiga.


Ao chegar ao novo mundo as duas conhecem Tamahome, mas logo depois voltam ao seu mundo real. Depois de brigar com a mãe, Miaka volta à biblioteca e é levada de novo para o mundo do livro. Yui preocupada com sua amiga vai procurá-la na biblioteca e começa a ler o livro que conta o que se passa com Miaka.

Miaka encontra novamente Tamahome e Hotohori, o imperador do país de Konan (País do Deus Suzaku) e descobrem que ela é uma garota lendária de um outro mundo: uma sacerdotisa que pode invocar Suzaku e fazer 3 pedidos, trazendo paz e harmonia para todo o país. Porém, para isso, Miaka precisa reunir as 7 Estrelas de Suzaku em diferentes lugares do país e para piorar, o país inimigo de Konan, Kutu, também tenta encontrar sua Sacerdotisa (a de Seiryu) e suas Estrelas para invadir Konan.



No entanto, Miaka não consegue ir muito longe, fica doente e acaba tendo que voltar para seu mundo real, só que na mesma hora Yui é sugada para dentro do livro. Enganada por Nakago, uma das estrelas de Seiryu, Yui acredita que Miaka não liga para o fato dela estar presa dentro do livro e acredita que por causa da amiga acabou sendo estuprada por bandidos assim que chegou naquele novo mundo! Resultado: Yui se torna a Sacerdotisa de Seiryu e consequentemente rival de Miaka (que volta para o mundo do livro). Para atrapalhar ainda mais a situação, Yui se apaixona por Tamahone (estrela de Suzako), que ama Miaka e é correspondido por ela.


A partir desse momento começa uma verdadeira guerra entre as duas amigas para conseguirem convocar seus respectivos deuses e conseguirem seus desejos. Vários personagens vão aparecendo ao longo da história e muitas mortes também. Destaque para Nuriko, que é um homem que se veste de mulher, uma das estrelas de Suzako. Nuriko é muito engraçada e assim como Hotohori e Tamahone, é umas das estrelas mais importantes de Suzaku. O relacionamento de Miaka e Tamahone se aprofunda à medida que a história é contada, mas só tem mesmo um final feliz nos OVAS.

Fushigi Yuugi é um anime shoujo inesquecível, cheio de aventuras, humor, lutas, magia e romance. A abertura e o encerramento são ótimos e não tem como não se apaixonar pelo casal Miaka (super atrapalhada e comilona) e Tamahone! Apesar de ser um pouco antigo o anime ainda está disponível na net e vale muito a pena conferir!

                    

                    


Final: Feliz principalmente nos OVAS

Pers

Hana Yori Dango de Yoko Kamio é um clássico shoujo, sendo um dos mangás mais vendidos no Japão. O anime conta a história de Makino Tsukushi, uma garota de uma família muito pobre que, apesar das dificuldades, conseguiu ser admitida em uma escola de pessoas extremamente ricas. Toda a família passa por necessidades financeiras para poder manter Makino na escola e esperam que a garota consiga se casar com algum milionário!

Na escola os alunos são arrogantes, metidos, desumanos e muito, muito ricos! Porém, quatro rapazes se destacam na escola e são chamado de Flower Four, os F4 (flores no sentido de preciosos). Eles são os herdeiros das mais poderosas famílias do Japão e por conta do poder financeiro de seus nomes, eles ditam as regras na escola, passando por cima de qualquer um. A palavra Tsukushi, nome da protagonista, significa erva-daninha e é basicamente o que a personagem é considerada pelos F4 e o restante da escola, já que Makino decide agir como o seu nome, enfrentando o líder dos F4, Tsukasa Doumyouji.


Makino logo no começo do anime, por tentar defender sua amiga dos F4, ganha um papel vermelho, que significa ser inimiga do grupo. Quem recebe a tarja é maltratado cruelmente pelos outros alunos até sair da escola. Quando digo ser maltratado é maltratado mesmo, buyilling não é nada comparado ao que eles fazem com Makino. Neste ambiente hostil, a protagonista tenta sobreviver, porém nunca é esquecida pelos F4, uma vez que o líder do grupo Doumyouji se apaixona por ela e ela, por sua vez, por Rui Hanazawa (também membro dos F4, melhor amigo de Doumyouji) que possui uma personalidade bondosa e tímida. É sempre ele que está salvando Makino de Doumyouji. Entretanto, o enredo é mais complexo, uma vez que o líder dos F4 muda completamente ao se apaixonar pela protagonista, apesar de manter sua personalidade agressiva e prepotente.


Hana Yori Dango (1996), apesar de antigo, é um anime sensacional, capaz de deixar o telespectador na dúvida sobre por quem torcer e sentir verdadeira pena pelas coisas que Makino sofre, pois mesmo depois que Doumyouji se apaixona por ela, outras pessoas estão sempre tentando fazer mal a protagonista, que sofre fisicamente e psicologicamente o anime todo. Além disso, o anime nos prende, fazendo querer saber o que vai acontecer no próximo episódio, nos diverte, principalmente por causa das atrapalhadas de Doumyouji e nos encanta com o romance da história. Enfim, é um anime shoujo completo: divertido, romântico e complexo!

Em 2006, foi produzido uma adaptação de Hana Yori Dango em dorama, com 9 episódios, em 2007 Hana Yori Dango 2 Returns, com 11 episódios e em 2008 o filme Hana Yori Dango Final

Final: feliz, conclusivo, mas os fãs sempre querem mais!

    

    

Pers



Kare Kano (As razões dele, os motivos dela), criado por Masami Tsuda, é um anime bem leve e muito engraçado!

Yukino Miyazawa é uma garota extremamente vaidosa e tudo o que ela mais quer é que as pessoas a admirem. Sôichiro Arima é o garoto perfeito da escola, bonito e inteligente. No entanto, os dois não são exatamente aquilo que parecem ser, principalmente Yukino.

Arima se declara para Yukino, mas a garota não quer nada com o rapaz. Porém, Arima descobre que Miyazawa na verdade não é tão perfeita quanto aparenta e começa a chantageá-la, tudo isso para conseguir ficar mais tempo com ela. Pouco a pouco os dois começam a se conhecer melhor e a se envolverem.


O anime conta o relacionamento dos dois, o primeiro beijo, a primeira vez e os problemas que ambos passam. Arima é adotado, seu tio e sua mulher que o criaram. O fato de seu pai biológico ser um fracassado e dele sido muito mal tratado na infância, deixaram traumas na vida do garoto. Traumas que Yukino o ajuda a superar. Os dois se envolvem tanto que deixam de ser os alunos exemplares da escola, preocupando seus professores.

No começo da história Yukino não possui amigas de verdade, por conta de sua vaidade, mas o anime mostra pouco a pouco sua mudança, seu amadurecimento. Já Arima também faz novas amizades, como Asaba Hideaki e transpõe a barreira do toque no seu relacionamento com Miyazawa, já que no começo do anime os dois demoraram muito para darem seu primeiro beijo. Arima, na verdade, possui uma paixão quase que doentia por Yukino.


O mangá teve mais histórias e teve um final de verdade. Já o anime acaba do nada, não mostrando o lado mais negro de Arima, o estupro que acontece e a finalização das histórias. No entanto, o anime é muito engraçado, com personagens bastante cômicas como toda a família de Miyazawa e a selvagem Tsubasa Shibahime. Além disso, no final de quase todos os episódios aparecem as dubladoras das irmãs de Yukino fazendo a prévia dos proximos episódios e as imagens do encerramento, muita vezes, mostram lugares públicos do Japão. Além do ponto negativo em relação ao seu final, o anime por vezes é bastante repetitivo, sempre fazendo retrospectiva dos acontecimentos.

Uma pena que Kare kano não tenha dado muito certo. No total são 25 episódios, mas ainda que sem final conclusivo eu indico para aqueles que querem dar um pouco de risada e acompanhar um bonito relacionamento.

       

       

Final: Feliz, mas sem conclusão.


Pers