Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.

Já que hoje é o dia dos namorados, resolvi postar uma foto de um dos meus casais favoritos!


Pers

Eu esperei ansiosamente o site “Heaven of Templation” terminar de traduzir o mangá “Hapi Mari”, para que eu pudesse ler por completo, já que a autora é a mesma de um dos meus mangás favoritos: “Private Prince”, a mangaká Enjouji Maki. 

Obviamente por ser da mesma autora, os traços de “Hapi Mari” são muito parecidos com o do “Private Prince”, mas o enredo e a personalidade dos personagens são bem diferentes. Hokuto Mamiya é um cara bastante arrogante e frio, que administra uma parte das empresas da poderosa família Mamiya. Takanashi Chiwa é uma garota super dedicada a seu pai, que é um apostador e vive devendo para agiotas. Para ajudar a pagar as contas de casa, Chiwa trabalha num clube à noite, como anfitriã, até que um dia Hokuto vai até ela e a propõe em casamento, já que seu avó conhecia a avó da moça e quer que seu neto se case com ela.

 
No primeiro instante Chiwa rejeita completamente a ideia e a situação só piora quando ela descobre que Hokuto é o presidente da empresa em que trabalha! Porém, devido a situação financeira que vive, graças ao seu pai que está sempre devendo, a garota decide aceitar o pedido de Hokuto e ambos se casam. Claro que a relação dos dois a princípio é bastante conturbada, Chiwa se apaixona por Hokuto, mas não confia totalmente nele, mesmo porque ela acha que tudo que ele faz é porque ele foi “obrigado” a se casar com ela. Além disso, os dois não têm um contato mais íntimo e Chiwa ainda é virgem. 

Com o passar do tempo, Hokuto também se apaixona por Chiwa, mas a relação continua conturbada, pois Chiwa sente dificuldade em se adaptar a fazer parte de uma família rica, sem contar os problemas diários de um casamento. Hokuto tem muita dificuldade em mostrar seus sentimentos, mas passa a considerar Chiwa sua única família, já que guarda um enorme rancor de seu pai. Já Chiwa tenta a todo custo unir pai e filho.

 

A história do mangá é muito boa, mas senti falta de personagens secundários, já que toda a trama é centrada nos protagonistas, o que às vezes pode deixar a história cansativa. Entretanto, “Hapi Mari” é um bom josei e a evoluação dos personagens é o que mais agradou na obra, além, claro, do romance apresentado! 

Pers


Falar de qualquer obra (livros, filmes, animes, mangás) que envolve vampiros é bastante complicado hoje em dia e costumo dizer que cada autor tem o vampiro que merece. Estou dizendo isso porque “Midnight Secretary” é um mangá que fala sobre vampirismo, envolvendo romance e cenas de tensão sexual, mas bem menos do que qualquer mangá de Mayu Shinjo (uma mangaká que escreve praticamente sobre sexo), pois nada de obsceno aparece. 

Comecei a ler “Midnight Secretary” online em português, pelo site “Central de Mangás”, mas estava incompleto e quando começo a ler algum mangá sempre termino, a não ser que ele seja bem desestimulante, o que não é o caso dessa obra, muito pelo contrário. 



A história começa com Kaya (que tem certo complexo com seu rosto infantil) sendo transferida de chefe, passando a ser secretária do carrasco Kyouhei Toma. Porém, logo a princípio Kaya descobre que Kyouhei não é um ser humano normal e sim um vampiro que suga o sangue das suas vítimas durante o ato sexual (daí as cenas de sexos serem um tanto recorrente, embora não mostrem muita coisa). Mesmo assustada Kaya permanece em seu emprego, pois claro que Kyouhei não a deixará ir facilmente, mesmo porque ela é uma secretária exemplar e o ajuda bastante em tudo que precisa. Kyouhei é um homem viciado em trabalho e encontra uma parceira bem parecida com ele, pois Kaya passa a se dedicar completamente a seu novo chefe, ajudando-o inclusive no serviço de “comida”. Kaya arruma a sua agenda de modo que ele possa estar sempre com alguma mulher e assim se alimentar. Kyouhei não gosta dos humanos e tem orgulho de ser vampiro, mas seu orgulho acaba sendo ferido quando um dia precisa se alimentar de sua própria secretária, tornando-se um viciado em seu sangue. Para Kyouhei, Kaya tem um sangue com um gosto diferente, o melhor que ele já provou e só depois entendemos o motivo disso. 




Ao longo do mangá vemos Kyouhei se envolvendo com Kaya, mas sempre mantendo a relação do trabalho, essencial para os dois. Kaya se apaixona por Kyouhei e começa a questionar a sua posição na vida do amado. Já ele aos poucos vai esquecendo o orgulho de ser vampiro e assumindo Kaya em sua vida pessoal. Muitas coias acontecem no mangá e vamos descobrindo o passado da família de Kyouhei e a importante relação que ele tem com o clã de vampiros. Apesar de algumas cenas “calientes”, o mangá acaba sendo mais do que uma simples história com sexo. Acho que a mangaká, Ohmi Tomu, poderia ter explorado mais Kyouhei por ser um personagem mais complexo, porém, gostei do desenvolvimento da história e do drama. Não se deve esperar da obra um “Crepúsculo” ou um “Vampire Knight”, mas quem curte um shoujo com drama e sobrenatural pode gostar também de “Midnight Secretary”, assim como eu gostei. 

Final: Feliz

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Eu não costumo muito falar de mangá aqui no blog porque eu não tenho paciência para esperar que os mangakás terminem de escrever suas histórias, menos paciência tenho é de esperar que saia em português! Por isso, geralmente acabo lendo em outras línguas e fica difícil indicar mangás que não têm em português ou que só é possível baixar na internet, pois tem muita gente que não gosta de ler assim.

Porém, vou abrir uma exceção e falar de “A Delicious Relationship”, escrito por Makimura Satoru. A história começa com a protagonista Momoe perdendo seu pai. Momoe é uma garota ingênua que sempre foi protegida pelas pessoas a sua volta, mas depois da morte do pai se viu obrigada a assumir as responsabilidades da casa, já que o dinheiro da herança não duraria para sempre, apesar de sua mãe acreditar que sim.



Momoe quer arrumar um emprego e tem dificuldades em saber no que pode ser boa, até que um dia se dá conta de que uma das coisas que mais lhe agradava era sair para comer fora com sua família. A partir de então, Momoe resolve ser uma cozinheira, uma que fosse capaz de levar a felicidade para quem provasse a sua comida! No entanto, isso não é nada fácil, uma vez que Momoe não sabe nem fritar um ovo! Entretanto, o destino lhe ajuda e ela vai parar no restaurante Petit Lapin, que tem como cozinheiro o pavoroso Oda. Oda é um cozinheiro que não aceita ajuda, é grosso, grita com as pessoas, sendo um verdadeiro demônio na cozinha, porém, é um excelente cozinheiro e por conta disso Momoe faz de tudo para trabalhar com ele. Obviamente, Momoe acaba se apaixonando por Oda, mas a recíproca não é verdadeira.

“A Delicious Relationship” é um mangá que me agradou por não resolver rapidamente os problemas da protagonista. Ao longo dos volumes, que são muitos (10), Momoe vai enfrentando diversas dificuldades e amadurecendo com o passar do tempo. O traço do mangá não é o meu preferido, mas a história me envolveu, prendendo a minha atenção até o último capítulo.




Momoe conhece muitos personagens ao longo da história, o Peti Lapin tem um dono adorável, Oda possui uma mãe adotiva terrível, Chiyo, mas que sabe que Momoe seria a mulher ideal para seu filho. É bastante engraçado ver o relacionamento de Chiyo e Momoe, já que a senhora tem idade para ser avó dela, mas as duas brigam como adolescentes. Chiyo é uma excelente cozinheira e formou ótimos cozinheiros, como Takahashi. A princípio pensei que Takahashi não teria muita importância na vida de Momoe, mas surpreendentemente teve. Momoe ama Oda, mas Oda tem um relacionamento sério com Kanako (uma mulher linda, mas um pouco perturbada) e não vê Momoe como uma mulher, por isso, pensei que Takahashi seria um rival, alguém que despertasse os sentimentos de Oda por Momoe, mas Takahashi e Momoe tem um relacionamento bem diferente. Aliás, o mangá é um Josei e por isso os personagens são bem mais maduros e a história aborda temas mais complexos, como depressão, morte, suicídio, entre outras coisas. Porém, não se enganem, “A Delicious Relationship” não tem uma carga dramática extremamente forte.


Além dos personagens, outra coisa que chamou minha atenção foi o modo como a comida é tratada no mangá. Quem já assistiu animes como “Yumeiro Pâtissière”, sabe que ser cozinheiro é trabalhar com arte e isso fica evidente nesse mangá. A comida é tratada de maneira poética em um ambiente selvagem, já que ser cozinheiro não é fácil, exige mais do que talento, como persistência e contatos importantes.

Enfim, eu gostei de “A Delicious Relationship”, o romance não é ponto principal, embora isso afete e muito a vida de Momoe, mas eu diria que o foco mesmo é o amadurecimento da personagem principal. Infelizmente, eu só encontrei o mangá em espanhol, mas quem quiser se aventurar é só entrar no site “Heaven of Temptation”. Também descobri que fizeram um dorama baseado no mangá, “Sweet Relationship”, que eu ainda não vi, mas fica como opção para quem gostou da história.

Download: Heaven of Temptation
Final: Feliz

Pers
O texto abaixo é uma resenha sobre o anime “Usagi Drop” da minha amiga Pandora do blog “Uma Pandora e sua caixa”. Como eu ainda não consegui fazer a resenha desse anime e como a dela é uma resenha excelente e completíssima, resolvi pedir permissão para publicá-la aqui!


Aproveitem!

Pers


Sobre Animes e o "Ser pai": Usagi Drop! 


 Segundo a Wikipédia a palavra ANIME:
"... tem significados diferentes para os japoneses e para os ocidentais. Para os japoneses, anime é tudo o que seja desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional. Para os ocidentais, anime é todo o desenho animado que venha do Japão."

E esse não é um blog dedicado a animes*, mas, como alguns sabem e outros suspeitam, eu costumo assistir esse tipo de animação com alguma frequência e ocasionalmente me sinto emocionalmente obrigada a registrar quando isso ocorre aqui.

Usagi Drop é um anime que conta a história de como um homem de 30 anos, Daikichi, se torna pai de uma menina de 6 anos, Rin, de forma muito original e rotineira ao mesmo tempo... Afinal, ao mesmo tempo que é improvável que alguém descubra que seu avô falecido deixou uma filha de 6 anos, é meio corriqueiro ver homens de 30 vivendo os desafios da paternidade, mesmo nunca tendo desejado ardentemente ser pai. 
Rin e Daikichi se conhecem no velório do avô que o Daikichi e todo o resto da família não viam ou tinham notícia a anos. Então todos se surpreendem com a pequena Rin e ficam totalmente sem saber o que fazer ou o destino a dar aquela menina aparentemente tímida, cuja mãe, além de tudo, é desconhecida de todos.


Rin aparece do nada na vida deles e já aparece como uma responsabilidade que ninguém quer assumir, afinal todos sabem o quanto uma criança exige, exceto talvez o herói dessa história rsrsrs... A decisão da família é levar a menina para um orfanato, mas na hora H o Daikichi, um solteirão de 30 anos que mora sozinho e nem namorada tem, decide adotar a Rin.

Aparentemente do nada ele toma para si essa responsabilidade, sem ter nem ideia do que é cuidar de uma criança e dando inicio a uma história muito linda cujo nome é "Usagi Drop" e nós podemos acompanhar em 11 episódios muito fofos, com uma estética linda, terna, impecável!!! Sim, eu amei superlativamente falando!!!

Como Daikichi não sabe nada sobre cuidar de crianças é a Rin, os outros pais que ele conhece ao longo da história e os muitos sustos naturais a paternidade que vão ensinando na prática como as coisas são ao nosso nobre herói... Realmente as boas intenções são ótimas para encher o Inferno porque o que deve encher os céus são mesmo as boas ações e como Daikichi é bom em ter boas práticas como pai!!!
É sabido por todos que "ser pai" não é fácil acompanhado, o que se dirá sozinho??? Até eu sei o quanto coisas aparentemente fáceis podem ser muito difíceis e as difíceis podem ser até muito agradáveis, mas não deixam de ser difíceis por isso!

Várias são as descobertas, os desafios, as pequenas coisas a descobrir e realizar quando o assunto é ser pai solteiro. Como por exemplo: arrumar o cabelo da moça, lindo observar como ele aprende pouco a pouco; criar horários para estar junto, Daikichi acaba tendo que trocar de posto na empresa; a adaptação a nova rotina; a constatação de que o pai é um exemplo; o abandono de velhos hábitos pelo simples motivo de fazerem mal a criança; aprender a pensar nos outros antes de pensar em si; a nova convivência com as crianças; a emoção contida nas festinhas da escola; o valor de uma foto!


O sofrimento com as enormes coisas pequenas tipo doenças infantis; a emoção advinda da simples troca de dentes de leite por dentes permanentes; o valor da vida, a sua vida, afinal se você é pai você sabe que não pode morrer nem tão cedo, afinal quem vai cuidar melhor que você da pequena? A alegria de ver outro ser humano descobrindo as coisas boas da vida, como uma flor que vai desabrochando na primavera!

Pensando nisso eu constato que nem todos os homens que se vem responsáveis por uma criança conseguem se transformar em pais... Ser pai é algo muito mais complexo do que fecundar um ovulo, registrar uma criança em cartório ou pagar as infindáveis contas que uma criança gera naturalmente.

Para ser pai é preciso se deixar envolver por essa onda que é uma criança, deixar mesmo que ela sozinha, e sem esforço, tome conta da sua vida inteira, ao menos por um tempo, ser pai é permitir que uma filha ou filho se torne importante.

Eu não sei o que é "ter filho" ou "ser mãe", nunca vou "ser pai" (por motivos óbvios rsrs), mas qualquer pessoa que pare e observe pais e mães verdadeiros vai ver que algo como um filho modifica totalmente a vida de um ser humano, seja ele homem ou mulher, e isso geralmente é muito positivo... A paternidade e a maternidade costumam fazer as pessoas reverem conceitos e se tornarem seres humanos melhores.

Quando uma criança nasce com certeza ela tem muito a aprender sobre esse lugar assustador, lindo, glorioso e cruel que é o mundo, mas tenho a sutil impressão que toda criança também tem muito a ensinar ao mundo a começar pelos seus responsáveis.

Rin ensina ao Daikichi assim como os filhos ensinam aos pais coisas que eu ainda não sei, mas suspeito. Usagi Drop lembra ainda que não existe uma única forma de ser pai ou um pai perfeito... E me faz pensar que talvez existam várias formas de ser pai e nenhuma delas seja a perfeita.
E a propósito disso, só para constar, hoje é aniversário do meu pai... Ele não é o tipo que ler blogs ou coisas do gênero, nós não somos o tipo que vive agarrado um ao outro e coisas do gênero... Na verdade nós costumamos brigar assim, mais ou menos, com pequenas variações disformes e raras, "um dia sim e o outro também", por motivos tão fúteis que chegam a ser irritantes para quase todo mundo a começar por nós dois. 
Mas, ainda assim um Pai é sempre um Pai e vale a pena lembrar disso em qualquer tempo e mais ainda no dia do aniversário.

Download: Yokai animes 
Pandora

*Pandora se refere ao blog dela!


É a primeira vez que escrevo sobre mangá aqui no blog, porque na verdade eu gosto bem mais de assistir animes e meu bolso não me permite ler todos os mangás que eu quero; ainda que eu insista em lê-los. Além disso, os mangás demoram a ser concluídos e quando são concluídos eu acabo perdendo a vontade de escrever. No entanto, recentemente eu fiz algo que geralmente não faço, porque sou das antigas e prefiro ler em papel: li um mangá na internet. Foi a primeira vez e confesso que senti falta do papel. Entretanto, o mangá em questão, “Private Prince” é tão bom, que acabei lendo em poucos dias.


Antes de começar a falar sobre a história, preciso dizer que “Private Prince” não é nada complexo. Sério, é um josei bem simples, romântico, um pouco açucarado e bem “hot”! Miyako é uma estudante de mestrado no Japão e precisa obter informações sobre a família real do país Estolia, uma vez que sua tese é sobre uma antiga mulher japonesa que se tornou rainha de lá. Os prazos estão acabando e Miyako está ficando sem dinheiro, já que está morando sozinha, pois sua mãe não a quer como estudante e sim como sua substituta no seu hotel tradicional. Porém, um príncipe aparece em sua vida! O príncipe Will, do país Estolia, está estudando no Japão e amiga de Miyako consegue entradas para uma festa particular na embaixada em que o príncipe está. Dessa forma, Miyako poderá pedir a ajuda do príncipe para conseguir informações para seu mestrado.

Assim, a moça vai à festa, mas quando chega lá, Will ficando encantado com seu belo par de seios (tanto que seu assistente passa a chamá-la de “Senhorita Melões”). Miyako fica, obviamente, assustada com o príncipe pervertido, que a partir de então passa a segui-la por todos os lugares. 

Como eu disse, uma clássica história de amor, com uma protagonista bem tontinha a ponto de rejeitar um príncipe maravilhoso como aquele, pois a princípio a única coisa que Miyako realmente se preocupa é com seus estudos e com seu mestrado, deixando muitas vezes o romance com o príncipe de lado. Claro que temos personagens para atrapalhar os dois: o primo de Will, a mãe de Miyako, entre outras coisas que acontecem no mangá, como a insegurança da protagonista e os ciúmes do príncipe


Mesmo fazendo a linha “dramas leves”, “Private Prince” é bastante divertido e se você gosta do gênero não tem como não se encantar com o príncipe Will.

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"Kuragehime" é um anime baseado em um josei da revista “Kiss”, lançado no ano passado no Japão e devo dizer que é um dos melhores animes da atualidade. A única decepção fica por ser curto, com apenas 11 episódios, mas da forma como termina e pelo fato do mangá ainda está em publicação, tudo indica que ele tem tudo para ter continuação!

Logo no primeiro episódio eu já dei muita risada, pois o anime, apesar de abordar conteúdos dramáticos, tem um lado bem nonsense.

Tsukimi é uma garota otaku que vive em Tóquio em uma república só de mulheres também otakus, cada uma a sua maneira. Tsukimi, assim como as outras, é bastante antissocial, tímida, desarrumada e tem uma verdadeira obsessão por água-viva. Um dia, tentando salvar sua água viva, Kurara, de um petshop, Tsukimi encontra Koibuchi Kuranosuke, uma mulher loira, alta, bonita e muito elegante. O problema é a nossa protagonista logo descobre que ela, na verdade, é ele!

Desesperada, Tsukimi tenta encobrir a verdadeira sexualidade de Kuranosuke, já que na república, chamada de Amamizukan, os homens são proibidos. No entanto, Kuranosuke não larga Tsukimi e acabam se tornando amigos.


Kuranosuke na verdade é um tipo de crossdresser, que se veste de mulher não por ser gay e sim porque quer fugir das obrigações familiares. Kuranosuke é filho ilegítimo de um político poderoso e vizinho da Amamizukan. Porém, Kuranosuke não é filho único, tendo um irmão mais velho chamado Shu Koibuchi. Shu se apaixona por Tsukimi (o que deixa Kuranosuke com ciúmes), mas não consegue identificá-la quando está na sua verdadeira forma, ou seja, completamente desarrumada.


Além desse triangulo amoroso temos outros personagens, como as moradoras da república: Chieko, a gerente, aficionada por bonecas tradicionais japoneses e quimonos; Mayaya, obcecada com “Os Três Reinos”; Banba, maluquinha por trens; Jiji, fascinada por homens mais velhos e Mejiro, popular escritora de mangás, mas que nunca sai de seu quarto. A verdade é que todas apresentam problemas em viver em sociedade, como se existisse uma bolha que as separassem do resto do mundo. Bolha esta rompida por Kuranosuke, que sem querer (e ás vezes querendo) tira as meninas do pequeno mundo delas, levando-as a se socializarem um pouco mais.

“Kuragehime” parece ser um anime leve, mas com o passar dos episódios vamos descobrimos os problemas dos personagens principais, seus dramas, seus traumas, fazendo com que se tornem personagens profundos e complexos. Cada uma das meninas possui seus problemas e até mesmo a parte rica do anime, a família de Kuranosuke, possui seus traumas.

Os traços do anime são bastante realísticos, dando um tom mais maduro a algumas cenas, mas mesmo quando o drama está no primeiro plano eu não pude deixar de rir em diversas situações quando, por exemplo, Kuranosuke fala o que não deve, deixando as meninas constrangidas. Além disso, Kurara é uma gracinha e faz os comerciais serem mais fofos ainda e a abertura é ótima, fazendo uma paródia com vários filmes!

O final conclui uma das histórias principais do anime, mas não o conclui de fato, ficando muita coisa para ser mostrada. Espero sinceramente que “Kuragehime” tenha segunda, terceira e muitas outras temporadas. Sem dúvida um dos melhores animes da atualidade, com um drama bastante pertinente, com humor e romance, ou seja, um anime repleto de conteúdo.

             

Final: Feliz, mas sem muita conclusão

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“Nodame Cantabile” mostra a relação entre dois estudantes universitários e de pós-graduação de música clássica, Megumi Noda (Nodame) e Shinichi Chiaki. Os dois são vizinhos e se conhecem por acaso, porque Nodame acha Chiaki em sua porta desmaiado de tão bêbado e o leva para seu apartamento. Chiaki estava depressivo por causa de seu trauma: ele não consegue andar de avião ou navio e assim não pode sair do Japão para estudar regência em outros países. Ainda para completar, sua ex-namora lhe dá um gelo na mesma noite.

Ao acordar com a música do piano de Nodame, Chiaki foge rapidamente para seu próprio apartamento, assustado com o caos que é o lar de Nodame. A partir daí seus caminhos se intercalam, Nodame se apaixona por Chiaki, mas a principio não é correspondida. Porém, o rapaz pouco a pouco a deixa se aproximar devido ao seu talento musical incomum.

       

O anime mostra a vida, os conflitos e os desafios dos estudantes de música e por isso mesmo é um anime extremamente original! “Nodame Cantabile” é super engraçado, divertido, romântico e mesmo quem não gosta de música clássica vai se interessar por Brahms, Chopin, Gershwin, Rachmaninov, Liszt e Beethoven. Digo isso porque cada lição aprendida por eles é passada de maneira dinâmica, divertida e leve. Dá até vontade de aprender a tocar piano!


Quanto aos personagens, Nodame é sem dúvida um personagem complexo. Assim com os gênios, ela não é facilmente compreendida e interpretada. A cada apresentação de Nodame eu sentia um frio na barriga, porque é impossível descobrir como ela vai se sair; a cada momento com a personagem é uma surpresa! Já Chiaki é um gênio mais fácil de entender, a princípio bastante egoísta, mas consegue mudar seu modo graças a Nodame. Chiaki sem perceber acaba cuidando dela, dando força para que ela continue a tocar seu piano, lavando suas roupas e fazendo comida para ela. Claro que tudo isso em meio a brigas e situações divertidas, como quando Nodame rouba suas camisas para cheirá-las.

O anime tem três temporadas: “Nodame Cantabile”, “Nodame Cantabile Paris-Hen” e “Nodame Cantabile finale”. A última temporada acaba de maneira evasiva, com perspectivas para o futuro e dizem que os Ovas virão para dar um final conclusivo, assim espero.



Não se intimidem pelo tema de música clássica, no fundo “Nodame Cantabile” é um anime que mostra as dificuldades da vida dos estudantes, suas dúvidas, seus problemas e seus romances. Na segunda temporada Chiaki e Nodame vão viver em Paris em um edifício de estudantes estrangeiros, mostrando a riqueza da diversidade cultural. Já na última temporada, Nodame volta a ter conflitos com o piano, uma vez que sua vontade de tocá-lo de maneira livre volta à tona, principalmente com o avanço da carreira de Chiaki. “Nodame Cantabile” é mais do que um simples anime de comédia romântica, o drama vivido pelos protagonistas e a evolução deles ao longo da série mostra um grande amadurecimento na história, transformando o anime em algo único.

       

       

     

Final: Feliz, mas com um gostinho de quero mais.

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