Um pouco de Shoujo

Blog de resenhas de animes shoujo, comédias, romances, entre outros gêneros. Além de abordar também filmes, mangas e doramas.



Princesa Mononoke (1997), de Hayao Miyazaki, é o tema da TAG do grupo do facebook Chá com blog versão Otaku! E confesso que adorei a escolha, fazia tempo que eu queria mesmo ver esse filme!

Ashitaka é um príncipe em sua aldeia, um bom rapaz, que ao salvar sua tribo de um demônio acaba sendo amaldiçoado por ele. Pra tentar se livrar da maldição, Ashitaka viaja até outra aldeia, a fim de encontrar o deus da montanha, para assim pedir que ele o cure. No caminho, perto da floresta poderosa que abriga o espírito, Ashitaka conhece San, uma moça guerreira, filha adotiva de um deus Lobo que está a todo custo tentando salvar a floresta. Ashitaka também encontra uma fortaleza de ferro comandada por uma chefe poderosa, Lady Eboshi, que está tentando matar os espíritos, para assim conseguir explorar a floresta e seus poderes.



Ashitaka descobre que foi a poderosa chefe da fortaleza que expulsou o demônio javali que vivia lá e por conta disso ele ficou carregado de ódio e quis matar a todos. Porém, uma dos aspectos mais interessantes do filme é que a chefe não é exatamente uma total vilã. Lady Eboshi abriga todas as prostitutas, dando emprego a elas e tem como empregados leprosos que fabricam armas. Quando ninguém mais queria ficar perto deles, por conta da doença, ela foi a única que os acolheu.

No entanto, os deuses estão enfurecidos com os humanos que tentam destruí-los e uma guerra é eminente, no meio dela está Ashitaka, San e mais alguns interessados nos poderes da floresta!



Sabe-se que Ashitaka é uma boa pessoa, mas pouco se conhece sobre San até metade do filme! Porém, sem sombras de dúvidas é Lady Eboshi a personagem mais intrigante e complexa da história. Já o alívio cômico fica pelas mulheres da fortaleza, que praticamente comandam tudo e possuem os homens como submissos, quase como uma sociedade matriarcal!

“Princessa Mononoke” expõe com clareza a dicotomia entre homem e natureza, trabalhando o tema da forma que somente o Hayao Miyazaki consegue, ou seja, apesar da violência exposta (muito sangue, morte e mutilação) é ao mesmo tempo um filme sensível, inteligente, com uma ótima trilha sonora!

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O tema da tag do grupo do facebook “Chá com blog versão otaku” é o mangá Cat Street. Engraçado que eu sempre via esse mangá para baixar nos sites e blogs e nunca me interessei por ele, mas como a outra opção era Death Note eu fiquei desesperada pra ler “Cat Street”!

A história pode parecer um simples shoujo, mas tem um bom desenvolvimento ao longo do mangá. Keito é a protagonista da história, uma garota que quando criança fez muito sucesso como atriz, mas ao ser enganada por outra garota que achava que era sua amiga, Keito fica muda bem no dia de sua apresentação, um silencio formado pelo choque ao perceber quem era sua verdadeira amiga. Depois disso, Keito nunca mais se apresentou e se tornou bem diferente do que era antes, inclusive se tornou uma pessoa bem desanimada e distante. Porém, isso muda quando descobre um tipo de escola bem diferente com pessoas dispostas a ajudá-la, bom, no começo nem todos, mas Keito acaba fazendo novos amigos e descobrindo pessoas bem interessantes.



Deste ponto em diante a história começa a tomar um rumo diferente, Keito enfrenta novos desafios na sua vida, como pensar no seu futuro profissional, fazer novas amigas, resgatar antigos amigos e amadurecer como pessoa. Enfim, o mangá está muito mais focado no desenvolvimento dos personagens do que em qualquer outra coisa, mesmo porque não é só Keito que tem problemas, todos personagens apresentam de certa forma seus dilemas, algum problema ou complexidade. Claro que o romance também está presente no mangá, mas sem dúvida não exatamente o foco principal da história, mas ainda assim eu adorei o Kouichi com seu modo frio e preocupado ao mesmo tempo!

Por tudo isso, acabei gostando bastante de Cat Street, logo no começo a gente nem sabe quem poderia ser o verdadeiro amor de Keito e muito mesmo o desfecho que cada um poderia tomar. Além disso, o mangá aborda assuntos bem interessantes, como superar seus traumas e seguir em frente! Resumindo, é uma boa leitura, de apenas 8 volumes!

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Our Otaku Life
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Este é mais um post da tag “Chá com blog versão otaku”! Eu confesso que não queria falar desse anime, mas a democracia ainda reina no grupo e a maioria venceu, para o meu desgosto! Mas por que eu não queria falar de “Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai”? Porque não gosto de falar sobre a morte e sabia que este seria um anime daqueles que sentiria vontade de chorar! No entanto, apesar de ter achado um anime bonito e triste, a vontade chorar não apareceu, somente no episódio final.

O anime conta a história de um grupo de amigos de infância que se separou depois da morte de Menma, uma das integrantes. O protagonista, Jintan, é o único que consegue ver o fantasma da moça e carrega um certo remorso sobre a morte de Menma, isso porque antes dela morrer ele mentiu ao ser pressionado quanto aos sentimentos dele por ela! Depois, ao poucos vamos descobrindo o que cada um sentia pela garotinha e os problemas que eles tiveram com a sua morte!



Menma diz que Jintan deve realizar um desejo dela e que talvez só assim pudesse alcançar o paraíso, mas Jintan não sabe qual é o desejo e acaba sendo ajudado pelos antigos amigos, assim, pouco a pouco o grupo vai enfrentado suas tristezas e remorsos em relação à morte da amiga. Eu diria que o grupo parece uma quadrilha amorosa, em que os pares nunca se encontram e apesar de algumas mágoas eles acabam se unindo novamente.

Eu acho que o lado positivo do anime é que os personagens de certa forma amadurecem e aprendem, mesmo depois de muito tempo, superar a morte de Menma. Além do fato do anime mostrar algumas referências do mundo Otaku como Pokemon e One Piece. Também devo admitir que gostei dos personagens, cada um bem diferente do outro. O ponto negativo é que a leveza do anime vai se perdendo aos poucos, se tornando mais denso e dramático à medida que a história é contada e eu preferia que continuasse leve. De todos, apesar de nunca mostrar, Poppo foi o mais afetado pela morte de Menma e é dele que senti mais pena, ao fazer sua confissão no episódio final. Episódio, inclusive, bastante emocionante! Outra coisa que não gostei foi que não ficamos sabemos sobre o desenlace amoroso de todos, embora seja cabível no anime, uma vez que mesmo seguindo em frente demoraria para cada um poder se apaixonar novamente.



Enfim, é difícil descrever minha opinião sobre este anime. A verdade é que não odiei, mas também não foi aquele espetáculo que muitos comentam! Eu realmente não gosto de comentar sobre a morte, dói e me deixa angustiada, então talvez por isso eu tenha visto o anime de modo a me distanciar dele, mas com toda certeza é um anime que comove, com uma excelente trilha sonora.

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“O Castelo Animado” (2004) é uma adaptação do romance de fantasia da escritora britânica Diana Wynne Jones, tendo Hayao Miyazaki como roteirista e diretor. Aliás, essa tag do grupo do facebook acabou se tornando uma homenagem, já que Miyazaki anunciou sua aposentadoria recentemente. Agora o que será da minha vida sem seus filmes eu ainda não sei!

Antes de começar a falar do filme eu preciso fazer uma ressalva: eu ainda não li o livro, pois continua esgotado em todas as livrarias, por isso, não farei nenhuma comparação com o romance de Jones, mas eu tenho certeza que o livro deve ser magnífico e deve ter suas diferenças com o filme. No entanto, estarei aqui analisando a obra de Miyazaki unicamente.



Falando do filme, tudo começa com a chegada de um castelo muito estranho, na verdade nem se parece um castelo e sim uma bugiganga, na cidade de Sophie, uma moça bem simples que trabalha na chapelaria de seu falecido pai.

Com a chegada do castelo, que pertence a um poderoso feiticeiro, Howl, a cidade que já estava agitada por conta da guerra, fica eufórica. A única que não dá bola para isso é Sophie. Porém, ao caminhar pelas ruas, dois guardas tentam assediá-la e a protagonista é salva pelo temido feiticeiro. A partir disso, a vida da pobre Sophie muda completamente. Howl é perseguido por muita gente, todos os reis querem sua ajuda, uma feiticeira poderosa o quer como aliado e uma bruxa egoísta quer roubar seu coração. Por ciúmes e por pura maldade, a bruxa joga um feitiço logo no começo do filme em Sophie. Deste ponto em diante passamos a ver a bela protagonista transformada em uma senhora de idade bem avançada. Como se não bastasse a maldição, Sophie não pode contar a ninguém o que está acontecendo com ela.



Dessa forma, a protagonista abandona sua casa em busca de alguém que possa reverter o feitiço, caminhando pelas Terras Abandonadas e com a ajuda de um simpático espantalho, Sophie encontra o castelo animado de Howl. O castelo é movido por um simpático demônio do fogo, Calcifer, que tem uma relação profunda com o feiticeiro. Eles não vivem sozinhos, tem a companhia de um garotinho aprendiz, Markl. Sophie, apesar de ser uma senhorinha, mostra bastante energia, tornando-se faxineira do local e pouco a pouco se torna parte daquela pequena família maluca. A relação de Howl com ela é linda, pois Sophie continua sendo uma mulher incrível, apensar de sua aparência.

O enredo tem algumas reviravoltas na história, mostrando que nem todos que aparentemente são ruins são verdadeiramente os vilões. Aliás, se existe um vilão neste filme é a guerra! 

“O Castelo Animado” me parece um novo tipo de contos de fadas, mostrando redenção, perdão, a importância da liberdade e que ser velho pode ser apenas um detalhe. Lindo filme, com romance, fantasia e aventura, ótima fotografia; uma animação para adultos e crianças e não é em 3D! 



O tema da TAG dessa vez do nosso grupo no facebook, “Chá com blog –Versão Otaku” é dorama, mas especificamente “My Girlfriend is a Gumiho”.

Eu tentei, eu juro que tentei, mas o drama é enrolado demais em determinados momentos e acabei desistindo de ver, mesmo o protagonista sendo Lee Seung Ki, um ator que eu adoro.

Então, já que estou me sentindo super culpada por não participar da TAG dessa vez, resolvi ao menos deixar o link do blog Our Otaku Life, já que o Eiti, autor do blog, não só fez sua resenha, como tem uma opinião bem parecida com a minha!



Pers


O tema desse mês da tag do nosso grupo do facebook, “Chá com blog versão otaku”, é mangá e o escolhido foi o shoujo “Akuma de Sourou”! 

Kayano é apaixonada por um colega de escola e um dia finalmente cria coragem de entregar uma carta a ele, só que ao invés de entregar a confissão ao garoto certo, Kayano acaba entregando a carta para Takeru, o encrenqueiro da escola! Como se isso não bastasse, Takeru se tornará seu meio irmão, já que seus pais irão se casar! Claro que a principio Kayano fica desesperada, pois Takeru não deixa de perturbá-la nem por um minuto! No entanto, a convivência mostra a Kayano que ele é um bom rapaz por trás da aparência malvada. E Takeru, é óbvio, se apaixona por Kayano, sendo justamente por isso que faz de tudo para atrapalhar qualquer tipo de relação amorosa que ela possa ter! 



Eu particularmente não gosto muito do traço do mangá, sem contar no visual trash de Takeru, mas a história me convenceu e eu li até o final! Kayano é uma garota meiga, generosa e Takeru é um garoto gentil, apesar das aparências. Entretanto, devo dizer que nunca me conformei com ar muitas vezes indiferente de Takeru, mesmo quando ele e a Kayano já estavam juntos. Por conta disso, eu me arrisco a dizer que Takeru não chega a ser um protagonista carismático, pra falar a verdade, muita vezes cheguei a ficar morrendo de raiva das atitudes dele! 



O mangá, apesar de estar repleto de clichês, aborda diversos temas adolescentes, como problemas com o relacionamento amoroso dos protagonistas, o fato de Takeru ter uma relação complicada com a família, em especial com a mãe, a aprovação do amor dos dois pelos pais (já que são meio irmãos), entre outras coisas. 

“Akuma de Sourou” tem 11 volumes e teve também uma adaptação para um dorama Taiwanese; uma comédia romântica bem divertida, mas isso é assunto pra outro post!

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